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Posted on 01-09-2010
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Fidel: “momentos de injustiça”

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O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, pediu desculpa pelo comportamento homofóbico do regime comunista, que há meio século enviou centenas de homossexuais para campos de trabalho forçado sob a acusação de serem contra-revolucionários. “Foram momentos de grande injustiça, e se alguém é responsável, sou eu”, confessou Fidel, numa entrevista ao jornal mexicano La Jornada. “Foram momentos de grande injustiça, e se alguém é responsável, sou eu”, confessou Fidel (Reuters/Cuba TV)

Pela primeira vez, Fidel admitiu que, tal como as mulheres e os negros, os homossexuais foram marginalizados e perseguidos pelas autoridades, depois da revolução de 1959. Durante as décadas de 60 e 70, centenas de pessoas foram despedidas, forçadas ao exílio e enviadas para campos de reeducação – as chamadas Unidades Militares de Ajuda à Produção – por causa da sua orientação sexual.

“Nesses tempos, não me podia ocupar desse assunto. Tínhamos tantos problemas de vida ou de morte que não prestámos atenção”, justificou o antigo guerrilheiro, acrescentando que depois da revolução estava mais preocupado com “a guerra com os ianques” e os “planos de atentado contra a minha pessoa” do que com a repressão dos homossexuais.

Passados mais de 50 anos, Fidel disse que “queria delimitar a sua responsabilidade” na discriminação sofrida pelos gays, “até porque pessoalmente não tenho esse tipo de preconceito”, esclareceu. No entanto, e como revelou uma pesquisa nos arquivos dos discursos do “Comandante”, Castro usou várias vezes palavras depreciativas para referir-se aos homossexuais. “A nossa sociedade não pode dar cabimento a essas degenerações”, declarou em 1963.

Outra vez, Fidel especulou sobre as origens da homossexualidade: “Eu, que não sou cientista, sempre observei uma coisa: o campo não gera esse subproduto. Estou convencido de que esse problema tem tudo a ver com um ambiente de indolência”.

A homossexualidade foi descriminalizada em Cuba em 1979, mas, segundo denunciou a confederação espanhola LGBT Colegas, a homofobia ainda está latente naquele país. “A polícia ainda reprime duramente os homossexuais nos seus lugares de encontro, como parques, praias, cinemas ou festas, e continua a encarcerá-los. E também persegue as organizações e activistas independentes, como a Fundação Reinaldo Arenas, que não é controlada pelo Cenesex”, acusou o porta-voz da Colegas, Paco Ramírez, referindo-se ao Centro Nacional de Educação Sexual, dirigido pela filha do Presidente Raul Castro.

De acordo com números coligidos por aquela fundação, mais de 5000 jovens gays cubanos foram detidos ou multados pela polícia e cerca de 600 homossexuais soropositivos foram condenados à prisão por “perigo social”.

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DEU NA FOLHA/OPINIÃO

RUY CASTRO

Velha magia

RIO DE JANEIRO – Ex-funcionários e leitores do “Jornal do Brasil” encontraram-se ontem na Cinelândia para lamentar o fim da versão impressa do jornal, que circulou pela última vez depois de 119 anos. Por motivo de viagem, não compareci. Melhor assim. Quando o “Correio da Manhã” se despediu, em junho de 1974, eu estava também a alguns milhares de quilômetros.
O “JB” se junta agora ao “Correio” e aos outros jornais do Rio que contaram a história do Brasil em boa parte do século 20, mas que há muito desapareceram das bancas: “Diário de Notícias”, “O Jornal”, “Diário da Noite”, “A Noite”, “Diário Carioca”, “A Luta Democrática”, “A Notícia”, “Gazeta de Notícias”, “O Radical”, “Última Hora” e “Tribuna da Imprensa”. Quase todos fecharam nos anos 60. Daquela geração restam apenas “O Globo”, “O Dia”, o “Jornal dos Sports” e o “Jornal do Commercio”.
O problema não é só do Rio, mas do mercado em geral. Concretamente, 90% dos jornais que circulavam em Nova York, Paris ou São Paulo até meados daquela década também deixaram de existir, e muito antes que alguém sonhasse com a internet. Mas, em vez de invocar uma suposta doença crônica, a pergunta deveria ser: por que, diante da mesma crise, outros jornais sobreviveram?
Algumas respostas seriam: seus administradores acertaram mais do que erraram, tiveram capacidade de renovação e foram criativos diante da concorrência, inclusive a das outras mídias. O “Jornal do Brasil” tem sido algoz e vítima de si mesmo há pelo menos 30 anos.
A edição de ontem minimizou o fato de ter sido a última em papel. Preferiu enfatizar que a de hoje será a sua primeira 100% digital e que, em 25 anos, todos os outros jornais o terão acompanhado. Pode ser. Mas algo da velha magia de ler jornal vai se quebrar. Teremos de levar o laptop para a mesa do café da manhã e, pior, para o banheiro?

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Posted on 01-09-2010
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Michael Douglas na TV: confiança/Público

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Na sua primeira entrevista desde que lhe foi diagnosticado o câncer na garganta, em Abril, o ator Michael Douglas, de 65 anos, garantiu que está optimista em vencer a doença e que conta para isso com o apoio incondicional da família.

Michael, que está atualmente promovendo o filme “Wall Street”, revelou que há cerca de uma semana começou a submeter-se a um intensivo tratamento de quimioterapia. Segundo o ator, o tumor foi descoberto após regressar de umas férias com a mulher, a também atriz Catherine Zeta-Jones.
(Informações do jornal Público, de Lisboa)

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BOM DIA E BOM SETEMBRO PARA TODOS

(vhs)

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OPINIÃO POLÍTICA

Bahia e segundo turno

Ivan de Carvalho

Quando as candidaturas principais a governador foram postas, na Bahia havia no meio político uma certeza: o segundo turno seria inevitáve. A esta altura da campanha eleitoral, a um mês e dois dias da votação, há dúvidas.
É este o tema do artigo do jornalista político Ivan de Carvalho esta quarta-feira, na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)

Podíamos escolher qualquer dos três principais institutos de pesquisa de opinião pública que lidam com pesquisas eleitorais para servir de parâmetro desse comentário. Datafolha, Ibope, Vox Populi, qualquer um serviria, especialmente porque uns estão praticamente confirmando os outros, após um período em que as disparidades nos resultados foram flagrantes e até incompreensíveis, evidenciando que alguém estava errando feio, ainda que isso não garantisse que alguém estivesse acertando com precisão.

Mas de algum tempo para cá os resultados de pesquisas dos diversos institutos são convergentes, razão de merecerem mais credibilidade do que antes. As diferenças existentes ainda devem ser atribuídas aos períodos exatos em que a coleta de dados é realizada e, quem sabe, aos lugares em que os pesquisadores de campo colhem esses dados.

Li em algum lugar que, ao contrário do que determina a lei, institutos de pesquisa não estão informando (deixaram de informar, como antes faziam) à Justiça Eleitoral os locais (cidades, municípios) em que estão coletando seus dados. Seria bom que eles expliquem porque não cumprem a lei, neste particular – e que alguém os obrigue a cumprir.

Vamos optar, desta vez, pela última pesquisa Vox Populi (sob encomenda do jornal A Tarde), divulgada no dia 29. Atribui ao governador e candidato à reeleição Jaques Wagner, do PT, 46 por cento das intenções de voto (na modalidade de respostas estimuladas), enquanto o candidato democrata, o ex-governador Paulo Souto, aparece com 17 por cento e o deputado e ex-ministro Geddel Vieira Lima, com 11 por cento. A coligação governista, ante números assim, passou a transmitir uma espécie de quase certeza de que Wagner será eleito em 3 de outubro, dispensando assim o segundo turno.

Quando as candidaturas principais a governador foram postas, havia no meio político uma certeza: o segundo turno seria inevitável. Agora, ante a evolução dos resultados das pesquisas, busca o governismo estadual chegar ao extremo oposto, à certeza de que a eleição será encerrada no primeiro turno, que passaria, assim a ser turno único.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Não há dúvida de que a posição político-eleitoral do governador Jaques Wagner, no momento, é muito boa e permite sonhar que a vitória no primeiro turno venha a se tornar uma realidade. Mas sonho é sonho, pode ser premonitório ou mera fantasia e frequentemente só é possível saber qual das duas hipóteses era a verdadeira quando o futuro se torna passado.

É o que, salvo melhor juízo, temos no momento no quadro eleitoral baiano. Note-se que somadas as intenções de voto em Paulo Souto e Geddel Vieira Lima, tem-se um total de 28 por cento, com o que Wagner livra uma frente de 18 pontos percentuais. Muito bom para ele. Mas, além de eventual erro dentro da margem de erro da pesquisa e da conquista, afinal, de ponto ou pontos pela soma dos demais candidatos (Luiz Bassuma, do PV, e outros), o principal é que ainda faltam 30 dias de campanha eleitoral. O segundo turno não é mais uma certeza, óbviamente, mas é uma possibilidade que só políticos ou jornalistas negligentes descartariam. Vai depender, e muito, do comportamento de Souto, Geddel e, talvez, Bassuma, neste último mês de campanha.


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Leal: um exemplo

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“Chegue mais, setembro, sem as implosões de agosto!”, diz Gilson Nogueira no e-mail de envio da bela marcha rancho garimpada por ele para recepcionar no Bahia em Pauta o mês que acaba de chegar.

Belíssima escolha e o BP aproveita o embalo para dedica-la também a um amigo e referência mais que especial deste site blog: o médico e ex-deputado Luiz Leal, que completa 84 anos neste 1 de setembro de 2010. Firme e resistente, sua voz sempre se fez presente nos momentos cruciais da política baiana e nacional, implacável com os ditadores de plantão em Brasília e seus delegados na Bahia , sempre ao lado causa das liberdades democráticas.

Médico de família dos mais conceituados em Salvador, vereador, deputado, superintendente do antigo INAMPS, secretário municipal, no governo Lídice da Mata, cassado pelo regime militar, LUIZ LEAL deveria servir de espelho para os políticos atuais….

Além disso, teve sucesso também como desportista: presidiu o Leônico, montando a equipe que se consagraria campeã Baiana em 1966, lembra Luisito, seu neto e tão admirador do avô quant o o irmão, reporter Claudio Leal, do Terra Magazine, colaborador do Bahia em Pauta.

Opinião em Pessoa , é modelo também para este BP.

Parabéns e longa vida para Leal!

(Vitor Hugo Soares)

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