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Postado em 31-07-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 31-07-2010 17:37


DEU NO COMUNIQUE-SE (PORTAL DE NOTÍCIAS DOS BASTIDORES DA IMPRENSA)

Da Redação

Neste sábado, dia 31/07, a censura imposta ao Estadão completa um ano, sem perspectivas de solução. A ação judicial, aberta pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), proíbe o jornal de publicar informações sobre a Operação Faktor, conhecida como Boi Barrica, da Polícia Federal, sob pena de multa de R$ 150 mil em caso de descumprimento.

“É essencial para a democracia uma imprensa livre para publicar TUDO – e responder e se responsabilizar pelo que publicou, arcar a posteriori pelo que publicou, mas nunca sendo impedida a priori. Isso é censura prévia”, diz o diretor de conteúdo do Estadão, Ricardo Gandour.

Em dezembro do ano passado, após a decisão ser criticada por diversas entidades ligadas ao jornalismo, juristas e políticos, Fernando Sarney resolveu desistir da ação, mas o Grupo Estado não aceitou.

“O jornal considera que este caso é de importância vital para toda a imprensa, e não apenas para o Grupo Estado. Foi por isso que, quando o empresário Fernando Sarney entrou com pedido de desistência da ação, o jornal não aceitou, preferindo que a Justiça se pronunciasse sobre o mérito, sobre a essência da ação – o que até agora não ocorreu”, explica Gandour.

De acordo com o diretor, mesmo tendo passado um ano da decisão e aparentemente ela ter caído no esquecimento, “sempre que se toca no assunto percebe-se que ele está vivo na preocupação das pessoas”. Gandour não esperava que a censura durasse tanto tempo e espera por uma solução.

“Temos feito tudo o que está ao nosso alcance e a decisão está nas mãos da Justiça”, afirma.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 31 julho, 2010 at 18:14 #

O ledo engano

Nas mãos da Justiça, pode ser declaração de fé, pode ser reza, pode até mesmo ser aspiração filosófica, mas é irreal.

A decisão está na mão de quem detém o tal poder jurisdicional, o mesmo poder que decretou a censura, e que, caso atenda ao reclamo da democracia ofendida, restabeleça no porvir, a liberdade de expressão ofendida, mesmo assim, não irá reparar o dano já causado.

Assim é o Poder Judiciário, uma decisão equivocada aqui, pode perdurar, ou cair depois de um longo tempo, sem que quem a decretou responda pelo erro.

O conceito de Justiça é algo diverso, talvez funcione só para os que professem alguma crença, ou encontre guarida na eloquência dos filósofos, que sonham compreender esta virtude inatingível.

Aqui, o que impera, é apenas o resultado da investidura de um poder com a benesse incompreensível da vitaliciedade.

A decisão do Pretor perdura porque perdura, pelo tempo em que desejar, sem nenhum risco de o incomodar.

Restá-nos, como meros tutelados, dizer: – Amém!!!


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