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A companhia British Petroleun reconheceu neste sábado o insucesso em sua mais recente tentativa para conter o vazamento de óleo e gás, responsável por um dos maiores desastres ambientais na história dos Estados Unidos. BP informou que irá «mudar para uma nova opção», após três dias de tentativas que no início pareciam produzir bons resultados.

Em entrevista coletiva, o diretor da exploração da BP explicou que a empresa vai buscar novas alternativas. A operação que estava em execução nos últimos dias pela gigante petrolífera britânica era muito delicada e nunca tinha sido tentada a 1500 metros de profundidade

(Informações do portal europeu TSF)

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Posted on 29-05-2010
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Juliana Dal Piva
Direto de São Paulo

Muita preocupação. Essa foi a expressão utilizada pela pré-candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, quando questionada sobre as acusações do tucano José Serra de que o governo boliviano é cúmplice da exportação de cocaína daquele país para o Brasil. “Este fato é digno de preocupação. As relações precisam ser equilibradas se queremos construir uma aliança fraterna. A generalização pode trazer injustiças ao povo boliviano”, disse Marina. A senadora licenciada respondeu a essa e a outras questões em uma palestra na tarde deste sábado (29) sobre política pública ambiental realizada no teatro da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

Durante sua fala, a pré-candidata disse que apenas a história pode medir derrotas ou vitórias e lembrou sua saída do Ministério do Meio Ambiente em 2008 para exemplificar. “Queriam tanto que eu saísse e eu saí, mas naquele momento ouvi o presidente Lula dizer que não se modificaria a política ambiental, coisa que ele nunca tinha dito antes” contou Marina. Apesar de ter deixado a pasta ela não se sentiu vencida no episódio. ” a vitória da queda no desmatamento está no peito de todos nós” completou.

A verde enfatizou que sustentabilidade não é um jargão utilizado para a proteção ambiental e que  todas as áreas estão contempladas no conceito, desde saúde e educação, até política e ética. Ela elogiou a Pastoral da Criança como experiência da sociedade para dizer que outras iniciativas assim precisam ser feitas, além dos projetos do governo.

Marina Silva ressaltou, no entanto, a importância da transparência nos gastos públicos. “É preciso deixar que o Ministério Público, o Tribunal de Contas e todos os mecanismos de fiscalização façam o seu trabalho”. A pré-candidata sugeriu ainda a criação de uma espécie de “Big Brother” do Cartão Corporativo para que a sociedade pudesse acompanhar todos os débitos feitos com ele.

Ela voltou a defender a realização das reformas tributária, política e trabalhista, mas disse que para que a condução das mudanças funcione a sociedade precisa se envolver e se mobilizar. “Se fosse fácil, o ‘trabalhador’ teria feito a trabalhista e o ‘sociólogo’ teria feito a política”, explicou em referência a Lula e FHC.

(LEIA MAIS EM TERRA-POLÍTICA 2010 )

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Posted on 29-05-2010
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Hopper:desaparece uma legenda

Morreu hoje, aos 74 anos, o ator e..realizador norte-americano Dennis Hopper, que se celebrizou em filmes como “Apocalipse Now”, Blue Velvet” ou “Easy Rider”. Vítima de um cancer na próstata. Hopper faleceu na sua casa em Venice, Califórnia, segundo o jornal New York Times. Segundo o agente do ator, Sam Maydew, Dennis Hopper estava rodeado de familiares e amigos no momento da morte.

Filho do “New Deal”, a resposta audaciosa do presidente Franklin D. Roosevelt à Grande Depressão, Dennis Hopper nasceu no estado do Kansas, em 1936, no coração da América profunda. Formado no famoso Actors Studio, em Nova Iorque, marcou o cinema do século XX com papéis de rebelde, que pareciam desafiar os princípios dessa América rigorosa e conservadora.

Dennis Hopper iniciou a sua carreira em 1954, no western “Johnny Guitar”. Em 1955, contracenou com James Dean, um dos seus ídolos, no filme “Fúria de Viver”, de Nicolas Ray. Um ano depois, participou com os já veteranos Rock Hudson e Elizabeth Taylor em “Giant” – onde também estava James Dean -, confirmando, segundo o New York Times, a sua condição de “estrela ascendente”.

Depois das primeiras experiências como ator, Dennis Hopper realizou, em 1969, o mítico ‘road-movie’  “Easy Rider”, que conta a história de dois motoqueiros (Hopper e Peter Fonda) numa viagem pelos Estados Unidos, entre Los Angeles e Nova Orleães. O filme valeu a Hopper um prémio no Festival de Cinema de Cannes, atribuído à “primeira obra” de um cineasta, e duas nomeações nos Óscares – uma para o melhor argumento original e outra para o desempenho de Jack Nicholson, em início de carreira, num papel secundário.

Nos anos 70, o percurso de Dennis Hopper ficou marcado pelo consumo de álcool e drogas e pelo seu desempenho do papel de um fotógrafo alucinado em “Apocalypse Now” (1979), o retrato negro da guerra do Vietname de Francis Ford Coppola.

Depois de um intervalo, a carreira do ator foi relançada em 1986, pela participação no filme “Blue Velvet”, de David Lynch, e pelo seu desempenho de um alcoólatra em “Hoosiers”, ao lado de Gene Hackman, nomeado pela Academia para o prêmio de melhor ator secundário.

Os últimos meses da vida de Dennis Hopper ficaram marcados, além da luta contra o cancer, pelo pedido de divórcio da sua atual e quinta mulher, Victoria Duffy, com quem tem uma filha de sete anos, e pelas discussões em torno do testamento.

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Grande Chico! Bom dia a todos!!!

(VHS)

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Posted on 29-05-2010
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Lula e Evo: ironias

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No artigo deste sábado, na Tribuna da Bahia, o colunista político Ivan de Carvalho recorda a Declaração Unânime dos 13 Estados Unidos da América , ao analisar o momento complexo vivido pelo País em suas relações atuais no continente. “Aproveito, nesses tempos de tanta insegurança, mal que o povo debita aos Estados – porque estes têm as polícias mais visíveis, enquanto a União (brasileira) e seu governo parece lavar as mãos o tempo todo, numa espécie de malandra síndrome de Pilatos –, para lembrar ainda que a Declaração fala na constituição de governos que pareçam ao povo convenientes para “realizar-lhe a segurança e a felicidade”, assinala o colunista no texto que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

ELES NÃO SABEM

Ivan de Carvalho

Há verdades evidentes por si mesmas, diz a Declaração Unânime dos 13 Estados Unidos da América, aquele núcleo que em 4 de julho de 1776 emitiu o documento que ao mesmo tempo era uma Declaração de Independência em relação à Inglaterra e a carta-doutrina da mais importante Revolução política da história conhecida da humanidade. Digo Revolução política porque, caso se busque uma revolução muito mais abrangente, ela será encontrada – tenho certeza – nos Evangelhos.

Mas, voltando ao começo, a Declaração Unânime dos 13 Estados Unidos da América afirma que os homens, criados iguais pelo criador, foram dotados de certos direitos inalienáveis, entre estes a vida, a liberdade e a busca da felicidade.

Aproveito, nesses tempos de tanta insegurança, mal que o povo debita aos Estados – porque estes têm as polícias mais visíveis, enquanto a União (brasileira) e seu governo parece lavar as mãos o tempo todo, numa espécie de malandra síndrome de Pilatos –, para lembrar ainda que a Declaração fala na constituição de governos que pareçam ao povo convenientes para “realizar-lhe a segurança e a felicidade”.

Bem, vê aí o leitor? A segurança também foi incluída. A segurança.

Mas que segurança pode haver quando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, aparece aos fotógrafos, abraçado ao colega da Bolívia, Evo Morales, e convida-o, rindo muito: “Vamos posar aqui; vamos fazer inveja no Serra”. E fez piada com o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que, na quarta-feira, afirmara que o governo da Bolívia “é cúmplice” do tráfico de cocaína para o Brasil. Morales, já de mãos dadas com Lula, também riu, mas nada falou.

José Serra, do PSDB e o principal candidato da oposição a presidente da República, na quarta-feira, respondendo a perguntas de jornalistas, afirmou que o governo boliviano faz “corpo mole” ao permitir que “de 80% a 90%” da cocaína que entra no Brasil venha “via Bolívia”. E Serra explicou: “É um problema de bom senso. Você acha que poderia entrar toda essa cocaína no Brasil sem que o governo boliviano fizesse, pelo menos, corpo mole? Eu acho que não”, definindo sua avaliação sobre a conivência do governo boliviano de Evo Morales com o tráfico de drogas para o Brasil como “uma análise”, ressalvando: “Eu não fiz uma acusação”.

Claro que não fez, nem podia, pois não tem o controle da Polícia Federal para conseguir as provas. Tem, contudo, a evidência e a lógica a seu lado. Morales foi eleito presidente como líder dos “cocaleiros”, os que cultivam a coca, matéria prima para a cocaína. Com os votos deles. Do antigo Império Inca, em toda a região pessoas guardam o hábito de mascar folhas de coca para se sentirem estimuladas e com “alto astral”. Para isto a natureza dá folhas suficientes, não precisa ninguém plantar. Os cocaleiros cultivam a coca para a fabricação da cocaína. E o presidente Evo Morales é o grande líder dos cocaleiros. E a Bolívia tem boa parte de sua economia baseada na lavoura de coca.

Então, presidente Lula, o que significam suas cenas com Morales? E você, candidata Dilma Rousseff, porque fica tão brava com Serra se ele apenas fez “análise” óbvia e responsável, sobre tema tão relevante para a nação? Morales é um chefe de Estado e tal? É. Morales é o líder cocaleiro? É. E então? Não sabem disso o presidente e a candidata do PT? Vai ver, não sabem também que o crack é feito à base de cocaína.

maio
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Posted on 29-05-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 29-05-2010

Pesquisa Datafolha feita em 20 e 21 de maio revela que o voto obrigatório divide o eleitorado: 48% dos entrevistados no país são favoráveis e 48% são contrários. A reportagem está disponível para assinantes da Folha e do UOL

O apoio ao voto facultativo cresceu. O levantamento anterior, de dezembro de 2008, registrara o recorde de 53% a favor da obrigatoriedade; 43% eram contra.

Estabelecida na Constituição, a obrigação atinge os brasileiros alfabetizados dos 18 aos 70 anos de idade. Para analfabetos, maiores de 70 e os que têm entre 16 e 18 anos, o voto é facultativo.

O Brasil é um dos 30 países em que o voto nas eleições nacionais é obrigatório. Dos entrevistados, 55% dizem que votariam se ele fosse facultativo; 44% optariam por não votar.

(Reportagem completa na edição impressa da Folha deste sábado, que já está nas bancas. )

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Delegado Cleyton: crime e política

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ARTIGO DA SEMANA

TIROS E VUVUZELAS

Vitor Hugo Soares

Foi uma semana como o diabo gosta na Bahia, embora nada indicasse que terminaria assim. Os indícios eram de que uma trégua se anunciava no horizonte das complicadas manobras sucessórias na política local, depois das recentes e agitadas passagens dos pré-candidatos José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva por Salvador. Todos eles de olhos e garras voltados para a conquista do mais alentado naco possível do quarto maior colégio eleitoral do País, no espaço nordestino que os estrategistas consideram crucial para quem deseja o lugar do presidente Lula nas eleições que se aproximam.

Animado e festeiro como reza a fama, o baiano na verdade parecia deslocar seu foco de interesse para a África do Sul, distante do campo de conflitos do governador petista Jaques Wagner com o ex-ministro peemedebista Geddel Vieira Lima, enquanto o carlista ex-governador Paulo Souto, do DEM, aproveita a brecha para ir ganhando terreno nas pesquisas do jogo pelo Palácio de Ondina.

Salvo pequenas escaramuças e querelas localizadas, a “gente dos interiores”, principalmente os moradores da capital e Região Metropolitana – adeptos de um barulho como ninguém – pareciam interessados mesmo, por enquanto, em aprender a lidar com a Vuvuzela.

Os soteropolitanos pegaram gosto pela diabólica invenção em forma de instrumento de sopro das arquibancadas sulafricanas. Mas, assim como o aparentemente descomplicado toque do berimbau na terra de João Gilberto e Carlinhos Brown, a vuvuzela também não é tão simples e óbvia de soprar e fazer zoada como aparenta. Ou tocar como se deve e fazem os torcedores da terra de Mandela nas ruas e nos estádios.

Requer técnica, pulmão forte e bastante esforço. No entorno da Baia de Todos os Santos alguns até já conseguiram dar um jeitinho para tornar as coisas mais fáceis, sem perder a festa: “é a chamada vuvuzela baiana , com fole em uma das extremidades para não precisar botar os bofes para fora na hora da barulheira”, explica ao articulista um surpreendido amigo, ao verificar a febre da vuvuzela que começa a grassar na cidade da Bahia.

Enquanto isso, em Brasília, os escolhidos de Dunga e a ladina turma da CBF recebiam, na quarta-feira, as bençãos do poder, antes do embarque para campos africanos. No meio do foguetório no Planalto Central, e acima do zumbido das vuvuzelas, escuta-se o som de disparos de verdade e os gritos de socorro e de desespero de uma jovem esposa diante do marido assassinado fria e inapelavelmente.

O morto é o delegado Cleyton Leão: 35 anos, dois filhos pequenos (um ainda de colo), chefe de polícia em Camaçari, considerado modelar. Assassinado com tiros na cabeça quando dava entrevista, por telefone celular, a uma emissora de rádio local, sobre combate ao crime organizado, dentro do carro parado na margem da estrada da Cascalheira – área metropolitana onde a violência e a miséria se alimentam e vicejam em glebas de pobreza ao lado de um dos mais prósperos e produtivos polos petroquímicos do País e de uma das mais modernas montadoras de automóveis da América Latina

Logo a tragédia baiana dividiria os espaços dos principais noticiários locais e nacionais, da quarta-feira, com a festiva despedida dos canarinhos em Brasília. É tempo de Copa do Mundo e de campanhas eleitorais e as emoções se misturam . Oportunismo e demagogia política e administrativa também, no governo e na oposição. A grave questão da violência é politizada de parte a parte. Volta ao topo do cardápio de promessas dos pré-candidatos presidenciais e estaduais. Segue-se a ladainha de sempre dos “a favor” e “dos contras”.

“Depois do crime, o tiroteio”, diz o Correio da Bahia em título primoroso e emblemático de uma de suas manchetes, no noticiário político desta sexta-feira, sobre o crime da Cascalheira. Em menos de 24 horas a força tarefa policial mobilizada pelo Governo do Estado prendeu, em vistosa mega-operação, três acusados pelo “latrocínio seguido de morte do delegado”, apresentados em feérica entrevista coletiva. Um quarto suspeito foi morto e o caso dado por “encerrado” em seguida ao sepultamento de Cleyton, no Campo Santo.

Mas não acaba aí, pois segue sem trégua o conflito político. Os pré-canditatos ao governo, Geddel e Paulo Souto, juntaram-se nos ataques cerrados à política de segurança do governo de Jaques Wagner, que acusam de inerte, leniente e vacilante diante do crescimento da violência no estado. Os petista do governo estadual e seus novos aliados reagem e jogam a culpa na “herança maldita” deixada por sucessivos governos carlistas, comandados pelo finado Antonio Carlos Magalhães.

Como se vê, vai ser preciso soprar forte as vuvuzelas para abafar o barulho da campanha na Bahia antes do primeiro chute na Copa do Mundo..

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: Vitor_soares1@terra.com.br

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