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Postado em 04-08-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 04-08-2010 11:14

Vitor Athayde: morte impune

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Manobras protelatórias de última hora da defesa do principal acusado pelo crime levou o Tribunal do Juri a adiar, na manhã desta quarta-feira, e protelar mais uma vez o julgamento dos responsáveis pelo assassinato do economista Vítor de Athayde Couto Filho, no Fórum Ruy Barbosa, marcado para começar às 8h de hoje.

Um clima que misturava estranheza e indignação de advogados, familiares e amigos da vítima, se instalou no tribunal quando foi confirmado o adiamento. Os advogados dos acusados, José Raimundo Cerqueira da Paixão, o Abelha, 40 anos, Waldir Paixão de Jesus, 29, Juraci Oliveira dos Santos 27, e Carlos Alberto dos Santos, 30, apresentaram motivos que inviabilizaram o começo do julgamento, entre eles a ausência de Carlos Alberto dos Santos, um dos participantes desse crime que chocou os baianos há quatro anos. Uma nova data deve ser anunciada.

Ocorrido em julho de 2006, o sequestro seguido de assassinato do economista e professor da Universidade Federal da Bahia gerou protestos em diversos segmentos da sociedade e causou repercussão internacional.

Vítor de Athayde, então com 35 anos, era consultor da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura e foi morto pelo pedreiro Raimundo Cerqueira da Paixão, conhecido como “Abelha” que prestava serviços de reparo na casa de Vitor.

Presos desde 2006, os quatro são acusados de homicídio triplamente qualificado (crueldade, impossibilidade de defesa da vítima e torpeza), furto qualificado e ocultação de cadáver.

“Abelha” foi descoberto logo após a morte, ao utilizar os cartões do economista para fazer compras e saques.

A impunidade prossegue.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

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Comentários

Mariana Soares on 4 agosto, 2010 at 16:19 #

Isto é uma vergonha!!! Me enoja saber que usam os institutos do direito, que deveriam ser sagrados e se prestarem apenas para a vitória da justiça sobre o mal, para fins espúrios e maléficos para toda a sociedade. Não obstante, ainda acredito que a justiça tarda, mas não falha.


Graça Azevedo on 4 agosto, 2010 at 18:40 #

Amigo
Vou fazer pequenas correções: Vitor era economista; o acusado que não compareceu (porque não o encontraram na cadeia, pasme!!) chama-se Carlos Alberto dos Santos.
Para mim, que sou a mãe e que luto por justiça todos os dias desde o fatídico 10 de julho de 2006, é mais uma batalha perdida. Mas, vou vencer esta guerra com a ajuda da sociedade que não aceita mais tanta impunidade.


vitor on 4 agosto, 2010 at 19:17 #

Gal

Lapsos corrigidos no BP. O calor da hora e a indignação as vezes colaboram para equívocos como esses do texto , até para quem acompanhava o trabalho brilhante de Vitor e o seu drama pessoal há quatro anos.

Mantenha acesa a chama da luta por justiça. E conte com Bahia em Pauta.


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