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Posted on 20-08-2010
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Protógenes: tirado do ar

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DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010)

Claudio Leal

Direto de São Paulo

O juiz Mário Devienne, da Justiça Eleitoral de São Paulo, acolheu pedido de liminar do deputado federal Paulo Maluf (PP) e suspendeu a propaganda eleitoral do delegado federal e candidato a deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) na TV.

Entre os méritos de Protógenes, a propaganda apresentava a prisão de Paulo Maluf, que considerou “o conteúdo ofensivo e degradante”.

O delegado afirmou que as imagens exibidas em seu programa eleitoral “são imagens públicas da punição penal aos prejuízos causados por Maluf à prefeitura e ao Estado de São Paulo”.

Protógenes tem 48 horas para recorrer da decisão. O candidato foi notificado nesta sexta-feira (20), às 18h30.

Maluf já conseguiu a suspensão e pede também a “perda do tempo equivalente ao tempo usado no período do horário gratuito subsequente”. Se houver reincidência, haverá perda do dobro do tempo.

Por ora, Protógenes está proibido de dizer que prendeu o ex-governador de São Paulo. Além de prender Maluf, Protógenes foi responsável pela prisão do banqueiro Daniel Dantas, durante Operação Satiagraha.

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A música da tarde no Bahia em Pauta está postada também no Blogbar, vem, portanto, do rico garimpo do poeta paulista Luiz Fontana que a sugeriu ao BP. Vai para matar a saudade do enorme Batata, e
trazer para o BP a presença de Carlinhos Gazineu, querido vizinho da Rua do Jenipapeiro, no bairro amado da Saúde, em Salvador .  Na rua morava também o nosso Gilson Nogueira, bom de texto, bom de desenho e bom de música. Que tempo!

(Vitor Hugo Soares, com agradecimentos ao poeta Fontana)


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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

Estreia hoje no Brasil o documentário “Luto como Mãe, onde 11 mulheres retratam a dor de ter perdido entes queridos, vítimas da violência policial no Rio de Janeiro.

Com uma câmara na mão, 11 mulheres relatam seus dramas pessoais e familiares, mas também revelam no filme a sua luta pela justiça .

Durante 70 minutos, o filme reproduz o rosto feminino da violência armada em crimes cometidos pela polícia que chocaram a opinião pública, como “chacina de Acari”, “chacina da Candelária”, “chacina da Baixada” e outras que caíram no esquecimento.

“O filme fala de mães que perderam os seus filhos. É a luta para não deixar os casos caírem em esquecimento ou passarem impunes na justiça”, disse à Lusa o jovem cineasta luso-descendente, Luís Carlos Nascimento, que acompanhou de perto, durante quatro anos, o drama dessas mulheres.

“É um retrato emocional de mulheres que foram jogadas de forma muito abrupta e não por opção pessoal. Mas que, de uma maneira curiosa, elas saem de um lugar de invisibilidade e passam a ser visíveis e se movimentam fazendo a diferença”, destacou.

“A luta traz coisas boas, você pode ajudar outras pessoas. Antes eu não era ativista e comecei a ser em 1995 porque o meu irmão sobreviveu à chacina da Candelária”, disse à agencia de notícias Lusa Patrícia de Oliveira da Silva, da Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência.

A chacina da Candelária ocorreu na madrugada do dia 23 de Julho de 1993, perto da igreja com o mesmo nome no centro do Rio: seis adolescentes menores e outros dois homens foram assassinados por polícias.

Patrícia, que ajudou na criação do filme e também na investigação histórica, contou à Lusa como foi filmar pela primeira vez. “Foi uma experiência muito rica saber que estava a ajudar a construir uma coisa que poderia trazer o debate para todo mundo.” O documentário traz ainda a possibilidade de discutir “a polícia e política que nós queremos”.

O realizador explica que as mulheres “passaram a documentar momentos em que a câmara principal não estava presente”. É um olhar “totalmente delas nos factos”, ressaltou, “de uma pessoa que atingiu um ponto de maturidade a ponto de minimizar a dor, sabendo que está a contribuir para que novas mulheres não sintam o mesmo”.

Nas cenas do documentário, as mulheres dão os seus relatos: “Fui inspetora, perita, delegada, tudo aquilo que a justiça não quis ser para mim. Eu fui uma mãe”, diz uma das mães vítimas.

Outra mãe afirma numa cena comovente: “Não sei se vou conseguir vê-los (os criminosos) atrás das grades. Mas talvez se eu tivesse uma classe social boa, fosse branca e não morasse na favela, já teriam resposta para mim”.

Entre 1998 e 2008, mais de cinco mil pessoas perderam a vida em resultado de ações da polícia no Rio de Janeiro. Essas vítimas eram, na maioria, negros, jovens e pobres.

Feito em parceria com o Observatório sobre Género e Violência Armada da Universidade de Coimbra e o Centro de Estudos em Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, no Rio, “Luto como Mãe” foi exibido em pré-estreia no ano passado em Lisboa.

O documentário foi produzido por Cinema Nosso, Jabuti Filmes e TV Zero, e também exibido em 2009 no Festival Internacional do Rio, além de ter participado no 1º Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa — FESTin (Portugal/2010).

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Posted on 20-08-2010
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DEU NO COMUNIQUE-SE (portal especializado em notícias de bastidores da imprensa)

Em discurso na tarde  de ontem, a candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, rebateu declarações feitas pelo tucano José Serra e defendeu a liberdade de imprensa. Na parte da manhã, Serra afirmou que o PT era uma ameaça à liberdade de expressão.

“Meu conceito começa na pele. Liberdade de expressão e opinião, para mim, é no Brasil não ter cadeia por liberdade de opinião, por manifestação política, por direito de greve, pelo fato de os estudantes poderem fazer manifestações e passeatas. Há tantas coisas que hoje parecem normais e que a minha geração não viveu”, afirmou Dilma, durante o 8º Congresso Brasileiro de Jornais, no Rio de Janeiro.

De acordo com a candidata, o povo brasileiro tem o dever ético de se comprometer com a democracia. “Prefiro críticas estampadas do que o jornal tendo que estampar na primeira página receita de bolo ou texto do Camões, apesar de eu gostar do Camões”, disse, lembrando o artifício utilizado pela imprensa durante o regime militar.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil, também reagiu às críticas feitas por Serra. Em seu discurso, o tucano afirmou que o governo criou a TV Brasil para servir de instrumento de poder para um partido.

“Como diretora-presidente da EBC, estranho as declarações do candidato que, recentemente, participou de uma série de entrevistas com presidenciáveis na TV Brasil, confirmando a observância dos princípios de isenção, apartidarismo e isonomia na cobertura da campanha e dos candidatos, normas igualmente observadas em toda a programação da TV Pública, das emissoras públicas de rádio e pela Agência Brasil”, rebateu a presidente da EBC, Tereza Cruvinel, por meio de nota.

Com informações do Estadão.

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Posted on 20-08-2010
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DEU NA UOL

VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
TONI SCIARRETTA
ÁLVARO FAGUNDES
DE SÃO PAULO

A Petrobras perdeu ontem, 19, o posto de maior empresa brasileira na Bolsa para a Vale por conta da indefinição sobre o preço do petróleo que servirá como base para a capitalização da companhia.

Na Bolsa, a Petrobras valia ontem US$ 144,6 bilhões, enquanto a Vale estava em US$ 145,5 bilhões. Em 1997, quando foi privatizada, a Vale custava 43% da Petrobras.

Volatilidade em ações da Petrobras deve se intensificar , dizem analistas
Standard & Poors não mudará classificação da Petrobras no curto prazo
Petrobras recebe R$ 300 milhões da ANP para perfurar poços
Só neste ano, a estatal perdeu um quarto do seu valor de mercado –é uma das gigantes do setor que mais perderam tamanho.

“As duas empresas fazem parte do mercado de commodity, mas a Vale não tem a pressão de uma capitalização de R$ 150 bilhões. É muito mais o enfraquecimento de uma do que o fortalecimento de outra”, disse Mônica Araújo, chefe de análise da corretora Ativa.

arte Folha de S.Paulo/arte Folha de S.Paulo

A Vale, além de passar a Petrobras, tornou-se a maior das Américas (fora os EUA) em valor de mercado. Se forem contadas as norte-americanas, ela é a 14ª maior.

A mineradora, pelo menos em valor de mercado, tem se comportado melhor que as concorrentes do setor. Enquanto ela aumentou em 5% o seu tamanho desde o início de janeiro, as suas principais rivais (BHP Billiton e Rio Tinto) encolheram.

CAPITALIZAÇÃO

A principal dúvida é o preço do petróleo no pré-sal. No início do ano, estimava-se que só a extração a 5 km de profundidade custaria de US$ 35 a US$ 40 por barril.

Na Bolsa de Nova York, o barril de petróleo fechou ontem cotado a US$ 74,43.

O governo Lula trabalha com dados preliminares indicando que pode ficar entre US$ 7 e US$ 10 o preço do barril que a União usará na capitalização, operação que pode atrasar e ficar para outubro ou depois das eleições.

Os acionistas minoritários e a Petrobras pressionam para que fique entre US$ 5 e US$ 6. Quanto maior o valor do petróleo, menos interessante é para os minoritários. Por isso, a projeção de um barril caro derruba as ações.

A decisão do governo será tomada só depois de a ANP (Agência Nacional do Petróleo) encaminhar ao governo o laudo da certificadora Gaffney Cline, contratada para avaliar o valor e o volume das reservas que a União cederá à estatal para entrar como sua parte na capitalização.

Os dados do laudo da ANP serão usados nas negociações entre União e Petrobras, que também contratou outra certificadora para fazer sua avaliação sobre o petróleo.

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Posted on 20-08-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 20-08-2010

Jefferson: tiros na campanha de Serra

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“De anteontem para cá, Serra parece estar partindo para o ataque. Mas quanto tempo perdido”… A constatação é do jornalista político Ivan de Carvalho em seu artigo desta sexta-feira na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA
Oposição é essencial
Ivan de Carvalho

Numa democracia é fundamental que exista oposição efetiva, eficaz. Do contrário, acabará não havendo democracia.

No Brasil, uma oposição suficientemente ampla, consolidada e firme, requisitos de uma oposição eficaz, está faltando desde o começo do primeiro mandato do presidente Lula. Esta não é a única, mas é um das razões fundamentais de estarem ele e seu governo com índices de popularidade e de aprovação tão maravilhosos.
E é também a razão de estar o poste que o presidente escolheu para sucedê-lo, Dilma Ducheff, ora, Rousseff, chegando bem perto deste desígnio, com índices de intenção de voto que tornam um inferno a campanha do seu principal adversário, o tucano José Serra.

Pelo menos na última pesquisa do generoso Instituto Vox Populi, Dilma estaria pronta a ganhar o mandato de presidente sem necessidade de segundo turno, enquanto pelo sisudo Datafolha bastaria que conquistasse três pontos a mais para alcançar esse sonhado objetivo.
Ontem, no seu twitter pessoal, o presidente nacional do PTB, o político que levou a legenda (contra a opinião da grande maioria de sua bancada federal) a integrar a coligação que dá sustentação a Serra, a reclamar e cobrar deste e de sua campanha uma postura oposicionista. “Serra é responsável pela nossa dispersão. Nunca nos reuniu.” – ataca Jefferson, o autor da denúncia que desencadeou o Escândalo do Mensalão, durante o primeiro governo de Lula. E manda um recado para o doce (com Lula) governador tucano de Minas Gerais: “Aécio: se o Lula derrotar o Anastasia (governador e candidato à reeleição com o apoio de Aécio), pois ele não é confrontado, derrotará você. Derrotará a oposição.”

Adverte ainda Jefferson: “Essa história do empresariado paulista fazer Dilma & Geraldo pode dar Dilma e Mercadante. Ninguém se une contra o Lula. Ele esmagará todos.” E prossegue: “Em São Paulo, o Lula desembarcará para destruir a fortaleza tucana. Está na cara. E ninguém atira no Lula, o bonzinho.” E mais: “O legado de Lula é dele. Não adianta os marqueteiros orientarem Serra para ser o sucessor de Lula. Ele fez o testamento para Dilma.”

Várias outras coisas muito interessantes e sensatas escreveu Jeffersson em seu twitter, do que deu conta, com destaque, o Blog do Noblat. No entanto, a história é bem mais antiga. Vem desde o Mensalão, que Jefferson fez explodir. Lula foi quase ao fundo do poço. O PFL, depois Democratas, queria e até tentou levar o escândalo a sério, tirar-lhe as devidas conseqüências políticas. Por muito menos, Fernando Collor, na 25ª hora, teve que renunciar para não ser condenado no processo de impeachment.

Mas uma andorinha só não faz verão. Os vários partidos médios estavam corrompidos pelo Mensalão, que o governo e o PT patrocinavam. O PFL, depois DEM, precisava da parceria do PSDB para fazer a oposição eficaz. Não teve. O PSDB, que tem mania de ser mais esperto do que o resto do mundo, achou que devia deixar Lula “sangrar” e ser um candidato totalmente anêmico à reeleição. Assim, o PSDB o venceria. Então, o PSDB recusou-se a dar o tiro de misericórdia. E foi tamponar os ferimentos. Muito piedoso.
De anteontem para cá, Serra parece estar partindo para o ataque. Mas quanto tempo perdido…

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