Lídice em ascensão…

….encosta em Borges

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DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010)

Davi Lemos
Direto de Salvador

O candidato à reeleição ao governo da Bahia, Jaques Wagner (PT), venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje, como aponta nova pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (27). O petista teve 49% das intenções de voto, seguido de Paulo Souto (DEM), com 18%, e Geddel Vieira Lima (PMDB), com 12%. O outro candidato a pontuar foi Luiz Bassuma (PV), com 1%.

A pesquisa ouviu 1.008 eleitores entre os dias 24 e 26 de agosto e possui margem de erro de três pontos percentuais. Ainda de acordo com o Ibope, 7% do eleitorado baiano deve votar em branco ou anular o voto, enquanto 12% estão indecisos.

O Ibope ainda aferiu a rejeição de cada candidato, e o ex-governador Paulo Souto lidera neste quesito, com 25% de rejeição. Ele vem seguido de Luiz Bassuma (PV), com 19%, e Geddel Vieira Lima, com 18%. Sandro Santa Bárbara (PCB) aparece com 14% de rejeição. O governador Jaques Wagner vem em seguida, com 12% de rejeição do eleitorado, ao lado de Marcos Mendes (PSOL) e Carlos Nascimento (PSTU). Vinte por cento dos eleitores não sabiam ou não responderam e 13% afirmaram que não rejeitam nenhum dos candidatos.

Senado

A pesquisa Ibope também ouviu a preferência do eleitorado quando aos candidatos ao Senado. O senador César Borges (PR), candidato à reeleição, figurou com 35% das intenções de voto, seguido de Lídice da Mata (PSB), com 32%, e Walter Pinheiro (PT), com 29%. Em seguida, vieram José Ronado (DEM) e Edvaldo Brito (PTB), com 9% e 7%, nesta ordem.

O outro candidato democrata, José Carlos Aleluia vem com 6%, seguido de Edson Duarte (PV) e Carlos Sampaio (PCB), ambos com 2%. Os candidatos do PSOL, Zilmar e França, têm 1% das intenções de voto. 18% do eleitorado votaria em branco ou nulo e os indecisos ainda são 48% do eleitorado. A pesquisa foi registrada no TRE-BA.

DEU NA REVISTA DIGITAL

Marcela Rocha

Para o diretor-geral da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, a quebra de sigilo fiscal de quatro tucanos não pode ser vista como um ato com fins eleitorais, mas sim como “mercantilização de dados sigilosos”. Já para um dos atingidos, o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, as declarações do representante da Receita fazem parte de uma “operação abafa” do caso em favor do PT, chamado pelo tucano de “facção”.

“É lamentável que o secretário da Receita atue não como defensor da instituição dele, mas como agente político em favor de uma facção, rompendo com a tradição do órgão”, ataca Eduardo Jorge.

Em coletiva dada nesta manhã de sexta-feira (27), o diretor da Receita alegou que o órgão “se pauta pela legalidade”, e não pelo tempo político. “Os governos vêm e vão, mas a Receita, na qualidade de órgão de Estado, permanece sempre. Não vislumbro nenhuma motivação eleitoral. Foi uma mercantilização de venda de informações sigilosas”, explicou o chefe do Fisco, destacando que a instituição foi pega de “surpresa” com o episódio.

Eduardo Jorge, depois de entrar com reiterados pedidos, recebeu uma cópia do processo e garante que “não há nenhum indício de que se trate de uma comercialização de dados sigilosos”. E acrescenta: “Cartaxo não poderia dizer isso sem ter indicio”. O tucano pretende requerer diligências e provas destinadas a elucidar o caso. “Porque, até agora, o órgão só está investigando o mecanismo dentro da Receita”, justifica.

Para o vice-presidente do PSDB, é preciso explicar o que foi feito como os dados fiscais das pessoas, quais foram as motivações para a quebra do sigilo e para quem foram entregues as informações. O corregedor-geral da Receita Federal, Antonio D’Ávila, afirmou que existem indícios de que as servidoras responsáveis pelas quebras dos sigilos teriam recebido propina para acessar sem motivação os dados fiscais.

Além do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, a Receita Federal violou, sem razões profissionais legais, os sigilos fiscais de outras três pessoas ligadas ao PSDB. Em Mauá (SP), foram vasculhadas informações do Imposto de Renda do ex-ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, do ex-diretor da Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil) Ricardo Sérgio e de Gregorio Marin Preciado, ligado ao presidenciável José Serra.

A Receita fará duas representações criminais no Ministério Público contra as servidoras Antonia Aparecida Neves Silva – que detinha cargo de confiança na agência da Receita de Mauá, em São Paulo – e Adeilda Ferreira Leão dos Santos por participação no episódio.

EJ, como é conhecido o tucano, acredita que as coletivas de imprensa do secretário e do corregedor-geral da Receita Federal, Antonio D’Ávila, são “pura enrolação”. “Até dois dias atrás, ele (Cartaxo) dizia que o inquérito era sigiloso, nem pra mim entregava a cópia da sindicância. Agora, o inquérito é tão publico que ele diz que é mercantilização? Deixou de ser sigiloso quando?”, questiona.

O PSDB também pediu que o Ministério Público entre na investigação, pois o partido atribui ao comitê de campanha da petista Dilma Rousseff a elaboração de dossiês para incriminar tucanos ligados ao presidenciável José Serra. Descrente do envolvimento do MP no caso, EJ levanta novo questionamento. Desta vez, foi provocativo: “o Ministério Público não entrou no mensalão, vai entrar nisso agora?”. E arrematou: “eu ficaria muito surpreso se o MP entrasse nisso”.


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Blogbar do Fontana – Nos balcões dos bares da vida

CONTINENTAL – 1976

Música – Toalha da Saudade / Composição – J. Luna & Batatinha

Intérprete – Batatinha

Letra:

Tenho ainda guardada
como lembrança do carnaval que passou
Uma toalha bordada que na escola
um lindo rosto enxugou (Eu tenho)
Tenho ainda guardada
como lembrança do carnaval que passou
Uma toalha bordada que na escola
um lindo rosto enxugou

É a toalha da saudade
da minha infelicidade
Não me vai ornamentar
E pra não sofrer desilusão
nem passar decepção
Eu vou sambar

ago
27
Posted on 27-08-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 27-08-2010


Vídeo de Pelegrino: frisson na Castro Alves

Depois de Dilma, Lula e Wagner, o candidato à reeleição para deputado federal, Nelson Pelegrino foi a personalidade que mais fez sucesso no comício.

O motivo de tanto frisson foi um vídeo projetado na parede de um edifício de frente para o palco principal, com imagens da trajetória de Pelegrino durante sua vida política e em encontros com Lula, ministros, papa e outras personalidades. Vídeos do programa eleitoral de Pelegrino e Wagner também foram exibidos. No palanque não se falava em outra coisa. Todos os presentes comentaram com Pelegrino sobre a grande idéia de passar os vídeos. Até a candidata à presidência da República Dilma Roussef comentou que Pelegrino estava “bombando”.
A ação foi pensada pela equipe de Marketing e tinha como objetivo chamar a atenção do público para a candidatura do deputado. Mas além disso, o vídeo tinha a missão de contra-atacar uma ação de outro candidato ao governo do estado. “Nós botamos água no chope de Geddel”, disse Pelegrino, feliz com a repercussão do vídeo e com a sensação de missão cumprida.

(Laura Tonhá)

Dilma antes do comício em Salvador/ Correio da Bahia

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“Mas tudo isso foi quebrado com a vinda de Lula para, confirmando o que já gravou para a propaganda eleitoral gratuita, pedir votos para Wagner, Pinheiro e Lídice”, comenta Ivan de Carvalho em seu artigo desta sexta-feira, na Tribuna da Bahia, sobre o novo quadro político local criado com o comício de ontem na praça Castro Alves, que tinha tudo para ser o fato mais importante do dia no país, mas acabou empanado pelo escândalo da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao principal candidato da oposição, José Serra. Verificou-se que, além de Eduardo Jorge, mais quatro pessoas ligadas ao candidato do PSDB a presidente tiveram seus sigilos fiscais acessados indevidamente”, diz Ivan no artigo que BP reproduz.  (VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA
O comício e o sigilo fiscal

 Ivan de Carvalho

No momento em que escrevia estas linhas, o presidente Lula e a candidata a presidente da República, Dilma Rousseff, preparavam-se para o comício da Praça Castro Alves, o que poderia ser o fato político mais importante no Brasil, ontem.
É que este é o primeiro comício da candidata junto com o presidente na Bahia, uma das principais unidades da Federação e também confirma, de maneira presencial, a posição de Lula de pedir votos para a reeleição do governador Jaques Wagner e para a eleição dos dois candidatos a senador da coligação liderada pelo PT, o petista Walter Pinheiro e a socialista Lídice da Mata.
Este seria um caminho natural se houvesse na Bahia uma coligação liderada pelo PMDB, principal aliado do PT no atual governo e na atual campanha eleitoral, que tem como candidato a governador o ex-ministro de Lula, Geddel Vieira Lima.
Havia duas presunções a respeito: 1) Dilma Rousseff teria dois palanques na Bahia e aos dois compareceria (ou comparecerá). Isto, aliás, não era apenas uma presunção, mas coisa certificada por declarações e atitudes dos principais envolvidos no assunto; 2) O presidente Lula manteria uma posição de neutralidade e possivelmente até nem participaria de comícios na Bahia. Caso viesse a participar, iria aos palanques de Wagner e de Geddel e pediria votos para Dilma, evitando, em nome da aliança tanto local quanto principalmente nacional com o PMDB, declarar preferência ou pedir votos para Wagner ou Geddel. Ou, em caso de necessidade, pediria para os dois – dizendo que apóia os dois – e deixando clara a exclusão de todos os demais candidatos, especialmente o que representa a coligação estadual liderada pelo Democratas. Também não pediria votos para senador, tendo em vista que só existem duas cadeiras em disputa e há três candidatos aliados dele – o senador César Borges, do PR, o petista Walter Pinheiro e a socialista Lídice da Mata. Ou então diria aos eleitores que, por ele, Lula, podem votar nos três, que a Bahia e o país estariam bem servidos.

Mas tudo isso foi quebrado com a vinda de Lula para, confirmando o que já gravou para a propaganda eleitoral gratuita, pedir votos para Wagner, Pinheiro e Lídice. Resta apenas a expectativa da presença de Dilma também no palanque do PMDB, mas sem Lula, pois como este já manifestou sua posição, não faria sentido sua presença no palanque da coligação liderada pelo PMDB.

Mas o fato político baiano foi posto em plano secundário ante o recrudescimento e ganho de densidade do escândalo da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao principal candidato da oposição, José Serra. Verificou-se que, além de Eduardo Jorge, mais quatro pessoas ligadas ao candidato do PSDB a presidente tiveram seus sigilos fiscais acessados indevidamente. No caso de Eduardo Jorge, os dados resultantes da violação foram parar nas mãos de petistas e o candidato Serra está cobrando da candidata do PT, Dilma Rousseff, “uma explicação” ao país. A oposição está cobrando à Procuradoria Geral da República e até ao Supremo Tribunal Federal uma apuração e punição dos responsáveis pela violação, que afronta a Constituição. A OAB se pronunciou ontem no mesmo sentido. Dilma prometeu processos judiciais contra os que a acusam ou à sua campanha de responsabilidade no caso.
E foi assim que o comício da Bahia passou para o segundo plano.

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