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Posted on 10-07-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 10-07-2010

O governo cubano iniciou neste sábado o processo de libertação dos primeiros prisioneiros políticos, dissidentes do regime, e um primeiro grupo de 17 que partirá com as suas famílias para Espanha.

A libertação destes 17 prisioneiros políticos que se encontravam na prisão desde 2003 tinha sido anunciada pela Igreja Católica cubana, que está mediando este processo.

As autoridades cubanas confirmaram que vão libertar, no espaço de quatro meses, um total de 52 opositores políticos que estão na prisão desde a onda de repressão de Março de 2003 no país.

A maior onda de libertação de presos políticos em Cuba desde a chegada ao poder de Raul Castro há quatro anos foi antecedida pelo anúncio do fim da greve de fome de Guillermo Fariñas.

Este ativista encontrava-se em greve de fome há 135 dias com o objetivo de obter a libertação de 26 presos políticos que se encontram doentes.

(Informações do portal europeu TSF)

Os principais jornais espanhóis comemoraram a vitória da Alemanha sobre o Uruguai , neste sábado, como se fosse um triunfo da seleção local. Há uma explicação: o “vidente” Polvo Paul havia previsto a vitória dos alemães, assim como previu que a Espanha se sagraria campeã mundial na decião deste domingo em Joanesburgo.O jornal As trouxe sua admiração aos feitos do polvo logo em sua capa, com o seguinte título: “Bom presságio”.

A Alemanha garantiu o terceiro lugar no Mundial 2010, após uma vitória sobre o Uruguai, por 3-2, numa partida emocionante e que acabou com uma bola na trave dos alemães.

A Alemanha repetiuu assim, neste sábado, o terceiro lugar conquistado no Mundial 2006, ao bater o Uruguai, por 3-2, na partida de atribuição dos terceiro e quarto lugares do Mundial 2010.

Num jogo emocionante realizado em Port Elizabeth, o triunfo dos germânicos só foi confirmado a oito minutos do final com um gol de Khedira, após uma jogada confusa.

Depois de abreviar sua viagem ao continente africano e retornar antes da partida final da Copa do Mundo neste domingo, 11, em Joanesburgo, o presidente Lula deve desembarcar às 19.30h, no aeroporto de Congonhas, de onde deverá sair direto para visitar o vice-presidente Jose Alencar, internado no Hospital Sirio Libanês.

Ainda na África do Sul, segundo a Agência Brasil, Lula confirmou que uma das razões de ter abreviado o retorno ao País é o agravamento do estado de saúde de Alencar, que está na UTI. Muitos jornalistas já aguarda a chegada do presidente no hospital em São Paulo.

Segundo o portal Folha online, médicos do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, avaliam a possibilidade de o vice-presidente da República, José Alencar, ter sofrido uma isquemia cardíaca, que é uma deficiência na irrigação sanguínea do coração.

Alencar está internado desde quarta-feira (7), quando foi ao hospital para mais uma sessão de quimioterapia e apresentou um quadro hipertensão.

Boletim médico divulgado neste sábado (10), informa que testes realizados sugerem a possibilidade de isquemia. O quadro deverá ser melhor avaliado no domingo (11), com a realização de um cateterismo.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

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Bruno a caminho da prisão

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

Nem a final do Mundial nem a proximidade das eleições presidenciais de Outubro. O que comove o Brasil é o crime bárbaro atribuído ao goleiro do Flamengo, Bruno, de 26 anos.

Insatisfeito com a namorada que lhe obrigava a reconhecer o filho do mesmo nome, o atleta está preso, acusado de ter planeado a morte bárbara de Eliza Samúdio, de 25 anos, e testemunhado o ato em que os seus cúmplices cortaram o corpo da mulher e, inclusive, atiraram uma mão dela para ser comida por cães.Ontem foi transferido para a prisão de alta segurança de Contagem, no estado de Minas Gerais.
Enquanto a polícia continua incessantemente à procura do cadáver.

Mesmo sem se ter encontrado pedaços do corpo da vítima – a polícia duvida até que o venha a encontrar -, o goleiro deverá ser indiciado por homicídio triplamente qualificado, em razão de inúmeros depoimentos comprometedores e de provas, como a descoberta de sangue no carro e na casa dele. No Brasil, a pena máxima é de 30 anos.

O advogado de Bruno, Ércio Quaresma, afirmou que o processo é surreal e que irá pedir a imediata liberdade de Bruno e dos demais indiciados.

Há quatro meses, Eliza foi à polícia do Rio acusar Bruno de a ter espancado e chegou a gravar um vídeo no qual acusa o atleta de maus tratos. Na ocasião, ele defendeu-se dizendo: “Que homem nunca teve uma discussão ou até briga física com uma mulher?” Desde que ela sumiu, a polícia, pressionada pelos holofotes da imprensa, está a agir com rapidez e determinação. Eliza queria apoio financeiro de Bruno para manter o filho. Bruno declarou que a jovem namorou diversos outros jogadores e citou: “O time todo do São Paulo namorou com ela.”

No vídeo, Eliza garantiu que Bruno lhe teria dito: ” Se eu te matar, e te jogar em qualquer lugar, eles nem vão descobrir que fui eu. Eu sou pior do que você pensa. Sou frio e calculista. E nada vai me acontecer, porque sou o Bruno, do Flamengo.” É o clube com mais adeptos no Brasil.

O polícia responsável pelo processo, Edson Moreira, afirma que Bruno estava no local, quando o seu assessor Luiz Henrique Romão (o “Macarrão”) e o ex-agente Marcos Aparecido dos Santos ( conhecido como “Neném”, “Bola” ou “Paulista”) mataram friamente a mulher. O ex-polícia tem uma empresa de treino de cães e teria atirado partes do corpo aos animais. Marcos, ao ouvir a vítima dizer “não aguento mais apanhar”, teria respondido: “Você não vai apanhar mais, não. Você vai morrer.”

Um adolescente, não identificado, amigo de Bruno, forneceu dados que podem ser úteis do crime. Elenílson, administrador do site do jogador e Sergio Camelo, primo de Bruno, também são considerados co-autores.

Para uma pessoa muito pobre, uma das formas de subir na vida é através do futebol. Bruno vem de um berço problemático e foi criado por uma avó, em Belo Horizonte. Alcançou a fama como goleiro do Flamengo (que já o afastou). O seu ordenado mensal era de 80 mil euros pagos pelo clube, fora um patrocínio especial de uma empresa de material desportivo, que duplicaria esse valor.

jul
10
Posted on 10-07-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 10-07-2010


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boa tarde!!!

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10
Posted on 10-07-2010
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Cartunista Nani…

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…e charge da polêmica

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CLAUDIO LEAL

O coordenador jurídico da campanha de Dilma Rousseff à Presidência, o deputado federal José Eduardo Cardozo, afirma que os advogados do PT ainda não enviaram um estudo sobre a abertura de um processo contra o cartunista Nani. “Avaliamos um monte de situações, cada episódio em particular, e alguns não chegam a virar processo. Esse caso da charge é mais um deles, ainda não chegou para a avaliação política, pra saber se vai ser feito”, informa Cardozo.

Depois da publicação de uma charge na página pessoal de Nani, reproduzida no blog do jornalista Josias de Souza, parlamentares e militantes petistas iniciaram uma artilharia contra o artista no Twitter e na blogosfera. Ele comparou a montagem do programa de governo de Dilma Rousseff a uma negociação de prostituta. “O programa quem faz são os fregueses: PMDB: barba, cabelo e bigode; PDT: papai e mamãe e por aí vai…”, satiriza o cartum. Acusam-no de machista, desrespeitoso, sexista e preconceituoso.

Terra Magazine apurou que o PT consultou advogados para processar Nani por danos morais, na área criminal. A análise do caso seria feita pelo escritório do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. No Twitter, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, entrou na polêmica da charge: “Bons tempos aqueles em que os chargistas políticos brasileiros eram reconhecidos pela inteligência e não pela baixaria preconceituosa”.

“Charge canalha merece repúdio geral. Humor e crítica nada tem a ver com ofensa moral”, atacou o coordenador de comunicação da campanha de Dilma, o deputado estadual Rui Falcão (PT-SP).

Em entrevista a Terra Magazine, Nani reagiu às acusações: “Nunca, desde 1973 – tenho 37 anos de profissão -, tive problema com charge alguma. Não se sei se vou ter pela primeira vez com o PT”. Segundo o cartunista, o episódio é ruim para o partido, pois “foi o humor que ajudou a eleger o Lula. Todos os humoristas fizeram charge a favor. Nós ajudamos o Lula.”

Em defesa do colega, Ziraldo reivindicou o direito de crítica e garantiu que vai depor a favor de Nani se houver um processo:

– Achar que ele está chamando a Dilma de prostituta é querer caçar chifre em cabeça de cavalo. Segundo eu sei, Nani é do meu time. Nós podemos achar a Dilma esquisita, mas nós gostamos do Lula. Eu diria: fazer piada com todos os candidatos é um direito de todos os chargistas. O político não deve passar recibo – argumenta Ziraldo.

Numa nota de repúdio, a Secretaria de Mulheres do PT deslocou o debate para as prostitutas: “Só em uma sociedade midiática em que predominam ainda valores machistas é possível veicular ‘impunemente’ uma charge tão desqualificadora das mulheres e tão discriminadora com as profissionais do sexo, as quais ainda se constituem como objeto de usufruto masculino”.

Nesta sexta-feira (9), em seu site pessoal (http://www.nanihumor.com/), Nani publicou uma série de cartuns com sátiras ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ao ex-senador Antonio Carlos Magalhães. Num dos desenhos, FHC é também retratado como uma prostituta: “Ei, mister, eu faço Vale do Rio Doce, cabelo e bigode”, diz o caricaturado, enquanto roda bolsinha. No topo da página, Nani avisa: “Já eles não chiaram

jul
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Posted on 10-07-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 10-07-2010


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Do colunista político, Ivan de Carvalho, em seu artigo deste sábado na Tribuna da Bahia, sobre a praga de não saber de nada, que se propaga da política e na administração do País. Agora, aparece essa estranha (e bota estranha nisso) história do aloprado programa de governo da candidata Dilma Rousseff, registrado no TSE. Confira no texto, que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Ninguém sabe de nada

Ivan de Carvalho

É uma maravilha esse negócio de dizer que não sabia e mandar a responsabilidade para o inferno. O macete foi criado pelo presidente Lula para deixar bem claro ao povo brasileiro (então desconfiadíssimo) que nada tinha a ver com um dos maiores escândalos de corrupção dos mais de cinco séculos de história brasileira – o Mensalão.

O Mensalão, segundo denúncia do procurador geral da República recebida e ainda não julgada pelo STF, sentou praça na chefia da Casa Civil da Presidência da República, habitou o partido do presidente Lula, o PT, fez profundas incursões em diversos partidos aliados do governo, especialmente em suas bancadas na Câmara dos Deputados. E, célere e tentacular, navegava com vento pela popa quando o destino quis que um arrecife chamado Roberto Jefferson se interpusesse em seu caminho.

Começou então um ambiente de “barata voa”, que logo se tornou desesperador. O clímax – aqui sem alusão a fenômenos sexuais – foi quando encontraram os dólares na cueca. Dizem que o presidente, ante todo o histórico anterior do caso, ficou tão deprimido, talvez não com os dólares, mas com o poder desmoralizante do lugar onde os havia escondido seu portador, que pensou até em renunciar. Mas ele já havia dito sobre todo o Mensalão que “eu não sabia” e optou por esta alternativa, que lhe permitiu permanecer no cargo.
Então, reelegeu-se, graças a um talento e um carisma impressionantes e a um povo incrivelmente disposto a confiar no inconfiável. E deu-se depois até ao luxo de lançar um poste para sucedê-lo. Claro que o poste já disse explicitamente que não é poste, embora como tal venha notoriamente se comportando, por enquanto, é claro, pois evolução sempre pode haver.

E constava do currículo do poste na Plataforma Lates do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) que é “mestra” e “doutora”. Foram fuçar. Tiveram êxito: nem “mestra” nem “doutora” em coisa nenhuma. Mas o poste logo acendeu aquela lampadinha do professor Pardal. Ou do presidente Lula, se preferirem. Idéia (se já for sem acento, tenho quatro anos para me adaptar neste país em que o idioma é construído por decreto): “Eu não sabia”. Explicando melhor: sabia que não era “mestra” nem “doutora”, mas não sabia que essas qualificações estavam inscritas com letras de fogo na Plataforma Lates.

Bem, houve ainda aquela medonha história do III Plano Nacional de Direitos Humanos, publicado como decreto em 22 de dezembro, ligeiramente modificado e ainda não sepultado, elaborado supostamente sob a responsabilidade do secretário Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos, passando ainda pelo crivo do então ministro da Justiça e ex-presidente do PT, Tarso Genro e do ministro Franklin Martins, da Comunicação Social. Após analisar vários aspectos do documento, o internacionalmente reconhecido constitucionalista e tributarista Ives Gandra Martins qualificou a coisa que Lula assinou como “decreto preparatório de um regime ditatorial”. Lula disse que assinou sem ler. E quem levou para Lula assinar? O poste. Que também tinha obrigação de ler, já que chefiava a Casa Civil. Mas não leu, não sabia, coisa tão importante assim. Mas se leu, foi pior, pois concordou e deu ao presidente para assinar. O poste procurou “terceirizar” a culpa, pondo-a solitariamente sobre o secretário dos Direitos Humanos.
Agora, aparece essa estranha (e bota estranha nisso) história do aloprado programa de governo da candidata Dilma Rousseff, registrado no TSE. Quando todo mundo botou a boca no mundo, proclamando quão aloprado é o tal programa, chancelado por Dilma Rousseff com sua rubrica em todas as páginas (depois ela disse que não assinou, só rubricou!!!…), ela disse que não sabia. Disse que pensou que se tratava de outro programa acertado em junho, não o documento aprovado em congresso do PT. Evoluiu. Poste não pensa e ela pensou. Mesmo que haja pensado errado.

jul
10
Posted on 10-07-2010
Filed Under (Aparecida, Artigos) by vitor on 10-07-2010

Eliza Samúdio: a vítima

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CRÔNICA/ MULHER

LÁGRIMAS POR ELIZA

Maria Aparecida Torneros

Confesso que chorei. Na madrugada desta sexta-feira, depois de ter “convivido” com o caso Bruno, através do noticiário intenso a que a sociedade brasileira está sendo submetida, senti-me tão sofrida quanto qualquer ser injustiçado, vilipendiado, ofendido, violentado, agredido, física, moral, psicologicamente, como se fora uma criatura de menor porte, num mundo ainda machista, preconceituoso, atrelado a valores em que sexualidade e dinheiro caminham juntos e se complementam com barbáries, ou com imensa injustiça.

Considerando que há uma pseudo rede de proteção legal que se rompe, fragilmente, no que diz respeito à seriedade com que se deve encarar fatos que generalizam e vulgarizam as mulheres brasileiras, em tese, em universalidade, em desigualdade de condições, em desgraça ou desrespeito, em agressão ou descrédito, em condicionamento vil, estado pueril, imagem clara do absurdo número de queixas ( 270 MIL) nas delegacias de atendimento a mulheres, só no ano em curso, no Brasil, o que representou um aumento de 95 por cento em relação ao ano anterior.

Uma Senadora da República, no dia 9 de março, em discurso no Congresso, alertou e protestou para as declarações do goleiro Bruno acerca das mulheres. De que adiantou? A história seguiu seu curso de tragédia anunciada, a mulher reclamante, na época ainda grávida, teve o filho que não abortou, foi submetida a crueldade por parte de um grupo de pessoas que compactua, socialmente, para romper a cadeia legal que deveria proteger direitos e salvaguardar a vida humana, sua dignidade e sua indiscutível chance de elevar a voz e clamar por justiça.

A mulher Eliza Samudio, vítima, agora passa, como tantas outras já passaram, da condição de morta para a condição de ré, praticamente, julgada por aqueles que, infelizmente mantém o ciclo absurdo da opressão à liberdade de viver a que as mulheres não só tem direito, como vem lutando para conquistar e consolidar há mais de uma centena de anos.

A modelo Eliza, a amante Eliza, a ex-atriz pornô Eliza, a namorada Eliza, a reclamante Eliza, a grávida Eliza, a sequestrada Eliza, a massacrada Eliza, a assassinada Eliza, a mãe Eliza, mãe de um menino chamado carinhosamente por ela de “Bruninho”, ironia do destino que a fez nomear o menino em homenagem a um pai biológico que, segundo o andamento das investigações, parece ter sido o próprio algoz da infeliz mãe de um filho seu.

Que circunstâncias e valores afetivos, morais, sociais, podem levar a comportamentos tão bárbaros? Conjuguem-se mundos como o do futebol, da dinheirama que por ali corre, do submundo da prostituição e da droga, da ausência de família organizada, nada disso justificaria torturar ou matar um semelhante, ainda mais alguém que em algum momento esteve em nosso abraço, ou fez parte de algum arremedo de carinho. Mas, como imaginar que encontros fortuitos, regados a intensa sensualidade estariam providos ou desprovidos de carinho? O afago humano é uma bênção para a manutenção da existência, o toque pode ser a luz para que a vida se prolongue, numa cama de hospital, o olhar compassivo é prêmio para uma alma carente, uma criança abandonada ou um ancião solitário no fundo de um asilo.

Nada disso, entretanto, é suficiente, parece, para conter uma animalidade desenfreada, quando se desprotege uma cidadã, mulher, jovem, mãe, que teria em algum momento confiado na justiça do seu país, e, cujo exame comprobatório da tentativa de fazê-la abortar, só teve seu resultado providenciado quando ela já não mais respirava, e seu filho, como uma teimosia da natureza sábia, permanece vivo para um dia aprender sobre os homens, a injustiça, seu próprio calvário, resgatar sua caminhada, crescer, viver e realizar alguns dos sonhos que Eliza deve ter tido para ele, e que não foi premiada com o direito de criar o seu bebê, ou de lutar, em termos legais pela criação do seu “Bruninho”.

História triste, confesso que chorei. O respeito é o que a memória de Eliza merece agora. Respeito e cumprimento das leis. Cadeia para os seus algozes, conscientização da sociedade brasileira para uma doença que nos assola: o rompimento inaceitável da rede de prodeção para as mulhers vítimas de violência.

Cida Torneros , escritora e jornalista, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária

jul
10
Posted on 10-07-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 10-07-2010

Na manhã deste sábado o presidente da UEFA, Michel Platini, teve alta do hospital de Joanesburgo, onde permaneceu a noite em observação depois de sofrer um desmaio num restaurante.

«Michel Platini teve alta esta manhã. Os exames médicos a que foi submetido não detetaram nenhuma anormalidade e Platini deseja assistir amanhã à final do Mundial no Estádio Soccer City», afirmam a FIFA e a UEFA numa nota conjunta.

Os exames médicos realizados no presidente da UEFA, Michel Platini, após a sua indisposição de sexta feira à noite em Joanesburgo, não mostraram «qualquer sinal de ataque cardíaco», indicou a Federação Internacional de futebol (FIFA) num comunicado anterior.

«Michel Platini, presidente da UEFA, sentiu ontem uma indisposição na sequência de sintomas gripais dos dias anteriores. Foi hospitalizado para exames. Contrariamente ao que indicam certos meios de comunicação social, não foi detectado qualquer sinal de ataque cardíaco. Platini será mantido em observação por medida de precaução», precisou a FIFA.

( Informações do portal europeu TSF)

jul
10
Posted on 10-07-2010
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 10-07-2010

Lula e Pelé: Teixeira na linha de Tiro

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ARTIGO DA SEMANA

TIRO AO TEIXEIRA

Vitor Hugo Soares

Com os “canarinhos” mandados de volta para casa nas quartas de final e sem mais nenhuma seleção do Mercosul para torcer na decisão de domingo – o bravo Uruguai é o único que tenta um terceiro lugar neste sábado em jogo com a bombardeada Alemanha no Mundial 2010 -, o presidente do Brasil tenta provar que não é de perder viagem.

Nesta sua passagem de despedida do poder pelo continente africano, sem algo mais relevante na agenda de chefe de Estado, Lula – tensão e cansaço confesso e estampado na face -, se desdobra. Parece decidido a não perder o jogo da visibilidade no disputado espaço político em tempo de Copa do Mundo, na África, e de crimes hediondos como o de que é acusado o goleiro Bruno, do Flamengo, no Brasil.

Ainda no Quênia, no meio da semana, o presidente sacou o rifle de mira telescópica e fez disparos na direção de um dos alvos mais bem protegidos até aqui no debate público sobre as razões do fracasso verde e amarelo em campos da África do Sul: o cartola-mor Ricardo Teixeira, todo poderoso e aparentemente intocável presidente da Federação Brasileira de Futebol.

Ao pedir eleições para a CBF, mesmo que de oito em oito anos, o ocupante do Palácio do Planalto mexeu em vespeiro dos brabos. Podem apostar. Misturar política e futebol não é novidade para Lula, ao contrário, mas em tempo de parelha e indefinida campanha nacional para a sua sucessão, e no meio do tiroteio implacável e inexorável da caça de culpados depois do novo adiamento do hexa, isso tende a virar nitroglicerina pura. Evidentemente, com os inevitáveis riscos de fogo, peles e pêlos chamuscados. No futebol e na política.

“Vamos recordar”, como dizia o saudoso radialista baiano : Ricardo Teixeira comanda a CBF há 21 anos. Com mão dura, cara fechada e praticamente sem contestação interna de peso – como é próprio dos regimes ditatoriais e de força. Em situações como esta, é fácil imaginar os constrangimentos e mágoas que ficam com palavras e atitudes como as do presidente em Nairobi esta semana.

No terreno minado pelas trocas de acusações nos debates sobre o fiasco no Mundial 2010, Lula puxou a brasa para o seu polvo. Lembrou até das regras do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. “Acho que, se a CBF adotasse o que adotei quando era presidente do sindicato… A cada oito anos a gente trocava a direção. Mas não posso falar da CBF porque é uma entidade particular. Não posso votar e dar palpite”.

Não pode, mas o palpite já está dado. E o voto é desnecessário, pois eleição na CBF é como falar em corda na casa de enforcado. Soa como carga de dinamite na implosão de uma mina de diamantes. Ainda mais quando, dois dias depois, já em Pretória, capital administrativa da África do Sul, Lula reforça suas desconfianças e temores aparentes: “Temos que evitar de todas as formas o fiasco de 1950. Pelo amor de Deus”.

Felpuda raposa do futebol e da política, Ricardo Teixeira tenta absorver o golpe, enquanto ganha tempo para tirar o jogo do campo internacional, conduzindo-o para o terreno interno, mais seguro e propício à aplicação de sua tática e estratégia, que sinalizam para a aposta no tempo, senhor de todos esquecimentos e cumplicidades no Brasil: “Eu respeito o que o Lula acha sobre as eleições, apesar de discordar”, desconversa Teixeira.

Mas o presidente da CBF não se descuida na defesa. Empurra a bola de volta para o campo do Planalto, ao apontar o que para ele são os três grandes problemas do Mundial 2014 no Brasil: “aeroporto em primeiro, aeroporto em segundo e aeroporto em terceiro”. Jogo duro já vê. Tanto que o presidente Lula dá sinais de que nem ficará mais para a final da Copa em Joanesburgo. Retorna antes do planejado, para descansar e ganhar fôlego antes de próximos combates, no futebol e na política.

A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-maIL: vitor-soares@terra.com.br

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