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Postado em 04-08-2010
Arquivado em (Artigos, Eventuais) por vitor em 04-08-2010 12:09

Berni (centro): “mestre marqueteiro”

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O olhar aguçado de Chico Bruno desde sua varanda do litoral norte que dá para o mar aberto da Bahia, segue enxergando o que escapa a muita gente, ou que muitos fingem não ver.
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Desta vez, em comentário que começa com merecida homenagem a Roberto Berni, um pioneiro do marketing eleitoral baiano, Bruno faz agudas observações sobre artimanhas de marketing e de marqueteiros na atual campanha eleitoral. Ele sabe, como poucos por estas bandas, sobre o que fala.

Bahia em Pauta reproduz para o texto publicado no Site de Chico Bruno.

(Vitor Hugo Soares)

Direto da Varanda: Chico Bruno

Quem decide é o guia eleitoral

A morte de Zé Roberto Berni, um dos principais marqueteiros do país. Um profissional “low profile”, que como a grande maioria destes especialistas nunca usou o marketing pessoal para se promover ao contrário de uns dois ou três, levou-me a uma reflexão sobre a atual campanha eleitoral e o marketing político.

Até hoje, a fórmula criada na campanha baiana de Waldir Pires em 1986 com muita criatividade é copiada, apesar da rendição as pesquisas quantitativas e qualitativas.

Infelizmente as cópias pecam pela criatividade sofrível.
Hoje, na corrida pelo voto, os passos, palavras ou gestos são milimetricamente estudados por especialistas em marketing. As campanhas eleitorais vivem a ditadura das pesquisas.

Não é preciso fazer pesquisa para se saber que as campanhas eleitorais brasileiras só começam realmente com o inicio dos guias eleitorais, apesar das apostas que foram feitas na web esse ano.
Antes disso, a grande maioria dos cidadãos está preocupada com outras coisas.

Neste período que antecede o horário eleitoral quem está preocupado com as eleições é a mídia impressa, os políticos e uma parte de seus leitores.

É este universo que neste momento dá importância às pesquisas eleitorais.

Os políticos, os jornalistas e uma pequena parcela da opinião pública fazem um carnaval com o vai e vem das atuais pesquisas eleitorais, apesar de saberem que é depois de quase 30 dias de horário eleitoral gratuito que as sondagens são mais precisas.

Afinal, as campanhas só tocam as mentes e corações das pessoas com o advento dos programas eleitorais na TV.
Nesta eleição então, nem nas ruas há campanha eleitoral.

Aliás, os candidatos reclamam que nesta eleição até os doadores de recursos para as campanhas estão resistentes. Por isso, inexiste nas ruas o clima eleitoral.

Portanto, tenha certeza, quem vos fala é do ramo. Sabe muito bem como funcionam as pesquisas neste período.
Elas servem para um bocado de coisas, inclusive para alavancar a arrecadação de recursos, só que nem isso elas estão conseguindo fazer.

Portanto, vamos com calma com o andor que o santo é de barro.
Falta pouco para o clima eleitoral tomar conta da TV e das ruas.
Será a partir daí que começará a cair a ficha eleitoral para os eleitores.

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