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03


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Que viva Espanha!

Mas como foi vibrante e guerreiro o Paraguai, hein!!!

Copa que segue.

BOA NOITE!!!

(vhs)

Farinas: quadro se agrava

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O tempo não pára enquanto a bola rola na Copa do Mundo e os olhos do planeta estão voltados para a festa do futebol na África do Sul. Um drama destes dias na Ilha de Cuba, por exemplo, cobra atenção e urgência para que seja evitada uma tragédia ainda maior, além de grave atentado contra os direitos humanos, com o pior dos desfechos para mais um dissidente do regime cubano.

Notícia que acaba de ser postada como manchete no portal europeu TSF revela que o jornalista e psicólogo Guillermo Fariñas, dissidente do regime cubano em greve de fome há mais de quatro meses, corre sério risco de morte devido a um coágulo sanguíneo localizado numa veia do pescoço.

Segundo TSF, numa entrevista de contornos inéditos publicada este sábado no jornal oficial Granma, o médico que tem acompanhado o dissidente confirmou o grave estado de saúde de Farinas, piorado em razão da debilidade causada no organismo pelo longo período sem alimentação devida.

O estado do paciente depende da evolução do coágulo que «pode movimentar-se a qualquer momento, passar para o coração e depois para os pulmões, podendo provocar uma embolia pulmonar que pode matar uma pessoa», disse o médico Armando Caballero, chefe dos serviços de cuidados intensivos do Hospital Arnaldo Milian de Santa Clara, no centro de Cuba.

Fariñas, psicólogo e jornalista de 48 anos, iniciou uma greve de fome em fevereiro passado, após a morte de outro dissidente, Orlando Zapata.

O dissidente pede ao governo que sejam libertados 26 prisioneiros políticos doentes e está internado desde 11 de março no hospital de Santa Clara. A questão dos presos políticos tem sido debatida entre representantes da Igreja Católica em Cuba e o Governo de Raúl Castro, mediação que já levou à libertação do dissidente Darsi Ferrer e à transferência de 12 detidos para prisões mais perto de casa.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal TSF, de Lisboa)

jul
03
Posted on 03-07-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 03-07-2010

Maradona: vestido e humilhado

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DEU NO IG (ÚLTIMO SEGUNDO)

Diego Maradona, técnico da Argentina, não vai desfilar nu pelas ruas de Buenos Aires, como tinha prometido fazer caso a Argentina fosse campeã da Copa do Mundo. Isso graças a Alemanha, que goleou o time comandado pelo mito argentino neste sábado, por 4 a 0, pelas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul.

Com o resultado, a Alemanha vai à semifinal e repete o feito da Copa passada, quando eliminou os argentinos também nas quartas de final, nos pênaltis, após empate por 1 a 1.  Agora, os alemães pegam o vencedor de Espanha x Paraguai, que acontece a partir das 15h30 (horário de Brasília), com acompanhamento em tempo real do iG.

Foi o quarto confronto em fase eliminatória das Copas entre Argentina e Alemanha. E, pela terceira vez em duelos dessa natureza, os alemães levaram a melhor. Antes do confronto de 2006, Argentina e Alemanha se enfrentaram em duas marcantes decisões de título mundial. Em 1986, no México, com o hoje técnico Maradona no auge da forma, a Argentina venceu por 3 a 2. Os alemães deram o troco na final de 1990.

A vitória alemã também marcou o placar mais dilatado em duelos entre as duas potências em Copas. Até então, vitórias de ambos os lados ocorriam apenas por um gol de diferença ou então em decisão por pênaltis.

O sucesso deste sábado também significou a supremacia alemã em jogos disputados em mundiais. Quando entrar em campo em Durban, na quarta-feira, para disputar a vaga na decisão, os alemães completarão 98 partidas em Copas, contra 97 do já eliminado Brasil.

Além disso, o atacante Miroslave Klose segue firme com sua média para superar Ronaldo como maior artilheiro da história das Copas. Com os dois gols marcados neste sábado, ele tem 14, um a menos que o “Fenômeno”, mas o suficiente para deixar para trás Pelé (12) e o francês Just Fontaine (13). Ele também empatou em gols com o lendário atacante alemão Gerd Müller.

jul
03


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As estranhas discrepâncias nos resultados das pesquisas de opinão dos principais institutos especializados do País dão linha, novelo e pano para o artigo deste sábado do jornalista político Ivan de Carvalho, na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz. O “gancho” jornalístico para a análise é a pesquisa do Datafolha, divulgado ontem, cujos números registram um empate técnico entre José Serra (39%) e Dilma Rousseff (38%), os dois principais candidatos à presidência da República. Confira e curta em seguida o jogaço Argentina x Alemanha.

(Vitor Hugo Soares)
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OPINIÃO POLÍTICA

A batalha das pesquisas

Ivan de Carvalho

O feriado baiano do 2 de Julho acabou sendo bastante movimentado no Brasil, o que não significa que haja sido feliz. A dose forte de infelicidade e tristeza veio, naturalmente, com a eliminação de nossa seleção de futebol da Copa do Mundo, em um jogo em que a mãe do juiz oriental deve ter pago pelos muitos pecados que não cometeu. Mas não sou comentarista esportivo. Portanto, deixo a jabulani e suas adjacências para outros mais habilitados.

Fico com o outro fato de impacto, que se restringe a um público menor, pois não inclui pessoas com menos de 16 anos de idade e pode excluir, a depender delas, as que já têm mais de 70 anos. Entre os 16 e os 70 anos ficam os cidadãos e cidadãs que compõem o corpo eleitoral do Brasil e são os responsáveis, em última análise, pelo exercício do regime democrático no país.

O fato de impacto diz respeito a pesquisas eleitorais. Existem no Brasil quatro institutos considerados de maior credibilidade e de maior fama quando se trata desse tipo de sondagem de opinião pública. Pela ordem de fama são o Ibope, o Datafolha, o Vox Populi e o Sensus. Pela ordem de credibilidade no meio político e nos meios midiáticos, são o Datafolha, o Ibope e o Vox Populi no mesmo patamar, e finalmente o Instituto Sensus. (Não estou incluindo institutos menores e menos conhecidos, mas importantes, nessa avaliação) A credibilidade maior atribuída ao Datafolha não é propriamente técnica, mas devida ao fato de que não aceita trabalhar para partidos, para campanhas de políticos nem para governos interessados em conhecer situações eleitorais.

Mas o que me levou a essas classificações, que, evidentemente, podem ser contestadas ou rejeitadas legitimamente por qualquer cidadão? Bem, é que muito recentemente o Ibope indicou, em sua última pesquisa eleitoral, uma, digamos, espetacular virada, invertendo as duas primeiras posições em suas pesquisas – o tucano (oposicionista) José Serra, que estava sempre na frente, passou para segundo lugar com 35 por cento das intenções de voto e a petista (governista) Dilma Rousseff atingiu pela primeira vez no Ibope a liderança, com 40 por cento. Aí vem o Vox Populi e confirma o Ibope com absoluta precisão – Dilma, 40 e Serra, 35.

E então vem o Datafolha e faz de conta que não leu nem ouviu os resultados obtidos pelo Ibope e Vox Populi. Com todos os candidatos a presidente já oficializados pelas convenções, o Datafolha sai à coleta de dados e encontra os seguintes resultados: O oposicionista José Serra lidera com 39 por cento das intenções de voto, a governista Dilma Rousseff pisa nos calcanhares dele, com 38 por cento (o que é chamado de “empate técnico”, mas é bem diferente dos cinco pontos de vantagem que ela ganhou do Ibope e do Vox Populi). Marina Silva, do PV, ultrapassa no Datafolha a barreira dos oito e nove pontos e atinge os dez por cento das intenções de voto.

Apesar disso, quando o eleitor é questionado sobre a expectativa de vitória, 43 por cento acham que Dilma vencerá e 33 por cento acreditam na vitória de Serra. Seria capaz de apostar que essa impressão dos entrevistados decorre de resultados das pesquisas Ibope, Vox Populi e, um pouco mais atrás, do Sensus. As pesquisas eleitorais são um fator de imensa importância na definição das eleições no Brasil há muito tempo, apesar de alguns episódios surpreendentes, como na eleição do governador Jaques Wagner em 2006.

jul
03
Posted on 03-07-2010
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 03-07-2010

Indio da Costa: um fato na sucessão

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ARTIGO DA SEMANA

SUA EXCELÊNCIA, O FATO

Vitor Hugo Soares

O deputado federal Indio da Costa, DEM do Rio de Janeiro, merece mais atenção e respeito, queiram ou não os descontentes, surpreendidos ou maledicentes com inveja ou insegurança mal disfarçadas, desde a ascensão do inesperado ao centro do palco sucessório nacional na convenção da última terça-feira, em Brasília.

O jovem parlamentar carioca – “ele será meu primeiro e principal interlocutor a partir de agora”, anunciou o candidato a presidente José Serra, ao saudar o desembarque, na undécima hora, do ocupante mais aguardado na chapa – , 39 anos, não é só o personagem político da semana, mas se constitui, sem dúvida, naquilo que o estadista francês Charles de Gaulle costumava chamar de “Sua Excelência, o fato”.

E com o fato não se brinca. Portanto, é bom olhar com mais cuidado e menos desprezo e arrogância para o jovem parlamentar carioca, guindado no meio do caos à tão honrosa, destacada e estratégica posição que os vices passaram a ter no jogo brasileiro do poder.

Há ainda a considerar, no jogo brasileiro de futebol, o doloroso e marcante exemplo de ontem da seleção vencedora treinada por Dunga. Jogou bem na primeira etapa mas no segundo tempo voltou ao gramado fazendo pouco do adversário. Desprezou um fato crucial, como lembrou o ex-craque de futebol e comentarista da Rede Globo ao analisar o desastre: “Esqueceram que, do outro lado, jogava o grande time da Holanda”. Lição para muita gente não esquecer tão cedo!

É tarde demais, porém, no caso futebolístico. Adeus, África do Sul. Agora é sonhar com 2014 no Brasil, que os sonhos nunca morrem. E, enquanto isso, escolher outra seleção para torcer na Copa:  A Argentina de Maradona?; o Uruguai, do botafoguense louco Abreu?; o surpreendente Paraguai?; no caso dos baianos, quem sabe torcer pelos africanos de Gana seria um bom consolo?

São sugestões que podem servir até para o presidente Lula, homem de política e de futebol, ir pensando enquanto arruma a mala para sua anunciada nova viagem ao continente africano. Ou o périplo será cancelado, como ocorreu com a anunciada nova visita à Bahia para os festejos do 2 de Julho, a data magna festejada, ontem, debaixo de chuva e choro  no Estado?

Enquanto isso, voltemos ao fato inicial destas linhas: Indio da Costa, o homem – surpresa do time de Serra parece merecedor de consideração especial. Não só de seus pares da política e de seus aliados ou adversários de campanha, mas principalmente de quem profissionalmente trabalha na imprensa e faz jornalismo de verdade, em cujo altar, sempre se apregoou, o fato é o elemento essencial e o mais sagrado.

No meio do burburinho e do bate-cabeça que se formaram em várias áreas de governo, de oposição, mas principalmente de mídia e de seus analistas de política, uma coisa parece certa. Se vivas estivessem, duas figuras que entendiam como poucos de disputas eleitorais e da relevância da comunicação nesses processos – não tenho certeza se entendiam tanto de futebol – estariam mais que contentes e dando risadas irônicas com tudo isso: o carioca Carlos Lacerda e o baiano Antonio Carlos Magalhães, ambos filhos legítimos da antiga União Democrática Nacional, a UDN velha de guerra.

Entre espíritas ou não, na Bahia e no Rio, há quem jure de pés juntos, que as sombras dos dois estiveram presentes o tempo inteiro, guiando invisíveis seus mais fiéis herdeiros políticos, na convenção em Brasília, da qual resultou a subida de Indio, conduzida pelo braço aparente do ex-prefeito do Rio Cesar Maia, para o cenário principal da sucessão presidencial. As imagens de felicidade do deputado ACM Neto, colhidas na convenção nacional do DEM, sintetizam o resto da história.

Na mesma linha do citado pensamento inicial de De Gaulle, um mestre timoneiro da política brasileira, deputado Ulysses Guimarães, do velho MDB de guerra, acrescenta em uma de suas famosas e memoráveis frases, selecionadas por Dona Mora para o livro “Rompendo o cerco”: “A política é o fato. A teoria social veste o fato social.  Sem isso é devaneio ou ficção científica”.

Rara percepção de estadista, tão em falta na política rastaquera destes dias. Raríssima reflexão também, infelizmente, entre os que pensam e fazem jornalismo nestes dias sinuosos, e marcados por interesses pouco transparentes e rancores mal curados. Alguns, diante da escolha que nenhum deles previra ou antecipara nem em sonhos, chutaram o fato para escanteio e optaram pelas versões mal apuradas e os fuxicos típicos das chamadas “revistas de fofocas”, sobre namoros passados e presentes do parlamentar.

No primeiro momento poucos na política, mas principalmente no jornalismo, tiveram a preocupação e o cuidado de levantar a biografia do vice de Serra. Quem o fez, porém, logo percebeu: o deputado Indio da Costa tem uma história boa, se comparado com a média de nossos políticos atuais. É advogado graduado pela respeitável Universidade Cândido Mendes e pós-graduado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Vem precedido de três mandatos populares conquistados na Câmara de Vereadores do Rio. Além disso, tem experiência administrativa como secretário municipal do prefeito e padrinho Cesar Maia, e uma atuação na Câmara dos Deputados, que começou a despertar olhares de interesse na Casa principalmente quando ocupou com sucesso a relatoria do projeto Ficha Limpa, que tenta impedir a candidatura de corruptos e malversadores do dinheiro público.

E se o assunto é simpatia, a que alguns pensam reduzir a campanha para a sucessão presidencial, então sai de baixo, que o paulista Michel Temer (PMDB) não dá nem para a saída com o colega carioca Indio da Costa, que o DEM  incorporou à chapa de Serra, que empata com a petista Dilma no quesito. OK, e daí , perguntarão os renitentes da objetividade? Bem, isso só poderá ser respondido quando parar o choro, as mágoas e o tiroteio de acusações de todo lado com a perda da Copa da África.
A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail :
vitor_soares1@terra.com.br

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