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Postado em 12-09-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 12-09-2010 11:43

Fernando Collor: escolhas eletivas

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Em seu artigo para a edição de sábado e domingo da Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho comenta sobre estranhas relações eleitorais na campanha presidencial em curso no País. “Dilma não pode impedir que Collor lhe dê apoio. Isso é verdade. Mas Dilma pode pedir à Justiça Eleitoral que proíba a campanha de Collor de usar o jingle” , diz o colunista no texto que Bahia em Pauta reproduz.
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OPINIÃO POLÍTICA
Três verdades

Ivan de Carvalho

1. Há poucos dias, a candidata a presidente da República pela coligação liderada pelo PT, Dilma Rousseff, indignou-se com uma peça da campanha eleitoral do oponente tucano José Serra, exibida no programa de propaganda eleitoral gratuita na televisão. A peça publicitária mostrava que o ex-presidente Fernando Collor, que renunciou para não sofrer impeachment em decorrência de acusações de corrupção, e a petista Dilma Rousseff são aliados na campanha eleitoral.

A candidata a presidente disse ao país que não apóia Collor e ressalvou que, sendo o Brasil uma democracia, quem quiser apoiá-la pode fazê-lo, ela nem teria como impedir. Duas coisas, porém, não foram ditas.

Uma delas: Collor não apóia Dilma por acaso. Ele, como senador do PTB, vem apoiando o governo do presidente Lula, do qual Dilma participou com destaque. E o presidente Lula é seu padrinho e mentor político. Além de haver feito comentário elogioso quando Collor declarou apoio ao governo.

A outra: mesmo após repudiar a peça publicitária do adversário que divulgava aliança entre ela e Collor, Dilma Rousseff continua sendo personagem de jingle de campanha da candidatura de Collor a governador de Alagoas. Parte essencial do jingle: “É Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma. É Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor”.

Dilma não pode impedir que Collor lhe dê apoio. Isso é verdade. Mas Dilma pode pedir à Justiça Eleitoral que proíba a campanha de Collor de usar o jingle na sua propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio, como ele está fazendo. Isso também é verdade. E ela não pediu, o que, aliás, também é verdade.

Deve, então, estar gostando. Não havia, pois, razão para aquela suposta indignação inicial.

2. Já que se está tratando da candidata Dilma Rousseff, ontem ela elogiou a operação da Polícia Federal que prendeu 18 pessoas, entre elas o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias, do PP, que concorre à reeleição e o ex-governador Waldez Góes, do PDT, que renunciou ao cargo para disputar uma cadeira de senador.

A Operação Policial aconteceu numa hora ruim. Na véspera à noite, o presidente Lula havia pedido votos para Waldez Góes, em depoimento de 28 segundos na televisão. Pediu aos eleitores para votar em Góes, “que está com Dilma”, pois “quando for presidenta, Dilma vai precisar de senadores que ajudem a aprovar seus projetos”.

A Dilma, ontem, restou declarar que o governo Lula combate a corrupção “doa a quem doer”.

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