Kátia Carmelo: boa pontaria e coragem

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Temida a ex-secretária municipal de Planejamento sempre foi nos corredores do Palácio Municipal e imediações da Praça Tomé de Souza no primeiro mandato do prefeito João Henrique Carneiro , principalmente na fase de discussão e aprovação do novo e polêmico PDDU de Salvador.
Chamada de “A Loura” no corredor e nos gabinetes fechados de alto escalão mais próximos da sala do “chefe” no Palácio Municipal, Katia Carmelo, causava furor e fazia tremer muita gente sempre que chegava pisando firme -e bela- para alguma reunião no palácio Thomé de Souza . Muita gente grande se escondia.
Nos últimos dias, porém, os soteropolitanos em geral, e a “tropa de choque” do prefeito em particular, descobriram que a ex-secretária é uma atiradora de primeira linha – destas que bem poderiam representar Salvador em qualquer olimpíada de tiro, sem fazer veio.
Isso ficou cabalmente demonstrado na entrevista concedida por Kátia Carmelo ao repórter Vitor Rocha, publicada nas edição de sábado do jornal A TARDE. No palácio municipal há gente com crise de nervos ainda hoje, com ataques de tremores que se repetem à simples menção do nome da ex-secretária.
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Pausa para citação de A TARDE na apresentação da entrevista:
Escanteada na prefeitura e acusada, em carta apócrifa, de participar de esquema de extorsão de dinheiro a empresários – no contexto da prisão do blogueiro João Andrade Neto –, a arquiteta e ex-secretária municipal de Planejamento, Kátia Carmelo, denuncia um esquema de negociações clandestinas das chamadas “Transcons”, que são permissões para que determinadas obras ampliem seu potencial construtivo, o que aumenta a lucratividade de alguns empreendimentos imobiliários.
De acordo com ela, a utilização está sendo usada indevidamente na orla marítima da cidade. Com isso, o dinheiro que deveria ser arrecadado pela prefeitura por meio de outro instrumento, a outorga onerosa, passa para as mãos de empresários que vendem a “Transcon”.
Em entrevista exclusiva a A TARDE, ela cita nomes envolvidos e calcula o prejuízo potencial aos cofres públicos em torno de R$ 500 milhões se a suposta fraude continuar. Como justificativa para a decisão de fazer as denúncias, ela diz que está sendo vítima de ameaças e acusações caluniosas, e que já levou estas informações à Polícia Civil.

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Pergunta e resposta cruciais da entrevista
Repórter – Na sua denúncia à Polícia Civil, feita no ano passado,você cita pessoas que articulam isso na Prefeitura. Quem são e a mando de quem atuam?
Katia Carmelo – Olhe, você tem como grande detentor de Trancon na cidade , Alcebíades Barata. Ele tem uma influência muito grande dentro do gabinete do prefeito, junto com Ricardo Araujo, que é secretário particular do prefeito e que é primo de João Andrade (Neto, dono do Pura Política). Tem os grandes detentores que estão por trás da parte urbanística e todo mundo sabe que os grandes detentores da Avenida Paralela chamam-se Carlos Suarez (ex-OAS) e Francisco Bastos. Eles têm áreas lá?Tem. Compactuaram com tudo que está colocado?Não. Até porque eu digo que Alcebíades Barata é baixo clero.Ele é muito vulgar e mesquinho na hora de fazer as falcatruas e agressões que faz. Então, é ele e Claudio Silva, superintendente da Sucom, parceiro contumaz deles e de Ricardo Araujo.Os três. É fácil, é só verificar a evolução patrimonial de todos eles.
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Além da excelente pontaria revelada na entrevista , é preciso reconhecer: Katia Carmelo é também uma mulher de muita coragem!

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