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Posted on 17-08-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 17-08-2010


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Fernando – Jornal da Cidade – Bauru, SP

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Lídice: segundo ou terceiro lugar?

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Olho vivo no jogo embolado dos institutos de pesquisa.Na Bahia, Datafolha e Vox Populi apresentam números diversos na amostra colhida entre 9 e 12 de agosto para a corrida entre os candidatos ao Senado no Estado.
Os dois institutos mostram o senador César Borges (PR), que concorre à reeleição, como líder na preferência do eleitorado, mas há divergência quanto ao segundo colocado, se Lídice da Mata (PSB) ou Walter Pinheiro (PT).

Borges tem 36% de intenções de votos na pesquisa Datafolha enquanto aparece com 35% na Vox Populi. Na segunda posição, segundo o Datafolha, Lídice da Mata tem 20% de lembranças dos eleitores, seguida de Pinheiro com 17%. Já o Vox Populi coloca o petista na vice-liderança, com 27% de votos, contra 17%.

“Tem boi na linha”, como diziam as chanchadas de antigamente.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do IG)

Dona Marise e Eike:atrações no leilão de Wanderley

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DEU NA COLUNA DE VIVI MASCARO (IG)

Foi realizado ontem (16), no Bhudda Bar, em São Paulo, o Leilão das Celebridades, organizado pelo top cabeleireiro Wanderley Nunes em prol da comunidade de Paraisópolis, uma das maiores favelas de São Paulo. “Não estou sozinho neste movimento. Mais de cem pessoas contribuíram e cada um fez um pedaço deste evento, como pôde”, declarou Wanderley para a coluna.

Lotado de empresários, banqueiros e muitos endinheirados, o leilão chamou a atenção pela presença de Eike Batista, um dos homens mais ricos do mundo, além da primeira-dama do país, Marisa Letícia, mulher do presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, que estava vestida dos pés à cabeça pelo estilista Reinaldo Lourenço.

E foi um dos homens mais ricos do mundo, o empresário que vive no Rio de Janeiro Eike Batista, quem mais participou do evento: comprou o lote que incluía um vestido usado por Gisele Bündchen em um desfile da Colcci em 2007, e doou, ao mesmo tempo, para ser re-leiloado; comprou um relógio Rolex de ouro doado pelo apresentador Fausto Silva por R$ 50 mil e ainda pagou R$ 500 mil por um terno doado pelo presidente Lula, que ele espera entrar para uma galeria/exposição futura com roupas e pertences do político. A ideia é que o terno de Lula fique exposto por um tempo na comunidade de Paraisópolis, para que sirva de exemplo aos moradores.

E teve muito mais gente que fez questão de ajudar: o apresentador Edu Guedes, marido da empresária Daniela Zurita, arrematou dois capacetes de pilotos brasileiros, incluindo um do piloto Tony Kanaan. Ainda teve muita gente que, apesar de não adquirir nenhum item, doou quantias para ajudar a comunidade, caso de representantes do Banco do Brasil e do Bradesco.

No final das contas, quase R$ 2 milhões foram arrecadados, o dobro do que Wanderley Nunes esperava. “Não tenho palavras para expressar a gratidão que sinto por tudo isso, disse Wanderley, que comandou com muita garra o evento, algumas horas depois do falecimento de seu pai.


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Ó SENHORA DO PERPÉTUO, SOCORREI !!!

QUE A TARDE DE HOJE SEJA MELHOR QUE A NOITE DE ONTEM.

(VHS)

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O tempo anda ruço em Salvador , Região Metropolitana e Recôncavo Baiano. “Chove inconsequente na província”, como nos versos proféticos do saudoso poeta Carlos Sampaio. Os prédios desabam no centro histórico mal cuidado, e deixam vítimas nas famílias e na memória. O tráfego da primeira capital do País atravancou de vez e os buracos no asfalto dissolvido como Sonrisal escondem armadilhas que também podem ser fatais.”Tudo demorando em ser tão ruim”, canta Caetano.

Mas de sua varanda de frente para o mar do litoral norte, o blogueiro Chico Bruno é dos raros que ainda conseguem enxergar no meio do temporal. Confira, por exemplo, o que ele escreve esta terça-feira em seu site, no texto que Bahia em Pauta reproduz, sobre a dança louca dos institutos de pesquisa e o horário eleitoral gratuito iniciado hoje.

(Vitor Hugo Soares)

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Direto da Varanda: Chico Bruno

Tudo agora depende do guia eleitoral

Para os analistas fissurados em pesquisa eleitoral Serra entra no guia eleitoral com a eleição perdida.

Além do amparo das pesquisas, esses analistas argumentam que desde 1989 nenhuma eleição presidencial virou no guia eleitoral.

Como contorcionistas, eles ignoram que Collor, FHC e Alckmin cresceram no horário gratuito eleitoral.

Esses analistas usam sempre meias verdades como argumento.

Na eleição de 2006, por exemplo, esses analistas asseguravam que Lula venceria no 1º turno.

Eles baseavam-se nas pesquisas, o Ibope apontava uma diferença pró-Lula de 26 pontos percentuais sobre Alckmin.

Os 26 pontos foram reduzidos a seis pontos quando terminou a contagem dos votos do 1º turno, o que remeteu a eleição para um 2º turno.

Para esses analistas, o guia eleitoral não teve a mínima influência. Eles creditam a redução da diferença ao dossiê dos Aloprados.

O interessante é que conforme a conveniência, eles afirmam que as pesquisas eleitorais refletem uma fotografia do momento.

No momento, eles não pensam assim.

Todos vendem a idéia que a eleição será vencida por Dilma Rousseff no primeiro turno.

Se a eleição for para o 2º turno acharão uma desculpa.

Vale lembrar, que esses analistas não levam em consideração as viradas em campanhas majoritárias estaduais e municipais, como a de Jaques Wagner ou a de Luiza Erundina.

Ou a de Gilberto Kassab que saiu de 14% nas pesquisas para a vitória no 1º turno contra Marta Suplicy e Geraldo Alckmin, chegando a 60,7% dos votos contra Marta no 2º turno.

Vale lembrar que o guia eleitoral marcou a primeira eleição direta em 1989.

Fernando Collor renunciou ao governo das Alagoas e se transformou em celebridade nacional, graças ao guia eleitoral.

Collor, um desconhecido, deixou para trás mitos como Leonel Brizola, Ulysses Guimarães e Mário Covas, e surpreendeu no programa eleitoral Lula com o depoimento de Miriam Cordeiro, que revelou ao País a existência de uma filha do petista com ela.

Outro exemplo da força do guia eleitoral foi Enéas.

Candidato a presidente em 1994 com apenas um minuto de tempo no guia ficou em terceiro lugar com 4,7 milhões de votos graças ao mote: “meu nome é Enéas”.

É por essas e outras, que não me atrevo a prever o que vai acontecer no dia 3 de outubro, principalmente por que às pesquisas eleitorais refletem um momento.

Quem é do ramo sabe que muita coisa pode acontecer nos próximos 45 dias.
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Leia mais no site de Chico Bruno:

http://www.chicobruno.com.br/

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Direto de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a arquiteta Helga Correia, amiga e estimuladora do Bahia em Pauta desde o seu nascimento, manda por e-mail para o editor um texto sobre a primeira polêmica do horário eleitoral gratuito iniciado nesta terça-feira, 17: o jingle da campanha do candidato do PSDB , Jose Serra, chamado de Zé na letra cuja primeira referência é Lula. Bahia em Pauta reproduz, com agradecimentos a Jorge Furtado, autor do texto, e a Helque, que o enviou para BP.Confira.

(VHS)

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OPINIÃO/HORÁRIO ELEITORAL

Crise de identidade: o jingle de Serra

Por Jorge Furtado( em http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado )

O jingle do candidato José Serra acumula as funções de tentativa de fraude e confissão de derrota.

Fraude porque mente (insistentemente) ao dizer que José Serra é o candidato da continuidade e não da oposição. O jingle mais do que sugere, afirma que Serra – subitamente transformado em Zé – é o cidadão de origem humilde que “foi a luta e venceu”, como o Lula, e por isso é o melhor candidato para o “Brasil seguir em frente”.

Nos últimos sete anos e meio, a oposição – e sua imprensa – referiu-se ao Lula como ignorante, analfabeto, bêbado, estuprador de meninos, mentiroso, ladrão e assassino. Hoje, faltando dois meses para a eleição, Lula ocupa o primeiro verso do jingle do candidato desta mesma oposição. “Era brincadeirinha, nós também adoramos o Lula! Apedeuta era elogio, quer dizer ‘fofinho’!”

Confissão de derrota porque nunca em toda a história deste país (ou de qualquer outro, que eu saiba) se ouviu um jingle de um candidato de oposição que incluísse o nome do titular do cargo ao qual este candidato faz oposição. É como se o hino do Flamengo incluísse o nome do Vasco.

O jingle da oposição investe na ignorância ou desatenção do (e)leitor, uma aposta que se tornou um padrão. Não tem dado muito certo. Depois de sete anos e meio de ataques coléricos ao presidente e ao seu governo, os demotucanos chegam à eleição com um jingle em que o refrão grita, com todas as letras, o nome de Lula da Silva, mas não o nome do seu próprio candidato, José Serra.

Quando Lula da Silva sair
É o Zé que eu quero lá
Com Zé Serra eu sei que anda
É o Zé que eu quero lá
José Serra é um brasileiro
Tão guerreiro quanto eu
É um Zé que batalhou
Estudou, foi à luta e venceu
Zé é bom e eu já conheço
Eu já sei quem ele é
Pro Brasil seguir em frente
Sai o Silva e entra o Zé
José Serra foi Ministro
Deputado e Senador
Esse Zé já foi Prefeito
Zé já foi Governador
Tá testado e aprovado
Por tudo que ele já fez
Sempre teve do meu lado
Eu quero Zé Serra dessa vez
(refrão)
Quando Lula da Silva sair
É o Zé que eu quero lá
Agora é Serra Presidente do Brasil

OUÇA
http://joseserra.psdb.org.br/jingle-da-campanha

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Posted on 17-08-2010
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Casarão vira escombros no Taboão/AE

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Quatro pessoas morreram na madrugada desta terça-feira e uma ficou ferida no desabamento de um casarão no bairro do Taboão, no chamado centro histórico de Salvador (BA).A chuva intensa que cai desde a noite de ontem, acompanhada de fortes ventos, além do desastre na área histórica, praticamente paralisou o tráfego de veículos e de pessoas em inúmeras áres da capital .

O “banho de asfalto” da Prefeitura na campanha eleitoral passada foi praticamente dissolvido pelas chuvas atuais.Só ficaram os buracos. Inumeráveis e profundos, autênticas armadilhas para motoristas e passantes.

De acordo com informações preliminares do Corpo de Bombeiros, a estrutura fragilizada do prédio não suportou a forte chuva e os ventos que atingiram a capital baiana na noite de ontem. Uma adolescente foi resgatada com ferimentos e encaminhada ao Hospital Geral do Estado. Equipes ainda trabalham no local.

Outro caso

Há um mês, em 17 de julho, um prédio de sete andares desabou sobre uma casa no bairro de Pernambués, em Salvador, deixando pelo menos três mortos. No mesmo dia, um casarão de três pavimentos, que era tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), também desabou na Ladeira da Conceição da Praia. Uma mulher morreu e outras três pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do IG e AE)

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Posted on 17-08-2010
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DEU NO IG

Alessandra Oggioni

Na estreia do horário eleitoral gratuito hoje no rádio, os candidatos à Presidência da República falaram sobre trajetória política, destacaram projetos e citaram aliados. O programa de José Serra (PSDB) começou com menção à gestão do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves. Dilma Rousseff (PT) recebeu depoimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com menor tempo, Marina Silva (PV) preferiu discorrer sobre problemas ambientais.

O primeiro programa no horário eleitoral gratuito do rádio foi o de José Serra, com pouco mais de sete minutos. Com personagens mineiros e baianos e tom de humor, a primeira citação menciona a gestão “moderna” do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves e o governador e candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB). A inserção apresentou também a atuação de Serra à frente do Ministério da Saúde e os projetos do candidato nas áreas de saúde e educação. Numa estratégia de aproximação popular, um dos jingles da campanha diz que “Pro Brasil seguir em frente, sai o Silva e entra do Zé”, destacando ainda a origem do tucano e o “esforço” para estudar e se formar. O programa termina com a música “Bate Coração”, de Elba Ramalho, com letra adaptada para a campanha.

Com 10 minutos e 38 segundos, o maior tempo do horário eleitoral gratuito, o programa de Dilma Rousseff começa com depoimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Estou com Dilma porque conheço sua competência”, diz Lula. A frase recebe reforço em seguida, com o jingle: “Se Lula está com ela, eu também tô (sic)”. Com discurso inicial voltado para mulheres, “donas de casa e trabalhadoras”, o programa apresentou a biografia da petista, a prisão na época da ditadura e o início da vida política no Rio Grande do Sul. O trabalho como ministra de Minas e Energia e ministra chefe da Casa Civil também foi lembrado, assim como o “olhar social” do governo. Em ritmo sertanejo, uma música finaliza o programa numa espécie de mensagem do presidente Lula para a candidata. A letra diz: “Deixo em tuas mãos o meu povo e tudo o que mais amei/Mas só deixo porque sei, que vais continuar o que fiz”.

Com apenas um minuto e 23 segundos, Marina Silva não citou sua trajetória política. A candidata do PV preferiu falar sobre a urgência na criação de soluções para os problemas ambientais. “Precisamos parar o ciclo de destruição”, disse, finalizando que o Brasil tem um papel fundamental no reequilíbrio do planeta.

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) se apresentou em um minuto e um segundo e disse que pretende lutar pelas minorias.

Com 55 segundos, Zé Maria (PSTU) fez críticas ao governo do PT e afirmou que a vida do brasileiro “continua dura”. José Maria Eymael (PSDC) não dispensou o já conhecido jingle de outras eleições e fez uma breve apresentação sobre sua vida pública. Já Levy Fidelix (PRTB) criticou a carga tributária e os juros bancários. “Quero ser o presidente da justiça, do progresso e do desenvolvimento”, disse.

O PCO, do candidato Rui Costa Pimenta, e o PCB, de Ivan Pinheiro, não colocaram no ar seus respectivos programas.

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Posted on 17-08-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 17-08-2010


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A Receita Federal calcula que a cada minuto de propaganda eleitoral gratuita, iniciada nesta terça-feira, 17, ela deixa de arrecadar R$ 128 mil. Segundo o blog de José Roberto Toledo, citado por Ricardo Noblat em seu próprio blog, “isso significa que apenas a campanha presidencial, no 1º turno custará R$ 163 milhões aos cofres públicos”. De onde vem, como vem e para onde vai tanto dinheiro é o tema do artigo do jornalista político Ivan de Carvalho, na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Do dinheiro das campanhas

Ivan de Carvalho

Começa hoje o inadequadamente chamado horário de propaganda eleitoral gratuita. Ontem, escrevi neste espaço que ele só é gratuito para os candidatos e partidos, mas não para as emissoras, pois recebem créditos fiscais da União numa compensação pelo tempo obrigatoriamente cedido aos partidos e seus candidatos, em conseqüência de lei.

Se não é gratuito para as emissoras, que recebem pagamento na forma descrita, também não o é para os contribuintes brasileiros, representados pela União. A Receita Federal calcula que a cada minuto de propaganda eleitoral gratuita ela deixa de arrecadar R$ 128 mil. Segundo o blog de José Roberto Toledo, citado por Ricardo Noblat em seu próprio blog, “isso significa que apenas a campanha presidencial, no 1º turno custará R$ 163 milhões aos cofres públicos”.

Acrescentem-se a ela as campanhas de governador no primeiro turno e as de senador e deputados e se terá uma quantia muito mais elevada, muito mais do que dobrando a que corresponde às eleições presidenciais na fase do primeiro turno. E as coisas não param aí, pois em seguida vem o segundo turno, onde ele acontecer. Talvez para presidente e para um número indeterminado de governadores. Bem, numa estimativa superficial, parece-me que o volume total dos créditos fiscais pode facilmente ultrapassar os R$ 400 milhões.

Quanto aos candidatos e os partidos, realmente o legislador – os congressistas, que normalmente são candidatos e assim, em certo sentido, pode-se dizer que legislaram em causa própria, o que ganha um reforço pela esperteza com que dividiram o tempo de propaganda dita gratuita – lhes deu a gratuidade do tempo reservado à propaganda eleitoral no rádio e televisão.

Mas se o tempo é gratuito, não o é a produção dos programas eleitorais e das inserções de propaganda eleitoral na programação geral das emissoras. Tem um custo altíssimo, que leva uma grande parte (mas não diria que a maioria) do que as campanhas arrecadam junto à sociedade. Basta aí lembrar que durante a investigação congressual do grande Escândalo do Mensalão, o publicitário Duda Mendonça, marqueteiro da candidatura de Lula em 2002, admitiu ter recebido US$ 10,5 milhões em conta clandestina no exterior, pois, segundo ele, foi informado de que esta maneira ilegal seria a única forma de receber por seus serviços, já que receberia dinheiro de “caixa 2”.

Fico admirado e até um tanto indignado quando vejo políticos, entre eles até pessoas sérias e com boa intenção, insistindo – em nome da igualdade entre os candidatos e da independência deles ante financiadores privados que supostamente deixariam de existir – no financiamento público das campanhas eleitorais. Assim, nós, os contribuintes, que já pagamos o horário gratuito no rádio e TV e também suprimos de recursos o Fundo Partidário, pagaríamos também os gastos com a produção dos programas e inserções de propaganda eleitoral na TV e rádio, a parafernália da preparação e realização de comícios, com montagem de palanques, aluguel de ônibus para levar o distinto público para as praças, lanchinhos e refrigerantes, panfletos, cartazes, banners, foguetórios.

Pegariam o nosso dinheiro, fariam com ele a contabilidade oficial das campanhas e, por baixo dos panos, fornicariam com o Caixa 2.

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Posted on 17-08-2010
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Lula cumprimenta bisneta de Vinícius

DEU NO IG
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O poeta e compositor Vinicius de Moraes foi promovido a embaixador nesta segunda-feira (16), em uma homenagem póstuma realizada pelo Itamaraty. A reintegração de Vinícius à diplomacia coincide com o aniversário de 30 anos de sua morte.

Em 1969, durante a ditadura militar, ele foi aposentado compulsoriamente da carreira diplomática quando era 1º secretário. A “expulsão” do Itamaraty foi conseqüência do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que exigia o desligamento de “bêbados, homossexuais e vagabundos”. Nesta noite, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a aposentadoria prematura de Vinicius de “aberração”.

“O que estamos fazendo aqui é quase que um processo de reparação. O Vinicius era um ser superior que, mesmo cassado, continuou crescendo”, disse. Durante a homenagem, Lula voltou a dizer que é preciso valorizar os “heróis” ao invés de “se preocupar” com quem praticou torturas e assassinatos durante a ditadura.
“Muitas vezes no Brasil, deixamos de exaltar quem foi vítima no período do autoritarismo e ficamos preocupados com quem prendeu, quem matou. E com isso gente esquece de valorizar os nossos heróis”, disse. O presidente afirmou ainda sentir “inveja” de Vinicius pela forma como ele viveu a vida. “Não conheço alguém que tenha sabido viver a vida como o nosso Vinicius viveu”.

Lula afirmou ainda que gostaria de ter sido convidado para as tardes de música na casa do compositor e criticou o fato de as pessoas hoje morarem, segundo ele, “cercadas por muros e medo”. “Hoje as pessoas não tem mais coragem de convidar alguém para o trago.Um trago para conquistar, não para embebedar”, disse. “Elas vivem cada vez mais cercadas por muros, seguranças, cercadas de medo. A gente vai se distanciando”, afirmou.

Segundo o presidente, Vinicius tinha o “dom” de não conviver com pessoas “chatas”.
“O Vinicius tinha o dom de saber escolher pessoas boas para conviver e não viver com gente chata”. Já o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que ao banir Vinicius da diplomacia, o Itamaraty “se diminuiu, pois perdeu a grandeza” do compositor. Em discurso, o ministro afirmou ainda que, como diplomata, Vinicius era “inteligente, preparado e competente”.

Durante a homenagem, a filha do poeta, Georgiana Moraes, a neta dele, Mariana, e a cantora Miúcha fizeram uma apresentação musical. O repertório contou com as canções, “Pela luz dos olhos teus” e “Coisa mais linda”, compostas por Vinicius.
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