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Postado em 15-06-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 15-06-2010 21:51

DEU NO TERRA MAGAZINE

Dayanne Sousa

O reajuste de 7,7% aos aposentados sancionado hoje pelo presidente Lula não trará impacto nas contas públicas, afirma o ex-presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), Carlos Lessa. “É quase nada”, minimiza. Apesar do ministro da Fazenda Guido Mantega declarar que serão necessários cortes nos gastos públicos para compensar o aumento, Lessa nega.
– O Mantega está atrapalhado porque administra uma meta de superávit . O Banco Central eleva os juros sem que o Mantega possa fazer nada, então resta pra ele cortar gastos.
Segundo o ministro Guido Mantega, o reajuste representa um impacto de R$ 1,6 bilhão nas contas. Lessa considera o valor como pouco representativo. “Só na conservação de estradas foram investidos cerca de R$ 5 bilhões”, argumenta.
Lessa assumiu a presidência do BNDES em 2003 a convite do presidente Lula. Deixou o cargo no mesmo ano após uma série de críticas à política de aumento dos juros adotada pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Eleições
Quando a medida foi votada no Congresso, os parlamentares se dividiram sob acusações de que o reajuste – acima dos 6,14% sugeridos inicialmente pelo Executivo- era eleitoreiro. O líder do governo na Câmara chegou a dizer que deputados da oposição estivessem forçando um aumento excessivo para que o presidente Lula tivesse de vetá-lo e, com isso, haveria um desgaste do presidente. Mesmo afirmando que não se deixaria levar por “qualquer extravagância”, Lula terminou sancionando o reajuste.
Apesar de defender a sanção, Carlos Lessa concorda que a medida trará benefício eleitoral.
– Isso vai aumentar o poder de compra , o que tem efeito espetacular num ano de eleição. É um benefício pequenininho, no fundo é uma decisão política. Mas para quem já está no fio da navalha, é um refresco. Cria um clima favorável no supermercado.
O especialista aproveita para reforçar as críticas ao aumento dos juros. Ele nega que haja um superaquecimento da economia, argumento do Banco Central para justificar a alta nas taxas. Lessa diz que há apenas uma recuperação da crise internacional, mas acredita que só a redução dos juros pode promover crescimento sustentado.

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