jun
20


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VALEU, BRASIL!!!
E BOLA PRA FRENTE QUE ATRÁS VEM GENTE

(vhs)

Luis Fabiano usa o braço no gol de placa

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Luis Fabiano, o fabuloso atacante da seleção brasileira , desencantou na hora certa. Neste domingo, ele quebrou um jejum de seis jogos sem marcar pelo Brasil, e comandou o time na vitória por 3 a 1 sobre a Costa do Marfim, no Soccer City, em Johannesburgo (AFS), jogo que classificou o time para as oitavas de final da Copa do Mundo, qualquer que seja o resultado contra Portugal  no último jogo da primeira fase em sua chave.

E o camisa 9 da Seleção desencantou em grande estilo. No primeiro tempo, fez um belo gol, chutando com força, após passe de Kaká. O segundo tento foi ainda mais bonito: ágil como um leão, deu dois chapéus – dominando uma das vezes com o braço, é verdade -, antes de finalizar para a rede do goleiro Barry. Depois do lance do segundo gol, Luis Fabiano mostrou que tem moral: em conversa com o árbitro Stephane Lannoy, fez gestos dizendo que a bola tinha batido em seu peito. Aos risos, o francês concordou com a cabeça.

O terceiro gol brasileiro também foi bonito. Em boa jogada de Kaká, Elano se antecipou a zaga marfinense e só tocou para as redes. Com o tento deste domingo, o camisa 7 também chegou a dois e empatou com Luis Fabiano e Forlán, na vice-artilharia da Copa do Mundo. A nota triste é que o meia brasileiro recebeu uma forte pancada de Tiotê e teve de deixar o campo.
Sem surpresas, o Brasil entrou em campo com Gilberto Silva, que durante a semana sentiu dores no tornozelo. O time sofreu no começou devagar, como contra a Coreia do Norte, na estreia. Defensiva, a Costa do Marfim esperava a Seleção, sonhando com um contra-ataque.
Apesar de ainda estar claramente longe de seu melhor momento, Kaká conseguiu espaços e brilhou. Aos 25 minutos, o camisa 10 fez bela jogada no meio de campo e tocou para Luis Fabiano, que recebeu sozinho e só soltou a bomba na saída de Barry. Muita festa para o Leão brasileiro, que não marcava há seis jogos.

No segundo tempo, só deu Brasil! Logo aos cinco minutos, Luis Fabiano brilhou de novo. Recebeu a bola na entrada da área, chapelou dois adversários e fez a festa para a Seleção. Aos 17, Elano fechou o placar após belo passe de Kaká. Em grande desvantagem, a Costa do Marfim começou a bater. Tiotê pegou Elano e o tirou de campo. Depois foi a vez de Keita entrar com força em Maicon. Sobrou tensão! Nervoso, sobrou para Kaká, que acabou expulso.

A Costa do Marfim ainda diminuiu aos 34 minutos. Em nova falha de marcação, Drogba entrou sozinho pelo meio da zaga brasileira e cabeceou sem problemas para o gol de Julio Cesar.

Depois de decepcionar na estreia, o Brasil conseguiu apresentar um futebol de qualidade. E contra um adversário de respeito. Se não é uma das favoritas ao título, a Costa do Marfim é, talvez, a melhor equipe da África e esperança do continente para brilhar na Copa.
Agora a Seleção Brasileira entrará em campo para garantir o primeiro lugar do Grupo G. O último adversário desta primeira fase é Portugal, que nesta segunda-feira enfrentará a Coreia do Norte. O duelo entre Brasil e os portugueses está marcado para a próxima sexta, às 11h, em Durban.
(Informações do IG)

jun
20

DEU NO JORNAL PÚBLICO, DE LISBOA

O presidente da Portugal Telecom (PT) afirmou que “a Vivo não está à venda” e que a proposta de compra, de 6,5 mil milhões de euros, a ser votada pelos acionistas, é um “valor baixo”. Em entrevista publicada na edição de hoje do jornal espanhol “El País”, Zeinal Bava disse que, perante a “magnitude da oferta e importância da decisão”, foi convocada uma assembléia-geral e dada a palavra aos investidores, sendo a decisão tomada por maioria.

“Sempre dissemos que a Vivo não está à venda e, portanto, não temos qualquer obrigação de definir um preço para a Vivo”, defendeu o responsável, quando questionado acerca de qual seria o valor da empresa para a PT. Se os investidores decidirem vender, “o conselho de administração da PT terá de analisar a questão”, referiu.

“Desde o passado 6 de Maio, a Telefónica e a PT [protagonizam] uma tremenda guerra financeira e psicológica pela Vivo”, pode ler-se no “El País”. O presidente da operadora portuguesa está a percorrer várias cidades para “convencer os accionistas que o futuro da PT passa por resistir à oferta” da Telefónica, diz o jornal, acrescentando que “Zeinal Bava quer situar a PT entre as melhores do mundo” e para isso precisa da fonte de receitas da Vivo, além de “o futuro chamar-se Brasil”. “O problema é que César Alierta [presidente da Telefónica] pensa o mesmo”, refere ainda.

Depois de mais de 10 anos juntos no sector das telecomunicações, a aliança entre a operadora portuguesa e espanhola “apresenta fendas profundas”, considera o “El País”.

Sobre a possibilidade de dissolver a Brasilcel, “holding” partilhada em 50 por cento pelas duas operadoras, e bloquear o pagamento de dividendos, Zeinal Bava respondeu que “as ameaças da Telefónica não têm qualquer fundamento”. Para o presidente da PT, neste caso com a Telefónica, “o mais importante é apresentar os argumentos e deixar que o mercado tome a melhor decisão. E a seguir trabalhar para criar valor”.

O responsável referiu ainda que, se for mantida a postura, como até agora, de ter agendas distintas, “não há qualquer razão para que Vivo não continue a ter muito êxito”.

A PT convocou uma assembleia-geral de accionistas para o dia 30 de Junho, para decidir sobre a proposta da Telefónica de compra da sua participação na brasileira Vivo.

A operadora portuguesa e a Telefónica detêm em 50 por cento cada uma a “holding” Brasilcel, que controla 60 por cento da operadora móvel brasileira Vivo.


Para começar o domingo musical no BP a composição famosa de Luis Alberto Paraná, o melhor da música paraguaia, na interpretação única do mexicano Javier Solis, uma das melhores vozes das Américas.
BOLA PRA FRENTE, PARAGUAI!!!

(VHS)

jun
20
Posted on 20-06-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 20-06-2010

Em jogo fundamental para encaminhar os classificados no Grupo F, Paraguai mostrou um futebol ofensivo e convincente, encaminhando sua passagem às oitavas com uma vitória de 2 a 0 sobre a Eslováquia. O duelo foi realizado no Free Stade Stadium, em Bloemfontein.

Com quatro pontos em dois jogos, Paraguai encerrará sua participação na primeira fase da Copa enfrentando a frágil Nova Zelândia, o que lhe permite vislumbrar sete pontos e até a primeira posição da chave. Com apenas um ponto, a Eslováquia precisará de um grande resultado contra a Itália, na última partida, para projetar uma classificação que até aqui parece ser improvável.

A vitória sobre os eslovacos foi construída de forma muito convincente pelos paraguaios, que controlaram as ações durante os 90 minutos, tiveram momentos de jogo muito ofensivo e venceram com gols dos meias Vera e Riveros. (IG)

Mais informações no IG:
www.ig.com.br

jun
20
Posted on 20-06-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 20-06-2010

No e-mail do editor chega a mensagem do cineasta Tuna Espinheira, documentarista baiano premiado e diretor do longa “Cascalho”, com elenco encabeçado pelo fabuloso Othon Bastos, outro orgulho da terrinha.

“Gente,
Ao mestre com carinho…
Tuna”

E, em seguida, a introdução do discurso do escritor José Saramago, perante a Real Academia Sueca, na solenidade de entrega do Prêmio Nobel de Literatura, na hitórica segunda-feira, 7 de dezembro de 1998.

Bahia em Pauta, neste domingo de despedida do mestre Saramago, cujo corpo será cremado em Lisboa, compartilha o presente do texto magnífico com os seus leitores. Confira.
(Vitor Hugo Soares)
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Velório de Saramago em Lisboa

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De como a personagem foi mestre e o autor seu aprendiz

Por JOSÉ SARAMAGO

 

O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever. Às quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de cuja fertilidad e se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia. Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo.
Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro. No Inverno, quando o frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animaizinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte certa.
Ainda que fossem gente de bom carácter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem, para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável. Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de ferro que accionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho, panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria de servir para a cama do gado. E algumas vezes, em noites quentes de Verão, depois da ceia, meu avô me disse: “José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figueira”. Havia outras duas figueiras, mas aquela, certamente por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre, era, para toda as pessoas da casa, a figueira. Mais ou menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos anos depois viria a conhecer e a saber o que significava… No meio da paz nocturna, entre os ramos altos da árvore, uma estrela aparecia-me, e depois, lentamente, escondia-se por trás de uma folha, e, olhando eu noutra direcção, tal como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo, surgia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de Santiago, como ainda lhe chamávamos na aldeia. Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com as histórias e os casos que o meu avô ia contando: lendas, aparições, assombros, episódios singulares, mortes antigas, zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados, um incansável rumor de memórias que me mantinha desperto, ao mesmo tempo que suavemente me acalentava. Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de que eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para não deixar em meio a resposta à pergunta que invariavelmente lhe fazia nas pausas mais demoradas que ele calculadamente metia no relato: “E depois?”. Talvez repetisse as histórias para si próprio, quer fosse para não as esquecer, quer fosse para as enriquecer com peripécias novas.
Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem será preciso dizer que eu imaginava que o meu avô Jerónimo era senhor de toda a ciência do mundo. Quando, à primeira luz da manhã, o canto dos pássaros me despertava, ele já não estava ali, tinha saído para o campo com os seus animais, deixando-me a dormir. Então levantava-me, dobrava a manta e, descalço (na aldeia andei sempre descalço até aos 14 anos), ainda com palhas agarradas ao cabelo, passava da arte cultivada do quintal para a outra onde se encontravam as pocilgas, ao lado da casa. Minha avó, já a pé antes do meu avô, punha-me na frente uma grande tigela de café com pedaços de pão e perguntava-me se tinha dormido bem. Se eu lhe contava algum mau sonho nascido das histórias do avô, ela sempre me tranqüilizava: “Não faças caso, em sonhos não há firmeza”. Pensava então que a minha avó, embora fosse também uma mulher muito sábia, não alcançava as alturas do meu avô, esse que, deitado debaixo da figueira, tendo ao lado o neto José, era capaz de pôr o universo em movimento apenas com duas palavras. Foi só muitos anos depois, quando o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos. Outra coisa não poderia significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: “O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer”. Não disse medo de morrer, disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada. Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com porcos como se fossem os seus próprias filhos, gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver.
Muitos anos depois, escrevendo pela primeira vez sobre este meu avô Jerónimo e esta minha avó Josefa (faltou-me dizer que ela tinha sido, não dizer de quantos a conheceram quando rapariga, de uma formosura invulgar), tive consciência de que estava a transformar as pessoas comuns que eles haviam sido em personagens literárias e que essa era, provavelmente, a maneira de não os esquecer, desenhando e tornando a desenhar os seus rostos com o lápis sempre cambiante da recordação, colorindo e iluminando a monotonia de um quotidiano baço e sem horizontes, como quem vai recriando, por cima do instável mapa da memória, a irrealidade sobrenatural do país em que decidiu passar a viver. A mesma atitude de espírito que, depois de haver evocado a fascinante e enigmática figura de um certo bisavô berbere, me levaria a descrever mais ou menos nestes termos um velho retrato (hoje já com quase oitenta anos) onde os meus pais aparecem: “Estão os dois de pé, belos e jovens, de frente para o fotógrafo, mostrando no rosto uma expressão de solene gravidade que é talvez temor diante da câmara, no instante em que a objectiva vai fixar, de um e de outro, a imagem que nunca mais tornarão a ter, porque o dia seguinte será implacavelmente outro dia… Minha mãe apoia o cotovelo direito numa alta coluna e segura na mão esquerda, caída ao longo do corpo, uma flor. Meu pai passa o braço por trás das costas de minha mãe e a sua mão calosa aparece sobre o ombro dela como uma asa. Ambos pisam acanhados um tapete de ramagens. A tela que serve de fundo postiço ao retrato mostra umas difusas e incongruentes arquiteturas neoclássicas”. E terminava: “Um dia tinha de chegar em que contaria estas coisas. Nada disto tem importância, a não ser para mim. Um avô berbere, vindo do Norte de África, um outro avô pastor de porcos, uma avó maravilhosamente bela, uns pais graves e formosos, uma flor num retrato – que outra genealogia pode importar-me? a que melhor árvore me encontraria?”

José Saramago

Deu no IG

Mais uma vez, as autoridades sul-africanas estão preocupadas com possíveis ataques terroristas durante a Copa do Mundo de 2010. Neste domingo, foi a vez de o Estádio Green Point, na Cidade do Cabo, virar alvo de uma ameaça de bomba.
O explosivo teria sido colocado na sala de imprensa. Portanto, os jornalistas foram impedidos de entrar no local para efetuar os trabalhos relativos ao Mundial.
Uma equipe especializada realiza uma inspeção no Green Point e faz uma varredura pelas dependências. O estádio será utilizado no jogo entre Portugal e Coreia do Norte, pelo Grupo G da Copa do Mundo.
A cidade de Rustemburgo já havia sofrido uma grande ação policial no final de semana passado. No jogo entre Inglaterra e Estados Unidos, as autoridades viam um grande risco de um ataque terrorista.

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