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Posted on 22-05-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 22-05-2010

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Lá da californiana Belmont, na área da suntuosa Baia de San Francisco, Regina sempre atenta e olhar agudo como poucos, apesar da distância, observa tudo e manda um recado seguido de sugestão musical para o editor do Bahia em Pauta.

“Diante dos últimos acontecimentos e dos que poderão suceder, sugiro a musica “E SE” dos incomparáveis Francis Hime e Chico Buarque. Beijos, Regina Soares”

Sugestão aceita e aí vai a música para terminar o sábado no BP.

BOA NOITE!!!

“Se gritar pega ladrão”, de Bezerra da Silva, é a música para começar o dia ainda no ritmo da festa do delegado da PF, Protógenes Queiroz (PC do B) na festa de aniversário.

Protógenes (PC doB) abre o peito em Sampa

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DEU NO TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

Pré-candidato do PCdoB a deputado federal, o delegado Protógenes Queiroz festejou seu aniversário de 51 anos no Bar Brahma, em São Paulo, na noite desta quinta-feira (20). Respondeu pelo fundo musical o grupo “Originais do Samba”, uma das atrações do bar na esquina da avenida Ipiranga com a São João.

Entre os convidados, o maestro João Carlos Martins, o pré-candidato do PCdoB ao Senado, Netinho de Paula, o empresário J. Hawilla (Traffic), o político Adhemar de Barros Filho e o vereador Jamil Murad. “Nunca pensei em vir pra um festa do PCdoB em um ambiente popular”, disse Adhemar, filho do ex-governador paulista, ao delegado responsável pela Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas em 2008.

À meia-noite, quando o grupo de samba começou a tocar “Se gritar pega ladrão”, clássico do repertório de Bezerra da Silva, Protógenes subiu ao palco do Brahma, pegou um tamborim e dividiu o microfone: “Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão/ Se gritar pega ladrão, não fica um…”.

Protógenes também esteve à frente das operações da Polícia Federal que prenderam Paulo Maluf e Law Kin Chong, além de ter investigado lavagem de dinheiro na parceria MSI/Corinthians
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http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4442386-EI6578,00.html

maio
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Posted on 22-05-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 22-05-2010


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No artigo deste sábado, na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho comenta a decisão do ministro do TSE Henrique Neves, que aplicou, ontem, multa de R$ 10 mil ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de R$ 5 mil à candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, por considerar que eles fizeram, novamente, propaganda eleitoral antecipada. O segundo fato grave, assinala Ivan, é que esta é a quarta multa imposta pelo TSE ao presidente Lula. Todas elas por propaganda eleitoral indevida. Bahia em Pauta reproduz o texto.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Lula e Dilma dão mau exemplo
Ivan de Carvalho

O ministro do TSE Henrique Neves aplicou, ontem, multa de R$ 10 mil ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de R$ 5 mil à candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, por considerar que eles fizeram, novamente, propaganda eleitoral antecipada, desta vez em um evento realizado em São Bernardo do Campo, no dia 10 de abril. Os dois condenados podem ainda recorrer ao pleno do TSE.

Há no episódio três fatos graves. O primeiro é que um dos multados – exatamente o que foi penalizado com a multa mais alta, certamente devido à intensidade da infração cometida – foi o presidente da República. Ora, uma pessoa neste cargo deve dar o exemplo de absoluto respeito à lei, o que não aconteceu, salvo melhor juízo do pleno do tribunal, no que não acredito.

O segundo fato grave é que esta é a quarta multa imposta pelo TSE ao presidente Lula. Todas elas por propaganda eleitoral indevida. Vale dizer, o presidente já é judicialmente tri-reincidente (a primeira multa, claro, não caracteriza reincidência) em burlar a legislação eleitoral para favorecer a candidata petista. Não são casos, portanto, de mera infração à lei, mas também de desrespeito tanto à responsabilidade do cargo que ele ocupa quanto ao exemplo que um presidente deve dar para a formação da cidadania.

O terceiro fato grave é talvez o mais perigoso e o que está a merecer uma reação enérgica de todas as forças sérias do país, o que, aliás, não tem acontecido, restando saber se essas forças estão intimidadas ou não são realmente sérias. O fato perigoso para o estado de direito é que o presidente resolveu levar na troça, na ironia, na piada sem nenhuma graça e muita desgraça, as multas que lhe foram aplicadas.
Em relação a uma das quatro multas, não à mais recente, mas de igual valor, exatamente R$ 10 mil, ele, de cima do palco ou do palanque, tratou de, perante os cidadãos e cidadãs que o ouviam, ávidos talvez de lhe seguirem os apelos e indicações de caminhos, ridicularizar a penalidade determinada pelo TSE. “Vamos fazer uma vaquinha”, gritou, ou mugiu, sei lá.

O que sei é que há poucos dias o TSE julgou uma reclamação contra programa de propaganda partidária do PT (dez minutos) que fizera “propaganda eleitoral antecipada” – o que é proibido – da candidata Dilma Rousseff. O TSE condenou o PT e aplicou-lhe a penalidade de perda do direito ao programa de propaganda partidária, de igual duração, do primeiro semestre de 2011, por ser o primeiro desse tipo seguinte ao julgamento.

Bem, se o TSE houvesse sido menos lento e feito o julgamento uns poucos dias mais cedo, o PT teria perdido o direito a fazer o programa de propaganda partidária seguinte ao julgamento, durante o qual Lula e Dilma fizeram escandalosos dez minutos de propaganda antecipada da candidata petista. Dá pra pensar sobre um hipotético mecanismo de retardo encrustado no TSE. Não sei a razão, mas lembrei-me do que disse há dias o ex-presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, reclamando do TSE estar sendo “compreensivo” com o comportamento de “altas autoridades” na campanha eleitoral e notando que o tratamento deve ser “igual para todos, de presidente da República a vereador”.

maio
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Posted on 22-05-2010
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Damário: última poesia

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O editor do Bahia em Pauta recebeu a seguinte mensagem via e-mail do jornalista, escritor, amigo e colaborador deste site blog:

Caro Vítor. Acabamos de chegar de Cachoeira, onde fomos nos despedir de Damário. Segue um texto que acabei de escrever e a reprodução de um dos últimos poemas escritos por Damário, inclusive com a correção que fez e a assinatura. Um forte abraço. Diogo

Sejam as Diogo também as palavras do BP na partida do grande poeta baiano.

(Vitor Hugo Soares)

CRÕNICA/SENTIMENTOS

A DESPEDIDA DO POETA

Diogo Tavares

O poeta Damário Dacruz ainda não tinha partido oficialmente deste nosso convívio, mas o espírito dele já passeava pelas ruas de Cachoeira. Os sensíveis, os puros de coração, os iniciados nas coisas do espírito talvez tenham testemunhado isso. O povo tratou de espalhar. Os médicos, estes seres quase sempre pragmáticos, atestaram a morte aos dez minutos desta sexta-feira. Pobres dos homens que compreendem a fisiologia humana e ignoram os mistérios da alma e da poesia.

Corpo, como humano, é como o grande orador Raimundo Cerqueira gosta de descrever a cidade de Cachoeira. Dos pés, a saída para as estradas do mundo, passando pelo estômago, na feira, e pelo coração, na Igreja da Nossa Senhora da Ajuda, até a cabeça, no outro extremo, tomada pelos terreiros de Candomblé e pelas verdades nas tranças que traçam os destinos dos homens. Explicar esta peculiaridade da anatomia de Cachoeira é fundamental para compreender porque tinha que ser nessa cidade do Recôncavo, paixão do poeta de Oxóssi, devoto de Cosme e Damião, que a notícia se deu.

Ninguém contou ter visto o poeta, sob forma etérea, tomando café na Panificadora Estrela, caminhando entre as barracas da feira, comprando angélicas e comendo bolinho de maniçoba e mariscos em das Virgens, esperando um filé na pracinha em frente aos Correios, recebendo um grupo em excursão no quarto da filha Damine, transformado numa representação cênica no porão de um navio tumbeiro, ou meditando, rabiscando um poema em sua escrivaninha no andar térreo do Pouso da Palavra. Ninguém disse ter visto estas coisas horas antes o óbito atestado, mas o boato de que o poeta havia partido do próprio corpo alquebrado pelo câncer de pulmão correu toda a cidade ainda na quinta-feira.

Mistérios dos homens e desta cidade que atraiu o jovem poeta há muitos anos. Nós, pobres homens presos à chamada realidade, levamos muito mais tempo para imaginar Damário pleno em Cachoeira. Nos despedimos dele pela manhã no Jardim da Saudade, em Salvador, para nos consolarmos pela tarde velando seu corpo na Câmara de Vereadores naquela cidade do Recôncavo da Bahia. Então, não haveria carro que coubesse para saciar a imensa saudade. Tomadas as alças por parentes, amigos e admiradores, o caixão do poeta foi levado pelas ruas de Cachoeira.

Da Câmara, o Pouso da Palavra, sonho erguido de um sobrado em ruínas, a esquina da Ladeira da Ajuda, a feira, cada calçada e cada rua estreita da cidade histórica tantas vezes percorridas pelo poeta, segue a passeata silenciosa, cada vez com mais gente, até o cemitério. Homens céticos, precisamos de muitos passos para nos convencer que, sim, o poeta estava vivo naquelas ruas, nos instigando com sua perplexidade compartilhada e o mistério infinito das palavras grávidas.

Diogo Tavares é escritor e jornalista http://pautapariu.zip.net/

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DEU NA FOLHA ON LINE

A mais nova Pesquisa Datafolha publicada na edição impressa da Folha deste sábado, 22, mostra a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, empatada com o adversário tucano José Serra. Dilma e Serra aparecem com 37% das intenções de voto, cada um. Marina Silva (PV) aparece com 12%.

A íntegra da reportagem está disponível para assinantes do UOL e do jornal.

Esta é a melhor marca obtida por Dilma, que avançou sete pontos percentuais em relação à pesquisa de abril, quando aparecia com 30% das intenções de voto. Na mesma comparação, Serra perdeu cinco pontos percentuais. Já Marina segue estável com a mesma taxa de intenção de voto.

O levantamento foi realizado ontem e anteontem com 2.660 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Leia a reportagem completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.

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Posted on 22-05-2010
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 22-05-2010

Marina na Metrópole fala de sucessão com jeito…

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…de Leão da Barra na Copa Brasil

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ARTIGO DA SEMANA

MARINA E VITÓRIA, LEÃO E JAGUATIRICA

Vitor Hugo Soares

Mal comparando, como se diz nas barrancas do rio São Francisco da minha aldeia, a acreana Marina Silva, pré-candidata do Partido Verde à presidência da República, desembarcou nesta sexta-feira, 21, em Salvador, decidida e surpreendente. Do jeito que o time do Vitória, o rubro-negro baiano, aportou nas finais da Copa do Brasil na noite histórica para o futebol estadual da última quarta-feira,19 de maio .

O time dos quase anônimos Viáfara, Berola e Junior e de veteranos notáveis que parecem jogar com uma fita métrica de passes perfeitos nos pés, como Ramon, qualificou-se para brigar pelo título máximo com o Santos dos fenômenos indiscutíveis da hora para a mídia inteira do País – até na baiana – Ganso, Neymar e companhia dos “meninos da Vila”.

No futebol da Bahia, o Leão da Barra provoca paixões e tem tradição mais que centenária. Mas só agora conseguiu romper o círculo de ferro das disputas entre paulistas e cariocas. À exceção de uma boquinha de vez em quando para representantes mineiros e gaúchos, como variação da batida de uma nota só que não raramente deslumbra e até causa cegueira em boa parte da chamada “crítica esportiva do Brasil”.

Na política, a ambientalista e evangélica pré-candidata do PV à sucessão de Lula deixou claro em suas entrevistas, conversas e encontros na capital baiana – um deles com o arcebispo de Salvador e cardeal Primaz do Brasil, Dom Geraldo Magella -, que um de seus sonhos e motor fundamental da campanha que empreende com vistas às eleições presidenciais deste ano, é muito semelhante aos do Vitória nesta Copa Brasil a ser decidida em agosto.

Marina, voz mansa e figura aparentemente frágil, pisa no chão devagarinho, chega como quem aparentemente não quer nada, navegando pelas beiradas dos igarapés de sua região natal. No entanto, é contundente e firme ao dizer a que vem: quer mostrar e discutir projetos novos, mostrar a face de uma parte sem voz e sem mídia no país.

Em síntese – e nisso foi contundente nas conversas da sexta-feira e deve repetir no discurso deste sábado no lançamento dos candidatos verdes à eleição estadual: fará o que estiver ao seu alcance para evitar que tudo se transforme em mero plebiscito entre a mineira-gaucha Dilma Rousseff (PT) e o tucano paulista José Serra (PSDB).

Na primeira e emblemática entrevista do dia, concedida ao programa da Rádio Metrópole do apresentador Mario Kertész, a pré-candidata do PV lamentou a ausência na disputa de um nome que ela considerava aliado crucial na defesa da apresentação de projetos nacionais e dabate de ideias, como em princípio deveria ser no primeiro turno de uma campanha como a que se aproxima: o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), tirado do jogo na hora H por razões que nem os socialistas ainda conseguiram explicar direito.

A “doce, frágil e gata” Marina de repente vira jaguatirica – como ela própria já antecipou a um blogueiro -, ao repelir a ideia dos eleitores serem conduzidos e reduzidos em 2010 a passivos observadores de uma disputa plebiscitária entre petistas e tucanos, entre Serra e Dilma.

Pior ainda, pensa Marina, se tudo virar um grande Palmeiras e Flamengo eleitoral. Uma inaceitável disputa de egos, como muitos já antecipam, entre o tucano Fernando Henrique Cardoso, “cujo mandato duplo terminou há oito anos”, e o petista Lula, “cujo governo também de oito anos, está prestes a chegar ao fim”, protesta Marina em Salvador.

E a candidata verde volta a considerar imperdoável a rasteira do PSB e do governo Lula – “de quem Ciro Gomes foi um dos amigos e aliados mais competentes e leais, até em questões polêmicas e delicadas como a transposição das águas do rio São Francisco” – no deputado socialista pelo Ceará.

“Quem poderia dizer se o Ciro seria ou não presidente eram os brasileiros e brasileiras”, disse Marina na conversa com Mário Kertész na Rádio Metrópole, cercada por todos os lados de mensagens via internet e telefonemas de aprovação e elogios de ouvintes durante e depois de um dos programas de maior audiência do rádio na Bahia.

Na entrevista e nas andanças e contatos baianos, a pré-candidata lançada domingo passado pelo PV em ato na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (com anúncio do empresário da Natura como candidato a vice -, tambem para marcar diferenças), Marina falou de sua saída do PT sem atirar pedras em antigos companheiros.

A senadora acreana destacou avanços do governo do presidente Lula – sem esquecer o de FHC, e sem o mesmo entusiasmo em relação ao presidente petista revelado recentemente por Serra na visita a Recife, ou os petardos pesados que Dilma costuma disparar contra o período do governo tucano.

No fim, disse fazer política com humildade e sabedoria – que segundo a senadora acreana são virtudes tipicamente femininas . Mas deu o tom pessoal que ela pretende seja a marca de sua caminhada nesta campanha presidencial e de um eventual e surpreendente caso de triunfo eleitoral: “Vamos manter o que já temos de bom, mas vamos transitar para o futuro”.

A torcida do Vitória, o glorioso Leão da Barra de garra e tradição, que acaba de chegar de supresa para a decisão com o Santos da Copa do Brasil, também agradece.

Bola pra frente!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares@terra.com.br

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