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Postado em 12-07-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 12-07-2010 01:04


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A alta voltagem de paixão, poesia e emoção destas imagens são difíceis de expressar em outros idiomas além do castelhano. Assim, BP reproduz o texto do jornal El Mundo, certo de que a linguagem do goleiro Casilla, heroi da vitória de Espanha, e da reporter Sara, sua namorada, é universal. Mas se restar alguma dúvida disso, confira em seguida a tradução precária, mas emocionada do editor. (VHS)
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Se acabaron las tonterías. El portero, ya campeón del mundo, se puso el mundo por montera y besó a la reportera. Todo el mundo ha hablado de ellos, casi más que del célebre Jabulani. Tras un Mundial lleno de especulaciones y malos tragos personales, Íker Casillas, en plena entrevista con Sara Carbonero, se olvidó de cualquier guión, no se pudo aguantar y besó a su novia como hubiera hecho Humphrey Bogart en Casablanca.

Alto voltaje en la entrevista. El guardameta lo llevaba en la mente, eso dejaba traslucir su gesto guasón y el medio segundo que tomó para pensarse el paso. Blanca se quedó la reportera, que sabe que todos los ojos siempre la miran, y brillantes los ojos del guardameta, que no puso expresarse con claridad ante Carbonero: “Se lo dedico a mis padres… A mi familia…”. “No pasa nada, vamos a hablar un poquito del partido”, intentó Carbonero. Pero Casillas hizo un gesto negativo con el dedo y la interrumpió con un beso en la boca.

Y fuerte morreo, quizás la imagen más vista de la final tras el levantamiento de la Copa del Mundo, protagonizado también por el capitán de la selección española. Sara Carbonero, sin dar crédito a la reacción de su novio, sólo tuvo tiempo para reacciones: “Madre mía… Luego seguimos, Jota. ¿vale?”, dijo antes de dar paso a J. J. Santos.
(El Mundo)
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“Acabaram as bobagens . O goleiro,  já campeão do mundo, colocou o planeta como testemunha e beijou a repórter. Todo mundo falou deles, quase mais que da célebre Jabulani. Depois de um Mundial cheio de especulações e maus momentos pessoais , Íker Casillas, em plena entrevista com Sara Carbonero, esqueceu de qualquer roteiro, não conseguiu aguentar e beijou a sua noiva como se estivesse no papel de Humphrey Bogart em Casablanca.

Alta voltagem na entrevista. O goleiro levava na mente, e isso deixava transparente, seu gesto galante e o meio segundo que levou para dar o passo. Branca ficou a repórter, que sabe que todos os olhos sempre a estão mirando, e brilhantes os olhos do goleiro que não conseguia se expressar com clareza com Carbonero. “Dedico a meus pais… a minha família… “Não tem importância, vamos falar um pouquinho do jogo”, tentou Carbonero. Mas Casillas fez um gesto negativo com o dedo e a interrompeu com um beijo na boca.
Forte impacto, talvez a imagem mais vista da final, depois do levantamento da Copa do Mundo, protagonizado também pelo capitão da seleção espanhola. Sara Carbonero, sem acreditar na reação de seu noivo, só teve tempo para reações: “Minha mãe!…… Logo continuamos, Jota. vale?”, disse antes de passar a vez a J. J. Santos”.

(Traduzido de El Mundo por Vitor Hugo Soares )>

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Comentários

Janio on 12 julho, 2010 at 10:54 #

Vitor, querido, sua tradução foi perfeita. Também, com a bagagem adquirida com Dona Letícia Campos e Raimundo “Van Der” Reis em Santo Antônio da Glória, não era pra menos.
Quanto ao beijo, fico pensando como seria se Bonner pegasse Fátima Bernardes de jeito sobre a bancada do JN e mandasse ver um beijo desses. Ou se Dilma, no meio de um comício, tascasse uma, como se dizia antigamente por aqui, colada na boca de um surpreso Lula e de uma assustada (literalmente, por conta do Botox) Marisa. Agora, imaginar Serra dando um selinho em Marina Silva no meio de um debate, aí seria demais para o velho coração apaixonado de seu João Vaqueiro.


Regina on 12 julho, 2010 at 13:42 #

“Terminaram as bobagens…” quis voce dizer?
Achei linda a reacao de ambos! Paixao eh com os espanhois, que merecem a festa e todos os beijos do mundo.


vitor on 12 julho, 2010 at 14:02 #

Isso mesmo, Regina! Bobagens é a palavra mais perfeita em português para traduzir “tonterias” , linda palavra em castelhano, por sinal.
Muito mais exato que loucuras. Já fiz o reparo na precária tradução, apesar do olhar generoso de Janio. BP agradece o seu olhar atento.


luiz alfredo motta fontana on 12 julho, 2010 at 14:41 #

Desta vez, Mandela, o “Madiba”, sucumbiu!

Caros, Vitor e Regina…

Eeste blogueiro, de vagas horas, está meio solitário, ensimesmado, olhando o mundo e as manchetes como se fora personagem de Camus.

A FIFA, decretou e o mundo obedeceu, que a tragédia sofrida por Mandela, perdendo a neta, dita favorita, era assunto particularíssimo, e num passe de mágica, a dor e a desolação desapareceram noticiário. Talvez, tal atitude, tenha traduzido a velha máxima: “Deus escreve o certo por linhas tortas”. Enfim, o circo não podia perder seu brilho.

Esse blogueiro, tal qual o mundo, quedou-se, e tranquilamente acompanhou mas uma das Copas, que enfeitam a vida dos comuns.

Quando já nem se falava de Mandela, e sua dor, eis que o poderoso Joseph Blatter, segundo o noticário internacional, passou a pressionar para que “Madiba”, deixasse de lado o luto e a dor, afinal sua presença era um dos destaques, ao lado de Shakira, da festa de encerramento.

Confesso que pasmei ao ver Mandela desfilar num inadequado carro-maca, sob o olhar orgulhoso e triunfal de Blatter.

Desta vez “Madiba” não resistiu!


Regina on 12 julho, 2010 at 16:46 #

Sabe, caro Fontana, eu entendo seu sentimento e frustração. Uma tragédia pessoal, como a perda da querida neta em um acidente tão inoportuno, foi mais que uma fatalidade que merece tradução nas cartas, conchas e tarôs.
Essas comemorações de massa, como é o caso das copas mundiais de futebol, onde se veste as cores do pais, tem um certo feitiço que nos une a todos num só coração torcendo não só para que a bola entre no gol, mas que o nosso pais faça bonito, mostre fôrça, beleza, garra no pé o no coração. É um ópio que nos faz esquecer a dor e vibrar com a emoção.
Eu mesma me digo ao final de cada uma: “isso é uma besteira, é só um jogo e eu não vou perder mais meu tempo e saúde”, mas, qual o que, depois de 4 anos ai estou eu toda vestida de verde e amarelo, pendurando minha bandeira na janela e assustando “my neighbours” com o grito a cada gol do BRASILLLLLLLLLLLLLLLLLLLL!!!!
Imagine você, o que vai ser do Brasil em 2014, quando toda a pressão do mundo estará voltada para nós, além dos milhões de brasucas com o coração pendurado por um fio, e nem pensar em perder!!!!!!!!!!!!!
Tudo acontece na vida, ruins e boas, vão seguir acontecendo e deixando-nos com a boca aberta. Uma coisa no entendo devemos sempre aproveitar: o momento de juntos deixar o coração sangrar….

Regina Soares


luiz alfredo motta fontana on 12 julho, 2010 at 19:22 #

Cara Regina

O evento Copa é assim mesmo, transforma inércia em participação, une desiguais, traveste até mesmo emperdenidos autoritários em joviais chefes de torcida.

Não me refiro a isto, viver copas, colecionar momentos, é uma forma de resumir longas narrativas, afinal é só de quatro em quatro anos.
Saudades da Copa de 70, nem mesmo o tal Médici estragou a alegria.

O que espanta e causa desânimo é ver Mandela, exposto como ítem turistíco, dividindo atenções, e palco, com Shakira, a mais “legítima” e “colombiana” expressão cultural do país sede. sob o comando de Blatter e o silêncio cerimonioso da imprensa internacional.

Motorista ébrio, por motorista ébrio, ao menos o da Lady “D”, tinha nome, foto, biografia e atenção. Para não falar da vitima.

Mas em tempos de FIFA, até mesmo o segurança e eventual affair de uma das espOsas do Presidente Zuma, desaparece, e os prestimososos colunistas, afeitos aos Direitos Humanos, silenciam.

É muito circo para nenhum pão, ou melhor, para tamanha indiferença


Carmem on 12 julho, 2010 at 21:05 #

Muito triste mesmo caro Fontana ver Mandela naquela situação, sem comentários!!!


Regina on 12 julho, 2010 at 21:50 #

Mandela, ou Madiba, foi um dos indivíduos que mais lutaram para a realização da copa na África do Sul. Fotos dele em 2004, erguendo o dourado trofeu da FIFA em Zurich, minutos depois a África do Sul ser escolhida como sede da copa do mundo de 2010, é legendária. Então, Madiba disse que esse era um sonho tornando-se realidade para ele e para as crianças Africanas. Quis o destino, mudar os rumos dos acontecimentos com o infortúnio da morte da sua neta no inicio dos jogos, mas não sei como poderiam encerrar, tão imenso esforco de um povo ao realizar tamanho evento sem a presença desse homem, que já sacrificou tanto até este ponto de sua vida.

Regina Soares


Mariana Soares on 13 julho, 2010 at 11:36 #

Caros Fontana e Regina, não fora já uma maravilha o beijo apaixonado e tudo o mais que este gesto significa para cada um de nós, cada qual com seu motivo e lembranças pessoais, os argumentos usados por cada um de vocês para defender seus respectivos pontos de vista, não necessariamente contrários entre si, é de encher a alma e o coração da gente de emoção, sem perder, é claro, a nossa sempre clara ligação com a realidade. A troca de idéias de vocês, alem de me enriquecer como pessoa, me emocinou e me encheu de orgulho! Parabéns!!!
Minha irmã, desculpe dizer isto mais uma vez, mas não resisto: você jamais deveria ter deixado o Brasil (você sabe do que estou falando!).


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