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Postado em 13-05-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 13-05-2010 13:23

Dorneles:  recuo do PP

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O PP, um dos principais partidos da base de sustentação do governo Lula e que se acreditava favas contadas na aliança que apoiará a candidata petista à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, pediu tempo para pensar. Isso pode ter reflexos na Bahia, superficiais ou profundos, mas é questão para cujo esclarecimento cumpre esperar mais um pouco. Este é o tema principal do artigo do jornalista político Ivan de Carvalho, na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

O PP pede tempo

Ivan de Carvalho

1. O PP, um dos principais partidos da base de sustentação do governo Lula e que se acreditava favas contadas na aliança que apoiará a candidata petista à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, pediu tempo para pensar. E para medir, com base em observações e pesquisas eleitorais. Isso pode ter reflexos na Bahia, superficiais ou profundos, mas é questão para cujo esclarecimento cumpre esperar mais um pouco.
O presidente nacional do PP, Francisco Dornelles, disse ontem que seu partido só decidirá em junho qual o candidato a presidente que vai apoiar. E acrescentou que os diretórios estaduais estão liberados para fazerem as alianças que quiserem. Há estimativas de que dez diretórios estaduais apoiarão José Serra e os restantes permanecerão governistas, apoiando Dilma Rousseff.
Mas o PP, por sua convenção nacional, escolherá um candidato a presidente, ingressando na coligação às eleições majoritárias liderada por este candidato ou candidata, o que terá um impacto político-eleitoral favorável, além de somar para este candidato tempo na propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão.
E o que aconteceu ontem no Rio Grande do Sul? O presidente nacional do PP, Francisco Dornelles, tio do tucano mineiro Aécio Neves, reuniu-se em Brasília com o presidente nacional do PSDB, senador pernambucano Sérgio Guerra. Na reunião estavam também os presidentes do PP e PSDB do Rio Grande do Sul. E então anunciou-se o apoio do PP gaúcho à candidatura presidencial do tucano José Serra. É a primeira seção estadual do PP a declarar formalmente apoio a Serra.
Sugiro que o leitor mesmo tire sua conclusão a respeito de para qual candidatura a presidente da República o deputado Francisco Dornelles empurra a sardinha do PP. Para facilitar mais ainda essa conclusão, lembro que o presidente nacional do PP é o nome mais cotado, nas duas últimas semanas, em todas as especulações, para ser o candidato a vice-presidente da República na chapa do tucano José Serra.
2. Ontem certamente não foi um bom dia para a candidata Dilma Rousseff, que além de amargar essa má notícia gaúcha ainda deu uma escorregada de quebrar a parte extrema inferior da coluna vertebral, para usar a terminologia dos ortopedistas e não a popular. É que defendendo a posição brasileira de ficar acariciando o tresloucado (faz tempo que não vejo esta palavra escrita em jornal, antigamente A Tarde adorava incluí-la nas reportagens sobre suicídio) presidente Ahmadinejad, disse que o Irã “controla armas nucleares”.
Ora, o Irã já está com os bofes para fora de tanto dizer que jamais pretende controlar essas armas, embora os outros países e a torcida do Flamengo estejam cansados de saber que a República Islâmica só pensa em fazer a bomba. Mas, ao contrário do que disse Rousseff, não controla ainda. Vai ver, a candidata do PT à Presidência da República é uma dessas raras pessoas que estão à frente do seu tempo e, assim, fala de coisas futuras no presente do indicativo. E se assim é, tempo não deve perder em incluir mais esse galardão no seu currículo, na Plataforma Lattes do CNPq.

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Comentários

marco lino on 14 Maio, 2010 at 17:11 #

Meu caro,
vc entente tanto de política externa quanto minha filha de um ano entende de medicina.
Abs


luiz alfredo motta fontana on 14 Maio, 2010 at 18:13 #

Le Figaro, fr e Lula, o namoro continua:

Le chef d’État brésilien n’est pas seul à plaider pour le dialogue. La Turquie qui, comme le Brésil, fait actuellement partie du Conseil de sécurité en tant que membre non permanent, est également opposée à de nouvelles sanctions contre Téhéran.

Le porte-parole du département d’État américain, Philip Crowley, n’a pas caché son scepticisme. « Nous continuons d’avancer vers une résolution prônant des sanctions. Il y a urgence à nos yeux», a-t-il déclaré jeudi . Les États-Unis considèrent que l’Iran manipule le Brésil et la Turquie pour gagner du temps.

Le Kremlin est, en revanche, plus positif. Le président Medvedev, qui recevait Lula vendredi a fait savoir qu’il estimait que le Brésil avait la crédibilité suffisante pour faire avancer les négociations. De son côté, le président Nicolas Sarkozy a assuré mercredi que Lula bénéficiait du «soutien total de la France pour convaincre les autorités iraniennes de répondre pleinement aux demandes de la communauté internationale sur le dossier nucléaire ».

Un engagement de Mahmoud Ahmadinejad serait un succès pour le Brésil, qui revendique un siège permanent au Conseil de sécurité de l’ONU. En attendant, cette politique de conciliation profite aux entreprises brésiliennes. Les exportations brésiliennes vers l’Iran ont augmenté de 76 % les deux premiers mois de l’année.
(Lula en Iran pour la mission de la «dernière chance» – Le Figaro)


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