O governo francês considera inaceitáveis as declarações do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, sobre a expulsão de ciganos romenos do território francês, considerando-os vítimas de uma «espécie de holocausto racial».

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da França respondeu que esta utilização do termo holocausto por Castro «revela a ignorância da História e um desrespeito pelas suas vítimas».

«Por isso são inaceitáveis» as declarações do líder cubano, acrescentou, em declarações à agência AFP o porta-voz Bernard Valero à margem de uma reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia, em Bruxelas.
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O Parlamento Europeu adotou, esta semana, uma resolução que pede à França e a outros Estados da União Europeia para «suspenderem imediatamente» as expulsões de ciganos, proposta que obteve 337 votos a favor e 245 contra.

Segundo este documento, o Parlamento Europeu declara-se «vivamente preocupado pelas medidas tomadas pelas autoridades francesas tal como por autoridades de outros Estados-membros em relação aos ciganos e aos nómades prevendo a sua expulsão».

Este texto criticou ainda uma reunião feita por iniciativa do governo francês sobre imigração e liberdade de circulação, ao considerar que estes assuntos são da competência da União Europeia», uma atitude que surge a par de uma «onda de estigmatização dos ciganos no discurso político».

«O direito de todos os cidadãos da União e membros das suas famílias de circularem livremente em toda a União constitui um dos pilares da cidadania da União tal como é definida pelos tratados», acrescenta esta resolução apresentada por socialistas, liberais, Verdes e comunistas.

Já o texto apresentado pelo Partido Popular Europeu, que é majoritário no hemisfério europeu, e por alguns eurocépticos e que não condenava a França neste aspecto foi rejeitada pelo Parlamento Europeu.

Entretanto, o ministro francês da Imigração, Eric Besson, que está de visita à Roménia, já disse que o «Parlamento Europeu saiu das suas prerrogativas» e que «evidentemente não nos vamos submeter a um ditame político».

(Informações do portal europeu TSF)

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