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Posted on 10-06-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 10-06-2010


Sem a batina famosa e vestido de torcedor dos Bafana Bafana, bispo Desmond saúda Mandela, as delegações da Copa, e emociona os africanos e o mundo. Foto AFP

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DEU NO IG

Marina na convenão: arrancada

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Com um discurso colado na imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a senadora Marina Silva (PV-AC) disse querer ser a primeira presidente mulher, negra e pobre da história do País. Depois de fazer referências ao Lula “operário”, intercaladas com elogios à política social do governo, Marina encerrou um longo discurso com a frase: “Que cada homem e mulher que tenha fé, que possa rezar, os que não têm que possam sofrer, para que em 1º de janeiro o Brasil possa ter a primeira mulher negra, de origem pobre como presidente da República Federativa do Brasil”.

A convenção nacional do PV foi embalada pelo slogan da agora candidata do PV: “Juntos pelo Brasil que queremos”. Com base no lema, Marina disse não aceitar o veredicto de que apenas os rivais José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) teriam chances reais de vencer as eleições de outubro.

Marina deixou claro que não vai se contrapor a Lula ou ameaçar a continuidade dos projetos sociais implantados em seu governo. “Eu não preciso negar o feito e a grande conquista do operário Luiz Iáncio Lula da Silva, que quebrou o paradigma de que é preciso crescer para distribuir a renda. Foi distribuindo a renda que crescemos”, disse a senadora, retomando a proposta de levar os programas sociais à “terceira geração”. “Saímos da cesta básica, fomos para um bom programa de transferência de renda e agora vamos para um programa que mobiliza a sociedade brasileira”, emendou, reservando espaço no discurso também para um elogio ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Leia mais no IG:
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/

jun
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Posted on 10-06-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 10-06-2010


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ORAÇÃO PELA LIBERTAÇÃO DA ÁFRICA DO SUL

Gilberto Gil

Se o rei zulu já não pode andar nu
Se o rei zulu já não pode andar nu

Salve a batina do bispo tutu
Salve a batina do bispo tutu

Ó deus do céu da áfrica do sul

Do céu azul da áfrica do sul

Tornai vermelho todo sangue azul

Tornai vermelho todo sangue azul
Já que vermelho tem sido

Todo sangue derramado

Todo corpo

Todo irmão, chicoteado, yê

Senhor da selva africana
Irmã da selva americana
Nossa selva brasileira, de tupã

Senhor irmão do tupi fazei
Com que o chicote seja por fim
Pendurado

Revogai da intolerância a lei

Devolvei do chão a quem do chão

Foi criado
Ô cristo rei
Branco de oxalufã
Cristo rei

Branco de oxalufã

Zelai por nossa

Negra flor pagã
Zelai por nossa
Negra flor pagã
Sabei que o papa
Já pediu perdão

Sabei que o papa

Já pediu perdão
———————————————-
BOA NOITE!!!

jun
10
Posted on 10-06-2010
Filed Under (Artigos, Rosane) by vitor on 10-06-2010

Câmara de Salvador: primeira apuração

DEU NO TERRA-ELEIÇÕES 2010

Rosane Soares Santana

Com 28 colégios eleitorais espalhados por vilas do interior e um na capital até 1838, a província da Bahia,
a segunda mais importante do Império, depois do Rio de Janeiro, possuía uma das eleições para deputado provincial mais disputadas em todo o Brasil, na Regência (1831-1840). A Bahia teve participação política decisiva no período imperial, indicando nomes destacados de sua elite – a mais numerosa e mais preparada do Império – para postos de comando no governo central e em várias regiões do país, ao longo de todo o século XIX.

A elite que tomou o poder na Bahia, no período regencial, ou que possuía influência sobre o seu exercício, era integrada por famílias da aristocracia rural do Recôncavo e representantes dos setores vinculados à economia de importação e exportação – principal fonte de arrecadação do governo central. Era formada por proprietários de terra, comerciantes, bacharéis, médicos e padres. Refletia, sobretudo, a estrutura econômica agroexportadora e escravocrata da sociedade, dominando os altos escalões do governo e da administração pública, da hierarquia militar e o Parlamento.

Praticamente todas as 20 grandes famílias listadas pelo brasilianista Stwart Schwartz como detentoras de 30% dos 316 engenhos de açúcar existentes na região do Recôncavo, nas duas primeiras décadas do século XIX (os Góis, Calmon, Fiúza, Costa Pinto, Dória, Rocha Pita, Argolo, Moniz Barreto, Aragão, Bulcão, Villas Boas, Pires de Carvalho e Albuquerque, Vieira Tosta e Bittencourt Berenguer) possuíam representantes na Assembleia Legislativa Provincial da Bahia, entre 1835-1841 – as três primeiras legislaturas do recém-criado Poder Legislativo.

Fraude eleitoral

A fraude foi, seguramente, uma marca registrada no sistema eleitoral do Império. A manipulação dos resultados eleitorais pelos potentados locais tornou-se mais fácil, a partir de 1832, quando os juízes de paz, eleitos pelo voto popular, passaram a presidir as mesas eleitorais em lugar do juiz de fora ou do juiz municipal – os dois últimos membros da magistratura togada – com o auxílio do pároco e de vereadores.
Os juízes de paz eram, geralmente, pessoas da confiança dos grandes proprietários rurais – quando não eram os próprios -, que controlavam a política municipal graças ao poder econômico que detinham. Alguns deles acumulavam ainda cargos na Câmara Municipal, de forma que se tornavam peças-chave para garantir a vitória em uma eleição.
Suspeitas de fraude, pedidos de recontagem, disputas entre a Câmara Municipal de Salvador – a quem cabia a apuração dos votos – marcaram a proclamação dos resultados eleitorais da primeira eleição para deputado provincial na Bahia, dia 27 de janeiro de 1835 – dois dias depois que a cidade foi tomada pela Revolta do Malês -, negros adeptos do Islamismo que, em nome de Alá, prometiam uma nova ordem étnica e social para a Bahia escravocrata, como conta o historiador João José Reis, em livro que se tornou um clássico.

Pedidos de recontagem

O resultado da primeira eleição provincial na Bahia foi colocado sob suspeição uma semana depois de aberto os trabalhos legislativos. Em 11 de março de 1835, o todo-poderoso chefe de Polícia da capital, o deputado Francisco Gonçalves Martins, fez um pedido de recontagem à Comissão de Poderes da Assembleia Legislativa Provincial, recém-instalada. Martins era o que se poderia chamar de um legítimo representante da aristocracia agrária e também bacharel nomeado pelo imperador, depois de abandonar a Universidade de Coimbra, sendo homem do staff do governo central. Coube a ele comandar, com sucesso, a repressão aos malês, cuja revolta espalhou horror e pânico pelas ruas de Salvador, colocando a elite em estado de alerta máximo.

Ele queria que fosse reparado, a todo custo, o estrago provocado pela fraude na candidatura de seu colega de profissão, o juiz de Direito da Comarca de Valença, João Antônio de Vasconcelos. De acordo com relato de Gonçalves Martins, Vasconcelos teve 60 votos usurpados na apuração feita na Vila de Cachoeira, segundo colégio eleitoral da província, no Recôncavo baiano. Uma fraude de proporções gigantescas, se for considerado o fato de que cerca de 280 votos elegiam um deputado provincial no período.

Na sessão do dia seguinte, 12 de março de 1835, houve novos pedidos de recontagem, desta feita em favor dos suplentes Manoel Ferreira de Araújo Guimarães e João Pedreira do Couto, pelos deputados João Cândido de Brito e Antônio Bittencourt Berenguer César. Os dois últimos, respectivamente, professor graduado em matemática e física em Paris e rico proprietário no Recôncavo.

O poder do Recôncavo

O governo cumpriu a exigência de Gonçalves Martins e pediu à Câmara Municipal de Salvador as atas cujos votos não haviam sido apurados. O proprietário de terra Manoel Ferreira de Araújo Guimarães, oficial da Guarda Nacional, até então 16.o na lista de suplentes, tomou posse em maio daquele ano. Mas, João Antônio de Vasconcelos não assumiu uma cadeira de deputado provincial. No entanto, fez carreira brilhante na magistratura, chegando a presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

As suspeitas de fraude e os pedidos de recontagem estenderam-se pelas legislaturas posteriores. Na terceira legislatura da Assembleia Legislativa Provincial da Bahia, por exemplo, os resultados oficiais sofreram alterações com a inclusão dos nomes dos bacharéis André Corsino Pinto Chichorro da Gama – da família de Antônio Pinto Chichorro da Gama, ex-ministro do Império – e de Luis Barbalho Moniz Fiúza Barreto, o futuro Barão de Bom Jardim.

Filhos de famílias tradicionais da Província da Bahia, ambos foram guindados a uma posição privilegiada na lista de suplentes, em 1840, na terceira legislatura da Assembléia Legislativa Provincial, após uma recontagem de votos registrada quase dois meses depois de iniciados os trabalhos do Legislativo.
A origem menos afortunada de João Antônio de Vasconcelos, cujo pai era proprietário rural da região de Valença, Sul da Bahia, não contribuiu para que tivesse a mesma sorte de seus contemporâneos, a exemplo de Luiz Barbalho Muniz Fiúza Barreto de Menezes, cujo sobrenome indicava riqueza, poder e opulência de uma das famílias mais tradicionais do Recôncavo baiano.

Rosane Soares Santana é jornalista, com mestrado em História pela UFBA. Estuda o Poder Legislativo, elites políticas e eleições no Brasil. Integra a cobertura de eleições do Terra. http://terramagazine.terra.com.br/interna/

jun
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Daniel (com Elano): polêmica na Copa

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DEU NO IG

Colega de Lionel Messi no Barcelona, o lateral-direito Daniel Alves levantou uma polêmica às vésperas do início da Copa do Mundo ao tentar defender o argentino. Para o brasileiro, o principal fator que faz com que Messi não repita na seleção as boas atuações pelo clube espanhol é a diferença na qualidade dos companheiros de time.

“É um jogador com uma qualidade muito grande. Mas ele é muito jovem, e levar uma nação nas costas é uma responsabilidade muito grande. No Barcelona ele tem jogadores de nível semelhante ao dele. E com todo respeito à Argentina, mas os jogadores deles não tem comparação com os do Barcelona”, afirmou.

Daniel Alves negou, contudo, que o próprio Messi reclame publicamente das dificuldades quando defende a equipe comandada por Diego Maradona. “O Messi é tão boa pessoa que não é capaz de se queixar de nada, então ele nunca falou dos problemas que ele encontrava na Argentina”.
“É isso que faz dele um dos melhores do mundo. Ele é capaz de encarar qualquer situação, mesmo quando tem que enfrentar algumas dificuldades, sem se queixar de nada. Ele sabe que se as coisas funcionam vão te elogiar e se não funcionam vão meter o pau”.
Mesmo considerando o próprio clube um time melhor que a Argentina, o lateral fez questão de destacar que acredita em uma boa Copa por parte de Messi. E afirmou que deve conversar com o companheiro de time mesmo estando concentrado na estreia no Mundial.
“O Messi acredito que vai fazer um grande Mundial. Ainda não falei com ele, antes tinha falado, na etapa anterior da preparação. Desde que chegamos aqui não tivemos contato, mas seguramente falarei com ele”, afirmou Daniel.

LEIA MAIS NO IG:
http://copa2010.ig.com.br/selecoes

jun
10

Bahia em Pauta traz para o primeiro plano de seu espaço de informação e opinião o comentário do blogueiro Luiz Fontana – acompanhado do texto do jornalista Hélio Fernandes na Tribuna da Imprensa -, postado no espaço do artigo de hoje do jornalista político Ivan de Carvalho. BP agradece mais uma vez a Fontana.
Confira

(Vitor Hugo Soares)

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luiz alfredo motta fontana on 10 junho, 2010

Enquanto isto..

No tal mundo real..,

Os “Meninos do Copom” avançam vorazes.

Na mídia silêncio de concordâncias envergonhadas.

Raras exceções.

Aqui uma: Helio Fernandes na Tribuna da Imprensa:

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quinta-feira, 10 de junho de 2010 | 11:35

Agora vamos pagar 200 BILHÕES de reais de juros por ano. Nas contas do governo. nas minhas, muito mais.

Já se sabia que os juros iriam aumentar duas vezes antes da eleições, e em ambas, 0,75% de cada vez. E como o governo não falha, cumpriu a traição que anunciara. Portanto, ultrapassamos os 10 por cento desse juro, imposto pelo FMI e o “Consenso de Washington”.

E se antes de Meirelles, os juros subiam sempre, (com FHC chegando a 44 por cento), é quase inacreditável, mas rigorosamente verdadeiro, agora com Meirelles navegando em mar alto. Não há como escapar do pagamento, que na verdade é AMORTIZAÇÃO.

***

PS – Se fosse pagamento, um dia chegaria ao fim. Mas como é AMORTIZAÇÃO, cada vez sobe mais. Quando estava perto de 9 por cento, já era o juro mais alto do mundo. Agora que já deixou 10 por cento para trás, é um total incomparável.

PS2 – E há mais e muito mais grave. O juro não sobe apenas tecnicamente ou percentualmente. Sobe porque não podemos “honrar” o pagamento do total.

PS3 – O próprio governo diz sem constrangimento, vergonhosamente: “Pagamos os juros com o que economizamos”. Como declaram que “economizam” no máximo 90 BILHÕES por ano e agora terão que pagar 200 BILHÕES, façam os cálculos e vejam o ritmo de crescimento da “dívida’.

PS4 – Nenhum órgão de comunicação (tenha o nome que tiver) fala ou trata dessa DÍVIDA. E os candidatos, sejam da situação ou da oposição, não se lembram de condenar essa ROUBALHEIRA DO DINHEIRO DO POVO.

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Serra, dilma e dona Marina, por certo, têm outras preocupações.

e toque bolero…

jun
10
Posted on 10-06-2010
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 10-06-2010

Marina: equipe de peso

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DEU NO TERRA – ELEIÇÕES 2010

Bruna Carolina Carvalho
Marsílea Gombata

Diferentemente dos rivais Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), a pré-candidata à presidência da República Marina Silva (PV), que formaliza sua candidatura nesta quinta-feira (10) durante convenção do partido em Brasília, não conta em sua equipe de campanha com pesos pesados políticos de trajetória construída nas máquinas de governo federal, estaduais ou municipais.

Enquanto a petista tem no time de campanha o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o ex-secretário municipal paulistano Valdemir Garreta, ligado à ex-prefeita Marta Suplicy, e o tucano tem ao seu lado o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, parlamentares e ex-governadores como o baiano Jutahy Magalhães e o cearense Tasso Jereissati, e o ex-secretário de Subprefeituras de São Paulo Andrea Matarazzo, Marina atrai um perfil diferente de colaborador. A candidata verde ganha o apoio de acadêmicos e especialistas em políticas públicas que ajudam a elaborar sua estratégia de campanha e plano de governo.

É o caso do teólogo e escritor Leonardo Boff; dos economistas Eduardo Giannetti e Ricardo Paes de Barros, este último do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), onde estuda e acompanha a implantação de programas sociais; do especialista em segurança pública Luiz Eduardo Soares; do jornalista Caio Túlio Costa, que cuida da estratégia de internet; da socióloga Neca Setúbal, que trabalha em programas educacionais, e do economista Paulo Sandroni, da FGV, que traçará o plano de governo da candidata verde. Até o fim do mês, ainda, a campanha de Marina passa a ser chefiada pelo militante da área ambiental João Paulo Capobianco, que foi secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente na gestão de Marina.

Na opinião do cientista político da Unicamp Luiz Renato Ribeiro Ferreira, para este momento de campanha, a ausência de figuras políticas relevantes do ponto de vista eleitoral pode não ser negativa, pois Marina está atraindo um público que procura outro tipo de discurso. “Ela tem sido observada por jovens e grupos de classes altas que gostam de análises técnicas e de um discurso inovador. O fato de ela se cercar de profissionais que tragam oxigênio para a política pode ser positivo”.

Alguns dos colaboradores de Marina não chegam a ser contratados e acabam trabalhando na campanha por ideologia ou amizade. “Não ganho e nem ganharei um tostão sequer. Ajudo porque é meu dever”, disse o ex-petista e amigo Luiz Eduardo Soares. Ao Terra, ele contou que desde que Marina decidiu se aventurar na corrida presidencial, ele escreveu alguns diagnósticos e propostas. “São textos que ela está examinando no momento. É possível que pelo menos parte do que sugeri venha a ser aproveitado quando ela formular seu programa de governo”, explicou.

Assim é também o economista Eduardo Giannetti, que afirmou não ter sido contratado. “Eu trabalho de maneira voluntária. É a primeira vez que participo de uma campanha eleitoral e que declaro meu voto”. O economista, que integra a equipe desde março deste ano, disse que contribui nas discussões sobre economia, educação e meio-ambiente. “Nós fazemos conversas, eu escrevo textos, comento outros, participo das discussões”.

Já Leonardo Boff funciona como um conselheiro e ombro amigo. “A minha relação com ela é mais pessoal, informal. Ela me telefona quando tem questões sobre ética e temas religiosos”, disse. A amizade, que já dura 30 anos, traduz-se em uma relação de complementação, na visão do teólogo: “temos uma afinidade de pensamento muito grande e a gente se completa. Eu tenho um discurso mais teórico e ela mais prático”, ressaltou.
A socióloga Neca Setúbal, que coordena a área de educação da campanha de Marina desde janeiro deste ano, também colabora por acreditar nas ideias da pré-candidata. “O que me levou (a fazer parte da equipe) foi acreditar na proposta de um novo paradigma de sociedade”, contou ao Terra. Amiga do vice Guilherme Leal desde a adolescência, a irmã do empresário Roberto Setúbal, presidente do Itaú Unibanco, afirma que as diretrizes educacionais do plano de governo vêm sendo traçadas ao longo das discussões. “Nós estamos construindo essas diretrizes através de conversas, convidando pessoas. São dez diretrizes para a educação que estamos montando”.
Para o cientista político Antônio Carlos Alkmin dos Reis, da PUC-Rio, o fato de Marina se cercar de especialistas é um trunfo e não significa, necessariamente, carência de operadores políticos. “É uma boa técnica para ela que está na terceira posição”, avaliou. Ele ressalta, porém, que na disputa presidencial, nenhum especialista vai formular alguma proposta que seja neutra politicamente. “Em última instância, as decisões serão todas políticas”, afirmou.

Leia mais em Terra-Eleições 2010
http://noticias.terra.com.br/eleicoes

jun
10


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O jornalista político Ivan de Carvalho revela em seu artigo desta quinta-feira, na Tribuna da Bahia, que o belo e antigo bolero “Relógio” está sendo dançado intensamente nestes dias por José Serra e Paulo Souto, respectivamente candidatos da coligação PSDB-DEM (e outros) a presidente da República e a governador da Bahia.
Ivan explica o motivo da dança: É que as convenções que formalizarão as duas candidaturas se realizarão no sábado, em Salvador, e de nenhuma delas deverá sair uma chapa completa de candidatos às eleições majoritárias. O tempo trabalha contra. Bahia em Pauta reproduz o texto. E dedica o bolerão com Adilson Ramos aos seus leitores, como música para começar o dia. Confiram os dois.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA
O tempo trabalha contra

Ivan de Carvalho

Por que não paras, relógio, se me fazes padecer?

O belo e antigo bolero está sendo dançado intensamente nestes dias por José Serra e Paulo Souto, respectivamente candidatos da coligação PSDB-DEM (e outros) a presidente da República e a governador da Bahia. É que as convenções que formalizarão as duas candidaturas se realizarão no sábado, em Salvador, e de nenhuma delas deverá sair uma chapa completa de candidatos às eleições majoritárias. O tempo trabalha contra.

No âmbito nacional, depois de extintas as esperanças de ter Aécio Neves como candidato a vice-presidente em sua chapa (o ex-governador mineiro preferiu ser candidato a senador), José Serra ainda não se decidiu por qualquer outro nome. Descartado Aécio Neves, que era o preferido porque representaria um forte reforço eleitoral à chapa, principalmente em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, Serra gostaria de ter um vice discreto, tipo Marco Maciel, que foi durante oito anos o vice de Fernando Henrique Cardoso.
Não lhe agrada a idéia de ter um vice que, se chegar à presidência, se torne uma fonte de problemas. O vice de Lula, José Alencar, tem sido muito leal, mas foi incômodo nas suas críticas insistentes à política de juros altos do governo. O senador cearense Tasso Jereissati é considerado de temperamento “explosivo”, mas não está fora da lista de alternativas, assim como o democrata baiano José Carlos Aleluia, vice-presidente nacional do DEM para o Meio Ambiente, o que inclui o setor de energia.

Ontem, Serra pediu aos aliados que façam uma avaliação de um leque de nomes, mas deu sinais de que pensa em deixar a escolha do candidato a vice para depois da convenção. Isto lhe permitiria escolher com mais calma e esperar para ver se consegue inserir na chapa o presidente nacional do PP, Francisco Dornelles, o que garantiria coligação também com este partido.
O PP está no governo Lula, mas a hipótese de aliar-se a Serra não foi descartada. Caso o tucano consiga abrir vantagem novamente, nas pesquisas eleitorais, sobre a petista Dilma Rousseff antes do fim deste mês, a possibilidade de aliança voltaria a existir. Embora o PP venha indicando, no momento, que deverá optar pela “neutralidade”.

Já na chapa de Paulo Souto, o problema agora é completar a dupla de candidatos ao Senado, pois já se tem o candidato a governador (Souto), o candidato a vice (ex-governador Nilo Coelho) e um dos candidatos a senador (José Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana). Ontem, anunciou-se que o senador Antonio Carlos Junior não será candidato à reeleição, o que materializou o problema. O presidente estadual do PSDB, ex-governador e ex-prefeito Antonio Imbassahy, é requisitado, mas está preferindo candidatar-se a deputado federal. Daí que existe uma possibilidade bem concreta de que Souto chegue e saia da convenção do DEM sem uma das duas candidaturas a senador.

Mas este não é o único problema na área de Souto. Outro problema é a disposição da bancada estadual do DEM (e também a do PTN, que tem só um deputado) de cobrar uma coligação com o PSDB nas eleições proporcionais, o que os tucanos não querem. O deputado João Carlos Bacelar, do PTN, já examina uma aliança com o PMDB e a candidatura a governador de Geddel Vieira Lima. A tensão entre democratas e tucanos por causa da coligação nas eleições proporcionais é grande.

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