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BOA NOITE!!!

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JB: última edição nas bancas

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Nesta terça-feira, 31 de agosto, um dos maiores símbolos históricos da imprensa nacional, o Jornal do Brasil, terá a última edição em seu formato tradicional, o papel. A partir de 1º de setembro, o JB vai poder ser lido exclusivamente em sua versão digital, pela internet.

Com fim do JB, o Rio de Janeiro fica com apenas dois grandes jornais

A última edição não deve ser especial, porque o jornal não quer dar a idéia de término, apenas de mudança e renovação. O jb.com.br, que se apresenta como “O primeiro jornal brasileiro na internet”, será a continuação virtual do produto jornalístico do grupo.

(IG)

O motivo da mudança é a crise financeira enfrentada pelo diário desde os anos 90, que levou a dívidas, considerável queda de vendas, perda de credibilidade e demissões em série de jornalistas. Hoje, a redação tem apenas 60 integrantes. O iG antecipou em 30 de junho a informação sobre a suspensão da versão impressa.

Sem o mesmo prestígio e influência, o JB foi descredenciado do IVC (Instituto Verificador de Circulação), órgão responsável por auditar o número de exemplares vendidos das publicações brasileiras, e hoje se estima que a circulação seja de 17 mil exemplares durante a semana, em um momento que os jornais brasileiros crescem 2% em vendas.

Jornal do Brazil, com “z”

Fundado em 9 de abril de 1891 como “Jornal do Brazil”, o diário só deixou de testemunhar os primeiros 15 meses da Era Republicana e cobriu os mandatos de todos os presidentes do País. Teve seu auge entre os anos 50 e 80, quando ditou tendências e reunia alguns dos melhores profissionais da imprensa brasileira.

A partir dos anos 90, a crise o atingiu fortemente. A situação financeira do grupo é crítica. O passivo está próximo de R$ 1 bilhão, e parte das receitas está frequentemente bloqueada para o pagamento de dívidas trabalhistas e fiscais.

Ao colunista do iG Guilherme Barros, o controlador do Jornal do Brasil, Nelson Tanure, afirmou que nunca conseguiu fechar o diário no azul, desde que o assumiu, em 2001, assim como a Gazeta Mercantil, que também fechou. Para Tanure, este é seu último lance na mídia, porque “é muito difícil um jornal sério dar lucro, principalmente no Brasil”.

Desperdício

O Jornal do Brasil justifica que a migração do papel para o meio eletrônico é a tendência no mundo e procura se apresentar como pioneiro e inovador nessa transição. “Qualidade. Praticidade. Alinhamento com o futuro. Respeito à ecologia, inovação” é o novo slogan.

Oficialmente, alega também motivos ecológicos para o fim do papel. “Para cada 100 mil jornais que são impressos, 60 mil são vendidos e 40 mil são jogados fora. É um desperdício fantástico”, afirmou Tanure, a Guilherme Barros, do iG.

De acordo com nota do JB na mesma linha, em anúncio, “os custos econômicos e ambientais do papel são insustentáveis”. “Mais que isso, são desnecessários: uma única edição de domingo do JB corresponde a cerca de 200 árvores, que levam anos para crescer e ocupam 40 mil metros quadrados de florestas. Isso equivale a quatro campos e meio de futebol. Em um ano, com a versão digital, são preservadas áreas florestais correspondentes a mais de 1.200 Maracanãs.”

No mesmo anúncio publicado em página dupla na semana passada, o Jornal do Brasil anunciou que será, “a partir de 1º de setembro, o primeiro jornal 100% digital do Brasil”. “A nova fase do JB usará atraentes plataformas multimídias em computadores e aparelhos móveis de qualquer tipo: laptops, desktops, iPhones, Blackberries ou os modernos leitores digitais iPad, Kindle, Nook, Mix, etc.”, diz o texto.
( Com informações do IG)

Na coluna EM TEMPO, que assina diariamente na Tribuna da Bahia ( e cuja leitura este Bahia em Pauta recomrnda), o jornalista Alex Ferraz escreve hoje o comentário que BP reproduz:
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Afinal, quem defende a liberdade?

Tive minha personalidade formada no auge da ditadura militar. Ainda nem havia completado 14 anos e já fazia jornais no colégio (o inesquecível Ginásio de São Bento) e agia, clandestinamente, escrevendo panfletos e jornalzinhos “subversivos”. A despeito de ser de família de latifundiários conservadores, a sorte me deu um lar onde os mais velhos, ao contrário, reprimir, incentivavam minhas ações, assim como faziam os padres do São Bento. Ainda adolescente, comecei a trabalhar em jornais grandes e, para resumir, iniciei-me como jornalista profissional nesta Tribuna, ainda no período da ditadura, e aqui fiz minha pós-graduação em enfrentamento do autoritarismo, em prol da liberdade de expressão.

Pois bem. Talvez essa formação, que depois radicalizou-se em libertária, é que me faça ser aparentemente o mais indignado dos poucos indignados com as constantes ameaças à liberdade de imprensa que pairam no ar nos últimos tempos. E, deprimido, estou quase chegando à conclusão de que são poucos, pouquíssimos, os que estão efetivamente preocupados com essa possibilidade. Radicalizo e ouso dizer que seriam poucos até mesmo os órgãos da grande imprensa temerosos, tanto no seu quadro empresarial quanto no corpo redacional.

Para agravar meu desconforto intelectual, tenho ouvido até de alguns amigos ex-companheiros de árduas lutas contra a ditadura, palavras de comedimento em relação à minha fúria contra (QUAISQUER) ameaças ao livre arbítrio, à liberdade de expressão.

Sinceramente, não sei (ou sei e absolutamente não me interesso pelos “argumentos”) com base em quê essas pessoas intelectualizadas, ironicamente bem informadas, tentam ponderar sobre a possibilidade de se impor limite à liberdade de imprensa. Nenhum legalismo me convence, até por que há leis de sobra para punir o dito “mau jornalismo”.
Caros leitores, permitam encerrar esse desabafo com ceticismo: empresários em geral (salvo as honrosas e raras exceções de sempre), políticos (idem) e intelectuais (ibidem) estão mudos diante da possibilidade de que todos também fiquemos mudos por imposição de alguma lei esdrúxula. Quem sobreviver…Bem, talvez não veja, porque não poderá ser mostrado

Carka Bruni com Sarkozi: ataque iraniano

“Prostituta destruidora de casamentos”.
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Estes são os termos que o jornal iraniano Kayhan, considerado a voz do regime usa hoje para definir à primeira dama francesa, Carla Bruni, em seu editorial de hoje.

O diário reage desta forma ao fato de Bruni ter assinado uma petição pela libertação da iraniana Sakineh Ashtiani, presa há cinco anos e condenada à morte por adultério.

Também a televisão estatal do país presidido por Mahmoud Ahmadinejad falou da mulher de Nicolas Sarkozy, apelidando-a de “imoral”.

A atriz francesa Isabelle Adjani é outro dos alvos da ira do jornal Kayhan, pelas mesmas razões, conta o jornal “Telegraph” na sua edição de hoje.

(Informações do jornal Diário de Notícias, de Lisboa)

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Posted on 30-08-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 30-08-2010


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Sinfrônio – Diário do Nordeste – Fortaleza, CE
(reproduzido no Blogbar do Fontana = http://fontanablog.blogspot.com/ )


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“Essa queda da censura ao humor serve também para mostrar que nem tudo o que é aprovado pelo Congresso Nacional é legítimo ou aceitável”, considera o jornalista político Ivan de Carvalho em seu artigo desta segunda-feira na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA

Duas questões no futuro do STF

Ivan de Carvalho

Há poucos dias, o ministro Carlos Ayres Brito, do Supremo Tribunal Federal, acabou com a censura, nas emissoras de televisão e rádio, ao humor com candidatos a mandatos políticos. É quase inacreditável que haja sido preciso uma decisão de ministro do STF para acabar com esse tipo de censura, depois que a Constituição de 1988 acabou com todo tipo de censura à imprensa.
Mas acontece que a legislação eleitoral produzida pelo Congresso Nacional criou a citada censura, e censura prévia, ao humor, numa tentativa evidente de proteger os candidatos da crítica feita pelos humoristas, que, como se sabe, é uma das modalidades mais eficazes de crítica.
Essa queda da censura ao humor serve também para mostrar que nem tudo o que é aprovado pelo Congresso Nacional é legítimo ou aceitável. Na verdade, com mais freqüência do que a geralmente imaginada, leis produzidas pelas Casas legislativas no Brasil e regulamentações produzidas pelo Poder Executivo são claramente inconstitucionais. Esse entulho legal costuma ser aplicado até que alguém questione sua constitucionalidade no STF e este ponha abaixo a maldade, a esperteza ou a safadeza.
Vale citar dois exemplos importantes que estão no futuro do STF. O primeiro diz respeito ao sistema de chips de informação e rastreamento que o Contran, numa flagrante violação ao direito do indivíduo à privacidade, determinou que sejam colocados, de forma obrigatória, nos veículos automotores em todo o país, fixando prazo para isto.
Impressionante é que compete, segundo o Contran, aos Estados e ao governo do Distrito Federal implementar o sistema de espionagem veicular – que vai monitorar, evidentemente, parte da vida e dos movimentos dos proprietários dos veículos e até de outras pessoas ligadas a eles, especialmente seus familiares.
Mas, de todos os Estados da Federação, nenhum, mas nenhum mesmo – e há deles governados pela oposição à qual compete aquela velha e boa “eterna vigilância” que é o preço da liberdade – questionou no STF, ou sequer publicamente, a constitucionalidade da decisão arbitrária e liberticida do Contran. Seus governos estão é felizes, pois esperam que o sistema lhes facilite a cobrança do IPVA e de taxas e multas. Ainda bem que a direção da Ordem dos Advogados do Brasil viu os valores maiores e decidiu entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade no STF, alegando exatamente a questão da garantia constitucional da privacidade. Resta aguardar a decisão.
O outro exemplo de questão que há de se colocar no futuro do STF é a do “controle social” dos veículos de comunicação, pelo qual tanto se esforçam o governo federal, o PT e outros setores ligados de alguma forma a esses dois entes. O “controle social” – e isto há de ser examinado em outra ocasião – é apenas um eufemismo para um sistema de supressão da liberdade de expressão e, claro, com ela, das outras liberdades. A hora em que tanto o STF como a nação inteira terão de decidir sobre isso se aproxima rapidamente.

Serra na Associação de Nordestinos(SP)/Terra

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Deu no Terra (Eleições 2010)

Marcela Rocha
Direto de São Paulo

Em visita a Associação de Nordestinos do Estado de São Paulo, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, criticou a declaração da adversária petista, Dilma Rousseff, de que estenderia a mão à oposição caso eleita. Para o tucano, “essa declaração tem uma certa falta de respeito para com as pessoas. É alguém sentando na cadeira a mais de um mês da eleição”.

No último sábado (28), durante entrevista coletiva em Brasília, a candidata petista afirmou que, se eleita, estenderá a mão aos seus adversários para que eles sejam aliados no governo. Questionada se esta aliança poderia ser com Serra, ela respondeu: “estendo a mão para quem quiser participar do governo”.

Serra disse que “é o povo que decide quem vai sentar na cadeira, não um candidato isoladamente”. E completou: “me pareceu uma atitude pouco respeitosa para com os eleitores”.

O tucano também criticou a falta de investimentos em irrigação e abastecimento nas regiões que sofrem com a seca no Nordeste e questionou o investimento federal em moradias. Segundo ele, é preciso dar mais atenção às famílias com renda de até três salários mínimos.

Nesta terça-feira (31), Lula tem um evento como presidente da República na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. Serra, no entanto, criticou a falta de ações do governo federal em melhorias na periferia paulistana. “Não há nada a ser inaugurado em Paraisópolis”, disse o candidato do PSDB, destacando que enquanto prefeito e governador essa favela e Heliópolis foram transformadas em bairros. “O investimento federal em Paraisópolis foi insignificante. O grosso de tudo que foi feito lá vem do Estado e do município”.

Serra enfatizou que em Heliópolis fez o principal Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de São Paulo e em Paraisópolis fez uma escola técnica dentro do bairro. Além de, segundo ele, centenas de moradias, redes de água e esgoto, pavimentação e iluminação. E acrescentou: “e agora, esses dois lugares estão sendo alvo de propaganda enganosa eleitoral”.

Serra visitou a associação acompanhado de sua esposa, Mônica Allende. Ela foi chamada de “a grande mainha” da comunidade nordestina pela anfitriã, Francis Bezerra. A ex-primeira dama de São Paulo aproveitou a oportunidade para criticar a postura da petista Dilma em relação à iraniana condenada ao apedrejamento pelo governo de seu país. “Senti vergonha pelo fato de uma candidata mulher à presidência não ter se pronunciado em relação a este caso”, disse.

Serra começou seu discurso falando do Fundo de Desenvolvimento do Norte e Nordeste que, segundo ele, é de sua autoria. Aplaudido, o tucano seguiu criticando a qualidade dos portos, estradas, indústrias e ferrovias na região. Sua principal plataforma de governo, Saúde, foi também tema presente no pronunciamento do candidato e ex-ministro da pasta durante a gestão FHC.

Questionado pela anfitriã sobre sua experiência política, o tucano aproveitou a oportunidade para alfinetar sua adversária petista: “eu nunca tive padrinho, patrono, nem patrocinador, eu me apresento com o que eu fiz e não com o que os outros dizem que fiz”.

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Mais Eleições 2010 – http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias

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