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Postado em 13-08-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 13-08-2010 15:40

Protógenes enfrenta contratempos

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TERRA ENTREVISTA PROTÓGENES QUEIROZ:

Claudio Leal

O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), candidato a deputado federal, ainda enfrenta contratempos por ter comandado a Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro do Opportunity, Daniel Dantas. Na campanha eleitoral, quase nada arrecadou. Nem acredita que terá doadores entre as grandes corporações.

Para contornar a dureza, decidiu fazer uma “vaquinha” com os amigos. Quer financiar os gastos mínimos: panfletos, deslocamentos, etc. Protógenes realizará um jantar de arrecadação em 23 de agosto, às 20h, no restaurante Figueira Rubayat, em São Paulo (Rua Haddock Lobo). “Apesar de estarmos fazendo uma campanha modesta, precisamos viabilizar recursos que nos permitam fazer frente aos gastos que uma campanha a deputado federal impõe”, diz o convite. O custo da adesão será de R$ 1 mil a R$ 5 mil.

“A política é refém desses recursos que vão ser cobrados muitas vezes lá na frente, de corporações que doam não para ter ética na política, mas no sentido de controlar a verba pública”, afirma o delegado da Polícia Federal, nesta entrevista ao Terra.

Terra – Quais são as dificuldades encontradas para financiar sua campanha a deputado federal?
Protógenes Queiroz – Na arrecadação de campanha, a dificuldade é muito grande porque eu combati os grandes oligarcas, que dominam o financiamento de campanha. Além de obstruir meu trabalho, fazem com que nossa campanha seja minguada de recursos. Mas isso tem sido superado por amigos, pessoas físicas, que têm se mobilizado. A campanha segue de uma forma modesta, segue ainda com um mínimo de recursos necessários pra colocar a campanha na rua. Conto com a boa vontade de amigos e desconhecidos… Quero criar um site pra fazer doações de internet, mas é preciso ter recursos pra isso.

Terra – O PCdoB ajudará no financiamento de sua campanha?
Protógenes – O partido vai entrar com parte. Já entrou com primeira parte, gastando quase R$ 4 mil.

Terra – A previsão de gastos de uma campanha a deputado federal é muito elevada. Como o senhor pretende superar essa barreira financeira?
Protógenes – A média é muito alta dos candidatos a deputados. Alguns candidatos majoritários já tem orçado algo em torno de R$12 a R$15 milhões. Pra deputado federal, em alguns casos já chega a R$ 6 e R$ 8 milhões. A política é refém desses recursos que vão ser cobrados muitas vezes lá na frente, de corporações que doam não para ter ética na política, mas no sentido de controlar a verba pública, de satisfazer interesses escusos. E algumas corporações são reféns de parlamentares, que fazem com que uma obra que custe X, termine custando Y. Muitas vezes o empresário não concorda, mas é refém e participa dessa indústria de obras públicas do governo. Na hora de receber do governo, tem que pagar outra vez…

Terra – Aí o senhor decidiu fazer uma “vaquinha” com amigos. Quanto pretende arrecadar com o jantar?
Protógenes – Não tem assim uma estimativa fechada, mas nós prevemos que vai ter dinheiro suficiente pra ter uma previsão mínima pra campanha estar na rua, pra que não falte o material publicitário. O principal objetivo é fazer com que eu seja conhecido.

Terra – Algum banco lhe financiaria nessa campanha?
Protógenes – Dificilmente. Eu acho que se vier, será bem-vindo, mas vai ser muito difícil algum banco doar pra minha campanha depois da operação Satiagraha. Conto com muita simpatia do setor produtivo. Alguns vão participar do jantar. Até fui chamado pra um café-da-manhã na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), semana que vem, para os empresários manifestarem apoio. Paulo Skaf (do PSB, candidato ao governo de SP) estará presente.

Mais Eleições no Terra:
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010

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