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Postado em 10-06-2010
Arquivado em (Artigos, Eventuais) por vitor em 10-06-2010 11:40

Marina: equipe de peso

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DEU NO TERRA – ELEIÇÕES 2010

Bruna Carolina Carvalho
Marsílea Gombata

Diferentemente dos rivais Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), a pré-candidata à presidência da República Marina Silva (PV), que formaliza sua candidatura nesta quinta-feira (10) durante convenção do partido em Brasília, não conta em sua equipe de campanha com pesos pesados políticos de trajetória construída nas máquinas de governo federal, estaduais ou municipais.

Enquanto a petista tem no time de campanha o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o ex-secretário municipal paulistano Valdemir Garreta, ligado à ex-prefeita Marta Suplicy, e o tucano tem ao seu lado o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, parlamentares e ex-governadores como o baiano Jutahy Magalhães e o cearense Tasso Jereissati, e o ex-secretário de Subprefeituras de São Paulo Andrea Matarazzo, Marina atrai um perfil diferente de colaborador. A candidata verde ganha o apoio de acadêmicos e especialistas em políticas públicas que ajudam a elaborar sua estratégia de campanha e plano de governo.

É o caso do teólogo e escritor Leonardo Boff; dos economistas Eduardo Giannetti e Ricardo Paes de Barros, este último do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), onde estuda e acompanha a implantação de programas sociais; do especialista em segurança pública Luiz Eduardo Soares; do jornalista Caio Túlio Costa, que cuida da estratégia de internet; da socióloga Neca Setúbal, que trabalha em programas educacionais, e do economista Paulo Sandroni, da FGV, que traçará o plano de governo da candidata verde. Até o fim do mês, ainda, a campanha de Marina passa a ser chefiada pelo militante da área ambiental João Paulo Capobianco, que foi secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente na gestão de Marina.

Na opinião do cientista político da Unicamp Luiz Renato Ribeiro Ferreira, para este momento de campanha, a ausência de figuras políticas relevantes do ponto de vista eleitoral pode não ser negativa, pois Marina está atraindo um público que procura outro tipo de discurso. “Ela tem sido observada por jovens e grupos de classes altas que gostam de análises técnicas e de um discurso inovador. O fato de ela se cercar de profissionais que tragam oxigênio para a política pode ser positivo”.

Alguns dos colaboradores de Marina não chegam a ser contratados e acabam trabalhando na campanha por ideologia ou amizade. “Não ganho e nem ganharei um tostão sequer. Ajudo porque é meu dever”, disse o ex-petista e amigo Luiz Eduardo Soares. Ao Terra, ele contou que desde que Marina decidiu se aventurar na corrida presidencial, ele escreveu alguns diagnósticos e propostas. “São textos que ela está examinando no momento. É possível que pelo menos parte do que sugeri venha a ser aproveitado quando ela formular seu programa de governo”, explicou.

Assim é também o economista Eduardo Giannetti, que afirmou não ter sido contratado. “Eu trabalho de maneira voluntária. É a primeira vez que participo de uma campanha eleitoral e que declaro meu voto”. O economista, que integra a equipe desde março deste ano, disse que contribui nas discussões sobre economia, educação e meio-ambiente. “Nós fazemos conversas, eu escrevo textos, comento outros, participo das discussões”.

Já Leonardo Boff funciona como um conselheiro e ombro amigo. “A minha relação com ela é mais pessoal, informal. Ela me telefona quando tem questões sobre ética e temas religiosos”, disse. A amizade, que já dura 30 anos, traduz-se em uma relação de complementação, na visão do teólogo: “temos uma afinidade de pensamento muito grande e a gente se completa. Eu tenho um discurso mais teórico e ela mais prático”, ressaltou.
A socióloga Neca Setúbal, que coordena a área de educação da campanha de Marina desde janeiro deste ano, também colabora por acreditar nas ideias da pré-candidata. “O que me levou (a fazer parte da equipe) foi acreditar na proposta de um novo paradigma de sociedade”, contou ao Terra. Amiga do vice Guilherme Leal desde a adolescência, a irmã do empresário Roberto Setúbal, presidente do Itaú Unibanco, afirma que as diretrizes educacionais do plano de governo vêm sendo traçadas ao longo das discussões. “Nós estamos construindo essas diretrizes através de conversas, convidando pessoas. São dez diretrizes para a educação que estamos montando”.
Para o cientista político Antônio Carlos Alkmin dos Reis, da PUC-Rio, o fato de Marina se cercar de especialistas é um trunfo e não significa, necessariamente, carência de operadores políticos. “É uma boa técnica para ela que está na terceira posição”, avaliou. Ele ressalta, porém, que na disputa presidencial, nenhum especialista vai formular alguma proposta que seja neutra politicamente. “Em última instância, as decisões serão todas políticas”, afirmou.

Leia mais em Terra-Eleições 2010
http://noticias.terra.com.br/eleicoes

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Comentários

profissional on 10 junho, 2010 at 11:47 #

A profissão do momento é a pedagogia, as maiores empresas dos paises desenvolvidos estão investindo em profissionais que possam criar um ambiente de aprendizagem nas empresas – esse profissional é o pedagogo – a moda agora é universidade corporativa e ambiente de aprendizagem organizacional. Os profissionais aprendem a aprender no seu ambiente de trabalho e em todos os ambientes….acho que vou fazer pedagogia…uhuuuuuu


Marco Lino on 10 junho, 2010 at 11:56 #

Lamento Boff,
admiro-te muitíssimo, mas estarei momentaneamente do outro lado. Mais à frente, a gente se encontra novamente.


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