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Posted on 09-07-2010
Filed Under (Artigos, Janio) by vitor on 09-07-2010


Telê: um treinador de verdade

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CRÔNICA/SELEÇÃO

O cochilo dos deuses da bola

Janio Ferreira Soares

Chateados com o desempenho de nossa Seleção e com essa Copa, os deuses apaixonados pelo verdadeiro futebol brasileiro devem ter cochilado durante todo o primeiro tempo de Brasil e Holanda. Só isso para explicar a espetacular enfiada de Felipe Melo para o gol de Robinho, além de outros lampejos que poderiam provocar outra injustiça histórica. Mas aí veio o intervalo e Garrincha, Telê e Didi resolveram que era hora de parar com aquela enganação e começaram a chutar bolas na porta do céu para acordá-los, evitando assim que se repetisse 1994, quando uma Seleção que tinha no miolo Dunga, Mauro Silva, Mazinho e Zinho sagrou-se a melhor do mundo. Ainda bem que deu certo.

Aliás, foi a partir dali que criou-se o mito de que o importante é a vitória a qualquer preço, de preferência com os jogadores comemorando os gols com as mãos erguidas para o céu, como se lá morasse algum fã desse futebolês burocrático. Deveriam era apontar para a grama, pois certamente é embaixo dela que estão os verdadeiros admiradores dos volantes de cabeças raspadas especialistas em botinadas.
Já vi muita gente criticando a Era Dunga, mas até agora não vi nenhum comentário sobre a Era Ricardo Teixeira, principal responsável por tudo que está acontecendo com o nosso futebol. A propósito, vê-lo falando é o melhor laboratório que um ator pode fazer para interpretar um personagem com cara de nojo e desdém, desses que não tem nenhuma consideração pelo próximo. Tipo Marlon Brando no papel de Carlos Imperial.

Tão ou mais poderoso que qualquer Presidente, é ele quem vai comandar a organização da Copa 2014. Tomara que fique apenas com a parte operacional e deixe o espetáculo por conta de um técnico que traga de volta o nosso velho estilo de jogar e, se não for pedir muito, que se vista normalmente.
No mais é torcer para que daqui a quatro anos meus filhos pelo menos chorem por um time que mereça suas lágrimas, independente do resultado. Como aquelas que escorreram pelo meu rosto em 1982, em homenagem a melhor Seleção que eu já vi perder em minha vida.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso


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O poeta Vinicius/Estadão

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DEU NO ESTADÃO

Rose Saconi – Estado de S. Paulo

Foi com emoção que o Brasil recebeu, no dia 9 de julho de 1980, a notícia da morte do poeta e compositor Vinícius de Morais. Depois de passar a madrugada compondo músicas infantis com seu parceiro Toquinho, sentiu-se mal ao acordar pela manhã. Antes que ambulância chegasse, morreu ao lado de sua mulher Gilsa. Estava com 66 anos de idade.

Além da notícia estampada na capa do Estado, duas páginas inteiras foram dedicadas para homenagear o poeta, com informações sobre sua vida pessoal, discografia, livros publicados, fotos, charges, reprodução de poemas e artigos enaltecendo a sua contribuição à música popular brasileira.

Repercussão. Considerado um dos maiores nomes da poesia contemporânea, Vinícius deixou uma forte marca na memória das pessoas com as quais conviveu. “Ele era perfeito, senhor absoluto de sua arte e soube interpretar, de maneira fina, o sentimento do seu povo”, falou ao Estado, o escritor Carlos Drummond de Andrade.

“Eu o conhecida há quase 50 anos. Era como se fosse meu irmão mais moço. Vinícius ocupa um papel enorme na poesia e na música popular”, destacou o historiador Sérgio Buarque de Hollanda.

Antonio Callado lamentou, “estou bastante chocado, pois há pouco mais de um mês estive com ele e pareceu-me bem de saúde”.

Sua musa Heloísa (Helô Pinheiro), a moça que inspirou Garota de Ipanema, a mais conhecida de suas composições, foi ao enterro e declarou à reportagem “A música silenciou. Ele representava o amor e o carinho, tudo o que uma pessoa pode ter de bom”.

BIOGRAFIA

O carioca Vinícius de Moraes era predestinado à poesia. Filho de um casal da classe média (seu pai, Clodoaldo, era funcionário público), nasceu no dia 19 de outubro de 1913, no bairro da Gávea.

Formou-se em Direito, mas não exerceu a advocacia por mais de um mês. Trabalhou como redator, foi crítico de cinema durante algum tempo (combateu o cinema falado), e foi até censor cinematográfico.

Em 1943 ingressou na carreira diplomática. Serviu em Los Angeles e em Paris, onde era mais encontrado nos bistrôs (em que tomava bons vinhos) do que na embaixada onde dava expediente. Nesse tempo nasceu o apelido carinhoso, Poetinha.

Apesar de notória aversão ao trabalho burocrático, exerceu o ofício até ser aposentado, compulsoriamente, pelo AI-5, em 1968. Ao perder o emprego, porém, já se dedicava para a Música Popular Brasileira. Participou do surgimento da bossa nova e era o autor de clássicos como a Canção do Amor Demais, Soneto da Separação e Garota de Ipanema.

Mulheres. Vinícius amou tanto quanto pôde. Além das inúmeras paixões pelas quais foi acometido ao longo da vida, ao morrer havia sido casado nove vezes, tinha cinco filhos e três netos.

Depois de demitido do Itamaraty, passou a viver de música, apresentando-se ao lado de Toquinho, do Quarteto em Cy, de Maria Creuza, entre outros.

jul
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Posted on 09-07-2010
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Goleiro Bruno com roupa de presidiário/Imagem:IG

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09

Fariñas: um resistente/TSF

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O dissidente cubano Guillermo Fariñas pôs fim, esta quinta-feira, à greve da fome iniciada há 135 dias, após o anúncio da libertação de 52 prisioneiros políticos em Cuba.
O anúncio foi feito pelos opositores que visitaram Fariñas, esta quinta-feira, no Hospital de Santa Clara, no centro de Cuba.

O fim da greve de fome de Fariñas surge na sequência do anúncio, na quarta-feira, da libertação, pelo governo cubano, de 52 presos políticos.

A Igreja Cubana já tinha anunciado a libertação de 52 presos políticos, mas o bispo de Santa Clara, Arturo González Amador fez questão de ir ao hospital onde Fariñas está internado, desde abril,  para entregar o comunicado oficial.

A partir daí, garantiu a porta-voz de Guillermo Fariñas, o jornalista decidiu abandonar a greve de fome e sede, privação que tinha começado a 24 de fevereiro.

Família e companheiros de luta vinham pressionando Fariñas a abandonar esta greve, dizendo que estavam a assistir à morte lenta do jornalista cubano.

O estado de saúde de Guillermo Fariñas é muito delicado, mas o médico Ismeli Iglesias garantiu que não é irreversível e que com tratamento médico pode alterar-se a situação.

Fariñas começou a greve de fome e sede depois de Orlando Zapata Tamayo, preso de consciência, ter morrido numa luta semelhante.

O jornalista, de 48 anos, garantiu, na altura, que só iria voltar a comer quando fossem libertados entre 10 a 12 presos políticos que estivessem mais doentes.

Agora, Fariñas afirmou que vai voltar a ingerir líquidos quando os primeiros cinco detidos em estado considerado grave chegarem a Espanha.

 A informação é do portal portugùês TSF, em texto assinado pela repórter Clara Osório.
(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de TSF, Lisboa)

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