Bruno a caminho da prisão

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

Nem a final do Mundial nem a proximidade das eleições presidenciais de Outubro. O que comove o Brasil é o crime bárbaro atribuído ao goleiro do Flamengo, Bruno, de 26 anos.

Insatisfeito com a namorada que lhe obrigava a reconhecer o filho do mesmo nome, o atleta está preso, acusado de ter planeado a morte bárbara de Eliza Samúdio, de 25 anos, e testemunhado o ato em que os seus cúmplices cortaram o corpo da mulher e, inclusive, atiraram uma mão dela para ser comida por cães.Ontem foi transferido para a prisão de alta segurança de Contagem, no estado de Minas Gerais.
Enquanto a polícia continua incessantemente à procura do cadáver.

Mesmo sem se ter encontrado pedaços do corpo da vítima – a polícia duvida até que o venha a encontrar -, o goleiro deverá ser indiciado por homicídio triplamente qualificado, em razão de inúmeros depoimentos comprometedores e de provas, como a descoberta de sangue no carro e na casa dele. No Brasil, a pena máxima é de 30 anos.

O advogado de Bruno, Ércio Quaresma, afirmou que o processo é surreal e que irá pedir a imediata liberdade de Bruno e dos demais indiciados.

Há quatro meses, Eliza foi à polícia do Rio acusar Bruno de a ter espancado e chegou a gravar um vídeo no qual acusa o atleta de maus tratos. Na ocasião, ele defendeu-se dizendo: “Que homem nunca teve uma discussão ou até briga física com uma mulher?” Desde que ela sumiu, a polícia, pressionada pelos holofotes da imprensa, está a agir com rapidez e determinação. Eliza queria apoio financeiro de Bruno para manter o filho. Bruno declarou que a jovem namorou diversos outros jogadores e citou: “O time todo do São Paulo namorou com ela.”

No vídeo, Eliza garantiu que Bruno lhe teria dito: ” Se eu te matar, e te jogar em qualquer lugar, eles nem vão descobrir que fui eu. Eu sou pior do que você pensa. Sou frio e calculista. E nada vai me acontecer, porque sou o Bruno, do Flamengo.” É o clube com mais adeptos no Brasil.

O polícia responsável pelo processo, Edson Moreira, afirma que Bruno estava no local, quando o seu assessor Luiz Henrique Romão (o “Macarrão”) e o ex-agente Marcos Aparecido dos Santos ( conhecido como “Neném”, “Bola” ou “Paulista”) mataram friamente a mulher. O ex-polícia tem uma empresa de treino de cães e teria atirado partes do corpo aos animais. Marcos, ao ouvir a vítima dizer “não aguento mais apanhar”, teria respondido: “Você não vai apanhar mais, não. Você vai morrer.”

Um adolescente, não identificado, amigo de Bruno, forneceu dados que podem ser úteis do crime. Elenílson, administrador do site do jogador e Sergio Camelo, primo de Bruno, também são considerados co-autores.

Para uma pessoa muito pobre, uma das formas de subir na vida é através do futebol. Bruno vem de um berço problemático e foi criado por uma avó, em Belo Horizonte. Alcançou a fama como goleiro do Flamengo (que já o afastou). O seu ordenado mensal era de 80 mil euros pagos pelo clube, fora um patrocínio especial de uma empresa de material desportivo, que duplicaria esse valor.

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