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Posted on 06-08-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 06-08-2010

Protógenes e Barreto: encontro em Sampa

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O Delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz encontrou o Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, em evento sobre Segurança Pública na cidade de Campinas (SP).
Depois de assistir a cena, um policial civil que assistia a cena dos cumprimentos à distância , se aproximou do delegado e candidato a deputado federal por São Paulo: Será que ele não vai dar um basta à perseguição implacável ao senhor já que ele é “quem manda” na Polícia Federal e o ex-ministro Tarso Genro já se mandou para o Rio Grande do Sul?

Em tempo: A PF é subordinada ao Ministério da Justiça e já chega a marca de 23 o número de processos abertos contra Protógenes Queiroz.

Protógenes agradeceu a manifestação do colega, mas não pode responder sua indagação. A pergunta fica no ar, quem sabe, para o próprio ministro dar uma resposta.

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Tem pesquisa nova na praça.

É do Ibope ,divulgada nesta sexta-feira (6), e mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, na frente da corrida à sucessão do presidente Lula:A petista tem 39% das intenções de votos, contra 34% do segundo colocado, o tucano José Serra.

Marina Silva, do PV, registrou 8% dos votos. Votos nulos e em branco somam 7% e indecisos, 12%.

De acordo com o Ibope, os demais seis candidatos à Presidência José Maria Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO)e Zé Maria (PSTU) não atingiram 1% das intenções de voto.

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 5 de agosto, com 2506 pessoas, e não reflete o primeiro debate entre os presidenciáveis, realizado nesta quinta-feira (5), pela TV Bandeirantes.

Em um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a petista teria 44% dos votos contra 39% do tucano. Nesse cenário, brancos e nulos somam 8% e indecisos, 9%.

No levantamento Ibope divulgado na semana passada, Dilma aparecia com 39% das inteções de voto no primeiro turno, contra 34% de Serra. Marina havia registrado 7%. Na simulação do segundo turno, Dilma tinha 46% dos votos contra 40% de Serra.

Encomendada pela Rede Globo e pelo Jornal O Estado de S. Paulo, a pesquisa divulgada hoje foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 21697/2010. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

(Com informações do portal UOL)

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Posted on 06-08-2010
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 06-08-2010

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Artigo/ Comunicação

Falsa polêmica

Washington José de Souza Filho*

A perda do título da Copa do Brasil, na quarta-feira, depois de vencer o Santos por 2×1, no Barradão – o time paulista foi o campeão, porque ganhou a primeira partida, em São Paulo, por 2×0 – colocou o Vitória no meio de uma falsa polêmica, porque a ironia utilizada contra o clube, na capa do Correio, edição de quinta-feira,5, esconde um debate, sobre o poder nas redações, desconhecido do público.

A reação de muitos torcedores, fortalecida pela manifestação da diretoria do clube, serve para demonstrar a indignação. A atitude do jornal é algo que não pode servir de referência para um meio de comunicação, porque o parâmetro adotado é o de total desrespeito à informação como interesse público. Em tempo de transformação tecnológica, de necessária interlocução e contato com o público, atingir uma parcela dos leitores, torcedores de um clube, é um despropósito. Em especial, quando o veículo faz um esforço enorme para alterar a sua imagem, retirar da sua marca a referência a parcialidade.

O cartunista Lage, conhecido pelo trato cordial e a verve crítica, manifestada através do seu traço, usado para charges e cartuns, uma vez, quando vivo,assumiu a responsabilidade de não permitir a publicação da capa de uma revista, da qual fazia parte, porque a ilustração poderia representar uma afronta à Irmã Dulce, uma religiosa identificada como um símbolo da Bahia, pela dedicação aos desassistidos. Para um jornalista que viva no Rio de Janeiro, por exemplo, é inconcebível, ele pensar em usar o mesmo recurso com o Vasco da Gama, clube que como o Vitória é ironizado, quando perde as disputas. E ele nem precisa do manual de redação, que sempre fala em isenção, pluralismo e apartidarismo.

Outra situação ocorre no Rio Grande do Sul, do conhecimento de qualquer gaúcho. É impossível, apesar da polarização entre Grêmio e Internacional, qualquer meio de comunicação, agir para provocar uma ou outra torcida. O ocorrido na Bahia reflete um padrão de jornalismo, estabelecido no século 18, pelos barões da imprensa norte-americana. É o período da penny press – sendo penny a referência à moeda em uso na época, algo como um centavo.

Para vender os jornais, tudo era possível. Esta concepção, tanto tempo depois, ainda é prevalecente no jornalismo. A questão é saber por que os jornalistas não brincam com os assuntos que são do interesse dos seus patrões? Ou alguém consegue imaginar uma manchete como a citada se o assunto fosse, por exemplo, Política?

Washington José deSouza Filho , Jornalista, trabalhou em redações de jornais, revistas e televisões da Bahia e de outros Estados, professor da Faculdade de Comunicação (UF