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Posted on 24-05-2010
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Juliete Binoche em Cannes: apelo por cineasta

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O Irã acabou de libertar o cineasta Jafar Panahi que estava detido desde 1 de Março na prisão de Evin, em Teerã, segundo a agência noticiosa francesa AFP. Panahi vai, assim, aguardar julgamento em liberdade.

As autoridades iranianas tinham indicado durante o fim-de-semana que estavam a rever o caso do cineasta, mas criticaram a grande campanha internacional de “propaganda” à volta do caso.

Panahi tinha sido escolhido para participar no júri do festival de Cannes, que terminou neste fim-de-semana, e a sua cadeira foi mantida vazia, em sinal de protesto pela detenção. A ausência foi notada, e Juliette Binoche, vencedora como melhor atriz num filme do realizador iraniano Abbas Kiarostami, mentor de Panahi, levantou a placa com o nome do cineasta ausente no momento em que subiu ao palco para receber o prémio.

Adepto do líder da oposição Mir-Hossein Mousavi, Jafar Panahi planeava fazer um filme sobre as eleições que a oposição diz terem sido fraudulentas e na violenta opressão dos protestos que se lhe seguiram. Foi preso em Março e estava agora detido em regime solitário e tinha recentemente começado uma greve de fome em consequência de maus tratos sofridos na prisão.

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Baixista do Slipknot, Paul Gray, 38

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O baixista do Slipknot, Paul Gray, de 38 anos, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (24), em um hotel de Iowa, de acordo com o jornal local Des Moines Register.

O músico teria sido encontrado por empregados do estabelecimento, que chamaram a polícia antes de identificar que se tratava de Gray. A autópsia será feita na terça-feira (25), e ainda não há suspeita da causa da morte.

Nascido em Los Angeles, na Califórnia, Paul Dedrick Gray mudou ainda durante a infância para Des Moines, no Iowa. Lá, ele fundou em 1995, com Shawn e Anders, a banda de metal Slipknot. Dos integrantes do grupo, ele era o único que não havia nascido na cidade.

Tocando sempre mascarados, os músicos conquistaram sucesso a partir de 1999, com o álbum Slipknot, que vendeu milhões de cópias em todo o mundo. O último álbum do grupo, All Hope is Gone, foi lançado em 2008. A banda estava planejando um novo CD para 2012.
(Deu no Terra).

Fergie “negocia” Andrew

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A imprensa britânica usa, nesta segunda-feira, adjetivos pesados como «gananciosa, desesperada e patética» depois da notícia, publicada ontem, de que Sarah Ferguson “vendeu” a um empresário por 500 mil libras um encontro de negócios com o príncipe André.

A notícia, publicada este domingo pelo semanário News of the World, é acompanhada de um vídeo em que Sarah, duquesa de York e ex-mulher do príncipe, pede a um suposto empresário 500 mil libras (560 mil euros) em troca de um encontro com o príncipe Andew, representante especial do Reino Unido para o comércio internacional e o investimento.

No vídeo, Sarah propõe a um jornalista daquele tabloide que se faz passar por empresário «acesso ao príncipe Andew», com quem mantém uma boa relação desde o divórcio de há 14 anos, por 500 mil libras, 40 mil das quais dadas em mão, no momento, a título de adiantamento. «Trate de mim que ele trata de você», diz Ferguson, insistindo no entanto que o dinheiro não é para Andrew.

O Palácio de Buckingham reagiu assegurando, num comunicado, que o príncipe, «representante especial do Reino Unido para o comércio internacional e o investimento» desde 2001, ignorava todos os aspectos da transação ou mesmo a realização do encontro da ex-mulher com o suposto empresário.

Sarah Ferguson, que partiu para Los Angeles horas depois da publicação da notícia, lamentou a sua «grave insensatez».

Todos os jornais britânicos puxaram hoje este assunto para as primeiras páginas e recuperaram as muitas ‘gafes’, infidelidades e violações do protocolo de ‘Fergie’, como é conhecida.

A única atenuante admitida pelos jornais é o «montante insignificante» que Sarah recebe do ex-marido a título de pensão de alimentos para as filhas, Beatriz e Eugénia: 15 mil libras por ano.

Os jornais de hoje tentam ainda avaliar as repercussões deste escândalo para o príncipe e a casa real.

O Times, conservador, duvida que a posição de André «não fique comprometida», enquanto o Daily Telegraph escreve que a sua tarefa, oficialmente não-remunerada, lhe rende ainda assim 249 mil libras da pensão dada à rainha pelo Parlamento e cerca de 150 mil libras relativos a despesas das deslocações ao estrangeiro.

(Informações do portal europeu TSF )

maio
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Posted on 24-05-2010
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DEU NO COMUNIQUE-SE (Portal de notícias de bastidores da imprensa)Redação

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Da Redação

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) deve adotar a partir das próximas semanas um manual para a cobertura das eleições. O guia exigirá isonomia dos repórteres e proibirá reportagens sobre a vida pessoal dos candidatos, uso de off e manifestação de preferência eleitoral, como a utilização de botons. A estatal também define normas para a divulgação de pesquisas e dá prioridade para as realizadas pelos maiores institutos. A data para o lançamento ainda não foi definida.
De acordo com a empresa, o manual está sendo analisado pelo Conselho Curador da EBC, que poderá fazer alterações. A estatal informa que a criação do guia está prevista desde setembro de 2009 e nega que tenha sido motivada por uma recente crítica de José Serra, pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, a um repórter da Rádio Nacional. Na quarta-feira (19/05), Serra se irritou com o jornalista que perguntou se ele pretendia acabar com o Bolsa Família. O tucano questionou a fonte da informação e disse que a hipótese era uma mentira.
Após o incidente, a presidente da EBC, Teresa Cruvinel, entrou em contato com a assessoria de Serra para informar sobre a criação do manual e afastar a ideia de uso político das emissoras da estatal.
Para o ouvidor da EBC, Laurindo Leal Filho, o guia será positivo para a estatal. “É um manual de jornalismo da empresa, para deixar mais clara a forma de atuação da empresa e normatizar o trabalho dos jornalistas”.
Laurindo também negou que o manual seja uma resposta à critica do tucano, e considerou a pergunta do repórter da Rádio Nacional pertinente.
“Foi uma pergunta comum, perfeitamente cabível, porque a oposição fez duras críticas ao Bolsa Família”, explicou.

maio
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Posted on 24-05-2010
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Tuna (de chapeu) com André: “alguem lembrou Guido?”

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Bateu na Caixa de Mensagens do editor deste Bahia em Pauta, e-mail do cineasta Tuna Espinheira, premiado documentarista e diretor do belo longa “Cascalho”, inspirado na obra de Herberto Sales..
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Gente,
Fiz, hoje cedo, este bilhete para o Zé Umberto, resolvi passar para outras pessoas, uma vez que não o fiz para publicar, mas acabo de o fazer, embora no mundo virtual. É que o cinema baiano não pode ser atropelado por este programa televisivo de grande difusão, numa reportagem sem pesquisa, primária, eivada de provincianismo. Vade retro…
Tuna
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O BILHETE DE TUNA

O sempre presente “velho Tuna”, que não corre de uma boa polêmica, está mais uma vez como o diabo gosta depois da entrevista do professor de cinema da Facom-UFBA, crítico e blogueiro, André Setaro, na TVE.

Em escrito para o crítico de cinema Zé Humberto em defesa da história e personagens do cinema da terrinha, que teriam sido maltratados ou omitidos na entrevista de André, o diretor de “Cascalho” entra na briga.

Bahia em Pauta, que gosta e admira os três, mas também gosta de uma boa polêmica, publica o protesto de Tuna. E aguarda réplicas

Assunto: Entrevista do André

Zé Umberto, bom dia!

Há pouco, pela TV-E, assisti uma longa entrevista do confrade André, fiquei surpreso com a afirmação dele considerando apenas o Edgard Navarro como o único nome a ser citado como talento do atual cinema baiano. Nada tenho contra os merecidos méritos do Edgard, respeito a opinião e não vou discutir o gosto do crítico! Mas é sempre bom lembrar que o próprio André, numa longa entrevista ao jornal, A Tarde, disse, a propósito do filme, Eu me Lembro, “não é nenhuma obra prima, mas tem momentos de talento” (não sei se a frase foi exatamente assim, cito de memória). Tudo bem, como dizia o Millôr: “Livre pensar, é só pensar”. O que não condiz com o ofício crítico exercido, muito bem, na maioria das vezes, foi o expurgo, a menção infeliz de atirar no limbo os outros filmes, de longa metragem, excluídos de qualquer menção crítica, deixando passar a impressão, aos que acompanharam o programa, a configuração da desimportancia destas produções genuinamente baianas.

O entrevistador, por sua parte, não ajudou, não soube conduzir, ou, provavelmente, não tinha conhecimento mais apurado da saga do cinema feito aqui. Uma comicidade surrealista ficou patente quando foi declarado que, os ditos filmes justificando os 100 anos de história da sétima arte, realizados nestas plagas, não deixaram vestígios da sua existência, foram tragados pelas águas da Bahia de Todos os Santos ou consumidos pelo tempo e o vento!

Pergunta-se: Por que o cinema da Bahia não se contenta com as suas 50 primaveras!? Nem em cerimônia dos Eguns, assim como, em sessão espírita, os referidos materiais rodados há 100 anos, podem ser materializados, ao alcance das nossas cansadas retinas. Comemora-se 100 anos de que!?

Por algumas décadas o combalido cinema baiano só existiu graças a Jornada de Cinema de Guido Araújo, alguém se lembrou!?
Triste Bahia!! O cinema baiano está virando uma ação entre amigos…
Forte abraço,
Tuna Espinheira

(Postado por; Vitor Hugo Soares)

maio
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Posted on 24-05-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 24-05-2010

Candidatos: olhos abertos para os números

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A subida da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, nas pesquisas eleitorais dos principais institutos, produz nuances que buscam explicações. É este o tema do artigo do jornalista Ivan de Carvalho na edição desta segunda-feira na Tribuna da Bahia, que este site blog reproduz.
Esta é uma resposta, sergundo o articulista, que não parece difícil e que, aliás, foi dada, de um modo indireto, mas muito claro, por um dirigente do Instituto Datafolha. Ivan, no entanto, destaca um aspecto relevante na corrida presidencial, que ficou meio obscurecido nas avaliações sobre os dados da mais recente pesquisa: a subida também, pelas beiradas, da pré-candidata Verde, Marina Silva, que bateu nos 12% da preferência do eleitorado. Confira.
( VHS )


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OPINIÃO POLÍTICA

Confirmação aparente

Ivan de Carvalho

À primeira vista, a pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana, colocando José Serra e Dilma Rousseff em um perfeito empate – cada um deles com 37 por cento das intenções de voto – confirma as pesquisas feitas pouco antes, uma delas pelo Instituto Sensus e a outra pelo Instituto Vox Populi. Essas duas pesquisas colocaram o tucano e a petista em situação de “empate técnico”, o que representou um avanço de Rousseff, que antes vinha sempre em desvantagem.
Mas a pesquisa Datafolha foi ainda melhor para a candidata petista do que as dos outros dois institutos citados. Pois, pela primeira vez, uma pesquisa coloca a candidata governista em vantagem num eventual segundo turno. Todas as pesquisas anteriores de todas as entidades que as fizeram davam vantagem ao oposicionista José Serra, do PSDB, no segundo turno. E vantagem confortável.
Bem, mas então como é que o Datafolha, com seu empate de 37 contra 37 por cento das intenções de voto, confirma apenas aparentemente os resultados do Sensus e do Vox Populi, que oportunamente abordei aqui, pondo-os sob suspeita?
Esta é uma resposta que não me parece difícil e que, aliás, foi dada, de um modo indireto, mas muito claro, por um dirigente do Instituto Datafolha. Disse ele que entre a pesquisa Datafolha de abril e a de maio, a que aqui nos referimos, houve apenas um fato importante capaz de alavancar as intenções de voto em Dilma Rousseff: a propaganda partidária do PT na televisão (e no rádio, que o dirigente do Datafolha não citou). O Sensus e o Datafolha fizeram suas pesquisas antes dessa propaganda.
Essa propaganda gratuita, por imposição da legislação eleitoral, foi feita em um programa de dez minutos e em uma série de inserções na programação normal da televisão e do rádio. Devia ser apenas propaganda partidária, estando vedada por lei propaganda eleitoral.
Mas o PT entendeu, segundo reclamou a oposição, que “o crime compensa” – neste caso, como em alguns outros, como o dos dólares na cueca e o da violação ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo na tentativa de salvar o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que, aliás, segundo notícias de ontem, deverá ser o chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, se ela for eleita presidente. E o PT gastou todo o tempo fazendo, sob o comando de Lula e Dilma, a propaganda eleitoral proibida.
Foi exatamente, segundo não só o dirigente do Datafolha como os políticos em geral, notadamente os da oposição (entre os governistas, muitos tentam alinhavar outras razões, evidentemente), essa propaganda ilegal que valeu o empate a Dilma, um empate que não existia antes de tal propaganda e que, portanto, pode-se supor que não deveria existir nos resultados do Sensus e do Vox Populi. Tão gentis para Dilma que negligenciaram as intenções de voto da outra mulher, Marina Silva, maltratada com sete e com nove por cento, e vingada pelo Datafolha, que lhe atribuiu 12 por cento.

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