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BOA NOITE!!!

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Posted on 23-05-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 23-05-2010

Apichatpong: diretor de “Meu Tio”

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“Meu Tio”,  filme tailandês dirigido por Apichatpong Weerasethakul conquistou, neste domingo, a Palma de Ouro da 63ª edição do Festival de Cinema de Cannes, tendo a companhia, entre os premiados do maior festival do cinema europeu e mundial, de três franceses, um italiano, um espanhol, um chadiano e um sul coreano.

Os prêmios das principais categorias foram entregues na capital européia do cinema, distinguindo concorrentes de três continentes distintos (Europa, África e Ásia), como o filme “Lung Boonmee raluek chat” (Meu Tio). O realizador, de 39 anos, é apontado pela crítica como autor de filmes experimentais e singulares, marcados pelo sobrenatural.

“Na selva, montanhas e vales,  as nossas vidas passadas reaparecem-me sob a forma de um animal ou de outra maneira”, diz no início do filme o personagem principal, o tio Boonmee, um idoso que sente aproximar-se o final da sua vida.

Padecendo de insuficiência renal aguda, prepara-se para a morte, conversando com a irmã e retomando a atividade de apicultor.

Os fantasmas surgem-lhe então, uns com forma humana, outros com forma animal, e o tio Boonmee prepara-se para a sua última viagem, sinônimo de Apichatpong Weerasethakul para a reencarnação.

O Grande Prêmio do 63º Festival de Cinema de Cannes foi atribuído ao francês Xavier Beauvois,  pelo filme “Des hommes et des dieux”, uma película que retrata o assassínio de sete monges cistercienses franceses de Tibéhirine, na Argélia, em 1996.

O prêmio de interpretação masculina do 63º Festival de Cinema de Cannes foi para o espanhol Javier Bardem e o italiano Elio Germano.

Bardem foi premiado pela sua interpretação em “Biutifil”, do realizador mexicano Alejandro González Iñárritu, enquanto Germano viu o júri premiar a sua atuação em “La Nostra Vita”, filme do italiano Daniele Luchetti.

O prêmio de interpretação feminina foi atribuído à atriz francesa Juliette Binoche, pela representação em “Copie conforme”, do realizador iraniano Abbas Kiarostami.

O prêmio de melhor realizador do 63º Festival de Cinema de Cannes distinguiu o francês Mathieu Amalric, pela sua quarta longa metragem, intitulada ‘Tournée’.

O prêmio do Júri do certame foi para o filme ‘Um homem que não acredita que um urso dance’, do chadiano Mahamat-Saleh Haroun. Este filme é a primeira longa metragem africana na competição em Cannes nos últimos 13 anos.

O prêmio de melhor roteiro foi  para o filme sul coreano ‘Poetry’, de Lee Chang-dong, que recebeu a distinção das mãos da atriz francesa Emmanuelle Devos.

( Informações do portal europeu TSF)

maio
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Posted on 23-05-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 23-05-2010

O ex-presidente norte-americano Bill Clinton saiu ileso de um acidente rodoviário neste domingo , quando se dirigia para a Universidad de Yale, em New Haven, Estado de Connecticut, para pronunciar o discurso de fim de curso na faculdade de Direito.

A polícia de Connecticut informou que o veículo em que viajava Bill Clinton foi abalroada pelas traseira por outro veículo, quando circulava na autoestrada Merritt, no condado de Fairfield.

Imagens da estação de televisão CNN mostram que o carro em que viajava o ex-presidente ficou com a traseira direita ligeiramente amassada e os dois faróis partidos.

Em declarações ao canal de televisão local WTIC, Bill Clinton disse que «afortunadamente» o acidente não passou de um pequeno toque.

O veículo, pertencente aos serviços secretos, prosseguiu depois viagem para Yale onde, sem fazer menção ao acidente, Clinton falou sobre as desigualdades no mundo.

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DEU NA FOLHA DE S. PAULO , EDIÇÃO DESTE DOMINGO, 23, QUE ASSINALA A APRESENTAÇÃO NAS BANCAS DO MODELO DE “JORNAL DO FUTURO” DO DIÁRIO PAULISTA DE CIRCULAÇÃO NACIONAL.

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“Verdes bárbaros

Desiludidos com o PT , Caetano, Gil e Bethânia aderem a Marina Silva; senadora vira o xodó dos artistas

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Porta-voz de temas da moda, como o ambientalismo e o consumo consciente, a senadora Marina Silva (PV-AC) virou a queridinha dos artistas na corrida presidencial.
Ela tem atraído a adesão de estrelas desiludidas com o PT, que não se animam a votar na candidata do presidente Lula, Dilma Rousseff, e rejeitam o PSDB de José Serra.

O movimento, espontâneo, é encabeçado pelos doces bárbaros Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia. Em 2002, todos apoiaram Lula contra Serra. Oito anos depois, decidiram “marinar”.
“Marina é novidade com beleza. É disso que artistas gostam”, diz Caetano. “Não dá para ver uma mulher tão elegante, coerente, sincera e honesta e não querer dar-lhe o cargo mais alto”.

Depois de definir a senadora como uma mistura de Lula e Barack Obama, o cantor diz que ela representa a “continuação do amadurecimento político brasileiro”, um passo além de Lula e Fernando Henrique Cardoso.
“Votar em Dilma por lulismo é regressão. Votar em Serra pode representar apreço pela alternância do poder, mas é não querer sair do elenco já dado”, justifica.
Ministro da Cultura de Lula por cinco anos e meio, Gil foi a estrela da festa de lançamento da pré-campanha de Marina, domingo passado.
Cantou, chamou a senadora de “cabocla decidida e dedicada” e afirmou que ela encarna a “dimensão espiritual profunda do nosso povo”. “Meu coração pediu assim”, resumiu ele, filiado ao PV.

VOTO DECLARADO

Avessa aos palanques, Bethânia quebrou uma tradição para declarar a escolha. “Não escondo de ninguém que meu voto é dela. De Marina e da floresta amazônica”, disse, via assessoria.
Ela já havia indicado a preferência em outubro passado, em entrevista à revista “Bravo”. “Marina me arrebata. É nobre, firme, sóbria e passou pelo governo federal sem se manchar”, disse.

“Jurei que não votaria mais em candidato nenhum, nem do Executivo nem do Legislativo, mas a Marina talvez me anime a voltar atrás.”
A quarta integrante dos Doces Bárbaros, Gal Costa, não respondeu. Em 1989, ela cantou o jingle “Lula-lá” na TV. Hoje, diz uma assessora, prefere não falar de política.
A “onda verde” contagia outros expoentes da MPB, como a cantora Adriana Calcanhoto, que cantou e discursou na festa da pré-campanha em Nova Iguaçu (RJ).

A presença dos artistas indica que Marina deve explorá-los fartamente no horário eleitoral gratuito. Em 2008, o PV usou e abusou de Caetano na campanha de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio. Na reta final, o cantor parecia ocupar mais tempo dos programas que o candidato.
A ausência de Lula, que concorreu nas últimas cinco eleições presidenciais, favorece a migração dos artistas. Mesmo os mais fiéis ao presidente, como Chico Buarque, admitem não sentir grande entusiasmo pela candidata que ele escolheu.

“Vou votar na Dilma porque é a candidata do Lula e eu gosto do Lula. Mas, a Dilma ou o Serra, não haveria muita diferença. Não vai fugir muito do que está sendo traçado aí”, disse, à revista francesa “Brazuca”.
No fim de abril, o maestro Wagner Tiso convidou artistas para um café com Dilma no Rio. O evento foi pouco concorrido. Assinaram a lista de presenças a atriz Cristina Pereira e o sambista Marquinhos de Oswaldo Cruz.
Apesar do crescimento nas pesquisas, a petista enfrenta resistência semelhante no meio acadêmico. Intelectuais que votavam em Lula, como Leandro Konder, Chico de Oliveira e Aziz Ab’Saber, anunciaram apoio a Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).”

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DEU NO PORTAL TSF (LISBOA)

O dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve da fome há 87 dias, afirmou sábado que 18 prisioneiros políticos vão ser transferidos para prisões mais próximas do seu lugar de residência ou para hospitais, se estiverem doentes.

Ainda de acordo com Fariñas, os detidos devem começar a ser transferidos na segunda-feira, escreve a agência Lusa.

Contactado por telefone no hospital de Santa Clara, 270 quilômetros a leste de Havana, o ciberjornalista de 48 anos, que reclama a libertação dos prisioneiros políticos doentes, declarou ter sido informado destas transferências pelo prelado Juan de Dios Hernandez, que o visitou, uma informação confirmada por uma fonte na Igreja Católica.

Se esta informação se concretizar, vai tratar-se do primeiro gesto por parte do presidente Raul Castro em prol dos prisioneiros políticos após um encontro, o primeiro do tipo, sobre este processo, com o chefe da Igreja Católica cubana, o cardeal Jaime Ortega, e o presidente da conferência episcopal, Dionisio Garcia.

De acordo com Guillermo Fariñas, o enviado da Igreja indicou igualmente que pode ocorrer em breve um encontro entre a Igreja e as autoridades «para falar de possíveis libertações».

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Posted on 23-05-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 23-05-2010

Ouça outras maravilhas musicais como a deste vídeo no Blogbar do Fontana.
http://www.youtube.com/watch?v=jXx_xmXeOsg&feature=player_embedded#!

BOM DOMINGO!!!

(VHS)

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Eleições no Império eram nas igrejas

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CRÔNICA DA HISTÓRIA

Fraude eleitoal nas sacristias

Rosane Soares Santana

A primeira lei eleitoral brasileira (Decisão n.57/06/1822), que regulou a eleição dos deputados para a Assembleia Constituinte de 1823, consagrou a Igreja como espaço religioso, social e político – herança do período colonial – e estabeleceu a eleição indireta, aspectos incorporados às legislações posteriores até o final do Império. Mas, mesmo realizadas em local devotado ao culto da religião católica, após uma missa e a benção do pároco, as eleições foram marcadas pela fraude e pela violência, ao longo do século XIX, como registrou o deputado conservador Francisco Belisário Soares de Souza, no livro “O Sistema Eleitoral do Império”, que se tornou um clássico.

O processo indireto, em dois turnos, estabelecido pela primeira lei eleitoral, para a escolha de 100 deputados constituintes, foi estendido até 1881, às vésperas da proclamação da República. Nas eleições primárias, com a ingerência dos mandões locais – grandes proprietários de terra, comerciantes etc – eram escolhidos os eleitores de primeiro grau. A estes, cabia eleger os eleitores de paróquia, que, enfim, escolhiam os deputados e os senadores. No caso destes últimos, após 1824, entre os três mais votados, o imperador escolhia um nome para o cargo, que era vitalício.

Votavam homens com idade mínima de 25 anos; oficiais militares e casados, a partir de 21 anos e clérigos e bacharéis de qualquer idade. Mulheres e escravos não podiam votar. Libertos votavam nas eleições de primeiro grau. Exigia-se uma renda de 100 mil réis por ano para ser eleitor de primeiro grau e 200 mil réis, de segundo grau. Em 1846, esses valores passaram a 200 mil e 400 mil, respectivamente.

Cabalistas e fósforos

Violência e fraude marcaram o processo eleitoral do Império. “Apesar dos requisitos estabelecidos na Constituição (1824) para poder o cidadão votar nas eleições primárias, nenhuma autoridade as examinava e reconhecia previamente. A vozeria, o alarido, o tumulto, quando não murros e cacetadas, decidiam o direito de voto dos cidadãos que compareciam”, conta Belisário no livro . Tudo isso, frise-se, dentro da Igreja.

Alguns personagens assumiam papel estratégico, fraudando o resultado das eleições. Os cabalistas, que incluíam e excluíam nomes de pessoas das listas de qualificação de eleitores, a serviço dos mandões. “Numa freguesia de mil ou mil e tantos votantes, as novas inclusões contam-se por centenas, de modo que a alteração da lista dos qualificados excede às vezes a mais da metade do número total dos votantes (…). Os requisitos vagos, indeterminados de idoneidade para a qualificação dos votantes tais como exige a lei e têm sido entendidos, são uma fonte perene de abusos pelas inclusões e exclusões de turbas inúmeras e desconhecidas, as quais por si só alteram todas as condições normais e estáveis dos partidos nas localidades”, segundo Belisário.

O fósforo foi outro personagem importante no processo. Eles votavam em lugar de eleitores qualificados que, por algum motivo, inclusive morte, não podiam votar. “Os cabalistas sabem que F. qualificado morreu, mudou de freguesia, está enfermo; em suma, não vai votar: o fósforo se apresenta. É mui vulgar que, não acudindo à chamada um cidadão qualificado, não menos de dois fósforos se apresentem para substituí-lo, cada qual cabe melhores provas de sua identidade, cada qual tem maior partido e vozeria para sustentá-lo em sua pretensão”, mais uma vez Belisário.

“Bico de Pena”

Quando as eleições primárias não eram disputadas e as igrejas ficavam desertas, percorria-se “os arredores da matriz” e, de última hora, convocavam-se pessoas para votar pelos eleitores ausentes ou colocavam-se na urna cédulas preenchidas pelos integrantes da mesa eleitoral, lavrando-se uma ata para dar aparência de legalidade ao processo. Eram as eleições a “bico de pena”

Rosane Soares Santana é jornalista, com mestrado em História pela UFBA. Estuda o Poder Legislativo, elites políticas e eleições no Brasil. Integra a cobertura de eleições do Terra.

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Leia mais sobre eleições na história do Brasil

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4444372-EI6578,00.html

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