jul
05
Posted on 05-07-2010
Filed Under (Charges) by vitor on 05-07-2010

Publicada no jornal Estado de Minas, Belo Horizonte-MG

Reproduzida no Blogbar do Fontana
http://fontanablog.blogspot.com/

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05
Posted on 05-07-2010
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Indio da Costa: crucificação do vice

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Direto da vigía de seu observatório em Lauro de Freitas, que dá para o mar aberto da Bahia, o jornalista Chico Bruno mira o horizonte e enxerga mais longe os diferentes gingados da música de uma nota só na campanha da sucessão presidencial. Confira.
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(Vitor Hugo Soares)

DIRETO DA VARANDA: CHICO BRUNO

A MESMA CANTILENA

Nunca antes na história deste país se viu uma campanha eleitoral analisada por uma nota só.

A cantilena é a mesma.

A maioria dos analistas políticos em atuação no país entoa a mesma música.

Vale ressaltar, que sempre um tom acima em favor de Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula, e um tom abaixo em desfavor de José Serra, candidato em oposição à continuidade do lulismo.

A mídia anda tão capciosa, que só por ter namorado a bela Rafaela, filha do banqueiro Salvatore Cacciolla, que se encontra preso por corrupção, o candidato a vice-presidente na chapa tucana, Indio da Costa, virou “genro” do prisioneiro, segundo o Portal Terra.

O JB, por exemplo, em sua edição de hoje, publica na primeira página:

“Indio da Costa não ajuda pobres”.

Aliás, o “Cristo” da vez é o Indio.

Tanto que Marcos Coimbra, dono do Vox Populi, transformado em colunista dos jornais dos Diários Associados às quartas-feiras e domingos, sacou o seguinte comentário:

“… Desde quarta-feira, quando Indio da Costa foi confirmado, já se falou tanto que é até cruel insistir no assunto. Qualquer argumento em favor de seu nome chega a ser risível, desde o potencial de seus 39 anos atraírem a juventude e provocarem a reversão do voto no Sudeste à densidade de sua biografia de ficha limpa…”

Para consolidar o seu pensamento negativo sobre Indio, o dono do Vox Populi cravou:

“… Goste-se ou não de Michel Temer, nem seus inimigos negam que tem experiência e qualificações para, se imperativo, substituir Dilma. E Índio da Costa?”

Posto isso, volta-se a vaca fria: o samba de uma nota só.

A pesquisa Ibope foi a campo antes do Datafolha, mas só foi anunciada depois da divulgação do Datafolha.

Esse é um dado importante, que foi desprezado pela mídia.

O Ibope da CNI deu Dilma com 40% e Serra com 35%.

Dias depois, o mesmo instituto, acusou um empate em 39% dos dois candidatos.

Já o Datafolha, cujo campo foi feito depois do Ibope, no cenário com todos os candidatos, deu Serra 39% e Dilma 37%.

Uma cobertura jornalística correta deveria buscar uma resposta para ocorrências tão estranhas como as vivenciadas pelo Ibope.

O que fez a mídia?

Preferiu afirmar que Serra foi protagonista de programas e inserções de partidos aliados no rádio e na televisão e que por esse motivo deveria ter suplantado Dilma em cinco ou mais pontos.

Ora bolas, não basta aparecer na TV para crescer nas pesquisas.

Os preclaros jornalistas sabem que a banda não toca assim. É preciso que os programas e inserções passem credibilidade e convençam o eleitor.

O que hoje é muito difícil, pois a propaganda política está nivelada pela mesmice. Não desmerecendo os asiáticos, é tudo igual.

Além disso, as inserções e programas de Serra foram ao ar em meio à massacrante cobertura da Copa do Mundo, quando o país ainda sonhava em ver a seleção brasileira hexacampeã do torneio.

Ao ter aberto dois pontos de vantagem sobre Dilma, conforme afiança o Datafolha, chega-se a conclusão que Serra saiu no lucro.

Posto isso, volta-se novamente a questão central.

Por que a mídia insiste na mesma cantilena com análises superficiais ou capciosas?

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Sugestão e garimpagem musical de Gilson Nogueira.
BOA TARDE!

jul
05
Posted on 05-07-2010
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Dutra: “só um piripaque”

DEU NO IG

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, passou mal na manhã desta segunda-feira durante reunião da Executiva, na sede do partido, em Brasília, e foi levado de ambulância para o Hospital de Base do Distrito Federal.

Dutra, que também faz parte da coordenação da campanha de Dilma Rousseff , teve uma crise hipertensiva e está em observação, mas passa bem. “Calma pessoal, foi só um piripac (sic). Ja to bem”, postou Dutra em seu Twitter.

Ele será submetido a exames para avaliar se precisa permanecer mais tempo em repouso no hospital ou pode receber alta.

Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, Dutra será submetido a outros exames para descartar complicações da hipertensão arterial. Dutra deve ser transferido para o hospital Santa Luzia ainda nesta segunda-feira.

O presidente do PT recebeu visita do vice-presidente da República José Alencar. Na saída, Alencar disse a jornalistas que Dutra estava bem e que fez questão de visitar o “amigo dos tempos do Senado”. “Ele é muito forte”, disse o presidente em exercício.

Além de Alencar, o candidato ao governo do Distrito Federal pelo PT, Agnelo Queiroz, também esteve com Dutra.

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05

Colélgo Militar de Salvador: padrão internacional

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Metade das escolas de ensino fundamental brasileiras, avaliadas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), não conseguiu atingir a meta de qualidade estabelecida pelo Ministério da Educação para as séries iniciais e finais da etapa. Os dados do Ideb 2009 divulgados, nesta segunda-feira, pelo Ministério da Educação mostram que a melhoria do índice nacional não é realida de em milhares de estabelecimentos. Na Bahia, o Colégio Militar de Salvador é o principal destaque, com qualidadade de ensino comparável a padrões internacionais na avaliação das séries finais.

Ao todo, há cerca de 150 mil escolas de ensino fundamental no País. No Ideb, são avaliadas apenas as escolas que participam da Prova Brasil (com mais de 20 alunos nas turmas de 4ª série/5º ano, 8ª série/9º ano do ensino fundamental e ensino médio). Só são divulgados os dados dos colégios públicos do ensino fundamental, já que as escolas privadas e os estudantes do ensino médio são escolhidos em amostras.
Com isso, o universo do Ideb é composto por 43.400 escolas que lecionam a 4ª série do ensino fundamental e 31.781 da 8ª série. Das séries iniciais, 24.359 colégios cumpriram a meta de qualidade estabelecida para 2009: 4,2. O restante, que representa 43,9% do total, teve desempenho abaixo do esperado. Considerada a média nacional alcançada (4,6), o resultado piora: mais da metade (56,2%) não conseguiu a nota.

Nas séries finais, a situação se repete. A maioria (61,6%) está longe da média brasileira de 4 pontos no Ideb e quase a metade (48,5%) não alcançou os patamares esperados para 2009. Vale lembrar que o objetivo do Ministério da Educação é fazer com que todas as escolas atinjam os padrões de qualidade educacional dos países desenvolvidos. Em 2021, as redes que oferecem as séries iniciais deveriam estar nesse patamar. Isso significa obter Ideb 6.

De acordo com esses critérios, estabelecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apenas 3.345 escolas do ensino fundamental teriam a mesma qualidade educacional dos colégios estrangeiros. Desse total, 3.235 são estabelecimentos das séries iniciais e somente 110 dão aulas para os estudantes do 9º ano.
Séries iniciais

Das 3.245 escolas que obtiveram Ideb igual ou maior a 6, 1; 315 são estaduais, 1907 municipais e 13 federais. Há sete instituições com as cinco maiores notas dessa etapa. Entre elas, quatro são do município de Cajuru, em São Paulo. A primeira é a Escola Municipal Aparecida Elias Draibe, que obteve nota 9 (a escala varia de 0 a 10). O crescimento de 2007, quando o Ideb foi conferido pela última vez, para 2009 foi de 1,8 ponto.

Em segundo lugar, duas escolas da cidade dividem o posto: Andre Ruggeri e Bairro Dom Bosco, com 8,8 pontos. A terceira melhor nota é um colégio estadual do município de Eirunepe, no Estado do Amazonas.  A Escola Estadual Dom Bosco melhorou o índice em 5,1 pontos. De acordo com os dados, a justificativa está nas notas da Prova Brasil, que subiram muito em dois anos. Em 2007, os estudantes tiraram 169,15 pontos em matemática e 156,84 em língua portuguesa. Em 2009, o salto superou 100 pontos em cada: 314,03 em matemática e 285,50 em português.

Há 24 colégios dividindo os 10 melhores índices das séries iniciais (17 são municipais e nenhum é federal). Desses, 11 são do estado de São Paulo (seis do município de Cajuru, sendo que todas tiveram Idebs superiores a 8,0). Por Estado, Minas Gerais obtém o melhor desempenho nessa fase. Entre as 24 melhores escolas, oito são mineiras. A melhor delas fica em Coromandel, a Escola Estadual Osório de Morais obteve índice 8,3.
Séries finais
Apenas 110 das 31.781 escolas que oferecem a última série do ensino fundamental avaliadas no Ideb possuem a mesma qualidade de ensino dos países desenvolvidos. Do total, 19 são federais, 47 estaduais e 44 municipais. Com as dez melhores notas, há 22 colégios dos quais praticamente a metade é dirigido pelo governo federal (dez). O Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) obteve o melhor desempenho: 8,0.

Em seguida, aparecem o Colégio Dom Pedro II (7,6) do Rio de Janeiro; o Colégio Estadual Oscar Batista – localizado em Cambuci, Rio de Janeiro – com nota 7,4, e os Colégios Militares de Santa Maria (RS), com nota 7,3, de Salvador (BA) e de Campo Grande (MS), ambos com 7,1. O colégio Oscar Batista também obteve um aumento impressionante de 4,1 pontos no Ideb.

A taxa de aprovação na escola é alta, 98%, mas está estável há pelo menos quatro anos. A grande diferença, à semelhança do que aconteceu com a escola estadual amazonense, está na melhoria das notas da Prova Brasil. Em 2007, elas foram de 213 pontos em matemática e 201,23 em língua portuguesa. Subiram para 351,28 e 307,17.

É curioso observar que São Paulo – Estado que ficou em primeiro lugar nas médias estaduais nessa etapa do ensino – possui apenas três escolas entre as dez melhores notas. Em 8º lugar está a Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão, de São Caetano do Sul; em 9º lugar, a Escola Municipal Wanderith Victal Ferreira Alves, de Jeriquara, e a Escola Municipal Maria Theodora Pedreira de Freitas, localizada em Barueri.
Entre as 110 com qualidade de país desenvolvido, há 28 do Estado, sendo que 11 são estaduais e apenas uma da capital, a Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Cinco são de São José dos Campos.
(Com informações do IG)

jul
05
Posted on 05-07-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 05-07-2010

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

O candidato presidencial liberal Bronislaw Komorowski venceu as presidenciais de domingo na Polônia, de acordo com os resultados de 95 por cento das mesas de voto anunciados pela Comissão Eleitoral Nacional.

Bronislaw Komorowski, aliado do primeiro ministro pró europeu Donald Tusk, recolheu 52,63 por cento dos votos, contra os 47,37 por cento obtidos pelo candidato conservador Jaroslaw Kaczynski, irmão do Presidente polaco que morreu em abril passado num acidente de aviação.

A taxa de participação na segunda volta das presidenciais de domingo ronda os 55,29 por cento, adiantou o presidente da Comissão Eleitoral Nacional, esclarecendo que os resultados definitivos oficiais serão divulgados hoje, ao início da tarde.

jul
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Posted on 05-07-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 05-07-2010


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Em seu artigo desta segunda-feira, na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho analisa o atual sistema jurídico nacional, que, segundo ele está em farrapos, ou quase isso. A lei eleitoral é um dos melhores exemplos das piores leis, do ponto de vista da clareza, assinala Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz. Confira.
(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA

A qualidade das leis

Ivan de Carvalho

Não é novidade para ninguém que lida rotineiramente com o sistema jurídico nacional que esse sistema está em farrapos, ou quase isso.
Há legislação em excesso em vigor, há com inaceitável freqüência normas contraditórias, ou dúbias, ou simplesmente contendo coisas absurdas. Há legislação em desuso que não foi explicitamente revogada e fica atrapalhando os que tentam separar, em cada caso, o que ainda vale e o que não vale mais.

Falta uma coisa que o deputado federal baiano Sérgio Carneiro, do PT, defende desde que iniciou sua carreira parlamentar como deputado estadual – uma sistematização que dê um ordenamento fácil de entender a tudo que está em vigor e exclua formalmente o que não se usa mais, o que não vale. E apague de vez o que foi oficialmente revogado. De quebra, tal sistematização introduziria, claro que com os devidos cuidados, alguma coisa de novo – a modernização de normas em vigor, mas carentes de atualização. Seria uma sistematização com simplificação e atualização. Um ato de respeito à cidadania, pois se o cidadão não pode alegar ignorância da lei, desta deve-se exigir que seja clara e simples.

O deputado tentou isso em nível estadual, uma comissão especial foi criada com o assentimento, mas sem o apoio decidido da direção da Assembléia Legislativa na época, nem o apoio da maioria dos deputados. Essa falta de sustentação decorreu do desinteresse do Poder Executivo. Ainda assim, o trabalho começou a ser feito e, depois que seu idealizador mudou-se para a Câmara dos Deputados, vários presidentes da Assembléia Legislativa prometeram dar seguimento. Aí já havia uma concepção muito mais tímida do que deveria ser feito e, aparentemente, nenhuma vontade de fazer.

Justiça se faça: o tema foi progressivamente relegado ao esquecimento, de tal modo que em nenhum momento, nos seus já três meses e meio na presidência da Assembléia, o deputado Marcelo Nilo foi sequer questionado sobre o assunto pela mídia ou pelos colegas e nenhuma promessa fez a respeito. Se não me falha a memória, o mesmo aconteceu com seu antecessor no cargo, deputado Gaban. E com o antecessor deste, deputado Reinaldo Braga. Resumindo: o assunto morreu e foi sepultado.

Se há complexidade desnecessária na legislação estadual, o sistema jurídico nacional sofre do mesmo mal elevado à enésima potência. E além da falta de uma sistematização, um problema se prolonga, atingindo o presente e projetando-se sobre o futuro. É que o Congresso está cada vez mais produzindo leis mal escritas, que naturalmente vão gerar dúvidas, polêmicas judiciais e exigir decisões, desorientando a sociedade e contribuindo para emperrar o Judiciário, já atingido por males próprios e também pelos que lhe são impostos pelo Legislativo e Executivo (quanto à organização judiciária, ao orçamento e ao número de ações que envolvem o Estado).

A lei eleitoral é um dos melhores exemplos das piores leis, do ponto de vista da clareza. Entre outras centenas de coisas, ela diz que a despesa com propaganda oficial no período da pré-campanha, no ano eleitoral, não pode ultrapassar a “média dos três anos anteriores”. Bem, entre janeiro e junho deste ano, verificou a Folha de S. Paulo, o governo federal dobrou seu gasto com propaganda, em comparação com a média do mesmo período de 2007, 2008 e 2009. Em princípio, terá havido desobediência à lei. Mas a redação desta é dúbia, assinala a reportagem da Folha, “o que permite ao governo dizer que a média citada é a anual, não a semestral. E que vai se adstringir à média anual – afinal, desde o dia 3 está proibido de fazer propaganda pela própria lei eleitoral, ressalvados casos específicos previstos na lei. Parece até que o Congresso escreve mal de propósito.

jul
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Escreve Fontana em comentário postado mais cedo no BP.

“Caro VHS

Esse domingo merece Dick Farney

O blogbar acaba de publicar no Youtube Dick acompanhado do Maestro Simonetti regendo a Orquestra RGE, cantando “A Fonte e o teu Nome” de Luiz Bonfá.

Melhor do que colecionar encantos no Youtube, é vê-los no Bahia em Pauta, fica aqui a sugestão e o pedido”.

Pedido atendido, poeta, e como ficamos contentes em faze-lo! Tim Tim!

BOA NOITE!!!

(VHS)

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