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Postado em 04-08-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 04-08-2010 12:35

Vitória na hora de fazer história

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

O LEÃO ESTÁ SOLTO NAS RUAS

XICO SÁ

Deixaram o Leão sair vivinho da silva do alçapão da Vila Belmiro na última quarta-feira, quando poderiam ter liquidado a disputa. Agora, segurem a onda. O Vitória tema seu favor o campo, o retrospecto dos triunfos por dois gols ou mais dentro de casa e, o mais importante, uma torcida capaz de fritar peixe semprecisar de fogo, apenas com a força do pensamento positivo, como se gabava ontemo garçom Edvaldo Soares, baiano de Lauro de Freitas, 38 de vida e 20 anos de Sampa.

Edvaldo tirava onda com um grupo de amigos santistas a quem servia no seu boteco da rua Augusta. “Não vai adiantar molecagem dos meninos e muito menos o olho grande dos torcedores do Bahia”, bancava no gogó, com aquela convicção que alimenta um fanático.

“O caneco é do rubro-negro e ninguém leva”. Se a 1.979 quilômetros de distância de Salvador, o garçom vive essa febre, imagina a fervura do Barradão logo mais à noite. Pense num gol do Vitória no começo do jogo, como deve ter sonhado muita gente na noite desta terça para a quarta nobre. Seria uma loucura, dendê chiando na mais alta temperatura de uma caçarola.

Pense num gol do Vitória no começo do jogo, como deve ter sonhado muita gente

É a peleja do ano, na decisão mais justa do melhor e mais democrático dos nossos certames, a Copa do Brasil, que contempla o futebol dos grandes clubes das metrópoles e não esquece os emergentes dos sertões. Vitória e Santos foram os times mais ofensivos e abusados deste ano. Merecem fazer a festa. Se o Peixe tema vantagem de dois gols e a badalação da “Selesantos”, como rotulou esta semana o Mano Menezes, o Leão tema força do seu terreiro.

Foi assim que outra equipe leonina, também em vermelho e negro, igualmente nordestina, arrancou a taça praticamente das mãos dos corintianos, em 2008. O técnico do alvinegro paulista era este mesmo Mano, que hoje dirige o escrete canarinho. Deu Sport Recife, contra tudo e contra todos.

Joana Rizério, minha amiga rubro-negra de Europa, França e Bahia, não vê a hora do jogo começar. Ficou revoltada com o foguetório dos tricolores no 2×0 do também alvinegro –mais uma coincidência com a história que conto aí acima – na semana passada. À véspera de mais uma viagem internacional, a moça que não para, jornalista de primeira, espera passar o resto da semana tirando sarro dos secadores.

“Essa galera da segundona vai ver o que é bom para curar a inveja e o ciúme do meu grande Vitória”, diz a musa. É, amigos, que venha o jogaço. E lembrem-se: o bom do futebol é a pacífica tiração de onda, o resto é bronca e encrenca, melhor saltar fora. Não há paixão por futebol que valha uma vida.

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Comentários

Mariana Soares on 4 agosto, 2010 at 16:13 #

Vamos lá, Vitória, mostrar para o “sul-maravilha”, que a gente tem garra, bola no pé e muita alegria…Que futebol só acaba quando o juiz apita o final do segundo tempo e que, ninguém, ninguém mesmo, vive de fama…Esta quarta-feira será mais que nobre para a gente, torcedores do Vitória, será afortunadamente feliz pela conquista do nosso primeiro título nacional e, para isto, só precisa lutar, pois os Deuses, certamente, farão a sua parte…Nêeegooo…


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