jul
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Posted on 18-07-2010
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 18-07-2010

Fonte de recordações

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FONTE NOVA

Aí eu chorei e sorri

Aí eu cresci e envelheci

Ai eu vi nascer

E vejo demolir

Não sei se é bom ou se ruim

Joguei no campo

Corri na pista

Vi o Bahia me ensinar

Nunca desista

Nadei nas piscinas

Vi desfile no Balbininho de meninas

Vi bandas

Vi cantores

Fiz amigos

Torcedores

Vaiei a seleção

Dei volta olímpica, Campeão

Saí cabisbaixo na terceira divisão

Beijei, abracei

Xinguei e esmurrei

Fui eu mesmo

Fui feio e fui bonito

Porem lá nunca temi o ridículo

(Marcelo G Reis )

EM TEMPO: A poesia do domingo chega ao Bahia em Pauta através do amigo e colaborador do site blog Jorge Haroldo Marques, geólogo e ambientalista. BP agradece a Jorge e ao poeta. (VHS)


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Comemorando a estiagem, em Salvador, uma homenagem da Rádio BP ao eterno Raul Seixas e aos seus discípulos,com o rock que desafia o tempo. Boa semana, amigos do BP. Com muito rock!!!

( Gilson Nogueira )

jul
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Posted on 18-07-2010
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Marina inaugura comitê domiciliar no Piaui

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DEU NO

TERRA – ELEIÇÕES 2010

Yala Sena

Direto de Teresina

Se antes a briga era pelo melhor currículo, a candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, afirmou neste domingo (18), que agora a guerra de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) é por um “plebiscito da baixaria”. Marina condenou as declarações do vice de José Serra, Índio da Costa (DEM/RJ), que em seu Twitter chamou Dilma de “ateia e esfinge do pau oco”.

“Sinto que eles estão indo por um caminho bem mais perigoso. É a guerra dos dossiês e agora esse tipo de declaração. No meu entendimento, creio que agora o plebiscito é pra saber quem vai fazer mais baixarias. Os brasileiros não merecem isso”, afirmou Marina Silva em coletiva após participar de ato em Teresina em favor de sua candidatura.

Marina esteve na capital piauiense para realizar o primeiro comício de sua campanha que ocorreu na noite deste sábado e inaugurar comitê domiciliar “Casa de Marina”. Ela disse que não vai entrar no jogo “rasteiro” dos ataques pessoais e que as críticas que faz são em cima de projetos. Para Marina, a eleição virou um clima de “vale tudo”.

“Esse caminho que estão enveredando a candidatura oficialmente de oposição e da situação a gente vê a guerra eletrônica como se fosse um verdadeiro vale tudo. Mas, pra ganhar a eleição não vale tudo”, disse Marina.

A presidenciável leu salmos que considerou como “poesia bíblica” ao discursar para uma plateia de 300 pessoas no Centro Artesanal. A candidata voltou a comparar sua história de vida com a do presidente Lula e disse que não irá acabar com o programa Bolsa Escola. “Serei uma Silva de saia”.

Constrangimento ético
Ao inaugurar a Casa de Marina, a presidenciável disse que a sociedade precisa “constranger eticamente” o poder público e os políticos. Para ela, esse constrangimento é feito com ações de iniciativas do próprio cidadão, devido à falta de aparelhamento do Estado.

Marina foi recebida por sanfoneiro no comitê domiciliar na primeira atividade deste domingo e foi convidada para tomar café com bróia (bolo caseiro). Porém recusou o convite, alegando que não pode comer nada com leite ou beber alimentos com cafeína.

Ao visitar a residência no bairro Santa Maria da Codipi, em que mais de 90% da população não tem esgoto, Marina se chocou com relatos de violência contra a mulher na região. A última vítima foi uma agente de saúde que foi estrangulada e violentada antes de morrer.

Ela cancelou parte da agenda no Piauí e antecipou sua ida a São Paulo. Às 16h, a candidata participa do Festival do Japão, no Centro de Exposição Imigrantes.

jul
18
Posted on 18-07-2010
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Cristina Lai Men (Portal TSF, Portugal)

O primeiro presidente negro da África do Sul e prêmio Nobel da Paz, Nelson Mandela, comemora neste domingo, 92 anos de idade e por todo o mundo assinala-se pela primeira vez o Dia Nelson Mandela, instituído pela ONU.

O Dia Nelson Mandela, o primeiro dedicado a uma pessoa, foi instituído pela Assembléia-Geral das Nações Unidas em novembro de 2009 pela «contribuição do ex-presidente sul-africano para a cultura, paz e liberdade».

As comemorações começaram ontem, sábado, na Africa do Sul, com a chegada de 92 meninos das proximidades da aldeia de Mvezo, onde nasceu Nelson Mandela, à capital sul-africana para cantarem os parabéns ao ex-presidente sul-africano.

O ‘coro’ de aniversário a Madiba, como Mandela é carinhosamente apelidado, incluiu crianças entre os seis e os 12 anos de Mvezo e Qunu, as localidades onde viveu na infância.

O neto de Mandela, Mandla Mandela, líder do Conselho Tradicional de Mvezo, também viajou com as crianças e qualificou a experiência para os mais novos como a «oportunidade da sua vida».

Nelson Mandela comemorará o aniversário com a família, mas na África do Sul e em outros países, centenas de milhares de pessoas participarão na campanha “Oferece 67 minutos de trabalho” voluntário, o que corresponde a cada minuto por cada ano que Mandela dedicou à luta pela liberdade e igualdade.

Na sexta-feira, delegações de 192 países membros da ONU reuniram-se em Nova Iorque para prestar homenagem ao Nobel e a ministra de Relações Internacionais sul-africana, Maite Nkoana-Mashabane, sublinhou que o nome de Mandela continua a contribuir para a paz.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, caracterizou Madiba como um «exemplo vivo dos principais valores da humanidade e das Nações Unidas», recordando a sua atitude de perdoar os inimigos para fazer do Mundo um «lugar melhor».

Recorde-se que Nelson Mandela esteve preso durante 27 anos por causa da sua luta com a discriminação de negros na África do Sul (Apartheid) e em 1994 foi eleito Presidente do país, cargo que exerceu até 1999.

jul
18
Posted on 18-07-2010
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Barradas: parada cardíaca em casa/Divulgação

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O secretário da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, 57, morreu neste sábado (17) vítima de um ataque cardíaco. Segundo a Secretaria da Saúde, o médico sanitarista, que ocupava o cargo desde janeiro de 2003, teve a morte registrada às 20h50, no hospital Dante Pazzanese, na capital paulista.

De acordo com uma nota divulgada pela secretaria, Barradas Barata “sentiu-se mal em casa e deu entrada no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia por volta de 19h já com parada cardíaca”. O velório do médico será realizado neste domingo na Santa Casa de São Paulo.

“[O secretário] foi imediatamente atendido pela equipe médica, que iniciou as manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Paralelamente, o secretário foi submetido a um procedimento de cinecoronariografia (cateterismo de urgência), quando foi constatada obstrução completa do tronco coronário principal. Apesar de todos os esforços realizados, o secretário não respondeu aos procedimentos e faleceu”, diz o texto.

Sob seu comando, a secretaria da Saúde paulista criou o programa Dose Certa, que distribui medicamentos básicos, construiu o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, idealizou os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), ergueu um hospital de transplantes e criou a lei anti-fumo no Estado de São Paulo.

Barradas Barata nasceu em 1953 e formou-se médico pela Santa Casa de São Paulo, em 1976. Dois anos depois, especializou-se em saúde pública pela Universidade São Paulo (USP). Fez, também, a especialização em Administração de Serviços de Saúde e Administração Hospitalar pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Barradas Barata foi assessor dos ex-ministros de Saúde Adib Jatene e José Serra. Ele também foi chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo na gestão do ex-prefeito Mário Covas e secretário adjunto de Saúde no governo Covas/Alckmin.

Repercussão
O governador de São Paulo, Alberto Goldman, divulgou nota de pesar nas últimas horas do sábado. “Lamento profundamente o falecimento do doutor Barradas. Homem íntegro, que dedicou toda a sua vida a melhorar a saúde das pessoas. Médico sanitarista, especialista em saúde pública, Barradas é dos nomes mais importantes da saúde brasileira”, afirmou.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, também se manifestou. “É com grande tristeza que recebo a notícia da morte do companheiro Luiz Roberto Barradas Barata. Colega médico, destacado sanitarista e competente gestor, Barradas dedicou boa parte de sua vida ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Por seus serviços prestados à saúde pública brasileira, recebeu do Ministério da Saúde, no ano passado, a medalha de Mérito Oswaldo Cruz”, disse em nota.

“Compartilho desse momento de dor com seus familiares e com os colegas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a qual Barradas comandou com muita seriedade e responsabilidade, sempre visando o aprimoramento dos serviços de saúde pública e o bem estar da população”, completou o ministro.

No microblog Twitter, vários políticos e pessoas ligadas à área da medicina lamentaram a morte do secretário. Colega dele na pasta do Meio Ambiente do governo de São Paulo, Xico Graziano, escreveu: “Diga o nome de uma pessoa que nunca deixou de lhe dar atenção quando solicitava ajuda: chamava-se Barradas, grande cara. Estou triste”.

O tucano José Serra, que trabalhou com Barradas, manifestou sua tristeza no microblog: “Morreu nesta noite o Luiz Roberto Barradas, meu grande amigo, secretário da Saúde de SP, servidor público exemplar. Enfarte fulminante. A Saúde no Brasil deve muito a ele. Foi meu principal orientador quando assumi o Ministério da Saúde e meu secretário quando governei SP. Sua grande motivação era, como ele dizia, “ajudar as pessoas”. Era formulador e administrador dedicado, inteligente e criativo. Que perda!” ´

(Com informações do IG e Jovem Pan)

jul
18
Posted on 18-07-2010
Filed Under (Artigos, Rosane) by vitor on 18-07-2010

Deputado Holanda Cavalcanti

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DEU NO TERRA ( ELEIÇÕES 2010 )

Rosane Soares Santana

Para demonstrar a semelhança de práticas no poder e a falta de consistência ideológica e programática dos partidos políticos imperiais, no Segundo Reinado, o deputado pernambucano Holanda Cavalcanti, testemunho da época, cunhou uma frase que ficou célebre. “Nada mais parecido com um saquarema (conservador) do que um Luzia (liberal) no poder”, dizia.

Estudiosos que se debruçaram sobre a análise dos partidos políticos imperiais buscando identificar as diferenças entre a origem social dos seus membros, ocupação e ideologia nunca chegaram a um denominador comum. Os resultados encontrados variaram muito em função das metodologias, as quais não cabe analisar neste espaço.

O cientista político José Murilo de Carvalho identificou entre esses estudiosos, três correntes distintas. Na primeira, incluiu os que não vêem qualquer diferença entre os partidos, especialmente os partidos Conservador e Liberal. Os dois eram defensores da ordem escravocrata e da monocultura de exportação, apresentando diferenciações apenas quanto a atuação em defesa de teses como maior ou menor descentralização política e administrativa, República ou Monarquia etc.

Um segundo grupo, apontado por ele, faz distinção pela origem social dos membros de cada agremiação. Neste cita nomes como Raimundo Faoro, para o qual os liberais representavam a elite agrária, enquanto os conservadores estavam vinculados a ordem burocrática.

Uma terceira corrente identificada pelo cientista político faz a diferenciação com base na origem regional ou rural ou urbana, sendo os liberais vinculados ao mundo urbano e os conservadores à vida rural, representando o grande latifúndio.

Centralização e descentralização

Em “A Construção da Ordem-Elite Política Imperial”, livro fundamental para entender a política no Brasil Império, José Murilo de Carvalho afirma que até a publicação do programa do Partido Progressista, em 1864, liberais e conservadores divergiam em torno da questão da centralização e descentralização político-administrativa, com base na legislação da Regência (1831-1840).

Laboratório de experiências políticas diversas, inclusive parlamentarista, o período regencial gestou leis importantes, de cunho liberal, em particular o Código de Processo (1832), com a criação da figura do juiz de paz eleito pelo voto popular e a Reforma Constitucional de 1834, que instituiu as Assembleias Provinciais. Em seguida, o recuo conservador, a partir do Regresso, em 1837, “para frear o carro revolucionário”, no dizer do deputado mineiro Bernardo Pereira de Vasconcelos, com a Lei de Interpretação do Ato Adicional (1840) e a Reforma do Código de Processo.

Na opinião de Carvalho, os conservadores defendiam a centralização, o controle da polícia e da magistratura pelo poder central e o fortalecimento do Poder Moderador, que permitia ao monarca, por exemplo, destituir ministérios e dissolver a Câmara dos Deputados. Os liberais eram favoráveis a maior autonomia provincial, à Justiça eletiva, à separação da polícia e da Justiça e a limitação do Poder Moderador.

“Intelectuais no poder”

Em antítese a Holanda Cavalcanti, no livro “Tempo Saquarema”, o historiador marxista Ilmar Matos tenta estabelecer uma diferenciação entre liberais e conservadores, atribuindo ao segundo grupo, a capacidade de imprimir uma direção política e social no Governo do Estado (ordem pública), unidos na defesa do escravismo e da centralização política e administrativa entre o final da Regência e os anos 60 do século XIX. Nesse sentido, identifica-os como intelectuais no poder.

Para Ilmar, os liberais, ao contrário, partidários do Governo da Casa (ordem privada), não conseguiram deixar sua marca diretiva enquanto estiveram no comando do Estado, talvez porque faltou-lhes a coesão em torno de um projeto comum, a exemplo dos conservadores, mais diretamente vinculados à monocultura de exportação.

A propósito, no século XIX, a partir do Segundo Reinado, os saquaremas, sob a liderença dos seus dirigentes ilustrados, imprimiram uma direção ao Império com base no binômio “Ordem e Civilização”, elegendo a Segurança e a Educação como prioridades, segundo Ilmar.

Sem partidos até 1837

Partidos políticos com programas e opiniões não existiam até 1837, data em que surgiu o que ficou conhecido como núcleo do Partido Conservador, aglutinando um grupo de parlamentares na Câmara dos Deputados em torno das alterações na legislação descentralizadora da Regência. É a chamado Regresso ou Reação Monárquica. Os barões do açúcar do Norte e do Sul e os cafeicultores do Vale do Paraíba, responsáveis, então, por 43% das exportações brasileiras – o açúcar representava 23% no mesmo período – uniram-se na defesa dessas propostas, pelo temor do recrudescimento das revoltas escravas e das agitações sociais de Norte a Sul do Império.

Até aquela data, segundo estudiosos, a atuação de liberais e conservadores deu-se através de organizações políticas e parapolíticas como as sociedades Defensora, Conservadora e Militar e a Maçonaria. A Sociedade Defensora, a mais importante, reuniu em suas fileiras, membros da Regência e do Parlamento, com influência sobre as votações na Câmara dos Deputados.

Rosane Soares Santana é jornalista, com mestrado em História pela UFBA. Estuda o Poder Legislativo, elites políticas e eleições no Brasil. Integra a cobertura de eleições do Terra.

LEIA MAIS ELEIÇÕES NO TERRA:
http://terramagazine.terra.com.br

jul
18

Patrícia, ex-mulher de Ciro: “sou Marina”

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DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010)

Dahiana Araújo

Direto de Fortaleza

Em sua primeira visita ao Ceará como candidata à presidência da República, neste sábado (17), a senadora Marina Silva (PV-AC) ganhou o apoio da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), ex-mulher do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Apesar disso, o PDT está coligado com o PT em prol da candidatura de Dilma Rousseff (PT-SP).

Antes de Marina Silva chegar ao local onde daria entrevista, a senadora pedetista fez elogios à presidenciável e disse que pleiteou junto ao PDT um apoio formal para a candidatura de Marina, já que Patrícia não vê condições políticas do país ser administrado por Dilma Rousseff. Em tom animado, Patrícia chegou a dizer que é verde e declarou: “eu voto Marina”.

Além de não seguir a orientação de sua legenda em relação à candidatura de Dilma, no Ceará, Patrícia já anunciou que vai apoiar a reeleição do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), seu amigo pessoal, embora os tucanos não estejam na capa encabeçada por Cid Gomes (PSB-CE), da qual o PDT faz parte.

No evento, Marina Silva ainda fez vários elogios a Ciro Gomes, a quem chamou de “parceiro”, afirmando que seria bom para o debate e a democracia que o deputado federal tivesse entrado na disputa presidencial. Durante seu discurso, Marina disse que o Nordeste não tem mais medo “dos Silva”, referindo-se também ao nome do presidente Lula.

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