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Postado em 03-08-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 03-08-2010 11:55

De Sanctis: bolão na TV

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Maria Olívia

O Programa Roda Viva entrevistou na noite de ontem, dia 2, ao vivo, o juiz Fausto Martin de Sanctis, titular da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo, especializado em crimes financeiros.

O Magistrado – que ganhou notoriedade por encaminhar processos contra crimes do colarinho branco e lavagem de dinheiro no País – deu um ‘show de bola’ na bancada da famosa ‘Roda’ da TV Cultura. De Sanctis cuidou de casos de grande repercussão, como as operações Satiagraha, MSI/Corinthians, Castelo de Areia, entre outras.

Mas, o Magistrado realizou e continua realizando muito mais. Uma pena que a mídia só dê destaque a assuntos polêmicos e reverbere essa grande falácia de que o eminente juiz tenha fama de ‘durão’ e que ‘extrapola’ seus limites de juiz, dificultando a defesa de seus acusados. Os telespectadores que tiveram o privilégio de acompanhar o debate desta segunda no ‘Roda Viva’, com certeza, tiraram suas próprias conclusões. O juiz, que acusou e condenou banqueiros, traficantes, contrabandistas e grandes empresários, não tem nada de durão e, muito menos de polêmico. O que vimos foi que lhe sobram competência, seriedade e serenidade, independência e, principalmente, cuidado com o patrimônio público. O resto, fica por conta de quem não tem olhos de ver e ouvidos de escutar.

O programa Roda Viva, apresentado por Heródoto Barbeiro na noite de ontem pode, e deve, ser acessado no site www.tvcultura.com.br/rodaviva . A bancada de entrevistadores foi formada por Márcio Chaer (editor do site Consultor Jurídico) – esse até que tentou desqualificar De Sanctis, mas, como se diz no popular, ‘morreu na praia’, o Magistrado respondeu, com categoria, suas frustradas provocações -, Fausto Macedo (repórter de política do jornal O Estado de S. Paulo), Frederico Vasconcelos (repórter especial do jornal Folha de S. Paulo e editor do Blog do Fred na Folha.com e no UOL) e Sérgio Lírio (redator chefe da revista Carta Capital).

Maria Olívia é jornalista

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Comentários

rosane santana on 3 agosto, 2010 at 13:27 #

“Olhos de ver e ouvidos de escutar”, Olivinha, justamente o que faltam à imprensa brasileira de hoje, sobrando desinformação, oportunismo e alienação.


luiz alfredo motta fontana on 3 agosto, 2010 at 20:43 #

“Lendas” costumam revelar arremedos de “Roy Bean”.

Fabricar lendas não é tarefa de jornalistas, mas sim de contadores de “causos”.

Não importa a qualidade ou vilania dos réus de ocasião, o que vale é o respeito aos procedimentos, em oposição à barbarie.

Ao mais, a investidura na magistratura, embora mimada com o absurdo da vitaliciedade, não pressupõe e não poderia mesmo pressupor, indisposição com o arcabouço legal, afinal é ele, o arcabouço legal, que consagra este poder, alheio à essencial escolha dos tutelados. É bom lembrar que o mais humilde dos vereadores da mais remota cidadela, tem mais representatividade, via voto do que o mais consagrado dos pretores.

Lembrar que o poder judiciário é menos democrático dos poderes é lição primeira, até para preservar o mínimo de coerência, nunca esquecendo o enorme fosso que separa a liberdade de expressão do arbítrio em nome da “justiça”.


Graça Azevedo on 3 agosto, 2010 at 20:53 #

Ele é o exemplo de competência e seriedade para um judiciário cada dia mais, digamos, deixando a desejar…


Carmen on 3 agosto, 2010 at 21:44 #

Vi o programa de ontem e gostei. Precisamos de mais exemplares, mais Faustos de Sanctis, para que haja mais justiça neste país, afinal cadeia não é exclusividade de pobre e de preto.


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