Wagner, Lula e Dilma na Praça Castro Alves

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DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010)

Claudio Leal
Davi Lemos
Direto de Salvador

No primeiro comício com o governador da Bahia e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva priorizou o apoio ao PT na disputa pelo governo do Estado e brincou com a “sorte” da candidata Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas em sua primeira campanha eleitoral. Lula se lembrou de todas as derrotas, de 1982 a 1998, para depois comentar: “Dilma, você tem uma sorte desgramada! Vai ganhar a primeira eleição de que participa!”.

Lula martelou a defesa do voto em uma mulher, a estratégia que a ajudou a reverter a desvantagem de Dilma em relação a Serra, no eleitorado feminino. “Como é que a gente vai ter preconceito contra alguém que nos carregou na barriga durante nove meses?”, discursou.

De forma indireta, sem nominar, Dilma rebateu a acusação do candidato José Serra (PSDB), para quem sua campanha está envolvida num “jogo sujo” para vazar dados sigilosos de líderes tucanos na Receita Federal. “Podem vir com críticas, com mentiras e falsidades. Nossa força vem de que estamos com a verdade do povo”, vociferou.

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Posted on 26-08-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-08-2010

Dilma e Wagner em Salvador:sem Geddel por perto

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Ao lado dos dois candidatos ao senado pela coligação que o apoia na campanha de reeleição para o governo do estado – Lídice da Mata, PSB, e Walter Pinheiro, PT – Jaques Wagner era só alegria no desembarque de Dilma Rousseff no aeroporto de Salvador, para participar do comício que está em andamento na Praça Castro Alves.

Na saída do aeroporto , depois da entrevista de Dilma que jogou água gelada na pretensão de Geddel Vieira Lima de trazer a ex-companheira no ministério de Lula para um comicio de sua campanha na Bahia, Wagner foi irônico:
-Tenho experiência de campanhas e sei que Dilma tem razão. Nesta fase, problema de agenda é fogo!
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E não parou por aí
Antes de entrar no carro que o levaria para o comício na praça do Poeta, Wagner, diante da saraivada de perguntas sobre as preferências eleitorais no estado da candidata do PT , Wagner ainda disparou:
-Eu não perguntei a Dilma em quem ela vota, porque sei que o domicílio eleitoral dela é em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Se fosse em Salvador, depois da noite desta quinta-feira ,Wagner nem precisaria perguntar

(Postado por Vitor Hugo Soares)

A candidata do PT à presidência da República já está em Salvador, onde esta noite participa do comício de Jaques Wagner e dos postulantes ao senado em sua chapa (Lídice da Mata e Walter Pinheiro) na Praça Castro Alves.

Dilma deu o que falar- e muito – já minutos depois desembarque. Quando perguntada na entrevista coletiva ainda no aeroporto da capital baiana , se iria também ao palanque de Geddel Vieira Lima, do PMDB, que apoia a sua candidatura, mas é adversário ferrenho de Wagner, a ex-minitra não titubeou:

-Já estive no palanque de Geddel, mas de agora em diante é uma questão de agenda, que anda muito carregada.

-E na Bahia, a senhora ainda retorna antes de outubro?- perguntou o reporter

E a ministra foi ainda mais clara na resposta:

-Sim, na Bahia voltarei sempre, mas isso é uma questão de amor.

Em outras palavras, como se diz no sertão da Bahia na campanha eleitoral.

“Babau, Geddel”

( Postado por Vitor Hugo Soares)

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Da-lhe, Nana! BOA TARDE!!!

(VHS)

João: sem choro desta vez

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DEU NO BLOG POLÍTICA HOJE

Por que João Henrique não chorou?

 

Bárbara Souza

Desde a última segunda-feira (23) a população de Salvador tem assistido, entre incrédula e comovida, às cenas impactantes da demolição das barracas de praia instaladas na Orla da cidade. Até o momento em que essas linhas são escritas, 325 barracas já foram destruídas, numa eficiência que muito nos agradaria se fosse emprestada à operação tapa-buracos, à gestão da segurança pública e ao atendimento nos hospitais públicos. Agora, tudo voltará ao ‘normal’: os escombros serão retirados em três meses. Serão 90 dias para fixar bem a imagem de terra arrasada com vista para o mar.

A rigor, não há nada de errado no fato de o Executivo cumprir com presteza uma determinação da Justiça. Deveria ser sempre assim. Mas não é. Estranha que o seja justamente quando tal determinação tem como saldo inexoráveis prejuízos na economia e no turismo, o desemprego de três mil pessoas e o desespero de outras tantas, que chegaram a cogitar atos extremos, como atear fogo ao próprio corpo.

O drama dos comerciantes atingidos pela decisão judicial, o choro de famílias inteiras, o impacto das imagens da devastação feita pelas escavadeiras, tudo isso provocou grande consternação e levou muita gente às lágrimas. Menos o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, cuja emotividade sempre marcou suas aparições, inclusive na sua campanha à reeleição, em 2007. A sensibilidade de João foi incorporada como algo positivo à imagem do então candidato, que chegou a ter índices de rejeição na casa dos 70%. É fácil entender: como diz a música, “um homem também chora, também deseja colo”.

A pergunta é: por que as estratégias de comunicação para enfrentar a crise de imagem que atinge diretamente o prefeito não incluíram o choro de João? Diante do silêncio do chefe do Executivo municipal sobre o assunto até então, era de se esperar de João – se não uma ação efetiva como a adotada pela prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho – ao menos um gesto simbólico de pesar com o sofrimento dos barraqueiros, com quem João diz estar preocupado. Chorar seria o mínimo. Sobretudo se considerados o apelo das cenas e o histórico lacrimal do prefeito, que se emocionou, por exemplo, com a reinauguração do Palácio do Rio Branco, em junho último.

Na manhã desta quarta-feira (25), o prefeito de Salvador se reuniu com representantes do Patrimônio da União, secretários municipais e estaduais. A reunião terá continuidade à tarde. O objetivo? Discutir soluções para os barraqueiros. Justo agora, que Inês é morta e o leite foi derramado? Só agora, que “a festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou”? E agora, João?

* Bárbara Souza é jornalista e editora-chefe do Política Hoje

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Posted on 26-08-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 26-08-2010

Indio da Costa: flechadas no debate

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“O que se reclama é o direito dos eleitores conhecerem o que pensam os candidatos a respeito de certos assuntos de grande interesse público”, comenta Ivan de Carvalho no artigo desta quinta-feira , na Tribuna da Bahia, que BP reproduz.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Uma provocação séria

Ivan de Carvalho

Em debate, promovido pela Folha de S. Paulo e portal UOL, entre os candidatos a vice-presidente nas chapas de Dilma Rousseff, Marina Silva e José Serra, respectivamente o deputado peemedebista Michel Temer, o empresário Guilherme Leal e o deputado democrata Indio da Costa, este último fez uma provocação à candidata petista e governista.
Mas só por ter sido uma provocação não significa que não haja sido séria. Na verdade, foi séria e continua válida como elemento de avaliação de posições que a candidata petista não conseguiu ou não quis, até o momento, deixar claras para o eleitorado.
Ao referir-me à provocação de Indio da Costa, penso numa provocação bem específica: o deputado Indio da Costa disse que Dilma está fugindo tanto dos debates que deixou de comparecer a um deles, promovido pela TV católica, a Rede Vida, “para ir a um evento de rock”.
Claro que a candidata petista a presidente da República tem todo o direito a gostar de rock, como muita gente gosta, talvez até mesmo o candidato a vice Indio da Costa. Mas a questão não é esta e sim usar um evento de rock, coisa sem grande importância política na campanha (afinal, nenhum candidato a presidente manifestou-se nos recentemente completados 21 anos da morte do inesquecível roqueiro baiano Raul Seixas), como pretexto para não comparecer a um debate na rede de televisão da Igreja Católica.
Note-se – e isso foi destacado durante o debate dos candidatos a presidente na Rede Vida, tanto pela própria Marina Silva quanto por José Serra – que a ausência de Dilma, que, após certas hesitações, se declarou recentemente “cristã” e, numa espécie de segundo patamar, “católica”, foi tão mais estranha quanto esteve presente a evangélica Marina Silva.
Serra sempre teve uma ligação com a Igreja Católica, era de esperar que comparecesse. De Marina, formalmente podia-se duvidar, embora ela esteja pessoalmente bem mais afinada com as posições da Igreja Católica em alguns assuntos “quentes” do que pessoas que se afirmam católicas quando se deparam com uma eleição pela frente.
Mas essas coisas são da esfera da consciência e do livre arbítrio de cada um. O que se reclama é o direito dos eleitores conhecerem o que pensam os candidatos a respeito de certos assuntos de grande interesse público, alguns dos quais certamente poderiam ser postos com muita objetividade em um debate na rede de televisão da Igreja Católica. Isso interessaria aos eleitores católicos, com certeza, bem como a eleitores evangélicos, aos cristãos em geral, aos espíritas, a todos os espiritualistas e também aos ateus militantes ou aos simplesmente não-crentes.
Dentre todas as questões “quentes” que envolvem conceitos espirituais e que não podem deixar de ser de interesse objetivo dos eleitores que prezam esses conceitos, está a questão do aborto. O debate na Rede Vida seria o momento ideal para que o eleitorado conhecesse a posição de cada um dos três principais candidatos a presidente, já que questionamentos e esclarecimentos não foram feitos anteriormente, salvo no caso de Marina Silva. No mais, só há declarações genéricas, do tipo “sou a favor da vida” e “isso é assunto do Congresso, não tomarei a iniciativa”, como se presidente da República não influísse sobre o Congresso.

ago
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Posted on 26-08-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-08-2010

Abelha: na hora do julgamento/Correio

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Os integrantes do Tribunal de Júri condenaram por unanimidade, na noite desta quarta-feira (25), José Raimundo da Paixão, o “Abelha”, 40, Carlos Alberto dos Santos (o Carlinhos), 30, e Juraci Oliveira dos Santos, 27, pelo assassinato do economista e consultor da Organização das Nações Unidas (FAO) Vítor de Athayde Couto Filho, em júri popular, iniciado às 8 horas, no Fórum Rui Barbosa.

Os três foram condenados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e furto, e receberam penas definidas pelo juiz Vilebaldo José de Freitas. O quarto acusado, Valdir Paixão de Jesus, 29, não foi julgado.

O “Abelha”, acusado de ser o mentor intelectual do crime, foi condenado a 41 anos de prisão. Juracy Oliveira dos Santos, sobrinho de Abelha, foi condenado por júri popular a também 41 anos de detenção. Já Carlos Alberto dos Santos irá cumprir 25 anos de pena. Todos os acusados, em regime fechado.

Vítor Athayde foi morto em 2006, aos 35 anos, pelos acusados comandados por Abelha, que trabalhava como pedreiro na casa da vítima.

Mais informações Tribuna da Bahia e A Tarde


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Saiu mais uma pesquisa nesta quinta-feira, 26, e a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, segue deixando na poeira o seu concorrente mais próximo: José Serra (PSDB).

A candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff, manteve sua tendência de alta e foi a 49% das intenções de voto. Abriu 20 pontos de vantagem sobre seu principal adversário, José Serra, do PSDB, que está com 29%, segundo pesquisa Datafolha. Os contratantes do levantamento são a Folha e a Rede Globo.

Realizada nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país, o levantamento também indica que Dilma lidera agora em segmentos antes redutos de Serra. A petista passou o tucano em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná e entre os eleitores com maior faixa de renda.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações Folha.com)

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