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Postado em 03-08-2010
Arquivado em (Crônica) por vitor em 03-08-2010 22:12


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CRÔNICA DE CINEMA

Uma Noite Inesquecível

Maria Olívia

Cena principal: Final do Terceiro Festival de Música Popular Brasileira da Record. Ano de 1967. Grandes nomes da MPB se reúnem no mesmo palco para defender suas canções. Simples assim.

O documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil – em cartaz no espaço de Cinema Unibanco/Glauber Rocha – , na Praça Castro Alves, mostra os bastidores e o contexto do festival, de maneira simples, mas genial.

A história é contada com as imagens de arquivo da Record e com entrevistas recentes com os ‘donos’ do grande encontro. Chico Buarque, apesar do recato, ‘rouba’ a cena. Mas, a surpresa maior fica por conta de Roberto Carlos. Ele participou do festival com o samba, “Maria, Carnaval e Cinzas”. No filme, o Rei, apesar de avesso a entrevistas, fala de forma descontraída de seu passado como crooner, sua principal escola, quando cantava samba, bolero e adorava Chet Becker.

Muito legal ver Sérgio Ricardo explicar por que quebrou o violão e jogou na platéia, Caetano Veloso lembrar das vaias seguidas de aplausos para “Alegria, Alegria” e dizer da saudade de sua juventude, Gilberto Gil emocionado assumir o medo de se apresentar ao vivo, Edu Lobo contar que, na sequencia, foi para Paris fugindo do sucesso de “Ponteio” – a música vencedora do festival, interpretada por ele e Marília Medalha – e Chico Buarque afirmar que ‘fui escolhido para ser o cara da música conservadora, ninguém gosta de ser chamado de velho aos 23 anos’, confessou.

Histórias maravilhosas não faltam neste belo filme. Vou parar por aqui, não conto mais para não quebrar o encanto. Recomendo aos blogueiros do Bahia em Pauta saírem ‘correndo’ para ver Uma Noite em 67, garanto que não vão se arrepender.

Refrescando a memória – Entre os finalistas, estavam Chico Buarque e o MPB4 com Roda Viva; Caetano Veloso, com Alegria Alegria; Gilberto Gil e os Mutantes, com Domingo no Parque; Roberto Carlos, com Maria, Carnaval e Cinzas; Edu Lobo e Marília Medalha, com Ponteio e Sérgio Ricardo, com Beto Bom de Bola. De quebra, Cidinha Campos comandando as entrevistas em tempo real, imperdível.

Maria Olívia é jornalista

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Comentários

Regina on 3 agosto, 2010 at 23:56 #

Obrigada, Liu. Noto que você já está na “BOA TERRA” e matando a sede no riacho… Ai estivesse, e estaria eu encabeçando a fila! Estava nos meus anos dourados da juventude e, para mim, aí nesses festivais da Record, começou a se manifestar em mim essa paixão pela musica popular brasileira e essa moçada que arrebentou nossas atenções então e continuam, ate hoje nos mantendo reféns, com sua arte inovadora, revolucionaria, participante.
Foi um tempo mágico e de grande enriquecimento cultural para o nosso país. não nos desgrudavamos da TV, e por um bom motivo!
Só me resta esperar que saia em DVD e que logo eu possa também ver.


Regina on 4 agosto, 2010 at 0:13 #

Aí está a participação de Roberto Carlos com “Maria, Carnaval e Cinsas”. Simplesmente maravilhoso, morrendo de medo, enfrentou e convenceu!

http://www.youtube.com/watch?v=h-Y_ZjWpFEQ


Regina on 4 agosto, 2010 at 1:35 #

Correção ao primeiro texto:
“em mim” é redundante.
“moçada que arrebatou” em lugar de arrebentou.
Vão desculpando…


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