jun
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Posted on 06-06-2010
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De Luiz Fontana, do Blogbar, para o editor do Bahia em Pauta:

“Caro VHS

Chico cantando Nelson Cavaquinho merece comparecer no Bahia em Pauta.

Acabei de publicar no Youtube

Certas músicas revelam traços de nós mesmos, os meros ouvintes, esta é uma delas, ainda bem que também não vou precisar sair de camisola.

Viva Dona Carola!

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Viva! E voce tem razão, Chico merece todo espaço no BP. ainda mais cantando uma raridade de mestre Cartolacomo esta que você generosamente nos oferece.
Vai também para a festa de aniversário da querida Gabee, lá na costa do Pacífico, onde segue a comemoração no melhor estilo baiano e brasileiro, como nos informa Regina.

Obrigado, Fontana.

(VHS)

jun
06
Posted on 06-06-2010
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MARIA OLÍVIA

Direto de São Paulo – Para Bahia em Pauta
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Drags na Paulista/Zero Hora

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BATE-ESTACA

Às 13h, ao som do Hino Nacional, foi declarada aberta a XIV Parada Gay de São Paulo. Os trios elétricos, com patrocínio da CEF e da Petrobras, não tinham nenhuma criatividade no repertório, apesar da diversidade de fantasias: havia única e exclusivamente a música techno, executada por DJs. Muito “bate-estaca”.

SEM CRACHÁ

Funcionários dos hospitais “9 de julho” e Sírio Libanês, nas proximidades da Avenida Paulista, deram uma fugidinha para dar uma olhada na festa – com a precaução de retirar os crachás.

ESTRELA DA FESTA

Estrela na festa, mesmo, foi o “CQC” Danilo Gentili. Para onde ele se deslocava, uma multidão ia atrás, gritando seu nome e o do programa.

CERCADINHO PAULISTA

A Parada Paulista também tem camarote e “cercadinho” vip. Empresas instaladas na Paulista, a exemplo do Bob’s, McDonald’s e o famoso Conjunto Nacional (que abriga a Livraria Cultura), se enfeitaram com as cores do Arco-Íris nas fachadas.

“Vote contra a homofobia” era a única palavra de ordem que enfeitava as faixas dos trios elétricos.
Na esquina da Frei Caneca com a Antonio Carlos, o jornalista Palmério Dória e o ator Paulo César Pereio caminham no curso de volta.

Céu azul, lindíssimo, na tarde paulista. Mas um frio de rachar.

Maria Olívia é jornalista

jun
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Nadal: consagração em Paris

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Quem pensava que ele estava acabado para o ténis enganou-se: Rafael Nadal voltou a fazer o que sabe melhor, derrotando facilmente Robin Soderling por 6-4, 6-2 e 6-4 na final de Roland Garros.

O espanhol conquistou o seu quinto título (em seis anos) no principal torneio francês e garantiu, assim, o regresso ao primeiro lugar do ranking mundial.

Precocemente derrotado na edição do ano passado do Grand Slam francês e exactamente pelo mesmo adversário de hoje (Soderling é o único homem a derrotar Nadal em Paris), “Rafa” fez do jogo da final uma questão de orgulho pessoal e não deixou que o sueco, que derrotou Roger Federer no caminho para a final deste ano, colocasse em causa o seu estatuto de rei incontestável da terra batida.

Depois de um ano difícil, com várias lesões a afastarem-no dos momentos decisivos dos grandes torneios, o espanhol regressou à sua melhor forma na temporada européia da terra batida, fazendo o pleno nos Masters 1000 (ganhou em Monte Carlo, Roma e Madrid).

Com o seu quinto título em Paris, Nadal assegurou o número 1 mundial e, consequentemente, impediu Roger Federer de atingir a marca história de Pete Sampras de 286 semanas como líder do ranking ATP.

(Informações do jornal PÚBLICO, de Lisboa)


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“Corcovado (Quiet Nights of Quiet Stars)” – Antonio Carlos Jobim
Piano – Oscar Peterson
Double-bass – Ray Brown
Drums – Ed Thigpen
Com agradecimentos do Bahia em Pauta ao jornalista Gilson Nogueira, pela garimpagem e sugestão.

(VHS)


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Rosane Soares Santana

Direto de São Paulo (Terra-Eleições 2010)

Em 1834, pela primeira vez, o Brasil realizou eleições para deputados provinciais. Um ato adicional aprovado pela Câmara dos Deputados, naquele ano, estabeleceu a criação das Assembleias Provinciais, em lugar dos Conselhos de Província, instituídos pela Constituição de 1824. Com a criação do novo Poder Legislativo, buscou-se conciliar os interesses das oligarquias regionais e controlar o poder local, principal foco de mandonismo, clientelismo e corrupção, dando prosseguimento à modernização e à descentralização das estruturas políticas do país pós- independência.

As Assembleias Legislativas Provinciais nasceram no período considerado o mais conturbado da história política do Brasil, a Regência (1831-1840), durante a minoridade de D. Pedro II. Movimentos revolucionários eclodiam de norte a sul do País. De um lado, grupos exaltados desejavam a federação e a república, seguindo o modelo das colônias da América Espanhola; de outro lado, saudosos dos privilégios obtidos no Primeiro Reinado, os caramurus (ultraconservadores) tramavam a volta do Imperador D. Pedro I, que abdicou em 7 de abril de 1831, após forte pressão popular envolvendo civis e militares no Campo de Santana, no Rio de Janeiro.

Em meio às lutas políticas do período regencial, desenvolveu-se no Parlamento as sementes daquilo que viria a ser o Partido Conservador, que ascendeu ao poder depois da queda do regente Diogo Feijó, diante dos insucessos na tentativa de conter as revoltas que sacudiam o país. Liberais moderados, como o deputado mineiro Bernardo Pereira de Vasconcelos, um dos maiores parlamentares do seu tempo, aprovaram um conjunto de reformas que, em 1837, colocaraim um freio no processo de descentralização de poder iniciado no período. Tudo isso, dizia Vasconcelos, para “parar o carro revolucionário”, que colocava em risco a integridade territorial, além de trazer de volta o fantasma do Haiti, com a revolta dos Malês, em 1835, na Bahia.

O clima de disputa era tamanho, que em muitas províncias acabavam sendo eleitas duas assembleias de facções opostas, como ocorreu no Rio Grande do Sul, palco da Revolução Farroupilha, em 1835. As principais assembleias provinciais, com 36 deputados cada uma, eram as da Bahia e Pernambuco, produtores de açúcar no Norte do território; Minas, São Paulo e Rio de Janeiro, onde a lavoura do café já despontava como o maior pólo econômico do país, deixando para trás um passado de ouro das lavouras canavieiras e engenhos do recôncavo baiano, cuja riqueza gerou a mais numerosa e mais preparada elite intelectual e política do Império brasileiro, devido a formação educacional na Europa, em especial Coimbra, Portugal.

Cada legislatura das recém-criadas assembleias deveria durar dois anos, embora a primeira tenha se estendido de 1835 até o fim do ano de 1837, conforme estipulou o Artigo 4.o do Ato Adicional de 1834. A reeleição era permitida pela legislação eleitoral. A lei previa sessões anuais com uma duração de dois meses, podendo ser prorrogadas ou convocadas extraordinariamente por decisão do presidente da Província, como aconteceu na Bahia, durante todo o conturbado período regencial.

A Constituição permitia o acúmulo de mandatos (art.32). Um mesmo indivíduo podia ser deputado provincial e geral. Enquanto estivesse no exercício de um cargo, deveria licenciar-se do outro sendo substituído pelo suplente imediato, mas esse dispositivo constitucional foi infringido continuamente com a anuência da Assembléia Geral. O titular não perdia o mandato quando se licenciava, exceto nos casos em que deputados gerais eram indicados conselheiros ou ministros de Estado. Ainda assim, procedia-se nova eleição para preencher a vaga, da qual podia ele participar. Mas, na prática isso nem sempre foi a regra.

O novo Poder Legislativo nasceu poderoso. Os deputados provinciais, sucedidos pelos estaduais da república, podiam legislar sobre a criação de novos empregos, matérias financeiras das Câmaras Municipais, em tese controlando as despesas e receitas do poder local, além do provincial; criação de novas escolas, sobre o Poder Judiciário, com a suspensão dos desembargadores; polícia e segurança pública etc., mas teve suas atribuições parcialmente reduzidas após o Regresso.

No processo eleitoral estava em jogo a disputa por uma das cadeiras do novo legislativo, que dava ao seu ocupante poder para interferir na criação de cargos, aumento de salários e nomeação de apadrinhados numa estrutura política marcada pela barganha e troca de favores entre os parlamentares e suas clientelas. Some-se a isso o fato de que a eleição para a Assembléia Provincial representava um passo importante na carreira política que poderia terminar, por exemplo, no Senado – uma garantia de prestígio e estabilidade financeira para toda a vida – como de fato aconteceu com vários daqueles parlamentares.

Rosane Soares Santana é jornalista, com mestrado em História pela UFBA. Estuda o Poder Legislativo, elites políticas e eleições no Brasil. Integra a cobertura de eleições do Terra
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P.S: Este artigo é dedicado à memória da fotógrafa e escritora Maria Sampaio, que registrou como poucos, a memória cultural da Bahia. Obrigada, Sampa.
Da autora

Leia mais e Terra-Eleições 2010

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4473768-EI6578,00-Em+a+primeira+eleicao+estadual+em+clima+de+revolucao.html

jun
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Posted on 06-06-2010
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DEU NA UOL

Com o tema “Vote contra a Homofobia, Defenda a Cidadania”, a Parada do Orgulho GLBT, que acontece neste domingo, 6, em São Paulo, vai levar o tema eleições para a rua com um propósito: alertar a comunidade a não votar em candidato “no armário”.

A afirmação é de Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e um dos organizadores do evento. “Não queremos candidatos no armário, em cima do muro”.

Para Reis, o maior desafio do próximo presidente será executar as 600 propostas aprovadas no 1º Conselho Nacional LGBT, realizado em 2008, onde foi criado o Plano Nacional de Cidadania e Direitos Humanos GLBT. “Queremos a execução dessas propostas. Com isso já estaríamos felizes e satisfeitos”, diz.

No Legislativo, a expectativa é que os novos eleitos consigam articular a base aliada para aprovar três projetos: o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 122/2006, que criminaliza várias formas de discriminação, inclusive por orientação sexual e identidade de gênero, o PLC nº 072/2007, referente ao nome social, e o Projeto de Lei nº 4914/2009, que reconhece a união estável homoafetiva.

Em alguns estados brasileiros tais propostas já foram aprovadas, como é o caso do Pará, com a governadora Ana Júlia Carepa, e de São Paulo, com os decretos assinados pelo ex-governador José Serra. “O que eles fizeram em seus estados, nós queremos para o Brasil”, afirma Reis.

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