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Postado em 16-07-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 16-07-2010 22:56

DEU NA FOLHA.COM

O presidente do Ibama, Abelardo Bayma, afirmou nesta sexta-feira em nota que o empresário Guilherme Leal, candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PV), “não cometeu nenhum crime ambiental” em sua fazenda no litoral da Bahia.

Ele apresentou o veredicto nove dias após emitir outra nota informando que fiscais do órgão haviam constatado, em vistoria na propriedade, a presença de “edificações e outras instalações que alteraram a paisagem natural em área de Mata Atlântica”.

“Após análise da documentação, o Ibama concluiu que o empreendimento está em conformidade com as autorizações concedidas pelas esferas estaduais e municipais”, afirmou Bayma.

Ao saber do comunicado, Leal comemorou. “Sempre estive sereno e confiante que o Ibama cumpriria o seu papel com isenção”.

Há uma semana, ele informou que Leal havia sido notificado a apresentar licenças ambientais para a construção de uma casa e cinco bangalôs na fazenda, que fica em área de proteção ambiental em Uruçuca (BA), município vizinho de Itacaré.

Os fiscais federais estiveram duas vezes na propriedade. De acordo com o Ibama, a blitz foi motivada por denúncia protocolada na ouvidoria nacional do órgão.

Na ocasião, Leal defendeu a legalidade das obras e disse ser alvo de “falsas denúncias” motivadas por “objetivos político-eleitorais”.

Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina também saiu em defesa do companheiro de chapa, cuja empresa tem a imagem ligada à ecologia.

Ontem, o candidato se desclarou aliviado com a conclusão do Ibama. “Sempre estive sereno e confiante de que o Ibama cumprirtia seu papel com isenção”, disse, segundo assessores.

A ação do Ibama já começava a ser explorada politicamente por adversários de Marina. Na quarta-feira, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), aliado da presidenciável Dilma Rousseff (PT), disse que “ninguém na República” escapava de acusações por desmatamento ilegal.

A senadora se irritou com a provocação e acusou Rebelo de praticar “estelionato ambiental” na votação do Código Florestal na Câmara.

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