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Postado em 06-07-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 06-07-2010 13:03

Sarkozy: maior escândalo do governo

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

O presidente francês enfrenta a crise política mais grave, desde que foi eleito em 2007 , com o escândalo Woerth-Bettencourt e a informação de que terá recebido uma contribuição ilegal de 150 000 euros para a campanha eleitoral.

Esta informação, desmentida por próximos de Nicolas Sarkozy, inscreve-se no meio de uma série de polêmicas que atingem há várias semanas o governo francês e, a partir de agora, o próprio presidente. No domingo, o caso levou à demissão de dois governantes.

As polêmicas atingiram tal ponto que o antigo primeiro ministro Jean-Pierre Raffarin defendeu hoje ser necessário que o presidente  “se exprima rapidamente”, depois destas novas revelações.

Pouco antes, o chefe parlamentar da UMP (direita, maioria presidencial), Jean-François Copé, tinha afirmado ser necessário que Nicolas Sarkozy “falasse aos franceses”, considerando”  absolutamente indispensável que as coisas sejam esclarecidas”.

O caso Bettencourt continuou hoje com a publicação,  pelo site de informação Mediapart, de uma entrevista da antiga contabilista da herdeira do gigante dos cosméticos L’ Oréal, Liliane Bettencourt, considerada a mulher mais rica de França.

A ex- contabilista, identificada como Claire T., afirmou que o ministro do Trabalho francês, Eric Woerth recebeu, enquanto tesoureiro da UMP, a soma líquida de 150 000 euros para financiar a campanha presidencial de Nicolas Sarkozy, na primavera de 2007.

O advogado de Claire T. afirmou que a cliente tinha sido ouvida na véspera pela polícia e que tinha transmitido estas informações aos investigadores.

“Durante a audiência, ela (Claire T.) disse à polícia o que disse à Mediapart, que o gestor da fortuna de Bettencourt, (Patrice Maistre ) lhe  tinha  pedido para retirar 150 000 euros em ‘cash’, indicando-lhe que esta soma se destinava a Eric Woerth”, explicou o advogado, Antoine Gillot.

O donativo, se for confirmado, será ilegal porque o montante máximo autorizado pela lei do financiamento dos partidos políticos é de 7500 euros por ano para um partido e de 4600 euros para um candidato a uma eleição.

A antiga contabilista afirmou, também, durante a entrevista com a Mediapart, que Sarkozy, quando era presidente da Câmara de Neuilly (oeste de Paris) entre 1983 e 2002, “recebia também o seu envelope” dos Bettencourt.

“Toda a gente sabia na casa que Sarkozy ia visitar os Bettencourt para recuperar o dinheiro”, sublinhou.

Os gabinetes de Sarkozy e de Woerth desmentiram a informação, que dizem ser “totalmente falsa”.

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