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Postado em 18-08-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 18-08-2010 09:35

Lídice e Pinheiro:  sombras nas pesquisas

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De olho nos índices conflitantes nas pesquisas dos principais institutos do país, o jornalista político Ivan de Carvalho assinala em seu atrtigo de hoje na Tribuna da Bahia, que muito se tem falado nos levantamentos que procuram medir as intenções de voto nos candidatos a presidente da República e a governador, o que é natural.Isso, no entanto, deixa numa zona de sombra os resultados dessas pesquisas em relação às duas cadeiras de senador disputadas este ano em cada unidade da Federação.O caso baiano é exemplar: “As coisas complicam, e complicam feio, é quanto a quem estaria disputando a segunda cadeira de senador,”
diz o colunista no texto que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA

PESQUISAS E BRUXARIAS

Ivan de Carvalho

Muito se tem falado nas pesquisas que procuram medir as intenções de voto nos candidatos a presidente da República e a governador, o que é natural, mas isso deixa numa zona de sombra os resultados dessas pesquisas em relação às duas cadeiras de senador disputadas este ano em cada unidade da Federação.
Talvez a disputa que envolve a composição do Senado Federal deva ser olhada com mais atenção pelo eleitorado, pela mídia e, enfim, por toda a sociedade. Os mais de sete anos e meio do governo Lula deram ao país uma idéia da importância dessa composição, melhor dizendo, da importância que o Senado teve e poderá continuar tendo.
O que se viu nos anos recentes é que o governo Lula dominou – graças ao fato de ser o governo, graças ao Mensalão e graças à partilha, agora insistentemente chamada de “loteamento” político-partidário da administração federal direta e indireta – amplamente a Câmara dos Deputados.
Seu domínio desta Casa do Congresso Nacional foi incontrastável e se tornou absoluto no segundo mandato, quando também a banda oposicionista do PMDB, sob a liderança do presidente nacional do partido, Michel Temer, tornou-se governista e passou a participar do governo. O PMDB do Senado já o fazia desde o primeiro mandato.
No cenário descrito, o Poder Executivo poderia fazer praticamente tudo e a única barreira que encontraria, eventualmente, seria o Supremo Tribunal Federal, ainda que este esteja quase totalmente composto, hoje, por ministros escolhidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aprovados pelo Senado.
No entanto, graças ao Senado e sua composição durante o atual governo, o presidente da República, apesar de sua imensa popularidade, não ficou totalmente livre para impor sua vontade ao país e o STF não foi obrigado a funcionar sempre como único dique a eventuais intenções inadequadas ou nocivas do Poder Executivo. Antes do STF, o Senado Federal ofereceu a primeira e eficaz resistência.
Em alguns casos – talvez o mais notório haja sido o da tentativa de impor a continuidade da CPMF, já aí em forma permanente e não mais supostamente “provisória” – mesmo o STF não teria condições de fazer o que o Senado fez. A proposta não era inconstitucional. A corte suprema não teria como derrubá-la.
Bem, duas pesquisas eleitorais foram recentemente feitas na Bahia, incluindo amostragem para as eleições dos dois senadores. O Vox Populi pesquisou de 7 a 10 de agosto. O Datafolha, de 9 a 12. Em ambas, César Borges, do PR e integrante da coligação liderada pelo PMDB, aparece com grande vantagem. Tem 35 por cento das intenções de voto no Vox Populi e 36 por cento no Datafolha (três pontos a mais que na sondagem anterior deste instituto).
As coisas complicam, e complicam feio, é quanto a quem estaria disputando a segunda cadeira de senador. Para o Datafolha, é a socialista Lídice da Mata, da coligação liderada pelo PT, com 20 por cento das intenções de voto, dois pontos a menos que na sondagem anterior do mesmo instituto. Em terceiro, em seus calcanhares, Walter Pinheiro, com 17 por cento – um ponto a menos que no Datafolha precedente.
Bruxaria: o Vox Populi, sob encomenda da TV Bandeirantes, coloca Pinheiro, do PT, em segundo lugar, com 27 por cento (dez pontos a mais do que ele obteve no Vox Populi) e aponta Lídice com 17 pontos percentuais – exatamente o que Pinheiro tinha no Datafolha.
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