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04

Felipe: gritos de “vacilão” na volta ao Rio

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DEU NO IG

Por orientação da Infraero, os jogadores da seleção brasileira que desembarcaram em São Paulo na manhã deste domingo não passaram pelo saguão do aeroporto de Cumbica e frustraram cerca de 200 pessoas que aguardavam no desembarque do terminal 1.

Pelo menos 11 jogadores, mais o técnico Dunga, estavam no vôo que deixou o Rio de Janeiro e foi até São Paulo. Por causa da neblina, o avião fretado demorou a decolar a capital fluminense. Cumbica só reabriu para pouso e decolagens por volta das 4h15, quando o avião deixou o Rio.

A chegada em São Paulo foi por volta das 5h10, quando curiosos que esperavam parentes ou desembarcaram se juntaram a cerca de 50 torcedores que foram especialmente para ver os jogadores da seleção.

Torcedores e jornalistas esperavam os jogadores das seleção, mas levaram drible no aeroporto.Somente Andrés Sanchez, chefe de delegação, e Luiz Rosan, fisioterapeuta, passaram pelo saguão. Os jogadores ficaram com medo da reação da torcida, que a princípio estava ali para apoiar com bandeiras e cornetas.

“Os jogadores estão tristes. Estávamos lá para sermos campeões. É um momento que eles precisam ter de tranqüilidade”, disse Sanchez.

A negociação com a segurança Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros, e os representantes da CBF sobre por qual portão os jogadores sairiam demorou quase uma hora. A decisão foi que eles deixassem o aeroporto pelo portão 3, próximo ao prédio da Receita Federal, no qual imprensa e torcedores não têm acesso, para evitar tumulto. Um ônibus foi disponibilizado pela CBF para levá-los até São Paulo (o aeroporto fica em Guarulhos, município vizinho à capital paulista).

Dunga ficou no aeroporto porque teria conexão até Porto Alegre, assim como o capitão Lúcio, que seguiria para Brasília, e Grafite, que iria para Recife. Passaram pelo portão 3 Robinho, Elano, Josué, Júlio Baptista, Doni, Maicon, Daniel Alves, Josué e Luisão. O preparador físico Paulo Paixão estaria no mesmo voo que Dunga para Porto Alegre.

Na fila da alfândega, muitos torcedores tiraram fotos com os jogadores e com o técnico Dunga. Segundo jornalistas que estavam no avião, os jogadores foram aplaudidos e não houve constrangimento.

“Mas eles podiam ter passado pela gente, que estávamos aqui para apoiar. Não precisava ter medo”, disse Pedro Ferreira, 24 anos, que saiu de uma festa em Guarulhos para tentar ver os jogadores do Brasil.

“Fizemos um segundo tempo muito abaixo do potencial, mas tudo valeu pela luta”. A afirmação foi feita pelo zagueiro Juan, o primeiro jogador a desembarcar no aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, no Rio, na madrugada deste domingo.

A frase resumia bem os sentimentos divididos de revolta e alegria dos cerca de 30 torcedores que se aglomeraram junto a cinegrafistas, fotógrafos e repórteres em uma saída improvisada, com policiais militares armados até com fuzis – chamados em cima da hora para reforçar a segurança.

Enquanto o zagueiro falava e era ovacionado pelos torcedores, o volante Felipe Melo aproveitou o espaço vago entre dois seguranças e correu em direção ao carro dirigido pelo pai, que avançou o veículo em direção à multidão buzinando.

O coro da torcida, acompanhado por palmas que até então eram de “Guerreiro” ( direcionados ao zagueiro), mudou o tom para um misto de raiva e de repúdio ao volante, aos gritos de “vacilão” e “ vá embora”. O carro, cercado por pessoas que batiam nos vidros fumês, só conseguiu sair com a ajuda de seguranças

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