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BOA NOITE!!!

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DEU NO PORTAL TSF (PORTUGAL)

José Saramago «contribuiu de maneira decisiva para valorizar a língua portuguesa» e Portugal perdeu um «filho ilustre», escreve o presidente do Brasil, numa nota de pesar enviada à comunicação social.
No texto, Lula da Silva lembra que Saramago, tendo origem humilde, tornou-se «autodidacta e projetou-se como um dos maiores nomes da literatura mundial», conquistando o Prêmio Camões, «distinção máxima conferida a escritores de língua portuguesa», e o Prêmio Nobel de Literatura.

«Intelectual respeitado em todo o mundo, Saramago nunca esqueceu as suas origens, tornando-se militante das causas sociais e da liberdade por toda a vida» e «nós, da comunidade lusófona, temos muito orgulho do que o seu talento fez pelo engrandecimento do nosso idioma», acrescenta o chefe de Estado brasileiro.

«Neste momento de dor, quero me solidarizar, em nome dos brasileiros, com toda a nação portuguesa pela perda de seu filho ilustre», conclui a nota de pesar.

O escritor José Saramago morreu esta sexta-feira, pelas 12:30, na sua casa em Lanzarote, Espanha, aos 87 anos.

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Posted on 18-06-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 18-06-2010

De acordo com a Lusa, que acompanhou a evolução do

Top 10 das postagens ( “trending topics” ) do Twitter, a morte do escritor “José Saramago” liderou, na tarde desta sexta-feira, os temas mais escritos, com mais de 50 “tweets” por minuto e 507 novos “tweets” em 10 minutos.

Para elogiar, citar, homenagear ou mesmo criticar, falou-se, majoritariamente, em português, espanhol, brasileiro e inglês. A informação eatá na edição on line do jornal PÚblico, de Lisboa.

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Marina: resistência à dicotomia

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O jornalista político Ivan de Carvalho em seu artigo desta sexta-feira, na Tribuna da Bahia, analisa a estratégia eleitoral governista de transformar a eleição presidencial deste ano em plebiscito, que corre o risco de desmoronar apesar da cabeça cortada do deputado socialista Ciro Gomes. Mas a verde Marina Silva resiste, para preocupação cada vez maior da coligação governista. Essa dicotomia eleitoral desejada pelo governo seria prejudicada com quaisquer outras candidaturas expressivas que surgissem, assinala Ivan no artigo, que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS
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OPINIÃO POLÍTICA

Estratégia e prática

Ivan de Carvalho

No âmbito federal, o planejamento estratégico da candidatura Dilma Rousseff, feito pelo presidente Lula e o comando do PT, era a de conseguir um cenário de eleição plebiscitária, com duas candidaturas expressivas apenas: a governista, representada pela petista Dilma Rousseff, e a oposicionista, do tucano paulista José Serra (já que este não queria abrir mão para o tucano mineiro Aécio Neves).

Essa dicotomia eleitoral desejada pelo governo seria prejudicada com quaisquer outras candidaturas expressivas que surgissem. Claro que aqui não estou falando do PSOL com Plínio de Arruda Sampaio (um nome reipeitável, mas sem respaldo). PSTU e assemelhados contam ainda menos.

Mas a dicotomia estava sendo quebrada por Ciro Gomes, do PSB e o presidente Lula moveu-se para sufocar tal ameaça à sua estratégia, mesmo que junto sufocasse também o amigo fiel. E o fez de uma maneira cruel, evitando bater de frente, atacando como uma serpente, pelos calcanhares – Lula convenceu o partido de Ciro a não lançar Ciro e a apoiar Dilma.

Para conseguir isto, fez o PT apoiar a reeleição do socialista Eduardo Campos, presidente do PSB, a governador de Pernambuco. Campos, todo feliz, retribuiu o favor cortando a cabeça, perdão, a candidatura de Ciro. O presidente Lula foi tão sofisticado na degola indireta que acabou conseguindo, numa troca de apoio, atrair até o irmão de Ciro, Cid Gomes, governador do Ceará. Ainda não se sabe o que Ciro está achando disto, mas o senador tucano pelo Ceará, Tasso Jereissati, já rompeu sua aliança com Cid Gomes, mesmo sabendo que isso torna difícil sua reeleição para o Senado.

O que não estava previsto na estratégia de Lula, no início, era a candidatura da ex-ministra petista Marina Silva a presidente, quanto já ex-ministra e pelo PV. E a esta altura, Marina é o único fator capaz de quebrar a dicotomia da campanha e da eleição de 3 de outubro, pois a de 31 de outubro (segundo turno, se houver) será necessariamente dicotômica. Mas diferente.

Marina também é a principal razão para que se espere uma eleição em dois turnos, o que será – independente de quem tenha mais votos no primeiro e vença no segundo – melhor para o país e sua educação democrática, bem como para seu futuro político imediato, do que uma decisão final em 3 de outubro, dispensado o segundo turno.

Bem, e na Bahia? Aqui, o segundo turno é muito mais provável que uma decisão final em 3 de outubro. Há, por enquanto, como ocorre na área federal, três candidaturas com expressão política. As de Jaques Wagner, Paulo Souto e Geddel Vieira Lima, no momento em terceiro lugar nas pesquisas. Há quase que um consenso nos meios políticos baianos de que Geddel deverá crescer mais (para governador) do que Marina Silva (para presidente). Ele ficará muito mais perto do eleitorado baiano do que Marina do eleitorado brasileiro. Tem tempo equivalente (não igual) ao de Wagner e Souto na propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão e uma estrutura político-partidária importante.

Isto já induz ao raciocínio de que haverá segundo turno na Bahia. E há ainda algo a acrescentar – o candidato do PV a governador, deputado Luiz Bassuma, numa chapa que inclui o deputado Edson Duarte como candidato a senador. Eles darão palanque a Marina na Bahia. E, com a campanha, apesar do pouco tempo de que dispõe para propaganda eleitoral no rádio e TV, Bassuma pode chegar aí a uns sete, oito por cento. Isto seria garantia absoluta de segundo turno.

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Saramago: morte em casa/PÚBLICO

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O escritor português e Prémio Nobel da Literatura em 1998, José Saramago, morreu nesta sexta-feira, 18, aos 87 anos, na localidade espanhola de Lanzarote, onde morava ultimamente.

O escritor português, autor de “Memorial do Convento”, “Ensaio sobre a Cegueira” e Evangelho segundo Jesus Cristo”, entre outros livros notáveis, estava doente mas em estado “estacionário”, segundo seus médicos , familiares e amigos. A situação, no entanto, agravou-se nos últimos dias, segundo explicou ao jornal português PÚBLICO o seu editor, Zeferino Coelho.

Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, a 16 de Novembro de 1922, e apesar da mudança com a família para Lisboa, com apenas dois anos, o local de nascimento seria uma marca constante ao longo da sua vida, como referiria em 1998, aos 76 anos, no discurso perante a Academia Sueca pela atribuição do Nobel da Literatura.

Em 1939 termina o estudos de Serralharia Mecânica e emprega-se nas oficinas do Hospital Civil de Lisboa. A paixão pela literatura é alimentada de forma autodidacta, nas noites passadas nas Bibliotecas do Palácio das Galveias.

A primeira obra publicada, “Terras do Pecado”, surge em 1947. O título original, “Viúva”, foi alterado por imposição do editor da Minerva, que o considerava pouco comercial, e essa é uma das razões pela qual Saramago resistia a incluí-lo na sua bibliografia.

(Informações do jornal PÚBLICO, de Lisboa)

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