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Postado em 24-05-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 24-05-2010 12:54

Tuna (de chapeu) com André: “alguem lembrou Guido?”

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Bateu na Caixa de Mensagens do editor deste Bahia em Pauta, e-mail do cineasta Tuna Espinheira, premiado documentarista e diretor do belo longa “Cascalho”, inspirado na obra de Herberto Sales..
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Gente,
Fiz, hoje cedo, este bilhete para o Zé Umberto, resolvi passar para outras pessoas, uma vez que não o fiz para publicar, mas acabo de o fazer, embora no mundo virtual. É que o cinema baiano não pode ser atropelado por este programa televisivo de grande difusão, numa reportagem sem pesquisa, primária, eivada de provincianismo. Vade retro…
Tuna
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O BILHETE DE TUNA

O sempre presente “velho Tuna”, que não corre de uma boa polêmica, está mais uma vez como o diabo gosta depois da entrevista do professor de cinema da Facom-UFBA, crítico e blogueiro, André Setaro, na TVE.

Em escrito para o crítico de cinema Zé Humberto em defesa da história e personagens do cinema da terrinha, que teriam sido maltratados ou omitidos na entrevista de André, o diretor de “Cascalho” entra na briga.

Bahia em Pauta, que gosta e admira os três, mas também gosta de uma boa polêmica, publica o protesto de Tuna. E aguarda réplicas

Assunto: Entrevista do André

Zé Umberto, bom dia!

Há pouco, pela TV-E, assisti uma longa entrevista do confrade André, fiquei surpreso com a afirmação dele considerando apenas o Edgard Navarro como o único nome a ser citado como talento do atual cinema baiano. Nada tenho contra os merecidos méritos do Edgard, respeito a opinião e não vou discutir o gosto do crítico! Mas é sempre bom lembrar que o próprio André, numa longa entrevista ao jornal, A Tarde, disse, a propósito do filme, Eu me Lembro, “não é nenhuma obra prima, mas tem momentos de talento” (não sei se a frase foi exatamente assim, cito de memória). Tudo bem, como dizia o Millôr: “Livre pensar, é só pensar”. O que não condiz com o ofício crítico exercido, muito bem, na maioria das vezes, foi o expurgo, a menção infeliz de atirar no limbo os outros filmes, de longa metragem, excluídos de qualquer menção crítica, deixando passar a impressão, aos que acompanharam o programa, a configuração da desimportancia destas produções genuinamente baianas.

O entrevistador, por sua parte, não ajudou, não soube conduzir, ou, provavelmente, não tinha conhecimento mais apurado da saga do cinema feito aqui. Uma comicidade surrealista ficou patente quando foi declarado que, os ditos filmes justificando os 100 anos de história da sétima arte, realizados nestas plagas, não deixaram vestígios da sua existência, foram tragados pelas águas da Bahia de Todos os Santos ou consumidos pelo tempo e o vento!

Pergunta-se: Por que o cinema da Bahia não se contenta com as suas 50 primaveras!? Nem em cerimônia dos Eguns, assim como, em sessão espírita, os referidos materiais rodados há 100 anos, podem ser materializados, ao alcance das nossas cansadas retinas. Comemora-se 100 anos de que!?

Por algumas décadas o combalido cinema baiano só existiu graças a Jornada de Cinema de Guido Araújo, alguém se lembrou!?
Triste Bahia!! O cinema baiano está virando uma ação entre amigos…
Forte abraço,
Tuna Espinheira

(Postado por; Vitor Hugo Soares)

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