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O Chile lembrou neste sábado, 11 de Setembro, os 37 anos do golpe de Estado no qual o general Augusto Pinochet derrubou o socialista Salvador Allende, fato que o atual presidente Sebastián Piñera, um empresário conservador cujos negócios floreceram na ditadura militar, descreveu hoje como um “desenlace previsível, apesar de evitável, em uma democracia que estava doente”.

O 11 de setembro do bombardeio do palácio La Moneda, derrubada e morte do presidente da Unidade Popular, Salvador Alleende, ocorre pela primeira vez durante um governo de direita. A data foi marcada por uma passeata pacífica de milhares de chilenos que, segundo a AFP, “foi levemente perturbada por cerca de 50 ativistas violentos”.

“Nossa democracia se quebrara, mas não foi uma morte súbita nem intempestiva. Foi certamente um desfecho previsível, embora evitável, de uma democracia que estava doente”, disse Piñera, que participa de uma cerimônia em memória das vítimas do golpe de 1973 no norte do país.

A sociedade estava “doente de ódio, de polarização extrema, de falta de diálogo. Dava a impressão de que governo e oposição na época haviam decidido destruir-se mutuamente e por fim conseguiram”, estimou o presidente.

“Destruíram nossa democracia, nossa amizade cívica, nossa sã convivência e muitas coisas mais”, completou.

O presidente pediu o fim das divisões do passado, quando o país polarizou-se depois do golpe de Estado.

“Três de cada quatro chilenos que hoje vivem em nosso país eram menores de idade ou nem sequer tinham nascido em 11 de setembro de 1973 e, por isso, não podemos nos ver presos em brigas e ódios do passado, isso não é tarefa de nossa geração: a geração do Bicentenário”, declarou o governante.

Piñera referia-se à comemoração dos 200 anos da Independência do Chile, em 18 de setembro.

Durante o dia foram registrados alguns atos de violência em uma passeata pacífica, deixando ao menos 21 pessoas presas por violar a ordem e destruir propriedade pública, além da queima de uma bandeira chilena.

Segundo emissoras de televisão locais, em torno de 50 encapuzados, armados com pedras e objetos pontudos, destruíram semáforos, sinais de trânsito, postos de gasolina e veículos da imprensa. Também houve confrontos com a polícia.

As emissoras locais divulgaram imagens de homens com o rosto coberto queimando a bandeira chilena.

A passeata denominada “Pelos Direitos Humanos”, com em torno de 3 mil pessoas, segundo informou a polícia à AFP, foi iniciada sem problemas no centro de Santiago e percorreu a Avenida Bernardo O’Higgins – principal via da capital – escoltada por policiais.

No entanto, no final da passeata, no cemitério geral, os encapuzados chegaram. Mais cedo, o coronel da polícia, Maurício Toro, informou um ferido a bala e quatro presos durante incidentes menores na madrugada de sábado.

Em 11 de setembro de 1973, o general Augusto Pinochet encabeçou o golpe de Estado que derrubou o então presidente socialista Salvador Allende.

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Direto de Belmont, na área da baia de San Francisco, Califórnia, Regina Soares garimpou a música para terminar o dia no Bahia em Pauta. Vem com mensagem:

“Vamos lembrar aos políticos o que somos e o que queremos!”
Regina Soares

DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010)

Claudio Leal

Direto de São Paulo

“Estão procurando uma bala de prata”, afirmou a candidata Dilma Rousseff, na entrada do Hospital Sírio-Libanês, na tarde deste sábado (11), sobre as últimas denúncias contra a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. Antes da visita ao vice-presidente José Alencar, Dilma conversou com jornalistas e desqualificou as críticas de seu oponente José Serra (PSDB) a sua campanha a partir da reportagem da revista Veja.

Erenice Guerra, segundo a revista, teria atuado para viabilizar negócios nos Correios intermediados por uma empresa de consultoria de seu filho, Israel Guerra. Segundo a reportagem, Erenice teria se encontrado com o empresário Fábio Baracat, ex-sócio da MTA Linhas Aéreas, que atua com transporte de correspondências. A atual ministra nega os encontros fora de agenda oficial.

“Eu acho que o meu adversário tem perdido todas as estribeiras… periga passar as eleições chamado de caluniador”, advertiu Dilma. A candidata garantiu ter mantido pouco contato com Erenice e que não conhece os empresários citados como próximos à ministra da Casa Civil. “Até hoje ela tem a minha confiança”.

A candidata petista considera essa questão como “governamental” e não quis comentar o conteúdo da denúncia da revista. Dilma garantiu ainda que conhece “muito o pouco” o filho de Erenice Guerra.

Sorrindo, Dilma disse que estão fazendo coisas “do arco da velha”. “Espero que essa campanha não se paute por isso”, comentou a ex-ministra, sobre uma suposta onda de denuncismo.

O governo francês considera inaceitáveis as declarações do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, sobre a expulsão de ciganos romenos do território francês, considerando-os vítimas de uma «espécie de holocausto racial».

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da França respondeu que esta utilização do termo holocausto por Castro «revela a ignorância da História e um desrespeito pelas suas vítimas».

«Por isso são inaceitáveis» as declarações do líder cubano, acrescentou, em declarações à agência AFP o porta-voz Bernard Valero à margem de uma reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia, em Bruxelas.
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O Parlamento Europeu adotou, esta semana, uma resolução que pede à França e a outros Estados da União Europeia para «suspenderem imediatamente» as expulsões de ciganos, proposta que obteve 337 votos a favor e 245 contra.

Segundo este documento, o Parlamento Europeu declara-se «vivamente preocupado pelas medidas tomadas pelas autoridades francesas tal como por autoridades de outros Estados-membros em relação aos ciganos e aos nómades prevendo a sua expulsão».

Este texto criticou ainda uma reunião feita por iniciativa do governo francês sobre imigração e liberdade de circulação, ao considerar que estes assuntos são da competência da União Europeia», uma atitude que surge a par de uma «onda de estigmatização dos ciganos no discurso político».

«O direito de todos os cidadãos da União e membros das suas famílias de circularem livremente em toda a União constitui um dos pilares da cidadania da União tal como é definida pelos tratados», acrescenta esta resolução apresentada por socialistas, liberais, Verdes e comunistas.

Já o texto apresentado pelo Partido Popular Europeu, que é majoritário no hemisfério europeu, e por alguns eurocépticos e que não condenava a França neste aspecto foi rejeitada pelo Parlamento Europeu.

Entretanto, o ministro francês da Imigração, Eric Besson, que está de visita à Roménia, já disse que o «Parlamento Europeu saiu das suas prerrogativas» e que «evidentemente não nos vamos submeter a um ditame político».

(Informações do portal europeu TSF)

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Obama: hoje no Pentágono/PÚBLICO

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Ao lado do secretário da Defesa, Robert Gates, Obama recordou “aquela terrível manhã” em que “um grupo deplorável”, pervertendo os ensinamentos de uma religião, desferiu o mais violento ataque jamais registado em solo americano, com o intuito de dividir e desmoralizar o país.

O Presidente cumpriu um minuto de silêncio às 9h37, a hora em que, há nove anos, o voo número 77 da American Airlines bateu contra a fachada do edifício do Pentágono, nas imediações da capital, provocando 184 mortos.

“Hoje declaramos uma vez mais que nunca lhes concederemos vitória”, sublinhou o Presidente. Mas Obama disse também que na sua luta contra o terrorismo, a América “não sacrificará as liberdades que tanto preza, não se esconderá atrás de muros de suspeição e desconfiança e não cederá ao ódio e à intolerância”.

Por isso, garantiu Barack Obama, a América continuará a defender o direito à liberdade religiosa, a defender a diversidade e a tolerância e a condenar o extremismo.

Antes da cerimónia, na tradicional mensagem radiofónica de sábado, o Presidente admitira que as comemorações do dia 11 de Setembro este ano eram “especialmente difíceis” – falando em abstrato, Obama censurou aqueles que procuraram aproveitar o evento para “alimentar a amargura e usar as nossas diferenças para nos dividir”.
(Informações do jornal Público, de Lisboa)

set
11
Posted on 11-09-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 11-09-2010


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Inacreditável !!  Só a Jabulani mesmo!!!

(VHS)

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Geraldo Simões:surpresa no TRE-BA

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DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010)

Davi Lemos

Direto de Salvador

A Lei da Ficha Limpa causou a impugnação da candidatura à reeleição do deputado federal Geraldo Simões (PT-BA). Nesta sexta-feira (10), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) decidiu por quatro votos a três indeferir o registro do petista. A votação chegou a estar vantajosa para o parlamentar em três a um. O voto decisivo coube ao presidente do Tribunal, Mário Alberto Hirs, que votou pelo indeferimento.

O pedido de indeferimento foi formulado pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), sob a alegação de que Simões possuía contas irregulares e rejeitadas pelos tribunais de contas dos Municípios (TCM) e da União (TCU), quando foi prefeito de Itabuna em dois mandatos: 1993 a 1996 e 2001 a 2004. O parlamentar poderá ainda recorrer ao TSE.

Em contato com o Terra, Simões disse que recorreria ainda junto ao TRE. “Os tribunais precisam aprofundar o entendimento do Ficha Limpa. No meu caso, não houve dolo por improbidade ou apropriação indébita de recursos públicos”, disse o deputado, que afirma ter votado pela aprovação da Lei na Câmara Federal. “Eu e meu partido votamos a favor”, salientou.

O petista disse ainda que, na análise de um dos convênios, a Câmara Técnica do TCU indicou a aprovação. “Eles não analisaram os convênios. Indeferiram por entender que havia contas indeferidas, mas não verificaram se houve dolo”, argumentou. Simões foi um dos principais nomes dentro do PT que se opunham à candidatura de Walter Pinheiro ao Senado – como a maioria da base no estado, o petista defendia a candidatura de Waldir Pires.

Estadual
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu recursos interposto pela PRE e indeferiu o registro da candidatura de Marcos Antônio Ribeiro dos Santos (PRP) a deputado estadual. O recurso foi ajuizado no dia 25 de agosto contra decisão do TRE-BA, que considerou o candidato apto às eleições, embora tenha sido condenado por abuso de poder econômico e político nos últimos oito anos, o que o enquadra na Lei do Ficha Limpa.

“O TSE acolheu a tese do PRE e aplicou, contrariamente ao TRE/BA, a Lei do Ficha Limpa”, afirmou o procurador Regional Eleitoral, Sidney Madruga. Ele destacou que esta é a primeira vitória da PRE contra decisões contrárias do Tribunal na Bahia. O procurador ainda aguarda o julgamento de outros 24 recursos.

set
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Posted on 11-09-2010
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 11-09-2010

Jatene e Ana Julia: o Pará ferve

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ARTIGO DA SEMANA

DOIS BRASIS E FHC DE QUEBRA

Vitor Hugo Soares

Na quarta-feira da semana passada, convidado para um evento familiar a que não podia faltar, peguei um avião de manhã no aeroporto de Salvador e rumei para o Norte, com destino ao Pará. Deixava para trás, por uma semana, a morna campanha sucessória que pelo andar das pesquisas e salvo improvável surpresa de última hora, caminha para dar em overdose de petismo na Bahia.

Na disputa dos votos do quarto maior colégio eleitoral do País, Dilma Rousseff surfa a largas braçadas rumo à presidência na “onda Lula”, mais impressionante ainda na região Nordeste. Jaques Wagner, embora sem o mesmo vigor, aparenta também nadar sem maiores sustos de morrer na praia – como o adversário Paulo Souto (DEM) no pleito passado – embora a possibilidade deva ser levada em conta até mesmo por este precedente recente. A probabilidade maior, no entanto, é de mais uma temporada do quatro anos do “galego” (como se refere o presidente ao governador) no Palácio de Ondina.

Começo quase sem perceber uma viagem por dois brasis diferentes nas paisagens, nos sabores e, principalmente, no jeito de encarar este em geral modorrento confronto de poder em 2010, que entra na reta final. No meio da tarde desço em Brasília, um país à parte desde o aeroporto. Logo se vê que a máxima que mais importa por lá é a da canção do saudoso piauiense Torquato Neto: “Só me interessa o que pode dar certo”. No caso, descobrir com o máximo de antecedência possível quem será o vencedor. A quem dirigir os memorandos dos pleitos futuros. Com quem negociar interesses a partir de janeiro de 2011. O resto, seja quem for o vencedor, é miudeza que se acerta com o tempo. Dilma ou Serra dá no mesmo no Planalto para essa gente.

Troco de avião para sobrevoar a floresta amazônica: imensa, verdejante, caudalosa como a poesia de Thiago de Melo ou do chileno Pablo Neruda. Aqui e ali os blocos de fumaça das queimadas na mata se projetam no espaço que observo pesaroso da janela da aeronave. “Até quando?”, pergunto intimamente. Sem resposta, no final do dia, desembarco na escaldante e hospitaleira Belém da Fafá, que ferve como no tempo das Diretas Já. Duplamente: pelo forte calor que normalmente faz na região e pela encarniçada batalha eleitoral na qual se defrontam PT e PSDB pelo governo estadual. Neste caso, diferentemente da Bahia, com larga vantagem para os tucanos.

Tanto pelo que apontam os números das pesquisas mais recentes, como pelo que o visitante vê e ouve em todo canto: ruas, taxis, bares, esquinas. Também nos ambientes mais sóbrios e fechados, como na cerimônia de casamento a que fui convidado, realizada na basílica de Nossa Senhora de Nazaré, da famosa e multitudinária procissão do Círio. O interesse e a participação vão do histórico formigueiro humano do mercado Ver-o-Peso aos recantos mais recomendados pelas elites locais, como o belíssimo Mangal das Garças.

No Pará se vê um outro Brasil. Uma campanha política como nos melhores tempos das grandes e ferrenhas eleições estaduais. Coisa de dar gosto ver.

“Vamos tirar o Pará dos vermelhos”, convoca o locutor, brandindo um dos mais contundentes e bem bolados slogans do candidato Simão Jatene, do PSDB, líder disparado nas pesquisas, que chuta no calcanhar de Aquiles da governadora petista Ana Julia Carepa. A menos de um mês do pleito, a “vermelha” a que se refere o slogan tucano, está encostada nas cordas à espera de uma “visita salvadora”, de Lula e Dilma, para “virar o jogo”.

O grito contra o petismo parte de um vistoso carro de som com potência de decibéis de dar inveja aos trios elétricos de Ivete Sangalo, Timbalada de Carlinhos Brown ou de Daniela Mercury no carnaval baiano. Está parado na frente do imenso centro de exposições de Belém, por onde circulam milhares de pessoas de todas as idades na concorrida Feira Anual de Livro do Pará. É domingo, último dia do evento, e o locutor anuncia a pesquisa recém-saída do forno de um dos principais institutos do país, que o jornal O Liberal publicaria no dia seguinte. Muita gente que sai da feira parece gostar do que ouve, e até se diverte com o esforço do acanhado carro de som ao lado, de um candidato a deputado que faz campanha pela reeleição de Ana Júlia.

“Essa mulher não fez nada nesses quatro anos, a não ser os viadutos novos no caminho do aeroporto, que é obra da PAC, com dinheiro federal”, comenta o taxista no caminho de volta para o hotel. “Tudo de bom que o senhor viu em Belém foi Jatene que fez”, completa, desnudando a preferência e o voto.

Retorno à Bahia na quarta-feira, com nova escala em Brasília. Tempo curto de parada, mas o suficiente para Margarida, jornalista atenta que viaja comigo adquirir a revista Isto É desta semana, que traz a contundente e digna entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao jornalista Yan Boechat. Goste ou não de FHC, é preciso tirar o chapeu e reconhecer: a entrevista na revista semanal o coloca em lugar de destaque entre aquele que Ulysses Guimarães definia em seu famoso decálogo do “verdadeiros estadistas”.

Alijado da campanha tucana, “que prefere usar a imagem de Lula à dele, FHC deixa claro que está insatisfeito e ataca os marqueteiros de Serra”, enquanto arruma as malas para uma viagem para fora do país, “por motivos particulares”. Anda magoado porque considera que o País mudou em seu governo “e agora o Serra faz uma campanha escondendo que quem mudou o país fomos nós”. Mas quanta verdade e sutilidade nas queixa sobre a campanha tucana. “Eu não quero colocar toda responsabilidade nele (Serra). É todo mundo. É preciso mais tenacidade, motivação. Serra é professor, sabe falar de maneira clara. Há mil modos de se comunicar com o povo”. Qual a receita? “Não há, mas nesse tipo de situação, a meu ver, você tem que convencer, ser espontâneo, fazer graça e ser contundente também. Tem que misturar tudo isso e mostrar que tem garra”, ensina.
FHC deixa o recado final para Serra, antes de embarcar para a Alemanha: “Não há uma onda petista. Há uma onda lulista. Em governo de Estado o PT não está crescendo em nenhum lugar. Acho que nesse momento entra a vontade. Ou entra com vontade ou não faz nada”.

Na mosca, FHC. O Pará que o diga.

Vitor Hugo Soares é jornalista- E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


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BOA NOITE!!!

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