jul
02
Posted on 02-07-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 02-07-2010


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Ode ao 2 de Julho

Castro Alves

Era no Dois de Julho
A pugna imensa
Travara-se nos cerros da Bahia…
O anjo da morte pálido cosia
Uma vasta mortalha em Pirajá.
“Neste lençol tão largo, tão extenso,
“Como um pedaço roto do infinito …
O mundo perguntava erguendo um grito:
“Qual dos gigantes morto rolará?! …

Debruçados do céu. . . a noite e os astros
Seguiam da peleja o incerto fado…
Era tocha — o fuzil avermelhado!
Era o Circo de Roma — o vasto chão!
Por palmas — o troar da artilharia!
Por feras — os canhões negros rugiam!
Por atletas — dous povos se batiam!
Enorme anfiteatro — era a amplidão!

Não! Não eram dous povos os que abalavam
Naquele instante o solo ensangüentado…
Era o porvir — em frente do passado,
A liberdade — em frente à escravidão.
Era a luta das águias — e do abutre,
A revolta do pulso — contra os ferros,
O pugilato da razão — com os erros,
O duelo da treva — e do clarão! …

No entanto a luta recrescia indômita
As bandeiras – corno águias eriçadas —
“Se abismavam com as asas desdobradas
Na selva escura da fumaça atroz…
Tonto de espanto, cego de metralha
O arcanjo do triunfo vacilava…
E a glória desgrenhada acalentava
O cadáver sangrento dos heróis!

Mas quando a branca estrela matutina
Surgiu do espaço e as brisas forasteiras
No verde leque das gentis palmeiras
Foram cantar os hinos do arrebol,
Lá do campo deserto da batalha
Uma voz se elevou clara e divina.
Eras tu — liberdade peregrina!
Esposa do porvir — noiva do Sol!…

VIVA A BAHIA!!!

E VAMOS LÁ, BRASIL. PRA CIMA DA HOLANDA!

jul
02
Posted on 02-07-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 02-07-2010

Indio da Costa: agente provocador?

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O jornalista político Ivan de Carvalho comenta sobre dois temas em seu artigo desta sexta-feira, na Tribuna da Bahia. Um deles, a repercussão da surpreendente escolha do deputado federal Indio da Costa, DEM-RJ, para candidato a vice na chapa oposicionista de José Serra (PSDB). O colunista prevê: “Não vai demorar muito e haverá patrulhas petistas acusando o candidato a vice-presidente, de agente provocador”. Confira.
(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA

Agente provocador

Ivan de Carvalho

1. Esta semana, o governador Jaques Wagner, no programa de televisão Balanço Geral, depois de deixar claro que fez ou já preparou a feitura de quase tudo que havia ou há para fazer na Bahia (parabéns, governador, não é todo mundo que consegue isso, ainda mais em menos de quatro anos), sugeriu que o complexo esportivo que vai surgir no lugar onde hoje está o saudoso estádio da Fonte Nova seja chamado Luís Inácio Lula da Silva, vulgo Lulão. O governador disse para fazer simpatia, mas sabe que não pode, pois obras públicas, atualmente, recebendo nomes de pessoas, só podem ser batizadas oficialmente com os nomes de pessoas mortas. E Lula está vivíssimo. Também não poderá o novo estádio chamar-se Jaques Wagner, pelo mesmo motivo e mesmo que ele se reeleja. Bem poderia o que for erguido no lugar do estádio moribundo herdar o nome antigo, do governador Octávio Mangabeira, responsável pela construção da Fonte Nova, mas creio que isso não é muito provável. “O tempo, traça que medra nos livros feitos de pedra, rói o mármore, cruel”, escreveu o poeta que também nos deixou Ode ao 2 de Julho. E o tempo passou. Bem, duas idéias. Primeira) Pode-se dar ao estádio o nome do maior poeta brasileiro, o baiano Castro Alves, pois deste o tempo ainda não roeu o gênio e a memória. Segunda) Ao invés do nome dele, pode-se dar – e lembro isto hoje, quando se comemora a efeméride (desculpem os colegas o palavrão) – ao futuro estádio o belo nome de Estádio 2 de Julho. Assim, pelo menos, acho que, juntando com o Largo 2 de Julho, a Praça 2 de Julho e o complexo viário construído perto do aeroporto e cujo nome também é 2 de Julho, ninguém mais vai insistir inutilmente em perturbar o espírito de Luís Eduardo Magalhães, cujo nome continuará, já então pacificamente, a designar o Aeroporto Internacional de Salvador.
2. Não vai demorar muito e haverá patrulhas petistas acusando o candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, Índio da Costa, de agente provocador, um rótulo que nos saudosos (para a esquerda) tempos do poder da propaganda soviética universalizada era às vezes aplicado a reais ou supostos “agentes da CIA” e quase sempre a democratas autênticos que não transigiam com a pregação e não se submetiam aos métodos totalitários dos adeptos do comunismo, hoje morto como doutrina, mas ainda moribundo, insepulto, como regime totalitário em alguns países – a exemplo da China continental, Coréia do Norte, Cuba, para ficar apenas nos três mais notórios, embora não únicos. Índio da Costa é um jovem advogado formado da acreditada Faculdade de Direito Cândido Mendes, com pós-graduação em Políticas Públicas pela UFRJ, autor de dois livros sobre gestão pública. Está em seu quarto mandato eleitoral, sendo somente o atual na área federal (Câmara dos Deputados, onde se notabilizou por ser o relator do projeto de lei Ficha Limpa, por sua destacada atuação na CPI dos Cartões Corporativos e por denúncias de corrupção no governo federal). Mas por que “agente provocador”? Simples. Ontem, enquanto o candidato a presidente José Serra debatia a convite da Confederação Nacional da Agricultura (Dilma Rousseff arranjou uma viagem para não comparecer e Marina Silva não foi alegando a ausência de Dilma). Índio da Costa estava numa das primeiras filas. E aproveitou o laptop que levara para por em seu twitter: “Lula diz que não me conhece, esqueceu que tentou barrar o ficha limpa, mas não conseguiu”. Agente provocador, dos mais legítimos, está aí.

jul
02
Posted on 02-07-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 02-07-2010

Dunga: motivos para sorrir
  

DEU NA UOL

O técnico da seleção brasileira Dunga está com uma aprovação considerada ótima ou boa para 69% da população, segundo pesquisa nacional realizada pelo Datafolha.

A pesquisa foi feita nos dias 30 de junho e 1 de julho e foram ouvidas 2.658 pessoas (1.291 homens e 1.367 mulheres), em 163 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Desde que assumiu a equipe brasileira há quatro anos, Dunga conquistou todos os títulos que disputou, com exceção dos Jogos Olímpicos de Pequim, quando o time ficou com a medalha de bronze.

jul
02
Posted on 02-07-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 02-07-2010

Lionel Messi alarmou, nesta quinta-feira, a seleção argentina depois de não ter treinado por causa de uma gripe, a dois dias do embate pelas quartas de final do Mundial de 2010 frente à Alemanha.

O porta-voz da seleção de Maradona, Andrés Ventura, revelou que Messi se deslocou ao campo de treinos, na Universidade de Pretória, mas o técnico Diego Maradona decidiu mandá-lo para o quarto descansar.

O “astro” argentino apresenta «sintomas de resfriado, nada de grave», disse o médico da seleção, Donato Villani, informando que o jogador «já irá treinar a todo o vapor na sexta-feira».

O melhor jogador do mundo em 2009 ainda não marcou gol no Mundial, mas assistiu seis dos 11 gols que a Argentina marcou durante a competição e tem concentrado sobre si as atenções dos defesas adversários, libertando espaços para os outros avançados, Gonzalo Higuaín e Carlos Tevez.

Quem tomou o lugar de Messi no treino de conjunto foi o suplente Javier Pastore, juntando-se a dez jogadores que devem fazer parte do time (com Messi) no jogo com a Alemanha , no sábado, na Cidade do Cabo.
(Informações de TSF, Lisboa)

jul
01
Posted on 01-07-2010
Filed Under (Artigos, Rosane) by vitor on 01-07-2010


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ROSANE SANTANA

Com o acesso aos altos cargos da administração pública e às Assembleias Legislativas Provinciais, Câmara dos Deputados e Senado restrito a uma “ilha de letrados”, parafraseando expressão do cientista político José Murilo de Carvalho, era frequente o acúmulo de mandados parlamentares pelos políticos do Império. A Constituição de 1824 (art.32) permitia que um único cidadão participasse de duas eleições e fosse eleito, por exemplo, deputado geral e provincial, num mesmo período.

Para isso, enquanto estivesse no exercício de um cargo, deveria licenciar-se do outro, sendo substituído pelo suplente imediato. Mas, mas esse dispositivo constitucional foi infringido continuamente com a anuência da Assembleia Geral. Ressalte-se que o titular não perdia o mandato quando se licenciava, exceto nos casos em que os deputados gerais eram indicados conselheiros ou ministros de Estado. Ainda assim, procedia-se nova eleição para preencher a vaga, da qual podia ele participar. Mas, na prática, isso nem sempre foi a regra.

A maioria dos deputados com mandato duplo na Assembleia Legislativa Provincial da Bahia, por exemplo – segunda mais importante província do Império – era formada por servidores da alta administração pública. Seguramente, isso possibilitava a interferência direta do Governo Central – do qual esses deputados dependiam para promoções e ascensão na carreira burocrática e política – no Poder Legislativo.

Tal prerrogativa também contribuiu para a implantação de um projeto de poder em nível nacional e para a homogeneização da legislação das províncias, através do intercâmbio entre parlamentares de mandato duplo na Assembleia Geral (Câmara dos Deputados). Documentos históricos apontam nessa direção.

Intercâmbio de projetos

Em 1836, por exemplo, quando das discussões do projeto para a criação da Escola Normal da Bahia, o deputado conservador Miguel Calmon Du Pin e Almeida, que transitava com desenvoltura nos meios palacianos da Corte, encarregou-se de apresentar aos seus pares, na Assembleia Provincial da Bahia, lei idêntica autografada pelo também conservador Joaquim José Rodrigues Torres, presidente da Província do Rio de Janeiro, no ano anterior.

Havia um intercâmbio e uma união de interesses comuns entre os políticos conservadores da Bahia e do Rio de Janeiro, cidades portuárias vinculadas ao comércio agroexportador, com emprego de mão-de-obra escrava, em torno de um projeto de governo centralizado. O processo era facilitado pela homogeneidade ideológica proporcionada pela educação e pela circulação de ideias que o acúmulo de mandatos provincial e geral viabilizava.

Seguramente, um deputado com a formação intelectual e a experiência política de Miguel Calmon, doutor em leis pela Universidade de Coimbra e ex-ministro da Fazenda, no Primeiro Reinado, não teria usado como modelo uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa Provincial do Rio de Janeiro, se não tivesse politicamente afinado com o autor ou autores da matéria. Ele possuía em comum com Rodrigues Torres, futuro Visconde de Itaboraí, o fato de ter estudado na Universidade de Coimbra, além de ser partícipe de um mesmo projeto político.

Deputados com mandatos duplos

Nas três primeiras legislaturas da Assembleia Provincial da Bahia (1835-1841) foram identificados 13 deputados com mandato duplo. Todos eles bacharéis, a maioria formada na Universidade de Coimbra, que dominaram os principais cargos da Mesa Diretora da Casa e tiveram facilidade para aprovar matérias de seu interesse.

Foram eles: Francisco Gonçalves Martins, Francisco Ramiro de Assis Coelho, Honorato José de Barros Paim, Inocêncio Galvão, João José de Moura Magalhães, João Gonçalves Cezimbra, Luis Paulo de Araújo Basto, Manoel Maria do Amaral, Miguel Calmon Du Pin e Almeida, Antônio Joaquim Alvares do Amaral, João Pedreira de Couto, José Ferreira Souto e Romualdo Antônio de Seixas. Este ultimo era arcebispo primaz do Brasil na época.

Alguns deles ocuparam mais de uma vez a presidência da Assembléia Legislativa Provincial da Bahia e das principais comissões permanentes da Casa, como a da Fazenda e Negócios Fiscais, Polícia Provincial e Obras Públicas e a Comissão de Câmaras Municipais e seus Negócios, que controlava toda a vida financeira dos municípios, além de figurarem na lista sêxtupla de vice-presidentes da Província.

O grupo de deputados com mandato duplo era integrado por políticos já testados na vida pública parlamentar e administrativa, com uma vasta folha de serviços prestados à monarquia, desde o Primeiro Reinado. Miguel Calmon fora ministro da Fazenda de D.Pedro I. Honorato José de Barros Paim e Luis Paulo de Araújo Basto presidiram a Província da Bahia antes de chegarem à Assembléia. Gonçalves Martins era o chefe de Polícia de Salvador e Joaquim Marcelino de Brito havia sido presidente da Província de Sergipe e Ouvidor Geral do Ceará.

Construção do Estado Nacional

A maioria deles fez carreira nacional, com a ocupação de cargos importantes no poder central e nas províncias em retribuição aos serviços prestados à monarquia. Miguel Calmon continuou a trajetória ascendente, conquistando uma cadeira no Senado pelo Ceará, em 1840. Em 1843, chegou ao Conselho de Estado.Fracisco Ramiro de Assis Coelho foi ministro da Justiça e ministro do Império, em 1840. Francisco Gonçalves Martins, João José de Moura Magalhães e Manoel Maria do Amaral chegaram à presidência da Província, no Segundo Reinado.

Era muito comum, no período, que políticos fossem eleitos por províncias diversas, onde exerciam funções executivas. Principalmente os bacharéis de Coimbra, que faziam rodízio por cargos regionais e nacionais como parte de um projeto para implantação de um modelo de administração centralizado, no processo de construção do Estado Nacional.

Rosane Soares Santana é jornalista, com mestrado em História pela UFBA. Estuda o Poder Legislativo, elites políticas e eleições no Brasil. Integra a cobertura de eleições do Terra.

jul
01

DEU NO MSN/strong>

Anunciado ontem como candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, o deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ) participa hoje, pela primeira vez, de um evento de campanha ao lado do tucano, na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Sentado na primeira fila, enquanto assistia à sabatina com Serra, o deputado aproveitou para responder, via Twitter, ao presidente Lula.

“Lula diz que não me conhece, esqueceu que tentou barrar o ficha limpa, mas não conseguiu”, publicou o deputado às 11h51. O presidente Lula disse ontem que não conhecia o deputado e perguntou aos jornalistas de onde ele era.

Minutos depois, Índio da Costa fez uma provocação à candidata do PT, Dilma Rousseff. “Dilma fugiu do debate com Serra na CNA. Se ela preferir debater comigo, estou à disposição”. Nem Dilma Rousseff nem Marina Silva, candidata do PV, compareceram à sabatina da CNA. A entidade é presidida pela senadora da oposição Kátia Abreu (DEM-TO). A sabatina começou com um atraso de uma hora e meia porque o tucano chegou após o horário marcado (às 9 horas).

Justificativa

Como justificativa para não comparecer à sabatina, Dilma alegou problemas de agenda. Em viagem à Espanha, ela rebateu críticas de que estaria fugindo do debate eleitoral. “Eu tenho feito vários debates com jornalistas”, disse.

Marina Silva, por sua vez, pediu à CNA para ter acesso prévio às perguntas da sabatina. Diante da negativa, cancelou a presença.

jul
01

BOA TARDE!!!

jul
01

Wagner: propaganda e ascensão

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O jornalista político Ivan de Carvalho, em seu artigo desta quinta-feira na Tribuna da Bahia, além de comentar a surpreendente escolha do jovem deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ) para vice na chapa do tucano José Serra, lembra que uma nova fase da campanha eleitoral começa no final desta semana, pois a partir do dia 3 fica vedada toda propaganda do governo estadual na Bahia (pois o governador é candidato), exceto quando se tratar de comunicações ou informações de estrita utilidade pública. Quem vai poder anunciar, se quiser, diz Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz, é a prefeitura de Salvador, onde o prefeito peemedebista não é candidato a nada. Esta fase se aprofunda a partir do dia 6, quando começa a propaganda eleitoral às custas dos partidos.

Diz mais o colunista: “A ascensão do governador Jaques Wagner, que já ocorre há alguns meses, coincide (não estou afirmando que decorre somente disto) com uma intensa propaganda do governo baiano na mídia.”Confira.
(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA

A sucessão na Bahia

Ivan de Carvalho

Só para não deixar passar em branco. Em análise sobre a escolha do candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra, afirmei aqui, na terça-feira, que o PSDB fez tudo errado. Referia-me ao espantoso e insólito episódio da composição da chapa para a presidência da República, mas não somente a isto.
No episódio mencionado, o comando do PSDB avaliou que o Democratas não teria alternativa e, assim, não teria como recusar a imposição de um vice tucano. Errou feio. O DEM, irritado, sob a perspectiva da humilhação e da desmoralização como força política, foi ao tudo ou nada. Ou indicaria o vice de Serra ou não integraria a coligação com o PSDB, o PTB e o PPS.
Os tucanos recuaram, retiraram o nome do senador Álvaro Dias (um nome de méritos pessoais e políticos) e aceitaram a indicação do deputado de primeiro mandato federal, democrata fluminense Índio da Costa, um joven, relator, na Câmara, do projeto Ficha Limpa, de iniciativa popular e que se transformou em lei. Índio se projetou nacionalmente em 2008, quando foi sub-relator da CPI mista dos Cartões Corporativos. Também como autor de algumas das principais denúncias de mau uso de verbas federais.
Mas os tucanos erraram em muitas outras coisas. O erro maior foi botar panos quentes quando o governo Lula, em seu primeiro mandato, agonizava com o Escândalo do Mensalão e o então PFL (hoje DEM) defendia uma estratégia de ataque implacável, capaz de inviabilizar a candidatura de Lula à reeleição e até, se fosse o caso, levar ao impeachment ou forçar a renúncia. Os tucanos não queriam isso, queriam enfrentar nas eleições um Lula desgastado, em aos farrapos, “sangrando”, como disse o ex-presidente FHC. Erro de cálculo tucano: o PSDB, com isso, deu a Lula condições e tempo para dar a volta por cima e renovar o mandato.
Bem, parece que a sucessão na Bahia está entrando como assunto secundário, apesar do título. Mas vamos a ela. Sondagens de tendências eleitorais feitas nos últimos dias põem o governador petista Jaques Wagner em situação privilegiada, bem distanciado do democrata Paulo Souto (que desde anteontem tem afinal sua chapa completa) e mais ainda do peemedebista Geddel Vieira Lima. Jornalisticamente inaceitável não registrar: a ascensão do governador, que já ocorre há alguns meses, coincide (não estou afirmando que decorre somente disto) com uma intensa propaganda do governo baiano na mídia.
Uma nova fase da campanha eleitoral começa no final desta semana, pois a partir do dia 3 fica vedada toda propaganda do governo estadual (pois o governador é candidato), exceto quando se tratar de comunicações ou informações de estrita utilidade pública. Quem vai poder anunciar, se quiser, é a prefeitura de Salvador, onde o prefeito peemedebista não é candidato a nada. Esta fase se aprofunda a partir do dia 6, quando começa a propaganda eleitoral às custas dos partidos. E finalmente começa uma outra fase em 17 de agosto, quando tem início a propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão. Os principais concorrentes de Wagner estarão aguardando as novas fases para tentar mudar a situação. Em tempo: muito mais há a dizer sobre este assunto, evidentemente.

jul
01
Posted on 01-07-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 01-07-2010


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DEU NO PORTAL TSF (PORTUGAL)

A modernidade do samba vai estar, esta quinta-feira, na casa de espetáculos Aula Magna em Lisboa, com Roberta Sá, uma das novas vozes do Brasil, que traz na bagagem o espectáculo «Pra se ter alegria».”

BOA NOITE!!!

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