O delegado e o ex-ministro

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PRIMEIRO PLANO

Comentário do leitor Luiz Fontana para o texto do repórter Claudio Leal sobre o encontro do delegado Protógenes Queiroz com o ex-ministro José Dirceu, na festa de aniversário do ministro Orlando Silva, dos Esportes, em São Paulo. O comentário do editor do Blogbar vem acompanhado do texto da colunista Mônica Bérgamo, da Folha de S. Paulo, sobre o assunto.
Ambos merecem reprodução neste espaço principal do Bahia em Pauta. Confira.

(Vitor hugo Soares )
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E o “Dirty Harry nacional”, o ínclito Protógenes, adota o jeito Nike de ser.

Após sambar no Brahma em companhia de J. Hawilla (Traffic), confraterniza com Teixeira (CBF). Num “revival’ da “CPI da Nike”

Como sempre, nesses casos de emoções explícitas, a grande mídia se ausenta.

Além do Terra e do Bahia em Pauta, destaca-se na cobertura, a sempre atenta Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Aqui Mônica Bergamo:

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“Olha aqui o delegado que queria me prender!”, exclamou José Dirceu ao ser abordado pelo delegado Protógenes Queiroz no jantar de aniversário do ministro Orlando Silva, do Esporte, anteontem, em SP. Os dois gargalharam, apertaram as mãos e se juntaram num abraço aparentemente fraterno.

Candidato a deputado federal pelo PC do B, o policial circulava na festa tentando se aproximar dos que outrora investigou na Operação Satiagraha, em 2008, cujo alvo principal era o banqueiro Daniel Dantas. A conversa com Dirceu (que teve sua mulher, Evanise, grampeada na devassa comandada por Protógenes) não durou muito tempo.

“Me comportei bem?”, perguntou o petista depois que o delegado se afastou. Para espanto de muitos, entre uma garfada e outra de penne com tomate, disse: “Eu vou ajudar a elegê-lo”.

O “perdão” para valer, no entanto, virá depois, “no dia em que ele [Protógenes] me contar tudo o que aconteceu”. Dirceu diz acreditar que foi investigado de forma ilegal e muito mais abrangente do que a divulgada oficialmente.

Fábio Luís, o Lulinha, filho de Lula, que na época da Satiagraha surgiu no noticiário porque empresas de Dantas teriam tentado se aproximar dele, também conversou com o delegado federal na festa. “Foi um diálogo maravilhoso, emocionante mesmo”, diz Protógenes Queiroz, que sempre negou ter investigado a família do presidente da República. “Fizeram muita fofoca.” Na verdade, afirma, “o presidente estava sendo chantageado”.

“Ele [Fábio] me disse que o pai dele [Lula] me respeita muito e que a família me admira por tudo o que eu já fiz pelo Brasil. O filho do presidente é um perseguido, como eu. Responde a um processo [na Justiça]. Eu respondo a 15!”. Protógenes diz que deu seu telefone e e-mail para Fábio Luís, “para ajudá-lo no que for preciso”.

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E Protogénes extende suas alianças, Lulinha é benvindo.

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