set
06

DEU NO COMUNIQUE-SE (PORTAL ESPECIALIZADO EM NOTÍCIAS DE BASTIDORES DA IMPRENSA)

Izabela Vasconcelos

Nesta segunda-feira (6/9) a Folha de S. Paulo é um dos assuntos mais comentados no Twitter. A hashtag #DilmaFactsByFolha ocupou o terceiro lugar no Trending Topics mundial, e foi citado no ranking divulgado pelo jornal britânico The Independent. No final desta tarde, a tag ocupa o sexto lugar. Com a campanha, os internautas questionam a imparcialidade da Folha no tratamento dado à candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT).

O movimento virtual começou depois que a Folha publicou a manchete “Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma”, na edição de domingo (05/9). De acordo com os posts dos twitteiros, que abordaram o assunto com humor, a Folha destacaria Dilma como ‘culpada’ em várias situações, muitas delas inusitadas.

Procurada pela reportagem, a Folha ainda não se pronunciou sobre o assunto.

set
06

Crhis Botti, magnífico, em Caruso, para os que amam a paz !!!
BOA NOITE!!!  (Gilson Nogueira)

set
06

Em seu artigo desta segunda-feira , na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho comenta sobre as várias frases que estão sendo usadas por várias pessoas, adversárias da candidata do PT a presidente da República ou simplesmente observadoras da conjuntura política, na tentativa de caracterizar a extrema escassez de informação pública a respeito de Dilma Rousseff. Informacõe que o colunista considera cruciais por inúmeros motivos, até por se tratar da candidata que lidera todas as pesquisa de preferência do eleitorado.”Mais exatamente para que o eleitorado decida conscientemente, como deve ocorrer numa democracia, e não com uma venda nos olhos, se deve ou não votar nela”, diz Ivan no texto que BP reproduz.

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OPINIÃO POLÍTICA

Direito à informação

Ivan de Carvalho

Várias frases estão sendo usadas por várias pessoas, adversárias da candidata do PT a presidente da República ou simplesmente observadoras da conjuntura política, na tentativa de caracterizar a extrema escassez de informação pública a respeito de Dilma Rousseff.

Essa escassez está sendo cuidadosamente cultivada pelo governo, pelo PT e pela campanha da candidata. Isso é extremamente grave, pois se trata da candidata amplamente favorita. Daí as constatações que a caracterizam como “uma caixa preta” ou “um envelope fechado”. Sem nenhuma alusão ao caso da Operação Caixa de Pandora, que virou de pernas para o ar a política no Distrito Federal, Dilma Rousseff poderia ser classificada por alguém mais desconfiado como “uma Caixa de Pandora”.

Tal classificação seria certamente uma precipitação e poderia ser ou não uma injustiça, pois essa caixa da mitologia grega continha todos os males. Mas é exatamente para ver o conteúdo daquela que pelo presidente Lula e por uma grande coligação partidária liderada pelo PT foi apresentada à nação brasileira como candidata a presidente da República que se quer abrir a “caixa preta” ou o “envelope fechado”.

Mais exatamente para que o eleitorado decida conscientemente, como deve ocorrer numa democracia, e não com uma venda nos olhos, se deve ou não votar nela.

Bem, se a candidata e sua campanha, assim como sua coligação e seu padrinho político, escondem o que realmente significa a candidata e se esmeram em exibir apenas perfumarias, em falar abobrinhas, justo é que outros busquem, dentro da lei, descobrir o que esteja oculto.

Seja um mestrado e um doutorado que não existiam, salvo na Plataforma Lates do CNPq, seja acompanhando com atenção seu estado de saúde (a saúde das pessoas é coisa só delas, de seus médicos, de suas famílias e de Deus, mas a saúde de quem pode chegar a presidente da República é assunto de interesse nacional), seja buscando revelar o que está em um processo trancado no cofre da presidência do Superior Tribunal Militar. O processo tem a ver com a atividade clandestina de Dilma Rousseff durante o regime militar.

Na edição anterior deste jornal, mencionei de passagem o esforço do jornal Folha de S. Paulo para ter acesso a esse processo. O acesso pedido pelo caminho administrativo normal foi negado. Mistério. Afinal, trata-se de um processo antigo, já encerrado, o que exclui a hipótese, já de si mesmo absurda, de estar “correndo em segredo de justiça”.

Não deveria haver segredo, mas há. E isso torna mais importante e urgente o acesso ao processo e a divulgação do que nele exista, a tempo de que possa seu conteúdo ser examinado pelo eleitorado, exaustivamente, se houver para isto justificativa, em tempo hábil para que seja levado em conta na decisão de cada eleitor.

Como não obteve o acesso normalmente, o jornal paulista entrou com um mandado de segurança que o plenário do STM deverá julgar. Mas deve fazê-lo imediatamente: falta menos de um mês para a eleição.

BOA NOITE A TODOS, DIRETO DA MADRUGADA DE BELÉM DO PARÁ E DEPOIS DE ALGUMAS DOSES DE BOA BEBIDA SERVIDAS COM FRUTAS DA TERRA E COMIDA DE PRIMEIRA , COM TEMPERO AMAZÔNICO NO MANGAL DAS GARÇAS .  (Vitor Hugo Soares, um baiano na amazônia)

set
06

Lula na campanha: “escândalo” para FHC/DN

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

O ex-Presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, criticou, em artigo publicado hoje em vários jornais, a devassa da privacidade fiscal de pessoas ligadas ao candidato à Presidência José Serra e a postura “escandalosa” de Lula na campanha para as presidenciais, em benefício da candidatura de Dilma Rousseff.

No texto publicado hoje, Fernando Henrique Cardoso começa por criticar a devassa da privacidade fiscal de pessoas ligadas ao candidato à Presidência José Serra e diz que o Brasil vive “uma fase de democracia virtual”.

“Não no sentido da utilização dos meios eletrónicos e da web como sucedâneos dos processos diretos, mas no sentido que atribui à palavra virtual o dicionário do Aurélio: algo que existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito atual”, sublinha.

Na avaliação do ex-Presidente e sociólogo, o edifício da democracia e de muitas instituições econômicas e sociais está feito no Brasil, mas a casa ainda “está vazia”.

“A arquitetura é bela, mas, quando alguém bate à porta, a monumentalidade das formas institucionais desfaz-se em um eco que indica estar a casa vazia por dentro”, observa.

Segundo Cardoso, a quebra do sigilo bancário da filha de José Serra, e de pessoas filiadas ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) mostra a “vacuidade das leis diante da prática quotidiana”.

De acordo com a imprensa brasileira, somente o sigilo bancário do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, foi violado dez vezes num terminal da Receita Federal em Minas Gerais

“Com a maior desfaçatez do mundo, altos funcionários, tentando iludir a questão política – como se estivessem tratando com um povo de parvos – proclamam que ‘não foi nada não; apenas um balcão de venda de dados…’. E fica o dito pelo não dito, com os media denunciando, os interessados protestando e buscando socorro no Judiciário, até que o tempo passe e nada aconteça”, lamenta o ex-Presidente.

“Estamos todos felizes no embalo de uma sensação de bonança que deriva de uma boa conjuntura económica e da solidez das reformas do governo anterior”, ironiza.

“Escandalosa” postura de Lula na campanha

Cardoso critica também diretamente o Presidente Lula da Silva, considerando “escandalosa” a postura do atual chefe de Estado na campanha eleitoral, em benefício da candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff.

Impulsionada pela popularidade do Presidente Lula, a candidata pode vencer já na primeira volta, de acordo com as últimas sondagens.

“No momento do exercício máximo da soberania popular, o desrespeito ocorre sob a batuta presidencial. (…) Há um abismo entre o legítimo apoio aos partidários e o abuso da utilização do prestígio do presidente, que além de pessoal é também institucional, na pugna política diária”, analisa.

Para Fernando Henrique Cardoso, o que está em jogo nas eleições de outubro é a forma de democracia que os brasileiros querem: “oca por dentro ou plena de conteúdo”.

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