Daisy com Michelle: símbolo

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“A minha mãe diz que Barack Obama expulsa todos os que não têm papéis”, lançou a pequena Daisy Cuevas à primeira dama norte-americana. Michelle Obama visitava uma escola de Silver Spring (Maryland) e foi apanhada de surpresa, especialmente depois de a menina de sete anos de origem peruana dizer que a sua mãe era imigrante ilegal.

De um dia para o outro, Daisy tornou-se no símbolo dos imigrantes latinos que partiram atrás do sonho americano e se depararam com um pesadelo.

Natalia e Angel Cuevas saíram de San Juan de Lurigancho, nos arredores de Lima, há oito anos. “Partiram para trabalhar lá porque não havia nada para fazer aqui”, disse o avô de Daisy Genaro Julca, citado pela AFP.

Ela tornou-se empregada doméstica, ele carpinteiro: sempre sem documentos. Todos os meses enviam dinheiro para o Peru, onde deixaram a filha mais velha aos cuidados dos avós.

Lucy tinha um ano quando os pais imigraram e só viu pessoalmente a irmã Daisy (nascida já nos EUA) numa ocasião. De resto, as meninas mantêm o contacto através da Internet.
TRABALHO HONRADO
“A minha filha tem um trabalho honrado”, explicou Genaro Julca, dizendo que só queria que os EUA “permitissem que as duas irmãs se reunissem”. Por causa dos últimos acontecimentos, Genaro teme que a filha já não vá passar as férias no Peru em Junho, como fez no ano passado.

Desde que Daisy se tornou famosa, aparecendo na capa dos jornais peruanos e sendo usada como exemplo até pelo próprio Presidente Alan García, Natalie optou por se esconder. Teme a chegada da “migra”, os Serviços de Imigração. O pai disse ao jornal peruano El Comercio que a filha o contactou e pediu para que não faça mais comentários, temendo ser prejudicada, acrescentando que ela já contratou um advogado para evitar ser deportada. A expulsão da família “seria um escândalo mundial”, defende García.

“A minha mamã não tem papéis”, insistiu Daisy há uma semana, depois de ouvir a resposta de Michelle Obama à sua primeira intervenção. A primeira dama, que visitava a escola com a sua homóloga mexicana, Margarita Zavala, tinha-lhe dito que o Presidente está trabalhando no tema “para garantir que as pessoas estejam aqui com os papéis necessários.”
ORGULHO PERUANO

As organizações que defendem uma reforma das leis de imigração aproveitaram o caso para dramatizar a situação. “As crianças da segunda classe não deviam viver aterrorizadas com a ideia de que as suas mães vão ser deportadas”, disse Deepak Bhargava, do Centro para a Mudança Comunitária. Esse mesmo receio foi expresso por Daisy à televisão peruana: “Quero que a minha mãe tenha papéis, para que fique tranquila e não tenha mais medo.”

García revelou que se sentiu orgulhoso por uma menina de raízes peruanas ter questionado a política anti-imigração nos EUA. “Um problema que, infelizmente, não está em vias de ser resolvido, suscitando mesmo respostas irracionais como no Arizona”, acrescentou o Presidente. A nova lei estadual prevê que os polícias exijam documentos a qualquer pessoa que acreditem ser um imigrante ilegal . O tema da imigração será abordado por García quando visitar Barack Obama, em Washington, a 1 de Junho.

(Deu no Diário de Notícias, Lisboa )

Em Janeiro de 2009, estimava- -se que existiam 10,8 milhões de imigrantes ilegais nos EUA – a grande maioria da América Latina. O estado do Arizona é o principal ponto de entrada dos que vêm do México (6,7 milhões no total, segundo as estimativas). Obama prometeu uma reforma da lei de imigração, mas no primeiro ano da sua Administração foram deportadas 387 790 pessoas, mais um terço que no último ano de presidência de George W. Bush.

maio
27
Posted on 27-05-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 27-05-2010

O grupo petrolífero britânico BP (British Petroleun ) aparentementre obteve sucesso na operação para cimentar os poços de petróleo que estão na origem do desastre ambiental sem precedentes no Golfo do México.

Segundo Thad Allen, da guarda-costeira norte-americana, a BP conseguiu estancar hoje, quinta-feira, o vazamento de petróleo no mar que durava há 36 dias, quando uma plataforma explodiu e afundou.

“Todo mundo está prudentemente otimista, mas ainda não há razão para cantar vitória”, sublinhou Thad Allen, explicando que o “poço ainda não está bem cimentado”.

Trata-se do primeiro resultado positivo alcançado na operação que a BP lançou, há mais de um mês, para selar o poço e conter o derrame de petróleo.

O procedimento consistiu em injectar, a partir de um barco, uma solução composta por água, matérias sólidas e um mineral, barita, nos dutos que levam à válvula anti-explosão dos poços, onde se encontra o escapamento de petróleo e gás, e depois selar o poço com cimento.

Este tipo de operação nunca tinha sido tentada a esta profundidade, sob 1.500 metros de água.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, dará hoje, quinta-feira, uma entrevista coletiva sobre a maré negra e amanhã, sexta-feira, desloca-se até Luisiana, o Estado mais atingido pela catástrofe.

( Informações do Jornal de Notícias, um dos diário de maior circulação em Portugal, editado na cidade do Porto )

maio
27


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Comentário de uma ouvinte do clip de Nana no You Tube:
“Cantora maravilhosa!
Emocionante a mensagem!
Faz pensar… e pensar.. e? pensar…
Belo, real, romântico e Brasileiro!
Lindíssimo, artístico, poético e humano acima de tudo.
Mensagem para todos.
Nana é espetáculo!
VIVA NANA!”

Nada a acrescentar. Só ouvir.

(VHS)

Jorge Hage, da CGU: “caminho irreversível”

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A ferramenta digital de consulta via Internet a “Informações Diárias”, no Portal da Transparência, por meio da qual o cidadão poderá obter dados detalhados e diariamente atualizados sobre todos os atos das unidades gestoras do Poder Executivo Federal na execução das suas receitas e despesas, será posta em funcionamento pelo governo federal a partir desta quinta-feira, 27,
Desenvolvida pela Controladoria-Geral da União (CGU) em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), esta nova ferramenta promete dar cumprimento ao disposto na Lei Complementar n.º 131, de 27 de maio de 2009, que trata da divulgação em tempo real, pelos entes federados, de informações pormenorizadas sobre sua execução orçamentária e financeira.
Segundo a CGU, em relação aos gastos do Poder Executivo Federal estarão disponíveis informações sobre os atos praticados em todas as fases necessárias à realização da despesa (empenho, liquidação e pagamento), permitindo conhecer em detalhes como o Governo Federal executa o seu orçamento. Para atender a nova Lei, o Portal será recarregado, em média, com 200 mil novos documentos a cada dia, referentes a empenho, liquidação e pagamento de despesas.
“Será a abertura completa dos dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal), em linguagem compreensível pelo cidadão”, afirma o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, referindo-se ao sistema informatizado de acompanhamento de gastos federais, cujo acesso é feito atualmente mediante senha.
No plano da receita, além das informações já apresentadas no Portal da Transparência – em funcionamento desde 2004, com atualização mensal – o Governo passará a divulgar também os dados sobre a fase de lançamento, com atualização diária das informações.
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Para o ministro Hage, o Brasil dá, com a iniciativa de hoje, “um passo da maior importância na sua consolidação como uma das grandes democracias do mundo, saindo na frente da maioria dos demais países e abrindo a todos os cidadãos o acesso diário às informações sobre as receitas arrecadadas (o imposto pago pela população) e as despesas realizadas pelos órgãos públicos”. Segundo o ministro da CGU, “este caminho é irreversível”.

maio
27
Posted on 27-05-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 27-05-2010

Delegado Cleyton:morte na Cascalheira

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Em seu artigo desta quinta-feira, na Tribuna da Bahia, o colunista político Ivan de Carvalho comenta sobre o assunto que ontem chocou a Bahia e o país: o homicídio do titular da 18ª Delegacia, em Camaçari, o delegado Cleyton Leão Chaves. O jornalista que o aparelho policial do Estado foi posto em ação e polvorosa. Autoridades policiais – a exemplo do delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo – consideraram o assassinato um atentado contra o próprio Estado. E disseram – aí já abrindo espaço para duras contestações – que o Estado está preparado para o revide. “Se alguém se interessar, antecipo minha opinião: não está. Não está não. Porque não se preparou”, afirma Ivan no artigo que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)

OPINIÃO POLÍTICA

A insegurança, outra vez

Ivan de Carvalho

Na terça-feira, escrevi sobre segurança pública. Ou insegurança pública. Não dá mais para saber se o problema é o tradicional, de preservação da segurança, ou já mudou de paradigma e passou a ser de insegurança.
Ou talvez já seja até possível afirmar que o paradigma mudou mesmo, já não é a questão de segurança, mas de insegurança, segundo a percepção que a sociedade vinha adquirindo gradualmente e que nos anos mais recentes tornou-se comparável a uma alucinação.

Apenas, quando alguém tenta afastar esta alucinação para ver a realidade por trás dela, descobre que nada há de ilusão: é a própria realidade que se tornou alucinante.
Na terça-feira, escrevi sobre o desempenho da União (perdão, a ausência de desempenho) na questão da insegurança pública. A omissão absoluta, repugnantemente mal disfarçada com o até agora inócuo Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) e a criação de uma ridícula e quase inútil Força Nacional de Segurança, cuja única “virtude” é poupar o governo federal de gastos e investimentos, pois a tal FNS é integrada por policiais militares estaduais eventualmente convocados pela União.

O artigo de anteontem examinava, também, a imensa responsabilidade da União na segurança pública e as posições a respeito dos candidatos do PSDB e do PT a presidente – José Serra e Dilma Rousseff. Marina Silva terá sua vez, quando revelar o que pretende a respeito.
Mas hoje somos forçados a descer do nível federal ao estadual pelo homicídio do titular da 18ª Delegacia, em Camaçari, o delegado Cleyton Leão Chaves. O aparelho policial do Estado foi posto em ação e polvorosa.

Autoridades policiais – a exemplo do delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo – consideraram o assassinato um atentado contra o próprio Estado. E disseram – aí já abrindo espaço para duras contestações – que o Estado está preparado para o revide.

Se alguém se interessar, antecipo minha opinião: não está. Não está não. Porque não se preparou. E não digo isto sob forte e incontrolável emoção. Há vários anos venho alertando para a ausência de prioridade do Estado – e, obviamente, dos governantes – para a questão da segurança, perdão, da insegurança pública. O crime foi fincando suas raízes, não ligaram. A árvore do mal cresceu, espichou seus galhos. Satisfizeram-se com podas modestas e desordenadas. O crime se organizou e com ele convive, paralelo, o crime desorganizado.

Para o líder da oposição na Assembléia Legislativa, não existem argumentos capazes de tirar o terrível significado dos dados oficiais da própria Secretaria de Segurança Pública, que, disse ele, registram mais de 14 mil homicídios na Bahia no período do atual governo.

Muitos eram registrados antes, mas nem tanto, há de admitir o líder. Mas não estamos precisando de soluções para o passado e sim para o presente e o futuro próximo. O longo prazo, aliás, de que tanto se busca falar, é outro departamento. Mas como está, até nessas lonjuras as coisas podem piorar.

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