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Posted on 07-08-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 07-08-2010

Eliana: dedicação à magistratura

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O Senado aprovou na tarde da última quarta-feira, dia 4, a indicação da Ministra (baiana) Eliana Calmon para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A aprovação ocorreu com 51 votos a favor e três contra. No mesmo dia (pela manhã), ela foi sabatinada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado
O nome da ministra precisa agora ser aprovado pelo Plenário. “ Estamos encaminhando a indicação para que o nome da ministra seja votado pelo Plenário ainda nesta tarde”, informou o presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO) na quarta-feira.

O CNJ controla a atuação administrativa e financeira dos órgãos do Poder Judiciário, além de supervisionar o cumprimento dos deveres funcionais dos magistrados. O órgão é composto por 15 integrantes, com mandato de dois anos, sendo admitida uma recondução.

Eliana Calmon é formada em Direito pela Universidade Fedeal da Bahia (UFBA) e foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira no STJ, onde está desde 1999. Ela iniciou a carreira da magistratura como juíza federal e depois integrou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Antes, havia sido procuradora da República. A candidata ao CNJ tem cursos no Brasil e no exterior na área do Direito e é autora de vários livros e artigos técnicos, além de ter proferido palestras em eventos nacionais e internacionais.
Em seu pronunciamento durante a sabatina, a ministra afirmou ter orgulho de fazer parte da magistratura há 32 anos, 11 dos quais no STJ. Assinalou, ainda, que o CNJ é um órgão que se impôs pela sua importância dentro da magistratura e pela popularidade que ganhou. “Serei dedicada a essa nova função da mesma forma que me dediquei nesses 32 anos à magistratura”, garantiu Eliana Calmon.

(Com informações da Agência Senado)

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Posted on 07-08-2010
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Deco: de mudança para o Rio

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O vice-presidente de futebol do Fluminense, Alcides Antunes, acaba de oficializar a contratação de Deco, craque da seleção de Portugal, que estava no Chelsea, da Inglaterra. A notícia é uma das manchetes deste sábado no portal TSF, de Lisboa. O meia deverá assinart contrato de dois anos.

De acordo com o “Flu”, Deco será apresentado na segunda-feira, às 12:30 (16:30 em Lisboa), em um hotel em São Conrado, nos arredores do Rio de Janeiro.

Depois de deixar o Corinthians, Deco chegou a Portugal para jogar no Benfica, mas acabou por ser emprestado ao Alverca, antes de se transferir para o Salgueiros. Seguiu-se o FC Porto, com o qual conquistou uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA e três títulos portugueses.

O FC Barcelona contratou o “Mágico” em 2004 e, na Catalunha, voltou a erguer a “Champions” e mais dois títulos nacionais.

Em duas temporadas no Chelsea, o meia nunca conseguiu impor-se, mas ainda ganhou uma Liga inglesa e duas Taças de Inglaterra.

Pela mão do brasileiro Luiz Felipe Scolari, Deco, que entretanto se naturalizara, estreou na selecção portuguesa, pela qual fez 75 jogos e marcou cinco gols, tendo participado nos Mundiais de 2006 e 2010 e nos Europeus de 2004 e 2008.

Há uns meses, Deco, de 32 anos, anunciou a decisão de abandonar a equipe das “quinas” após o Mundial2010, disputado na África do Sul, e a vontade de regressar ao Brasil, que agora se concretiza.

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Posted on 07-08-2010
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Casa Pueblo: encantamento no Uruguai

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CRÔNICA/LUGARES

Minha primeira vez no Uruguai

Aparecida Torneros

Uma onda de frio polar me recebeu na pacata (aparentemente) cidade de Montevideo. Para uma carioca acostumada ao Rio 40 graus, tem sido um ritual vestir tantas roupas para sair as ruas e conhecer o Uruguai, ou parte dele, jà que eu e minha amiga Katia decidimos ir tambèm a Colönia Sacramento e a Punta del Leste, em datas diferentes, o que nos possibilitou entrar em contato com parte da història do paìs, e com o mundo internacional que domina Punta e seus cassinos.

O domìnio portuguës em Colónia è como um resquìcio de um mundo de muitas lutas. Espanhòis, portugueses, argentinos, uruguaios, brasileiros, todos andaram por estas terras com ganas de fincar suas bandeiras definitivas.

A nossa antiga Provìncia Cisplatina è lugar de muitos campos, muito gado, capital pouco povoada, populacao que enfrenta alem da onda de frio, suas mazelas economico-sociais e tenta seu lugar ao sol, o mesmo sol que ilumina seu emblema nacional, com o complemento das cores azul e branco. Um moderno aeroporto, na capital Montevidèo nos dà sinal de que as coisas estao mudando por aqui, ainda que a passos lentos, mas seguros. Uma explosáo de torres sendo construidas em Punta del Leste nos dão conta do capital investido em lugar de fama mundial, prazeroso balneario do Atlantico Sul.

Apos 5 dias, tento fazer um pequeno balanco e o que me comove, sem pestanejar, è mesmo a visita que fiz à Casa Pueblo, do artista Carlos Paez Villarò. Um encanto me tomou a alma e o coracáo.
Saì de là, com seu livro na máo, o que ele escreveu sobre episodio em que esteve envolvido seu filho Carlito Miguel, nos anos 70, sobre o aviáo que se perdeu nos Andes, do qual o rapaz foi sobrevivente.
A expressao poètica da sua obra-casa, os quadros, as ceramicas, sua semelhanca com mestres como Picasso, Gaudi, Miro, Dali, por exemplo, envolvem os visitantes com a profundidade dos que sabem interpretar o mundo, na beira de um mar insistentemente4 azul, perdidamente plàcido, estonteantemente inspirador.

Acho que para uma primeira vez, degusto as horas que me sobram ( volto ao Brasil no domingo 8) com a sensacao importante de ter vindo ao lugar certo na hora certa, senti-me quase em casa, so nao provei do mate amargo, mas de resto, comi parrilhada, provei seu bom vinho nativo, ouvi sua mùsica, apreciei seus costumes, observei sua gente e me apaixonei por seu artista de punta Balea.

Em tempo, agradeci sua onda polar, mesmo assim, pois pude aquecer com reflexoes o mesmo pensamento que me faz questionar o quanto os paises da Amèrica Latina são berco de povos lutadores, sonhadores, guerreiros, sobreviventes e mesmo assim seguem sendo encantadores, como o pueblo uruguaio…

Cida Torneros, escritora e jornalista, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária

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Posted on 07-08-2010
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Um sábado cheio de boas novidades para todos

(VHS)

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Posted on 07-08-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 07-08-2010

Quem ganhou, quem perdeu/G1

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É grande a repercussão mídia (até internacional) mas foi ínfima a audiência de público no primeiro debate na televisão dos candidato à presidência da República em 2010, promovido quinta-feira pelo Grupo Bandeirantes. Perdeu feio para a transmiss~eo pela TV Globo, no mesmo horário, da partida entre São Paulo e Internacional, pela Copa Libertadores da América

“A experiência de debate organizado por um pool de emissoras já foi realizada no Brasil certa vez e com pleno êxito, isto é, com enorme audiência.”, assinala o jornalista político em seu artigo deste sábado, na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

O debate sob controle

Ivan de Carvalho

Já está analisado sob todos os ângulos e por quase todos os envolvidos (candidatos, partidos, mídia) o debate entre os principais quatro candidatos a presidente da República (estou incluindo na relação Plínio de Arruda Sampaio, do Psol, não pelas propostas que fez e considero, no geral, inadequadas, mas pelo tento marcado ao conseguir inserir-se nos debates, quebrando o oligopólio do trio de candidatos formado por José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva).

Resta uma avaliação dos debates quanto a seus efeitos imediatos e mediatos sobre o eleitorado. Os efeitos imediatos poderão ser, talvez, medidos pelos institutos de pesquisa de opinião pública. Os mediatos ficam por conta de uma análise pelos políticos, especialistas em campanha eleitoral e pela mídia, mas trata-se, neste último caso, de análise possível apenas com o passar do tempo.

Sobre o debate de quinta-feira na Rede Bandeirantes e a respeito de outros debates – parece que, com os candidatos a presidente, mais quatro já estão marcados – tenho, no momento, só uma coisa a reafirmar: o horário em que são realizados é absolutamente impróprio para maiores que trabalharam durante o dia e têm de acordar cedo no dia seguinte para voltar ao trabalho.

O Ibope comprovou a impropriedade do horário de 22 horas, caso do debate realizado na Band. No pico, a audiência na Grande São Paulo atingiu cinco a seis por cento, caindo com o passar do tempo para menos de três por cento. Então, o que vale aí não é o debate, propriamente, mas a repercussão do debate. Um pouco, na transmissão boca-a-boca ou via Internet de impressões dos poucos eleitores que viram para os muitos que não viram. E muito, nos noticiários e nas análises da mídia ou divulgadas por ela e na manipulação que os marqueteiros de cada campanha cuidarão de fazer.

Mas convém notar que os telespectadores que se mantiveram acordados no tempo do debate preferiram, em imensa maioria, ver um jogo de futebol ao ataque macio dos candidatos a presidente, uns aos outros. Nos Estados Unidos, não é bem assim. Os eleitores vêem, em massa, os debates entre os candidatos a presidente. E como os debates não são promovidos por uma rede ou outra de televisão, mas por uma entidade independente, a transmissão se faz por um pool de emissoras, melhor dizendo, de redes de televisão.

A experiência de debate organizado por um pool de emissoras já foi realizada no Brasil certa vez e com pleno êxito, isto é, com enorme audiência. Mas talvez por isto mesmo a idéia morreu, porque sempre há redes que “se acham” e sempre há candidatos que querem mais fugir ao debate do que se expor. E preferem, como já escrevi ontem, a segurança dos programas de propaganda eleitoral gratuita e a proteção de seus marqueteiros para fazer sem riscos sua propaganda, não raro – vamos ser mais francos, com muita freqüência – enganosa.

Uma impressão pessoal sobre o debate na Band: achei morno, três dos quatro candidatos (a exceção foi Plínio de Arruda Sampaio, que não tinha nada a perder, só a ganhar) procurando a todo o tempo não incorrer em riscos e, apesar da abordagem superficial de temas altamente relevantes – saúde, segurança, educação, meio ambiente – evitando outros, a exemplo da descriminalização do aborto, que poderiam incendiar o circo.

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Posted on 07-08-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 07-08-2010

DEU NO COMUNIQUE-SE (site de notícias de bastidores da imprensa)
Anderson Scardoelli

Nesta quinta-feira (05/08) foi realizado o primeiro debate do ano entre os presidenciáveis, promovido e transmitido pela Bandeirantes. Além do canal de televisão, rádios (Bandeirantes e BandNews FM), o portal de internet Eband.com.br, e a BandNews TV acompanharam na íntegra o encontro.

Para Fernando Mitre, diretor nacional de jornalismo da Band, essa fórmula de transmissão em conjunto realizada por veículos de comunicação do Grupo Bandeirantes, fortaleceu a tradição que a empresa tem nas coberturas eleitorais de sempre realizar o primeiro debate. Ele informa que a repercussão do debate lhe chamou a atenção.

“A repercussão na mídia impressa foi muito boa, só a Folha de S. Paulo deu cinco notas falando sobre o debate”, disse.

De acordo com o diretor, o encontro de ontem “promoveu o tom e o ritmo” da campanha presidencial daqui para frente. Mitre também elogiou o modelo do debate.

“O formato revelou-se altamente agradável, condicionou os debatedores a discussão. A Dilma com o Serra, por exemplo, se confrontaram em 24 momentos”, avaliou

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Plinio: a boa surpresa na tela da TV

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ARTIGO DA SEMANA

UM DEBATE SUECO

Vitor Hugo Soares

Se aquele irônico personagem marciano das crônicas imortais de Nelson Rodrigues tivesse aterrissado com seu disco voador no Brasil, na noite de quinta-feira, e ligasse o aparelho de televisão no primeiro debate da campanha presidencial de 2010, promovido em São Paulo pela Rede Band, teria tomado um susto: “Errei de rota e pousei na Suécia!”, pensaria o ET.

O que ele teria visto? No cenário do embate conduzido pelo jornalista-âncora Ricardo Boechat, aparecem Josá Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Marina Silva (PV). Duas mulheres e dois homens da política brasileira, que os “senhores ouvintes e telespectadores” se acostumaram a identificar ao longo de décadas pelo estilo de cada um, mais para o “quente” que para o “frio”, para usar a linguagem padrão dos comunicólogos dos anos 60/70, substituídos pelos marqueteiros e seus jargões atuais.

Os quatro candidatos são todos passageiros do trem da chamada esquerda brasileira, cujos destinos, de uma forma ou de outra, se cruzaram antes nos célebres e agitados anos de luta contra a ditadura (que não nos ouçam os chatos da objetividade jornalística e os politicamente corretos de agora).

É visível que todos eles dissimulam o quanto podem na implacável imagem da televisão – uns mais outros menos, evidentemente. Não fica claro o motivo, mas é como se cada um tentasse esconder a carapaça do passado de “jovem rebelde” , para vender a imagem “clean” de “bom moço”, meio arrependido de traquinagens idas e vividas, na hora de disputar o voto sabidamente conservador da maioria dos eleitores do País, principalmente nas regiões onde as pesquisas indicam que o jogo anda mais apertado.

Serra, ex-agitador militante de Ação Popular (AP) e ex-presidente da UNE, ex-guerreiro das passeatas que foi parar no exílio chileno, é a gentileza em pessoa na tela. Esbanja elegância e “fair-play” de zagueiro do Fluminense, o “pó de arroz” carioca, como se recepcionasse em sua casa os demais convidados do debate. O candidato paulista não ri (como registra sua preocupada filha em um dos intervalos) mas também não se exaspera em nenhum momento.

Nem mesmo quando provocado mais diretamente por Plínio – o em geral enfezado comunista padrão, mas que se revela na TV o mais lépido e bem humorado candidato á sucessão de Lula. Diante da insistência do tucano em trazer para o cenário o tema da saúde, o candidato do PSOL pontua: “Agora eu entendo porque Serra é chamado de hipocondríaco”.

Diante da estocada de Plínio em seu adversário mais direto nas pesquisas, Dilma quase se engasga ao tentar disfarçar o contentamento com um gole de água no copo colocado à sua frente. Imagem marcante que a câmera ágil e indiscreta registra em fração de segundos. Mas a ex-militante esquerdista da guerrilha urbana, temida também por suas tiradas explosivas em mais recentes reuniões do governo Lula (que o diga o ex-ministro da Defesa Waldir Pires), logo se recompõe, sem perder a elegância e sem molhar o alva roupa que ela ostenta no debate, em substituição ao tradicional terninho vermelho que costuma envergar nos encontros com companheiros trabalhadores metalúrgicos no ABC e em outros palanques e reuniões de campanha. “Vim em nome da paz”, explica a petista aos que se surpreendem.

Marina Silva, já se sabe, é normalmente um doce de pessoa. No debate da Band, virou puro mel de mandassaia. A ex-militante petista, valente jaguatirica acreana, braço direito de Chico Mendes na preservação da mata amazônica e defesa da exploração dos recursos sustentáveis da floresta, esteve mais “ligth” ainda.

A candidata verde não mostrou as garras de felina nem quando Plínio também lançou um bote direto contra ela, acusada de ter virado uma “capitalista da luta ambiental” cujas posições não guardam mais “nenhuma diferença na comparação com o pensamento conciliador de Serra e Dilma” sobre política, economia e até a questão social. A jaguatirica responde com um riso discreto, compreensivo e quase filial ao atacante.

Suécia é pouco! Isso no tempo em que o país nórdico era mostrado nas escolas brasileiras como modelo mundial de boa educação, “terra de gente que não xinga, não fala alto, nem joga papel na rua”. Talvez esteja aí a principal razão da baixíssima audiência do primeiro debate da campanha presidencial na TV Band, que variou entre 3 e 6 ponto percentuais (no pico), segundo revelado pela própria emissora paulista.

Números pífios (talvez seja esta a mais perfeita definição), principalmente quando o índice é comparado com o banho da concorrente Rede Globo, que bateu nos 44 pontos de pico ao transmitir o jogo Internacional x São Paulo pela Libertadores da América, no estádio do Morumbi. Bem pertinho da arena política.

No estádio de futebol, sim, se viu um jogo de verdade. Vontade de ganhar dos dois lados: garra, raça, valentia, jogadas de efeito e chutes para o mato quando necessário, no jogo de campeonato. Gente sem medo de correr riscos dentro de campo, sem temor dos urros e apupos vindos da galera nas arquibancadas. No fim um gaúcho, o Inter, vencedor no campo do adversário.

Um elixir contra o tédio, que não deixou ninguém desligar o aparelho, e muito menos dormir diante da TV antes do árbitro apitar o final da partida. Quanta diferença do debate presidêncial da quinta-feira. Se o marciano de Nelson Rodrigues mudou o canal, como muita gente de carne e osso, descobriu finalmente que conduzira sua nave espacial na rota certa.

“Estou mesmo no Brasil!”, deve ter dito o E.T.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail: vitor_soares@terra.com.br

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