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Postado em 30-06-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 30-06-2010 10:37

O governo português vetou,  nesta quarta-feira, a venda da Vivo brasileira à Telefônica espanhola, contrariando o sentido de voto da maioria do capital presente na assembleia-geral de hoje.  A informação é do portal TSF, de Lisboa em uma de suas manchetes principais.

O representante da posição estatal na Portugal Telecom (PT), anunciou na assembleia-geral que votaria contra a venda da Vivo à Telefônica utilizando a “golden share”.

Esta decisão fez com que o presidente da mesa da assembleia-geral da PT desse como terminados os trabalhos, após ter aceito o voto do Estado que inviabiliza, para já, o negócio.

Esta foi a primeira vez que o Estado usou as 500 ações de classe A, que lhe permitem vetar decisões estratégicas para a empresa, depois de a maioria dos acionistas ter aceito a proposta espanhola.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da PT, Jorge Félix, 700 milhões em  ações votaram a favor do negócio,  500 milhões abstiveram-se, enquanto 200 milhões votaram contra.

Em termos percentuais a venda da posição da PT na Vivo teria sido aprovada por 74 por cento do capital representado nesta assembleia-geral, contudo, o Estado decidiu que a operadora móvel brasileira  deveria se manter em mãos portuguesas.

A opção do Estado não tem a aprovação do presidente do Conselho de Administração da PT, dado que Henrique Granadeiro sempre defendeu que, juridicamente, nunca deveria existir o recurso à “golden share”.

No dia 8 de Julho, o Tribunal Europeu vai decidir sobre uma queixa da Comissão Europeia contra o Estado português por causa da “golden share” na PT.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 30 junho, 2010 at 10:58 #

Caro VHS

Como ironia cabe ressalatar que a Portugal Telecom (PT), tentou agir como um certo PT na arte de confundir.

Aqui trecjo da metéria do El País de hoje:

“Telefónica no podía votar

La batalla ha tenido diferentes escaramuzas en los últimos días. Telefónica vendió un 8% de Portugal Telecom para tratar de que los inversores compradores pudiesen votar en la junta. Pero el supervisor portugués consideró que no se trataba de una venta efectiva, sino de un aparcamiento, de modo que los derechos políticos de esas acciones seguían siendo imputables a Telefónica y, de acuerdo con la ley portuguesa, podían ser excluidos de la votación de la oferta sobre Vivo. Así ha sido parcialmente. El presidente de la junta de accionistas, António Menezes, ha impedido a Telefónica votar con su 2,02% y a los inversores Mediobanca y Société Générale con cerca de otro 4% que le compraron a la española, en ambos casos por conflicto de intereses.

Menezes se ha amparado en el artículo 384 del Código de Sociedades Comerciales, que señala que “un accionista no podrá votar, ni por sí ni por representante, ni en representación de otro (…) cuando la decisión incida en cualquier relación, establecida o por establecer, entre la empresa y el accionista diferente al contrato de sociedad”. La asistencia a la junta ha sido del 68% del capital, pero al no votar casi un 6%, pasó al 62%, con la que la mayoría requerida era del 31%. En principio, el inversor que compró el grueso de la participación a Telefónica, el fondo de alto riesgo TPG-Axon, sí que ha podido votar, aunque no ha quedado claro por qué razón se ha excluido a una parte de los compradores y no a la otra.

Ante el temor a que su oferta fuera rechazada, Telefónica envió por fax a las 22.59 horas de la noche del martes su propuesta “final y definitiva”, algo que también había dicho que eran las dos primeras ofertas. El consejo de Portugal Telecom ha preferido no adoptar postura alguna sobre esta nueva oferta y ha dejado que sean los accionistas los que decidan.

La oferta de Telefónica daba a Portugal Telecom dos opciones. Elegir entre vender toda su participación de golpe y cobrar en metálico y al contado los 7.150 millones o vender ahora un tercio de su participación y el resto durante un plazo de tres años al ritmo que considere conveniente. Para la parte aplazada, Telefónica garantiza una rentabilidad del 5% vía dividendos de Vivo u otra forma de remuneración.”

O link da matéria:

http://www.elpais.com/articulo/economia/Estado/portugues/veta/venta/Vivo/Telefonica/elpepueco/20100630elpepueco_11/Tes


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