jul
08
Posted on 08-07-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 08-07-2010

Wagner(com Lula): “Quem não é visto, não é lembrado”

==================================
DEU NO LANCENET/MSN

Nelson Ayres

ENVIADO ESPECIAL A JOHANNESBURGO

O governador da Bahia, Jacques Wágner, confirmou nesta quinta-feira, em Johannesburgo, que Salvador vai entrar na disputa para sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014. Apesar de a reforma da Fonte Nova só prever 50 mil lugares, o político admite ampliar a capacidade do estádio para entrar na disputa.

Ao contrário do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que disse estar de férias na África do Sul, Wágner afirmou que já iniciou conversas e que foi ao evento de lançamento da logomarca da Copa de 2014 para brigar por Salvador.

– Quem não é visto, não é lembrado. Foi por isso que viajei mais de 20 horas para ficar aqui um dia e meio e voltar para Salvador. Já iniciei uma conversa com o presidente Ricardo Teixeira e vou pleitear o máximo para a Bahia. O mínimo que podemos ter é uma chave. Depois disso, oitavas de final, quartas de final, uma semifinal. E, quem sabe, a abertura? – projeta o governador.

Jacques Wágner considera que a Copa teria uma abertura interessante na cidade que foi a primeira capital do Brasil. E afirma que o estádio de Durban é uma prova de que a Fonte Nova pode ser ampliada.

– Em Durban, com uma tecnologia moderna, foram introduzidos 15 mil lugares. Se a Fifa admitir isso, não precisaremos mexer no projeto. Mas para isso acontecer, eu preciso ter a garantia de que poderemos ter a abertura. Ainda vamos conversar com o Ricardo Teixeira nos próximos dias – avisou.

jul
08

Nani: a charge da polêmica

========================================

DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010 )

Claudio Leal

Deu encrenca com os demônios do humor. Ex-“Pasquim”, “Jornal do Brasil” e “Bundas” (epa!), o cartunista Nani comparou o controverso programa de governo da candidata Dilma Rousseff (PT) a um programa de esquina – bem entendido: com posições heterodoxas. “O programa quem faz são os fregueses: PMDB: barba, cabelo e bigode; PDT: papai e mamãe e por aí vai…”, anuncia o cartum.

Com 37 anos de jornalismo, Nani enfrenta ataques de petistas e internautas por ter usado uma metáfora sexual para caricaturar a sisuda Dilma. Presidente do PT, José Eduardo Dutra reclamou da “baixaria”. Em entrevista a Terra Magazine, Nani defende-se com o mesmo salvo-conduto do Barão de Itararé, de Millôr e de Jaguar:

– Eu usei uma metáfora. Pode ter sido ruim, mas eu simplesmente fiz humor.

Publicado na página pessoal do desenhista (http://www.nanihumor.com/), o cartum foi reproduzido pelo blog do jornalista Josias de Souza e provocou imensa polêmica no Twitter e na blogosfera. Para alguns críticos, houve machismo. Se a encrenca aumentar, e nascer algum processo judicial, Nani tem um pedido a mais:

– Só espero que o PT não crie o Ministério do Humor e entregue ao PMDB!

Confira o bate-papo.

Terra Magazine – Como você encara a reação à sua charge sobre Dilma?
Nani – Não discutiram o conteúdo, a mensagem da charge. O cartunista usa uma metáfora pra falar do assunto. Hoje, eu usei a panela do programa da Dilma. O cozido, o pirão dela. É a mesma metáfora: todo mundo tá querendo, os outros partidos querem interferir no programa. O humor usa metáforas…

No caso, você brincou com a palavra “programa”.
A metáfora que eu usei foi um pouco violenta. Mas já botei o Fernando Henrique com peitos, ACM com o vestido de Tiazinha, o Lula pelado, com uma lingerie. São artifícios que o humor tem a liberdade de usar.

Teme censura?
A única censura que eu tive foi na ditadura. Nosso limite era o “Maomé” (refere-se à reação muçulmana contra o chargista dinamarquês Kurt Westergaard, que retratou Maomé). Não sei se Dilma será a nova “Maomé” (risos)

O brasileiro se deseducou em relação ao humor?
Eu acho que sim. As charges são muito palatáveis, perderam um pouco a crítica, ficam ilustrando assuntos nos jornais…

Leia íntegra da entrevista e mais sobre o assunto em Terra Magazine:
http://terramagazine.terra.com.br/interna

jul
08

Só o carreiro, de longe!

——————————————————–


Nestor Duarte:”mesma posição”
==================================================

DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010)

http://terramagazine.terra.com.br/

Rosane Soares Santana

Em seu livro “A Educação Nacional”, José Verissimo compara a passividade do povo brasileiro diante dos acontecimentos históricos mais importantes do País, ao carreiro do quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, que olha surpreso e perplexo o espetáculo do Grito da Independência, em 1822.
Um dos maiores nomes do pensamento político brasileiro, o baiano Nestor Duarte, em notável ensaio sociológico publicado em 1939, “A Ordem Privada e a Organização Política Nacional” – obra seminal – ressalta que, se o povo não era “tão somente aquele carreiro, continuou a guardar o mesmo lugar, a mesma posição, conforme os rumos mesmíssimos a que as condições econômicas e sociais até então, lhe haviam conduzido”.
Ressalvados os “rumos mesmíssimos” referidos por Nestor Duarte, que a produção historiográfica mais recente demonstra que não eram tão mesmíssimos assim, com o fim do pacto colonial que acelerou os acontecimentos desencadeadores da Independência, é forçoso reconhecer a manutenção da ordem escravocrata, a economia monocultora e a grande propriedade como fatores que retardaram, entre nós, a conquista dos direitos civis e políticos e explicam o fenômeno da baixa participação política no Império, herança colonial.
“Um povo político é, antes de tudo um produto histórico. Terá vivido certos acontecimentos e precisará, além disso, atingir certa idade social e estado de organização que o predisponham à forma política ou que já a exijam como condição de sua coexistência e sobrevivência”, ensina Duarte. Ele refuta as explicações reducionistas que atribuem apenas ao fenômeno do analfabetismo a falta de interesse do brasileiro pela política, entre o Império e a República Velha, para realçar que a Independência fora tão somente uma transferência de poder entre D. João VI e o seu filho D. Pedro I, ou seja, sem os choques e as lutas que costumam forjar a consciência política de um povo.
O potentado rural
José Bonifácio dizia ser a escravidão obstáculo à formação de uma verdadeira nação, ao manter parcela da população sob tutela de outrem. Mas é preciso ressaltar que, durante o Império, não somente os escravos, mas boa parcela dos homens livres, avaliados em cerca de 3 milhões, em 1822, e 8,4 milhões de habitantes, em 1872 – 90% dela na zona rural – estava sob influência dos grandes proprietários de terra e senhores de engenho, que estenderam seu domínio do campo para os espaços públicos urbanos, a partir da independência e da criação do Estado Nacional.
O Brasil era, então, um país essencialmente agrícola e 70% das rendas do Governo Central eram oriundos de impostos da agricultura de exportação, donde se pode inferir o poder de mando do potentado rural e sua influência sobre o Estado que acabara de nascer. Neste ambiente de ruralismo, privatismo e violência a população não tinha consciência do significado de votar, tampouco das instituições políticas e representativas, como o Parlamento, que nasceram no processo de construção do Estado embaladas pela influência do liberalismo europeu.
Lembra o historiador e cientista político José Murilo de Carvalho, no livro “Cidadania no Brasil – o longo caminho”, que o povo votava convocado pelos ” patrões, autoridades do governo, pelos juízes de paz, pelos delegados de polícia, pelos párocos e comandantes da Guarda Nacional”, estes os grandes proprietários de terra. “O voto tinha um sentido completamente diverso daquele imaginado pelos legisladores…era um ato de obediência forçada ou, na melhor das hipóteses, um ato de lealdade e de gratidão”, observa José Murilo.
Ou seja, o povo votava para atender aos interesses daqueles de quem dependia em troca de favores, como proteção para sobrevivência (roupa, alimentos, moradia) e até mercadorias mais valiosas como animais, com a crescente valorização do voto na disputa pelo poder local e por cargos na máquina pública. O exercício do voto não era uma iniciativa politizada e nem o exercício de um direito político da população, adquirido ao longo de um processo de lutas e conquistas históricas.
Escravismo, economia monocultora e grande latifúndio, estado absolutista e monárquico, analfabetismo foram heranças dos 300 anos de colonização portuguesa que podem explicar a baixa participação política do povo brasileiro no Império, com reflexos no Brasil contemporâneo. Afinal, com apenas 188 anos de Independência, somos uma nação ainda muito jovem, carregada de reminiscências coloniais na nossa cultura política.
Rosane Soares Santana é jornalista, com mestrado em História pela UFBA. Estuda o Poder Legislativo, elites políticas e eleições no Brasil. Integra a cobertura de eleições do Terra.

jul
08
Posted on 08-07-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 08-07-2010

“Cara do Brasil na marca da Copa2014

=====================================

Foi apresentada festivamente na manhã desta quinta-feira, em Joanesburgo, a logomarca da Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil. A imagem foi revelada com exclusividade pelo iG em 31 de maio. A inspiração do símbolo é a própria taça da Copa do Mundo, um pré-requisito solicitado pela Fifa às agências que participaram da concorrência. O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da Fifa, Joseph Blatter, e de Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

A Bahia também marcou presença no evento. Participaram da cerimônia festiva o governador Jaques Wagner e a cantora Ivete Sangalo. Além disso, o logo vencedor foi criado pela agência África, do publicitário baiano Nizan Guanais.

A marca será a “cara” do Mundial brasileiro nos próximos quatro anos. Vai aparecer em produtos oficiais e comerciais. A logo foi registrada pela entidade máxima do futebol em 29 de março deste ano no Ohmi (sigla em inglês de Escritório de Marcas e Registro de Design) da União Europeia.  A instituição é responsável pela proteção à propriedade intelectual deste segmento no continente .

Como a sede da Fifa fica em Zurique, na Suíça (que não faz parte da União Europeia), o registro foi feito pelo escritório francês Richard A. Buchel, que também trabalha com propriedades da Uefa (União Europeia de Futebol).

A agência de publicidade África, do publicitário Nizan Guanaes, elaborou o desenho, algo que causou polêmica entre as principais agências de design do Brasil que participaram da seletiva por meio da ADG (Associação dos Designers Gráficos do Brasil) .

Um grupo de notáveis foi reunido para escolher a vencedora. Participaram da eleição da marca o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o secretário-executivo da Fifa, Jérôme Valcke, o arquiteto Oscar Niemeyer, o escritor Paulo Coelho, a cantora Ivete Sangalo, a modelo Gisele Bündchen e o designer Hans Donner.

A revelação feita pelo iG mais de um mês antes da apresentação gerou insatisfação de patrocinadores da Fifa, principalmente da Coca-Cola, que teria exclusividade de utilizar a marca logo após o lançamento. A primeira vez que a logo apareceria em um comercial no Brasil seria da empresa norte-americana.

Na época da revelação do iG, internautas do portal votaram em enquete e houve equilíbrio entre os que gostaram e os que desaprovaram: 52% disseram que gostaram e 48% que não.

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações do IG)

jul
08
Posted on 08-07-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 08-07-2010

Deu no MSN

O advogado Michel Asseff Filho abandonou oficialmente o caso Bruno. O profissional, que pertence ao Flamengo, afirmou que havia conflito de interesses, pois o contrato do goleiro com o clube foi suspenso.

– Deixo oficialmente o caso porque houve conflito de interesses. Eu estava defendendo porque ele era patrimônio do clube e um dos jogadores mais caros. Ele entendeu perfeitamente as minhas razões – disse Michel Asseff Filho.

Agora quem assumirá o lugar de Michel Asseff Filho na defesa de Bruno será o advogado Ércio Quaresma.

Vale lembrar que o contrato de Bruno foi suspenso e não rescindido. Seu vínculo com o Flamengo é regido pelas leis trabalhistas e, portanto, o clube não pagará salários e não será obrigado a recolher verbas trabalhistas. Só seria permitida uma rescisão em caso de julgamento em última instância. Caso a situação seja resolvida, o compromisso volta a valer.

Michel afirmou que Bruno foi bem tratado pela Polícia, mas está estarrecido com o caso.

Bruno é um dos investigados pelo desaparecimento de sua ex-amante Eliza Samudio.

Deu no Comunique-se (porta de notícias de bastidores da imprensa)

Anderson Scardoelli

A ministra de Turismo do Paraguai, Liz Rosanna Cramer Campos, escreveu uma carta ao SporTV criticando a matéria produzida pelo canal no dia 01/07 e afirma que pedir desculpa “não é o suficiente”. Ela afirma que a reportagem sobre o Paraguai foi “patética e ofensiva”.
“Com o poderio de sua rede e imensa audiência que possuem, vocês saberão entender que o pedido de desculpas não é suficiente. O impacto dessas imagens é muito superior ao impacto de um pedido de desculpas com uma nota positiva”, afirmou Liz.
A reportagem em questão falava sobre a participação do Paraguai na Copa do Mundo, mas, com texto irônico, zombou vários aspectos da cultura e da sociedade do país vizinho. Depois da repercussão negativa, o canal se desculpou e exibiu reportagem positiva sobre o Paraguai.
Convite para visita
Com o intuito de acabar com “os preconceitos” por parte da emissora brasileira, Liz convidou a equipe do SporTV para uma visita ao Paraguai. “Venham nos conhecer, para se surpreenderem e derrubarem preconceitos, e depois produzirem uma reportagem justa sobre os que vivem aqui”, diz a carta.
A direção do SporTV, por meio de sua assessoria, informa que já respondeu a carta enviada por Liz e reiterou o pedido de desculpas. “A direção do SporTV já respondeu à Ministra, reiterou o pedido de desculpas do canal e está conversando para agendar um possível encontro pós Copa do Mundo”, diz a nota.
——————————————————————
VEJA O VÍDEO DA POLÊMICA

  • Arquivos

  • julho 2010
    S T Q Q S S D
    « jun   ago »
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    262728293031