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Postado em 05-07-2010
Arquivado em (Artigos, Eventuais) por vitor em 05-07-2010 17:51

Indio da Costa: crucificação do vice

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Direto da vigía de seu observatório em Lauro de Freitas, que dá para o mar aberto da Bahia, o jornalista Chico Bruno mira o horizonte e enxerga mais longe os diferentes gingados da música de uma nota só na campanha da sucessão presidencial. Confira.
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(Vitor Hugo Soares)

DIRETO DA VARANDA: CHICO BRUNO

A MESMA CANTILENA

Nunca antes na história deste país se viu uma campanha eleitoral analisada por uma nota só.

A cantilena é a mesma.

A maioria dos analistas políticos em atuação no país entoa a mesma música.

Vale ressaltar, que sempre um tom acima em favor de Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula, e um tom abaixo em desfavor de José Serra, candidato em oposição à continuidade do lulismo.

A mídia anda tão capciosa, que só por ter namorado a bela Rafaela, filha do banqueiro Salvatore Cacciolla, que se encontra preso por corrupção, o candidato a vice-presidente na chapa tucana, Indio da Costa, virou “genro” do prisioneiro, segundo o Portal Terra.

O JB, por exemplo, em sua edição de hoje, publica na primeira página:

“Indio da Costa não ajuda pobres”.

Aliás, o “Cristo” da vez é o Indio.

Tanto que Marcos Coimbra, dono do Vox Populi, transformado em colunista dos jornais dos Diários Associados às quartas-feiras e domingos, sacou o seguinte comentário:

“… Desde quarta-feira, quando Indio da Costa foi confirmado, já se falou tanto que é até cruel insistir no assunto. Qualquer argumento em favor de seu nome chega a ser risível, desde o potencial de seus 39 anos atraírem a juventude e provocarem a reversão do voto no Sudeste à densidade de sua biografia de ficha limpa…”

Para consolidar o seu pensamento negativo sobre Indio, o dono do Vox Populi cravou:

“… Goste-se ou não de Michel Temer, nem seus inimigos negam que tem experiência e qualificações para, se imperativo, substituir Dilma. E Índio da Costa?”

Posto isso, volta-se a vaca fria: o samba de uma nota só.

A pesquisa Ibope foi a campo antes do Datafolha, mas só foi anunciada depois da divulgação do Datafolha.

Esse é um dado importante, que foi desprezado pela mídia.

O Ibope da CNI deu Dilma com 40% e Serra com 35%.

Dias depois, o mesmo instituto, acusou um empate em 39% dos dois candidatos.

Já o Datafolha, cujo campo foi feito depois do Ibope, no cenário com todos os candidatos, deu Serra 39% e Dilma 37%.

Uma cobertura jornalística correta deveria buscar uma resposta para ocorrências tão estranhas como as vivenciadas pelo Ibope.

O que fez a mídia?

Preferiu afirmar que Serra foi protagonista de programas e inserções de partidos aliados no rádio e na televisão e que por esse motivo deveria ter suplantado Dilma em cinco ou mais pontos.

Ora bolas, não basta aparecer na TV para crescer nas pesquisas.

Os preclaros jornalistas sabem que a banda não toca assim. É preciso que os programas e inserções passem credibilidade e convençam o eleitor.

O que hoje é muito difícil, pois a propaganda política está nivelada pela mesmice. Não desmerecendo os asiáticos, é tudo igual.

Além disso, as inserções e programas de Serra foram ao ar em meio à massacrante cobertura da Copa do Mundo, quando o país ainda sonhava em ver a seleção brasileira hexacampeã do torneio.

Ao ter aberto dois pontos de vantagem sobre Dilma, conforme afiança o Datafolha, chega-se a conclusão que Serra saiu no lucro.

Posto isso, volta-se novamente a questão central.

Por que a mídia insiste na mesma cantilena com análises superficiais ou capciosas?

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 5 julho, 2010 at 21:27 #

E por falar em isenção da mídia.

Milita em favor de Indio um fato peculiar, revelado pelas declarações de bens dos candidatos.

Salvo engano, Indio, apesar da condição de “melhor nascido”, detém patrimônio similar à Serra e Dilma.

Resta saber a razão, ou ele é desprovido de ambição, ou os outros dois são exímios poupadores, afinal Serra e Dilma são apenas funcionários públicos.

Reconheça-se ainda, que ministra por ministra, Dilma deixa Marina numa distância abissal quanto ao patrimônio acumulado.

Quanto a Temer, registre-se, detém disparadamente a melhor, posição.

Eleições, por vezes, são didáticas.


danilo on 5 julho, 2010 at 23:48 #

q nada, Fontana. deixa de ser picuinha. o Índio é descendente de Caramuru, de Iracema Lábios de Mel e da Índia Poty, a chacrete.

patrimônio graúdo mesmo quem tem é o “esquerdista” Suplicy:

família quatrocentona, barões do café com descendentes da nobreza do Conde Matarazzo.

o resto é trololó.


luiz alfredo motta fontana on 6 julho, 2010 at 6:22 #

Eleições 2010, e o didatismo das evoluçõies patrimoniais.

Josias de Souza, revela uma particularidade de Dilma, a candidata parece não confiar no sistema bancário, ou tenta demonstrar mineirice com o velho hábito de guardar dinheiro em colchões.

Aqui Josias de Souza:

________________________________

Dilma diz ao TSE que guarda R$ 113 mil ‘em espécie’

João Wainer/Folha
A relação patrimonial levada pela presidenciável petista Dilma Rousseff aos arquivos do TSE contém uma informação curiosa.

No total, o patrimônio de Dilma soma R$ 1,06 milhão. Um pedaço, R$ 113,3 mil em dinheiro.

A candidata foi específica: “Em espécie, moeda nacional”.

Significa dizer que a grana –coisa de 10% do patrimônio de Dilma, mais de dez salários de um ministro —não está depositada na rede bancária.

Realçado em notícia veiculada pela Folha, o dado chama a atenção pelo inusitado. Estaria o dinheiro guardado sob o colchão?

Questionada pela reportagem do jornal, Dilma mandou a assessoria dizer que não comentaria o assunto. Pena.

Como essa é a primeira vez que a relação de bens de Dilma vem à luz, não há como calcular sua evolução patrimonial.

Quanto ao companheiro de chapa dela, o grão-pemedebê Michel Temer, é possível fazer a conta.

Os R$ 6,05 milhões que compõem o patrimônio atual de Temer representam um salto de 119% em relação aos bens que ele dissera possuir na eleição de 2006.

Por meio de assessores, Temer atribuiu a evolução a honorários advocatícios que recebeu de uma causa que assumira na década de 70.

O tucano José Serra –R$ 1,421 milhão em bens— teve evolução patrimonial de 35% em relação a 2006, ano em que disputou o governo de São Paulo.

O vice de Serra, Índio da Costa (DEM-RJ), anotou na declaração ao TSE um patrimônio de R$ 1,448 milhão.

A cifra é três vezes superior ao valor que Índio dissera possuir quatro anos atrás, quando fora às urnas como candidato a deputado federal.

Entre os bens que aparecem na nova lista e não constavam da declaração de 2006, há um ultraleve e um barco. Itens avaliados em R$ 377 mil.

– Serviço: Aqui, os bens de Dilma e Temer. Aqui, o patrimônio de Serra e Índio.

Escrito por Josias de Souza às 05h03

________________________________

Ao mais, os candidatos revelam uma acentuada capacidade de gerenciamento dos bens pessoais, evoluem com graça e leveza. Ou teríamos razões para duvidar?


Marco Lino on 6 julho, 2010 at 9:04 #

Interessante o Josias dar o percentual exato, 119%, da “evolução patrimonial” do Temer e, na hora de apresentar o percentual do menino do rio, falou em “três vezes”. 300%? Três vezes parece causar menos estupor nas pessoas – Josias é sensível, sabe das coisas.

Agora, dizer, como o amigo acima, que a mídia alivia para Dilma é, com o devido respeito, viajar na maionese.

O que parece estar havendo é uma onda de pessimismo que se deu a partir da penúltima pesquisa do IBOPE e das fraquezas apresentadas pelo príncipe perfeito, pelo messias indeciso na ocasião da escolha do vice.

Parece que as coisas já estão novamente sendo assentadas.
Abs


danilo on 6 julho, 2010 at 16:42 #

será q o Sargento Tainha vai para os debates??? mistééério….


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