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Postado em 11-09-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 11-09-2010 22:18


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O Chile lembrou neste sábado, 11 de Setembro, os 37 anos do golpe de Estado no qual o general Augusto Pinochet derrubou o socialista Salvador Allende, fato que o atual presidente Sebastián Piñera, um empresário conservador cujos negócios floreceram na ditadura militar, descreveu hoje como um “desenlace previsível, apesar de evitável, em uma democracia que estava doente”.

O 11 de setembro do bombardeio do palácio La Moneda, derrubada e morte do presidente da Unidade Popular, Salvador Alleende, ocorre pela primeira vez durante um governo de direita. A data foi marcada por uma passeata pacífica de milhares de chilenos que, segundo a AFP, “foi levemente perturbada por cerca de 50 ativistas violentos”.

“Nossa democracia se quebrara, mas não foi uma morte súbita nem intempestiva. Foi certamente um desfecho previsível, embora evitável, de uma democracia que estava doente”, disse Piñera, que participa de uma cerimônia em memória das vítimas do golpe de 1973 no norte do país.

A sociedade estava “doente de ódio, de polarização extrema, de falta de diálogo. Dava a impressão de que governo e oposição na época haviam decidido destruir-se mutuamente e por fim conseguiram”, estimou o presidente.

“Destruíram nossa democracia, nossa amizade cívica, nossa sã convivência e muitas coisas mais”, completou.

O presidente pediu o fim das divisões do passado, quando o país polarizou-se depois do golpe de Estado.

“Três de cada quatro chilenos que hoje vivem em nosso país eram menores de idade ou nem sequer tinham nascido em 11 de setembro de 1973 e, por isso, não podemos nos ver presos em brigas e ódios do passado, isso não é tarefa de nossa geração: a geração do Bicentenário”, declarou o governante.

Piñera referia-se à comemoração dos 200 anos da Independência do Chile, em 18 de setembro.

Durante o dia foram registrados alguns atos de violência em uma passeata pacífica, deixando ao menos 21 pessoas presas por violar a ordem e destruir propriedade pública, além da queima de uma bandeira chilena.

Segundo emissoras de televisão locais, em torno de 50 encapuzados, armados com pedras e objetos pontudos, destruíram semáforos, sinais de trânsito, postos de gasolina e veículos da imprensa. Também houve confrontos com a polícia.

As emissoras locais divulgaram imagens de homens com o rosto coberto queimando a bandeira chilena.

A passeata denominada “Pelos Direitos Humanos”, com em torno de 3 mil pessoas, segundo informou a polícia à AFP, foi iniciada sem problemas no centro de Santiago e percorreu a Avenida Bernardo O’Higgins – principal via da capital – escoltada por policiais.

No entanto, no final da passeata, no cemitério geral, os encapuzados chegaram. Mais cedo, o coronel da polícia, Maurício Toro, informou um ferido a bala e quatro presos durante incidentes menores na madrugada de sábado.

Em 11 de setembro de 1973, o general Augusto Pinochet encabeçou o golpe de Estado que derrubou o então presidente socialista Salvador Allende.

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Comentários

Regina on 12 setembro, 2010 at 14:28 #

“¡Viva Chile! ¡Viva el pueblo! ¡Vivan los trabajadores!” (Ultimas palavras de Allende ouvidas na radio chilena na manha de 11 de Setembro de 1973) — Será coincidência essa data com o que passou em NY ou terá alguma relação?

Regina Soares


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